Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

DA CANONIZAÇÃO CATÓLICA ÀS ANTI-CANONIZAÇÕES DA «OUTRA»

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No centro da Igreja Católica está o Tabernáculo;

No centro do templo conciliar está o homem entronizado.

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  • A seita anti-Cristo possui os contornos da Santa Madre Igreja, MAS EM NEGATIVO INFERNAL. Neste seu nquadro conceptual existe uma anti-Verdade, uma anti-Unidade, uma anti-Santidade, uma anti-apostolicidade, uma anti-catolicidade, que constituem as anti-notas da maldita Igreja conciliar e seus falsos papas.
  • O que foi anatematizado pelo Decreto “Lamentabili” e pela encíclica “Pascendi” constitui doutrina comum da seita conciliar, sob a forma de um agnosticismo e ateísmo que rebaixam o Dogma e a Moral Católica para um registo puramente poético. Assim, os Santos, os Papas, os teólogos e filósofos católicos são detestados pelos «santões» conciliares, como São Pio X foi detestado por Roncalli, João 23!

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UM SANTO E DOIS DEMÓNIOS

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, na mensagem comemorativa do quinquagésimo aniversário da encíclica “Rerum Novarum”, 1 de Junho de 1941:

«Da forma que se dê à sociedade, conforme ou não às Leis Divinas, depende e deriva o Bem e o Mal das almas, quer dizer, que os homens destinados todos a ser vivificados pela Graça de Cristo, nas terrenas contingências do curso da vida, respirem o são e vivificante hálito da Verdade, bem como o das virtudes morais, ou pelo contrário, o micróbio morboso e às vezes mortífero, do erro e da depravação.
Portanto cooperar no restabelecimento da ordem social, não constituirá um dever Sagrado para todo o Cristão?
Não vos acobardem, amados filhos, as dificuldades externas, nem vos desanime o obstáculo do crescente paganismo da vida pública, não vos conduzam a engano os suscitadores de erros e de teorias malsãs, perversas correntes, não de crescimento, mas sim de destruição e corrupção da vida religiosa; correntes que pretendem que na medida em que a Redenção pertence à Ordem da Graça Sobrenatural, ao constituir, portanto, obra exclusiva de Deus, não necessita da nossa cooperação neste mundo. Ó MISERÁVEL IGNORÂNCIA DA OBRA DE DEUS! «APREGOANDO QUE ERAM SÁBIOS, TORNARAM-SE NÉSCIOS». Como se a primeira eficácia da Graça não fosse o corroborar os nossos sinceros esforços para cumprir quotidianamente os Mandamentos de Deus, como indivíduos e como membros da sociedade, como se desde há dois milénios não vivesse e perseverasse na alma da Igreja o sentido da responsabilidade colectiva de todos por todos, que moveu e move as pessoas até ao heroísmo caritativo dos monges agricultores, dos libertadores de escravos, dos cuidadores dos enfermos, dos porta-bandeiras da Fé, da civilização e da ciência, em todos os povos e todas as épocas. PARA CRIAR AS ÚNICAS CONDIÇÕES SOCIAIS QUE A TODOS PODEM FAZER POSSÍVEL E PRAZENTEIRA UMA VIDA DIGNA DO HOMEM E DO CRISTÃO. Todavia, vós, conscientes e convencidos de tão sagrada responsabilidade, não vos conformeis jamais, no fundo da vossa alma, com aquela generalizada mediocridade pública, em que o comum dos homens não pode, senão com actos heróicos de virtude, observar os Divinos preceitos, sempre e em toda a parte invioláveis.»

No dia 29 de Maio de 1954, completam-se agora 60 anos, o Papa Pio XII canonizava São Pio X, falecido 40 anos antes, em 20 de Agosto de 1914.

O Papa Pio XII colocou particular empenho nesta canonizaçã (celebrada diante de 800.000 pessoas), dizia-se mesmo que Pio XII canonizara Pio X pràticamente sòzinho, em função das resistências (clericais) encontradas; ora tais resistências deviam-se ao modernismo que continuava a infectar o clero, o episcopado mundial e até os próximos de Pio XII – pois não foi o Cardeal Bea, infiltrado maçonico, confessor de Pio XII, durante três anos.
São Pio X, com todos os seus denodados esforços, demolira o aparelho exterior modernista, em termos de orgânica eclesiástica, mas apenas isso, porque não podemos olvidar que no tempo deste santo Papa a Santa Madre Igreja, lamentàvelmente, já não dispunha do apoio do braço secular – ORA UMA TAL LACUNA FAZ TODA A DIFERENÇA!

