Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CONCEPÇÃO MODERNISTA DO PECADO

papafranciscoalegre

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura das seguintes passagens do Salmo 119:

«Bem-Aventurados os homens cujo proceder é ilibado, os que procedem segundo a Lei do Senhor.
Bem-Aventurados os que praticam as Suas advertências, e de todo o coração O buscam; que não perpetram iniquidade alguma, mas andam nos Seus caminhos.
Promulgastes os Vossos preceitos, para serem guardados à risca.
Oxalá se firmem os meus passos, na observância dos Vossos estatutos.
Então não terei de me envergonhar, tendo os olhos fixos em todos os Vossos Mandamentos.
Com sinceridade de coração hei-de louvar-Vos e agradecer-Vos, quando me houver familiarizado com os Vossos justos decretos. Guardarei os Vossos estatutos, não me desampareis completamente. Como poderá o jovem conservar pura a sua conduta? Atendo-se aos Vossos ditames, de todo o coração Vos procuro; não me deixeis transviar dos Vossos Mandamentos. Entesouro a Vossa Palavra no meu coração, para que jamais Vos venha a ofender.

Sêde bendito Senhor; adestrai-me nas Vossas instituições.
Com os meus lábios torno a cantar, todos os decretos que proferistes.
Deleito-me na prática dos Vossos ensinamentos, como se possuíra todos os tesouros.
Meditarei os Vossos preceitos, e considerarei os Vossos Caminhos.
Hei-de deliciar-me com os Vosso estatutos; jamais esquecerei a Vossa Palavra»  Sl 119, 1-16

