Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DEMOCRACIA – O MAIOR ABSURDO FILOSÓFICO E TEOLÓGICO [do mundo!]

  • No discurso sobre os «cultos» do «festim político» o escritor e acadêmico francês, Emile Faguet, classificou as formas de política como cultos. Por exemplo, para a monarquia seria o “culto da honra”, enquanto que a democracia – no título do livro é “Le culte de l’incompétence» – seria sustentada pelo culto da mediocridade, irresponsabilidade e voracidade de poder popular, em abissal contraste com o culto do Cristianismo cuja honra era a do cavaleiro que arrisca a vida para o bem e a defesa de outros, à imagem do Sacrifício de Jesus Cristo. Eis o que o “culto do cristão adulto” (culto do homem promovido pelos «papas» do Vaticano 2º) abateu a favor do culto democrata baseado na livre opção ecumenista até de seitas religiosas; é o culto do livre mercado sentimental de opiniões, às custas da Verdade!

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura de passagens das Letras Apostólicas “In Eminenti Apostolatus Specula”. (PRIMEIRO DOCUMENTO PONTIFÍCIO CONDENANDO A MAÇONARIA) promulgadas pelo Papa Clemente XII, em 28 de Abril de 1738:

« … Nós tomámos conhecimento de que certas sociedades, reuniões, assembleias, conventículos, comummente apelidados “franco-maçons”ou “franco-massons,”ou designados por um outro nome, segundo a diversidade de línguas, progridem à nossa volta, reforçando-se dia a dia; homens de qualquer religião ou seita, que se contentam com uma aparência afectada de honestidade natural, aí se associam para um pacto simultâneamente estreito e impenetrável, segundo as leis ou estatutos por eles estabelecidos; e ao mesmo tempo tais homens encontram-se obrigados, quer por um rigoroso juramento prestado sobre a Bíblia, quer por uma acumulação de severas penas, a dissimular por um inviolável segredo, o que secretamente operam.
Mas porque está na natureza da perversidade o revelar-se, produzindo um clamor que atrai, os supra-referidos conventículos e sociedades suscitaram no espírito dos fiéis uma suspeita tão grande, que para aqueles que são prudentes e probos, aderir a estas organizações constitui exactamente a mesma coisa do que contrair as suas nódoas da vilania e da infâmia, porque se eles não agissem mal não teriam um tão grande ódio à luz.
Este rumor expandiu-se presentemente a tal ponto, que em muitas regiões, as sociedades, há pouco citadas, têm sido proibidas pelos poderes seculares, como colocando em causa a segurança do Reino, havendo sido suprimidas desde há muito tempo por precaução.
É por isso que: Considerando no nosso coração os muito graves prejuízos que, o mais frequentemente, são infligidos por tais sociedades e conventículos, não sòmente à tranquilidade da sociedade, mas igualmente À SALVAÇÃO DAS ALMAS, e que por isso tais sociedades não se harmonizam de forma nenhuma com as leis Divinas e Canónicas, e pois que nos é ensinado pela Palavra Divina… que é necessário velar para que homens desta espécie não penetrem nas casas como ladrões, para que, efectivamente, não falsifiquem os corações dos simples…, com o objectivo de obstruir a ampla via que por aí poderia ser aberta, permitindo realizar, impunemente, iniquidades, e por outras razões justas e razoáveis por nós conhecidas;
sob o conselho de certos… cardeais, bem como por nossa própria espontaneidade, nós decidimos com a plenitude do nosso poder Apostólico, que estas mesmas sociedades ou conventículos, levando o nome de “franco-maçons” ou “franco-massons,” ou qualquer outro nome… devem ser condenados e proibidos…
É solicitado aos ordinários dos lugares e inquisidores para punir os transgressores, com as penas apropriadas, como sendo fortemente suspeitos de heresia.»

A não ter existido o pecado original, a unidade do Género humano seria perfeita; todas as inteligências se uniriam na Verdade, e todos os corações na Caridade; não haveria lugar para a discórdia, nem para a divisão em partidos ou grupos emulativos, e portanto não existiriam Estados tais como os conhecemos; haveria uma Ordem hierárquica, mas que não seria coactiva.
O Princípio de Ordem hierárquica possui seu fundamento na Lei Eterna que constitui um Princípio Incriado de Ordem para toda a natureza criada ou possível. A Criação é livre, mas não é arbitrária, ou seja, Deus podia criar ou não criar, mas ao criar, necessàriamente tinha de respeitar os princípios metafísicos cujo fundamento é o próprio Deus.