O vírus modernista continuou a trabalhar muitas almas, pois estas sabiam perfeitamente que tinham o apoio dos governos laicos e anti-clericais, bastava-lhes assim um pouco mais de astúcia para dissimular as suas diabólicas intenções; e assim a pior de todas as heresias foi gangrenando a face humana do Corpo Místico; não admira que tenha havido grandes resistências à canonização de São Pio X.
Sabendo que certo modernista andava propalando que o santo Papa era um bom padre, mas um Pontífice incapaz, São Pio X teria comentado: «Muito bem, no fundo ele até admite que eu sou um bom padre – pois foi esse o único elogio que sempre apreciei».
São Pio X, de seu nome de baptismo José Sarto, possuiu verdadeiramente o génio do Sacerdócio, de origens muito humildes, a sua mãe chegou a ser citada nos tribunais por dívidas, desde os 23 anos em contacto pastoral com o povo miúdo, José Sarto ascendeu por mérito Sobrenatural aos mais altos cargos da Igreja. Sabe-se que José Sarto não praticava nenhuma penitência ou mortificação positiva especial, salvo aquelas que são de obrigação para todo o bom católico, o que prova que é a Caridade Sobrenatural e a Graça Santificante que constituem a essência da Santidade. Viveu toda a sua vida, até ser eleito Papa, com suas irmãs solteiras, protegendo-as, bem como a sua mãe; foi sempre de uma grande generosidade para com os que eram mais pobres do que ele, pois viveu sempre com enorme austeridade, todavia, uma vez feito Papa, ordenou obras destinadas a engrandecer e glorificar o culto Divino, pois possuía perfeita consciência que a magnificência da Santa Madre Igreja não está ordenada aos homens, enquanto tais, mas sim À FUNÇÃO SAGRADA QUE ESTES DESEMPENHAM, BEM COMO AO PRÓPRIO ESPLENDOR DO CULTO DIVINO. – PARA DEUS O MELHOR!
A encíclica “Pascendi,”de 8 de Setembro de 1907, constitui o documento mais sério que a Santa Madre Igreja, personificada no Vigário de Cristo, promulgou no século XX. Antecedida (3 de Julho do mesmo ano) do decreto “Lamentabili sane” promulgado formalmente pelo Santo Ofício, mas que o Papa São Pio X integrou na sua própria autoridade, a encíclica “Pascendi” constitui um acto do MAGISTÉRIO EXTRAORDINÁRIO DO ROMANO PONTÍFICE, no qual são expressamente definidos um certo número de princípios teológicos sem os quais a Fé Católica dá lugar ao niilismo; Nomeadamente: A objectividade, transcendência e imutabilidade da Revelação; a proporção ontológica das faculdades espirituais humanas não apenas com a Revelação, mas igualmente com os motivos de credibilidade; a concreta objectividade de Deus, conhecido tanto por via natural, como por via Sobrenatural; A existência Histórica de Nosso Senhor Jesus Cristo, como verdadeiro Deus e verdadeiro Homem; A Fundação Histórica da Santa Madre Igreja como Pessoa Moral de Direito Divino, por Nosso Senhor Jesus Cristo; A realidade objectiva e Sobrenatural do Santo Sacrifício da Missa, como renovação incruenta do Sacrifício da Cruz, bem como dos demais Sacramentos; A enorme e fatal degenerescência religiosa, moral, intelectual, política e social do homem moderno.
A encíclica “Pascendi” terá sido escrita pelo teólogo Guido Mattiussi e pelo futuro Cardeal Billot, sob orientações directas e precisas do próprio São Pio X.
Em Julho de 1914, há precisamente 100 anos, ainda no Pontificado de São Pio X, a Congregação dos Estudos promulgava as célebres “Vinte e Quatro Teses Tomistas,” síntese do pensamento filosófico de São Tomás, e que constitui quase uma canonização do sistema Tomista, pois que um decreto de uma Sagrada Congregação Romana, aprovado pelo Sumo Pontífice, possui uma altíssima autoridade, embora não sendo estritamente infalível. O Decreto “Lamentabili” não foi sòmemte aprovado pelo Romano Pontífice, foi assumido e integrado na sua própria autoridade.  De qualquer modo, pertence ao Magistério infalível da Santa Madre Igreja o ensinamento de que é muito perigoso, e até tendencialmente fatal para a Fé, o abandono POSITIVO dos princípios filosóficos Tomistas.
A codificação do Direito Canónico, iniciativa de São Pio X, confiada à direcção do Cardeal Gasparri (1852-1934), constituiu outra reforma fundamental do Pontificado do Papa Sarto; até aí uma infinidade de leis antiquíssimas, e menos ajustadas à realidade presente, ainda por cima instrumentalmente dispersas por variadas e pouco acessíveis fontes, dificultavam a orientação perene e segura dos eclesiásticos. Note-se que embora a Doutrina da Igreja, tanto como o seu Direito Constitucional, interno e externo, sejam absolutamente imutáveis, tanto na conceptualização como na formulação, as disposições canónicas, de sentido mais concreto, são susceptíveis de serem aperfeiçoadas, através dos tempos, como de facto têm sido.
Já quando era Patriarca de Veneza, José Sarto se dedicara de alma e coração à reconstituição da Música Sacra em de toda a sua dignidade, desta vez com a colaboração do célebre Mestre Lourenço Perosi (1872-1957). Mais tarde, como Papa, pôde realizá-lo em toda a sua plenitude.