O pecado define-se, fundamentalmente, como uma transgressão da Lei Divina; evidentemente que é uma ofensa a Deus Uno e Trino, Criador, Redentor e Consumador do Homem; subvertendo-se as coordenadas teológicas e filosóficas essenciais do Catolicismo, É DESTRUÍDO O CONCEITO DE PECADO, TAL COMO É DESTRUÍDO O CONCEITO DE DEUS.
A ofensa a Deus constitui, essencialmente, uma perda acidental, mas real, de ser, uma perda de Unidade, de Verdade, de Bondade; é o próprio nada que corrói o ser, na exacta medida em que o pecado, enquanto tal, ontològicamente, não possui  nem causa eficiente, nem causa exemplar, nem causa final – é apenas resultado. O pecado é uma PRIVAÇÃO QUALIFICADA DE SER MORAL.
Só Deus é metafìsicamente impecável; os Anjos são ontològicamente e substancialmente impecáveis sòmente NA ORDEM NATURAL. Nossa Senhora é acidentalmente impecável por privilégio absolutamente único da Graça Sobrenatural. Nosso Senhor é SUBSTANCIAL, METAFÍSICA, E ONTOLÒGICAMENTE impecável. Apenas os santos confirmados em Graça se tornaram ontológica e acidentalmente impecáveis
Adão e Eva, para pecarem, tiveram que exercer uma grande força moral negativa, precisamente para vencerem a sua condição ontológica privilegiada, na qual toda a realidade material e toda a realidade espiritual impulsionavam os homens para a virtude Sobrenatural.
Desgraçadamente, na condição humana verificada após o pecado original, a norma é o pecado, e a excepção é a virtude; e com a agravante extraordinária de nos tempos actuais já não existir nenhuma força institucional que combata o pecado.
Como há pouco se referiu a subversão da Fé Teologal, Sobrenatural, implica a aniquilação total do conceito de pecado. Acontece que a profissão de Fé Católica na faculdade da inteligência, elevada Sobrenaturalmente pelo hábito correspondente da Fé, é indissociável do conhecimento teórico, pela mesma inteligência, de todo um conjunto de princípios comportamentais, os quais constituem como que a face operativa da Fé Teologal. É certo que a vontade pode não se conformar pràticamente com esses princípios, e então teremos a Fé informe, desacompanhada da Caridade e da Graça Santificante; mas a Fé, enquanto tal, e na medida em que é Fé, não pode deixar de conhecer especulativamente, Sobrenaturalmente, tais princípios da Moral.
No plano filosófico, os princípios éticos são conhecidos através do hábito natural da sindérese, possuído pela alma, criada por Deus, enquanto é substância espiritual inteligente, ou seja, enquanto exerce o acto de ser – e o ser é Uno, Verdadeiro e Bom. Em Adão e Eva, o hábito natural dos primeiros princípios do conhecimento, tal como o hábito natural da sindérese, após o pecado original, sofreram uma ferida profunda e EXTRÍNSECA que muito dificulta, a Adão e Eva depois do pecado, e a nós, a recta aplicação desses hábitos ontológicos ao concreto da vida. Portanto, em nós permanece o hábito natural dos primeiros princípios, mas a ferida do pecado original perturba a aplicação prática desses mesmos princípios.
A Moral Sobrenatural não nega a ética natural, ratifica-a, elevando-a infinitamente ao plano da Revelação.
A dificuldade intelectual e moral, que no plano natural, muitos homens poderiam sentir em alcançar as verdades fundamentais da religião, é suprida por Deus Nosso Senhor, que no Seu Santo Sacrifício do Calvário, no Seu Magistério Sagrado e na Sua Santa Igreja Católica nos providenciou a Fé, a Esperança e a Caridade, as Virtudes Cardeais, a Graça Santificante, os Dons do Espírito Santo, bem como todo um Tesouro Doutrinal Sobrenatural, para nossa Eterna Salvação.
Nunca se deve confundir o conceito de Deus com o conceito de ser: o ser é uma NOÇÃO ABSTRACTA, Deus é uma realidade perfeitamente CONCRETA E PESSOAL. A abstracção adequa intelectualmente a realidade objectiva a determinadas necessidades gnoseológicas do sujeito.
O modernismo, rebaixando a Revelação a uma blasfema «consciencialização progressiva por parte da Humanidade das suas relações com “deus”», reduzindo o Deus de Abraão, Isaac e Jacob, a Santíssima e indivisível Trindade, a uma síntese cultural “das maiores e mais ousadas aspirações individuais e colectivas da Humanidade em evolução,” esse mesmo modernismo, só podia exautorar sacrìlegamente o conceito de pecado, relegando-o para uma noção de simples dano social: O PECADO, PARA O MODERNISMO, SERÁ POIS TUDO AQUILO QUE OFENDE OS INTERESSES POSITIVOS E MATERIAIS DA CONVIVÊNCIA SOCIAL, OS QUAIS SERÃO SEMPRE DEFINIDOS DE FORMA RELATIVISTA E DE ACORDO COM CADA MOMENTO DA EVOLUÇÃO VITAL DA HUMANIDADE. DESAPARECE ASSIM QUALQUER REFERENCIAL OBJECTIVO, ETERNO E IMUTÁVEL, BÚSSOLA TRANSCENDENTE DA INTELIGÊNCIA E DA VONTADE, NA AFERIÇÃO ABSOLUTA DAS CONDUTAS HUMANAS.
E o resultado é precisamente: Bergoglio.
Bergoglio é a monstruosa consequência próxima de mais de cinquenta anos de modernismo completamente solto dentro da Igreja, e constitui a consequência remota de cinco séculos de revolução anti-cristã.
Todavia, é impossível explicar Bergoglio sem uma referência formal ao culto de satanás dentro da seita conciliar, directamente propiciado PELA DESTRUIÇÃO DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA. Efectivamente a supressão da Santa Missa, agora macaqueada por um arremedo, faz com que esse simulacro CONSTITUA AUTOMÀTICAMENTE CULTO OBJECTIVO E INSTITUCIONAL DE SATANÁS. Bergoglio é o fruto amaríssimo desse culto satânico. Porque este panteão mundialista da Igreja conciliar possui toda a sua razão de ser no culto a satanás; A PEDERASTIA, A SODOMIA, CONSTITUEM FORMAS QUALIFICADAS DE CULTO SATÂNICO.
MAS NOSSO SENHOR JESUS CRISTO PERMANECE ETERNAMENTE.
Como acima afirmámos, a Fé informe consubstancia um estado de pecado, de imoralidade, mas não de amoralidade; amoral é aquele que perdeu toda e qualquer referência objectiva no plano moral. Neste quadro conceptual a Igreja conciliar, chefiada por Bergoglio, é AMORAL.
Como sempre ensinou a Santa Madre Igreja, quem conserva a Fé pode sempre voltar a conformar a sua conduta com as exigências da mesma Fé; mas uma vez perdida a Fé, extinguem-se todas as referências, todos os padrões, e o resultado só pode ser a aniquilação. Bergoglio, é para todos absolutamente nítido, perdeu (ou nunca possuiu) todas as referências, é um vazio acabrunhante, a Sé Romana está usurpada por um niilista, nem Jean-Paul Sartre possuía um discurso tão ostensivamente deprimente, tão finalizante, tão revelador duma Humanidade exaurida de todos os seus recursos espirituais e morais.
Sòmente a Graça Santificante e a Caridade Sobrenatural conferem à Moral todo o seu fulgor Divino; na realidade, o cumprimento Sobrenatural da Lei Eterna constitui para nós um enriquecimento ontológico infinito, na exacta medida em que se traduz numa verdadeira, embora acidental, participação na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina. Todo o enriquecimento pela Virtude Sobrenatural implica, extrìnsecamente, um desenvolvimento da virtude natural, MAS O CONTRÁRIO É FALSO. Enquanto o pecado nos priva, acidental, mas qualificadamente, de ser moral e da Graça Divina; a virtude natural enriquece-nos acidental, mas verdadeiramente, de ser moral; mas só a virtude Sobrenatural nos incorporará em Nosso Senhor Jesus Cristo, e na Beatitude salvífica, Eternamente irradiante da Sua Cruz.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 6 de Abril de 2014

A

Uma resposta para “A CONCEPÇÃO MODERNISTA DO PECADO

  1. Zoltan Batiz abril 8, 2014 às 1:15 pm

    Na Vulgata Sistino-Clementina, que é a versão normativa da Igreja Católica, este salmo é o número 118 (dicitur Dominica ad Primam, Teritiam, Sextam, Nonam): Beáti immaculáti in via, qui ámbulant in lege Dómini.
    2 Beáti qui scrutántur testimónia ejus ;
    in toto corde exquírunt eum.
    3 Non enim qui operántur iniquitátem
    in viis ejus ambulavérunt.
    4 Tu mandásti mandáta tua
    custodíri nimis.
    5 Útinam dirigántur viæ meæ
    ad custodiéndas justificatiónes tuas.
    6 Tunc non confúndar,
    cum perspéxero in ómnibus mandátis tuis.
    7 Confitébor tibi in directióne cordis,
    in eo quod dídici judícia justítiæ tuæ.
    8 Justificatiónes tuas custódiam ;
    non me derelínquas usquequáque.

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