Deus não produz a verdade, nem está submetido à Verdade – DEUS É A VERDADE, E POR ISSO AO CRIAR O MUNDO, CRIOU-O NA SUA PRÓPRIA VERDADE E COM A SUA PRÓPRIA VERDADE, E A VERDADE DO SER É NECESSÁRIAMENTE A ORDEM DO SER, MODERANDO TELEOLÒGICAMENTE OS SEUS ELEMENTOS DE FORMA A UNIFICÁ-LOS NA MESMA VERDADE, QUE É DEUS UNO E TRINO.
Neste quadro conceptual, toda a Criação, quer queira, quer não, tem que respeitar, ao menos MATERIALMENTE, a verdade última do ser.

Mesmo as maiores tiranias anti-Cristo têm que impor uma determinada ordem interna, moderando a actividade dos indivíduos em benefício da sobrevivência do Todo; portanto respeitam MATERIALMENTE a Lei Eterna.
A não ter existido o pecado original, todos os seres humanos moderariam a sua conduta segundo princípios racionais e Sobrenaturais perfeitamente objectivos, claramente conhecidos e pronta e gratificantemente obedecidos – SEM NECESSIDADE DE QUALQUER COACÇÃO.
A consequência fundamental do pecado original consiste precisamente na alienação dos homens face à Ordem Divina objectiva, submetidos que ficam a tirania das próprias paixões; são incapazes de raciocinar objectivamente.
A grande massa popular em geral não pensa, e quando pensa, pensa mal, hipertrofiando os seus interesses pessoais, sem os subordinar à devida ordem hierárquica.
Sendo o homem um animal recional, tem que saber conjugar a inteligibilidade, a dignidade, a objectividade do motivo racional com a energia psico-biológica que deve incorporar nesse mesmo motivo. Os Anjos não necessitam de assim proceder porque são puros espíritos.

O excesso de energia psico-biológica radica na nossa natureza animal, no nosso concupiscível e no nosso irascível; mas se nos irracionais e portanto entes não morais, o concupiscível e o irascível se encontram ao serviço do instinto, no homem as faculdades sensitivas devem submeter-se às faculdades racionais – inteligência e vontade.

O animal encontra já inscritos na sua própria constituição, automàticamente, os meios e os fins da sua vida; não possui a faculdade espiritual de se mover no ser. O HOMEM, PELO CONTRÁRIO, DEVER-SE-Á MOVER NA VERDADE E NO BEM, PORQUE É CORPO E ESPÍRITO; Deverá saber dosear sempre a vitalidade concupiscível e irascível necessária à implementação do objecto próprio racional da acção; se essa vitalidade for insuficiente, o querer da vontade será vazio e ineficaz, se for em excesso, a vontade será ultrapassada pelo concupiscível ou irascível, originando-se actos “animais,” pois que realizados pela energia sensitiva irracional e não pela espiritualidade racional.

Pior do que tudo é quando a energia vital sensitiva, longe de se submeter à razão, passa a avassalá-la e a governá-la.
Os grandes movimentos de massas, em todas as épocas, e em todos os lugares, são irracionalistas, precisamente porque alicerçados na emotividade animal da massa humana. Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi o “filósofo” do irracionalismo; a Reforma e a Revolução de 1789 foram em grande parte irracionalistas; o Fascismo italiano e sobretudo o Nazismo alemão foram movimentos irracionalistas, o Estalinismo foi parcialmente irracionalista; a Revolução Portuguesa do 25 de Abril de 1974 foi em grande parte irracionalista; o século XX, genèricamente, assistiu a um recrudescer do irracionalismo.
Donde se conclui que a Democracia, mesmo no plano filosófico, é absurda; efectivamente, como foi referido, o voto das massas é quase sempre, caracterizadamente, um tiro no escuro; não significa nada, não é nada, não possui qualquer objectividade; e nos raros casos em que significa alguma coisa, não consiste numa moção para o Bem, mas sim, quase sempre, para o mal, o que é lógico, dado que a grande maioria dos homens são, e sempre foram, maus. Não nos olvidemos de que os grandes inimigos da alma são o mundo, o demónio, e a carne; a forma como, em todas as épocas e em todos os lugares, os bons são cilindrados pelos maus, é a esse respeito esclarecedora.
Evidentemente, para quem nega as Essências Absolutas, Eternas e Imutáveis, quem reduz a vida a “aglomerado indiferente e permanente de possibilidades,” mas simultâneamente necesita de assegurar, bem ou mal, a continuidade do corpo social, como já se afirmou, é constringido a encontrar um qualquer princípio de ordem, e então inventou a Democracia, sistema ateu ou agnóstico por definição, e que destrói o próprio conceito de religião natural.