Palavras do Promotor Geral da Fé, Salvador Natucci, solenemente dirigidas a Pio XII, solicitando-lhe, em 12 de Fevereiro de 1951, prostrado a seus pés, o Decreto “Tuto,” pelo qual se poderia passar, com segurança, à beatificação de José Sarto: «Permite pois beatíssimo Padre, que humildemente prostrado a teus pés, acrescente também a minha petição, eu, que procurei cumprir fielmente o cargo de censor que me fora ordenado. Sob o impulso da Fé, julgo salutar e oportuníssimo, e confesso-o abertamente, que este exemplo posto autênticamente sobre o candelabro, ilumine com o multiforme esplendor das suas virtudes, não só os fiéis, como também os que vivem ainda nas trevas e na sombra da morte, e os atraia e conduza ao Reino da Verdade, da Unidade e da Paz. Expondo este meu parecer humilde, solicito, ardentemente, beatíssimo Padre a benção apostólica».
Sabemos que a anti-Igreja de satanás, a seita anti-Cristo, deveria possuir, como de facto possui, os mesmos contornos que a Santa Madre Igreja MAS EM NEGATIVO INFERNAL. Neste quadro conceptual existe uma anti-Verdade, uma anti-Unidade, uma anti-Santidade, uma anti-apostolicidade, uma anti-catolicidade, que constituem as anti-notas da maldita Igreja conciliar e seus malditos falsos papas: Roncalli, Montini, Wojtyla, Ratzinger e Bergoglio.
Anti-Verdade – na medida em que tudo o que foi anatematizado pelo Decreto “Lamentabili” e pela encíclica “Pascendi” constitui doutrina comum da seita conciliar, sob a forma de um agnosticismo e ateísmo que rebaixaram, subliminalmente, o Dogma e a Moral Católica para um registo puramente poético.
Anti-Unidade – porque constituindo o modernismo a síntese de todas as heresias, não existe, nem podia existir, qualquer unidade de Doutrina na seita conciliar, existe, sim, uma refracção satânica do Mal, o qual nos é ostentado em todos os seus matizes e subtilezas.
Anti-Santidade – agora perfeitamente demonstrada pelas anti-canonizações dos maçons Roncalli e Wojtyla; tal constitui a expressão gritante e o triunfo total (no plano temporal) do plano maçonico que a polícia Pontifícia descobriu ainda no reinado de Gregório XVI – a usurpação do Trono Pontifício. Todavia o grande triunfo do Inferno reside aqui precisamente na canonização aparente da apostasia, pelos próprios apóstatas, disfarçados de anjos da luz. Nunca a maçonaria terá previsto um triunfo tão grande, tão esmagador, tão definitivo, pois que o anti-Cristo está no zénite do seu poder.
Anti-Apostolicidade – visto que a seita conciliar não possui nenhum vínculo com os Apóstolos, pois não detém poder algum da Ordem Sagrada, nem poder algum de Jurisdição; o seu único vínculo é com o diabo.
Anti-Catolicidade – porque sòmente a Unidade, a Verdade, e a Santidade podem ser Universais, de Direito e de facto; o erro e o mal, enquanto privação de ser, nunca SÃO.
Sabemos que o triunfo final pertence a Nosso Senhor Jesus Cristo, à Sua Lei, ao Seu Evangelho, e aos Seus eleitos; sim, porque este pobre mundo só continua até estar completo o número dos eleitos.
Imploremos a Deus Nosso Senhor a Sua Graça e os Seus Dons, os Dons do Espírito Santo, Sobrenaturalmente, depois da Sagrada Eucaristia, os Dons constituem a realidade mais Divina que pode existir em nós, por isso, depois de purificados, os Dons do Espírito Santo perdurarão na Eternidade, embora neste mundo a sua função seja a de aperfeiçoar as Virtudes Teologais e Morais.

Perguntar-se-á, mas então o que é que vale mais, as Virtudes Teologais, a Graça Santificante, ou os Dons? – Os Dons do Espírito Santo são toques Sobrenaturais Divinos que Deus coloca em nós, sem nós, as nossas faculdades constituem a sua sede, não o seu princípio, a nós compete acolhê-los, para isso a Graça Santificante faculta-nos Hábitos receptivos. Na medida em que toda a Graça, toda a Virtude, e todo o Dom se consubstanciam numa participação na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina, nós tornamo-nos acidentalmente Aquilo que Deus bendito É Essencialmente; nas virtudes, somos nós, que auxiliados pelos Hábitos e pela Graça actual, produzimos   espécies Sobrenaturais, na inteligência, actos de Caridade, na Vontade; nos Dons, é Deus Nosso Senhor que coloca na nossa inteligência e na nossa vontade, esses mesmos actos, como já se disse, a nós compete integrá-los em nós. Mesmo a Graça Santificante, que é filosòficamente um acidente, adere a nós de forma ontològicamente mais profunda do que os Dons. Portanto, os Dons são, Sobrenaturalmente, mais de Deus, mas menos nossos; as virtudes Teologais e Morais são mais nossas, mas menos de Deus. O que determinará a nossa Glória será o grau de Graça Santificante.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 30 de Abril de 2014

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