Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CONSOLIDAÇÃO DO PODER ANTI-CRISTO

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

 

Procedamos à leitura das seguintes passagens do Livro do Profeta Isaías:

«Como se prostituiu a cidade outrora fiel; outrora cheia de rectidão, habitação da justiça, e agora antro de assassinos?
De prata te transformaste em escória, de vinho puro em vinho aguado.
Traidores são os que te governam, e cúmplices de ladrões; todos eles amam as dádivas, e vão à cata de propinas; ao orfão não fazem justiça, e a causa da viúva não tem acesso a eles.
Por isso diz o Senhor, Deus dos exércitos, o forte de Israel:
“Ai! Devo tirar satisfação dos Meus inimigos e vingar-Me dos Meus adversários! Recolocarei a Minha mão sobre ti, purificarei no crisol as tuas escórias, separarei de ti toda a impureza.
Restituirei os teus magistrados ao estado primitivo, e os teus conselheiros ao que eram no princípio. Depois disso chamar-te-ão baluarte de Justiça e Cidade fiel.”» Is 1,21-26

 

A mortal acusação lançada pelo Profeta Isaías, em Nome de Deus, sobre uma Jerusalém prostituída, faculta-nos uma cruel imagem da actual situação estabilizada da face temporal da Santa Madre Igreja, cujas estruturas materiais expelem incessantemente a maior traição, a maior abominação, registada na História Universal, e na própria História do Universo, pois que o pecado dos anjos, por gravíssimo que tenha sido, não se assemelhou ao deicídio em que a seita conciliar arremessou o Bendito, o Sacratíssimo Sangue, de Nosso Senhor Jesus Cristo, para o monturo da História.
Todavia o que também caracteriza o reinado absoluto do anti-Cristo é a total ausência de contraditório institucional.
Em vida de Monsenhor Lefebvre, e sob o seu comando, existia ainda um poder institucional de relativamente pequena magnitude – a Fraternidade Sacerdotal São Pio X – mas que combatia activamente a seita conciliar, desautorizando formalmente o seu falso magistério anti-Cristo, e incentivando os fiéis a abandoná-la.
Hoje, tudo isso desapareceu.
Ao extinguir-se, como corpo de combate, a referida Fraternidade subtraiu aos fiéis o seu derradeiro apoio institucional na resistência ao reinado do anti-Cristo.
Pessoas existem que reputam exagerada a classificação de “reinado do anti-Cristo”.
A esses, solicitamos que meditem no que São Pio X – cujo centenário do nascimento para Deus se comemora no próximo dia 20 de Agosto – poderia pensar dos falsos papas conciliares, dos papas da morte de Deus; e São Pio V (1566-1572), que pensaria ele, que orgulhosamente ostentava o Título de Grande Inquisidor; que pensariam eles da chamada “nova missa” em que se presta objectivamente culto a satanás; que pensariam eles da liberdade religiosa, a qual sempre foi considerada pela Santa Madre Igreja COMO UMA FORMA DE ATEÍSMO. Evidentemente que eles, ao contemplarem a nossa época, possuiríam a certeza de que o reinado do anti-Cristo havia plenamente chegado. No Céu, os santos possuem um conhecimento privilegiado do que se passa na Terra, todavia CONTEMPLAM-NO À LUZ DE DEUS, E DA IDEIA PROVIDENCIAL DO MUNDO, ETERNAMENTE PRESENTE NA INTELIGÊNCIA DIVINA, portanto a uma escala inteiramente diferente dos que caminham neste pobre mundo.
A Fraternidade São Pio X, na pessoa dos seus chefes, desempenha hoje, INSTITUCIONALMENTE, uma função auxiliar efectiva das forças anti-Cristo, embora saibamos, que INDIVIDUALMENTE, existem no seu seio numerosos sacerdotes, que mesmo com o coração despedaçado, procuram facultar às almas o Pão da sã Doutrina.
Afirmava Monsenhor Lefebvre em 1987, por ocasião duma conferência com Ratzinger:
«Eminência – diz Lefebvre – mesmo se me concederdes tudo: um Bispo, uma certa autonomia em relação aos Bispos, a Liturgia de 1962, continuar os Seminários… não podemos colaborar, porque trabalhamos EM DIRECÇÕES OPOSTAS: VÓS TRABALHAIS CONTRA A SOCIEDADE CRISTÃ, CONTRA A IGREJA, NÓS TRABALHAMOS PARA CRISTIANIZAR A SOCIEDADE.
Para nós, Nosso Senhor Jesus Cristo, é tudo, é a nossa vida. A Igreja é Nosso Senhor Jesus Cristo; o sacerdote, é um outro Cristo; a Santa Missa é o triunfo de Nosso Senhor Jesus Cristo pela Cruz. O nosso Seminário: estamos inteiramente nele orientados para o Reino de Nosso Senhor Jesus Cristo. E vós fazeis O CONTRÁRIO, acabais de tentar provar-me que Nosso Senhor Jesus Cristo não pode, nem deve reinar, sobre as sociedades».
E noutra ocasião diz Monsenhor Lefebvre:
«Nosso Senhor Jesus Cristo já não deve reinar? Nosso Senhor portanto já não é Deus? – ROMA PERDEU A FÉ, ROMA ESTÁ NA APOSTASIA!»
É necessário, que de uma vez por todas, as inteligências assimilem que A SUBSTITUIÇÃO DO PRINCÍPIO ESSENCIALISTA, ETERNO E IMUTÁVEL DA FÉ CATÓLICA PELO PRINCÍPIO EXISTENCIALISTA, RELATIVISTA, EVOLUTIVO, CORRESPONDE A UMA APOSTASIA, E CONSTITUI, SIMULTÂNEAMENTE, UMA QUEDA NO ATEÍSMO ANTROPOLÁTRICO.
Tudo o resto são consequências deste naufrágio tremendo, desta abominação infernal.