O Liberalismo é complementar da Democracia na exacta medida em que se não existe uma Verdade Absoluta e Eterna, então o vínculo fundamental da decisão política pertencerá às massas, ou pelo menos à sua fina-flor, e então também não haverá nenhuma razão para impedir o livre debate contraditório permanente, sobre as diversas concepções de vida, nos parlamentos e nos orgãos de comunicação social.
A Revelação Sobrenatural não invalida a razão natural, eleva-a, sim, a participar na Inteligência Divina pela Virtude Teologal da Fé, a qual é destruída inapelàvelmente por qualquer sombra de pensamento democrático de tipo revolucionário; visto que a Santa Madre Igreja ensinou sempre a sujeição integral do poder civil ao poder religioso, sem prejuízo de em certas situações, a fina-flor duma determinada Nação (não a massa popular) poder escolher (orgânicamente, não individualìsticamente) , por exemplo, o chefe duma nova Dinastia: PODE ESCOLHER O HOMEM, MAS NÃO CONSTITUI A FUNÇÃO, esta, no que possui de mais nobre e mais excelso, é constituída pelo Romano Pontífice, no exercício do seu Poder Temporal indirecto.
Ao condenar a maçonaria em 1738, Clemente XII mais não fazia do que chamar a atenção para os desenvolvimentos políticos e culturais da chamada Reforma, que na forma de despotismo iluminado invadiam a Europa, e em breve obrigariam o Papa Clemente XIV a suspender a Companhia de Jesus, o grande baluarte do Catolicismo contra as cortes iluminadas europeias. O século XVIII, sobretudo nas classes média e superior, assistiu à maior e mais profunda execração do espírito verdadeiramente católico, substituindo-o pelo relativismo – ORA A MENTALIDADE RELATIVISTA É MAIS FÀCILMENTE CONQUISTADA PELO IRRACIONALISMO, PRECISAMENTE PORQUE NÃO POSSUI DEFESAS RACIONAIS OBJECTIVAS.
Com o maldito concílio de Roncalli e Montini, o relativismo penetrou a fundo na face humana e terrena do Corpo Místico, usurpada pela maçonaria internacional, e com o relativismo entrou igualmente o irracionalismo.
A terrível decadência religiosa, intelectual, social, cultural e moral dos heresiarcas é fruto obsceno desse mesmo irracionalismo.
SÒMENTE A CRUZ DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO NOS PODE SALVAR, DELA IRRADIAM TODOS OS BENS SOBRENATURAIS DERRAMADOS EM TODAS AS ÉPOCAS, EM TODAS AS NAÇÕES, INCLUSIVE NO ANTIGO TESTAMENTO, A GRAÇA DA PENITÊNCIA DE ADÃO E EVA É UMA GRAÇA DA CRUZ. NO CÉU, A PAZ BEATÍFICA NOS ILUMINARÁ INFINITAMENTE, MAS NÃO OLVIDEMOS AS PALAVRAS DE NOSSA SENHORA A SANTA BERNADETTE: NÃO TE PROMETO FAZER FELIZ NA TERRA, MAS SIM NO CÉU.
NESTE POBRE MUNDO, NESTA IDADE DO ANTI-CRISTO, SÓ DEVEMOS ESPERAR UMA LUTA SEM TRÉGUAS PELA GLÓRIA DE DEUS UNO E TRINO E PELA SALVAÇÃO DAS ALMAS, COM A CERTEZA PORÉM DE QUE OS BENEFÍCIOS SOBRENATURAIS DA CRUZ NUNCA NOS FALTARÃO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 9 de Abril de 2014

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