Todavia é nos tempos actuais, que Monsenhor Lefebvre naturalmente não viveu, que se obteve a CERTEZA ABSOLUTA DA USURPAÇÃO DO TRONO DE SÃO PEDRO PELA POTÊNCIA INFERNAL DAS FORÇAS ANTI-CRISTO. Era essa aliás a certeza última que Monsenhor Lefebvre considerava ainda não possuir, NO FORO PÚBLICO, para assumir também pùblicamente as necessárias consequências. Ou seja: Monsenhor Lefebvre, em 1987, já teria concluído, particularmente, pela usurpação da Sólio Pontifício, mas não cogitava haver-se alcançado o momento histórico de comprometer pùblicamente as suas responsabilidades episcopais numa tal proclamação solene e oficial.
Todavia Monsenhor Lefebvre, passada a primeira década do pós-concílio, jamais garantiu que o Romano Pontificado não estivesse usurpado por uma loja maçonica, MUITO PELO CONTRÁRIO, inclinou-se sempre, muito nìtidamente, para a tese sedevacantista, embora sem proferir nenhuma declaração oficial, como já se referiu.
Contudo, D.Fellay jura e garante dogmàticamente que os “papas” conciliares são verdadeiros, garante que a Igreja conciliar é a verdadeira Santa Igreja Católica, com bispos, padres e missas válidos e legítimos, e expulsa inexoràvelmente da sua Fraternidade quem não pensa assim, não se importando para nada com o cada vez maior número de sacerdotes vagos, isto é, privados de vínculo episcopal, algo de verdadeiramente inconcebível para o Direito Canónico. Para D. Fellay tudo se consubstancia em “diferentes sensibilidades teológicas e litúrgicas”, ou seja: D. Fellay rebaixa a dignidade, a sacralidade, e a irrevogabilidade, do combate contra o poder do anti-Cristo, a um simples matiz de temperamento, à semelhança do legítimo pluralismo de que ao longo dos séculos gozaram as diversas Ordens e Congregações religiosas, fundamentado na natural diversidade da caracteriologia humana. D. Fellay demonstra assim ser um apóstata, vendido às potências do Mal.
Colocar-se-á a seguinte questão: Qual foi o acontecimento dos últimos vinte e cinco anos que corroborou, em definitivo, a usurpação do Trono de Pedro? Foi precisamente a “normalização” da crise da Igreja. Cessou a crise da Igreja, porque a Igreja oficial que temos já não é a Santa Madre Igreja, mas sim o panteão cósmico visionado por Teillard de Chardin, pela maçonaria internacional, e até pelos comunistas. Já não existe crise nenhuma, porque já não existe o sujeito dessa crise, existe a Igreja antropolátrica partejada brutalmente pelo demónio.

Aliás o próprio Monsenhor Lefebvre, numa reflexão de 1990, terá vislumbrado essa “normalização”, que historiadores e sociólogos mais sérios contemplam como constituindo uma fronteira essencial da História Universal. O fim da crise edificará assim, em absoluto, a prova maior do triunfo total (mas apenas temporal) do poder do Anti-Cristo.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Março de 2014

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