Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O ÓDIO PESSOAL É INCOMPATÍVEL COM A GRAÇA SANTIFICANTE

Paixão do Cristo

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio VI, na carta “Quod Aliquantulum”, de 10 de Março de 1791, dirigida aos Bispos franceses da Assembleia Nacional:

«O efeito necessário da Constituição decretada pela Assembleia é o de aniquilar a religião católica, e com ela, a obediência devida aos reis. É neste enquadramento que se estabelece como um direito do homem em sociedade, esta liberdade absoluta, que não sòmente assegura o direito de não ser inquietado pelas suas opiniões religiosas, mas que concede ainda esta licença de pensar, de dizer, de escrever, e mesmo de fazer imprimir, impunemente, em matéria de religião, tudo o que pode sugerir a imaginação mais desordenada; DIREITO MONSTRUOSO, que todavia parece a esta Assembleia constituir o resultado da liberdade e da igualdade naturais a todos os homens. Mas que poderá haver de mais insensato do que estabelecer entre os homens esta liberdade e esta igualdade desenfreadas, que parecem sufocar a razão, o dom mais precioso com que a natureza presenteou o homem, e o único que o distingue dos animais.»

A Verdade é Metafísica e Teològicamente intolerante. Não é Deus que constitui a Verdade, nem tão pouco é constituído por ela. DEUS É A VERDADE – pura e simplesmente. Consequentemente, na Unidade Divina, só pode SER uma Verdade. Deus Uno e Trino, na Sua Asseidade Infinita, explica-se perfeitamente a Si mesmo, todavia as inteligências finitas (Anjo e Homem), nem na visão beatífica, poderão compreender integralmente esta explicação.
A intolerância multissecular da Santa Madre Igreja não decorre de razões humanas e terrenas, pois que é constitutiva da sua personalidade moral de Direito Divino. Os homens de Igreja, investidos em cargos de responsabilidade, ao longo dos séculos, ao condenarem espiritual e temporalmente os heréticos e outros elementos prejudiciais à sociedade, CONDENAVAM EM NOME DE DEUS NOSSO SENHOR, E POR AMOR À GLÓRIA DE DEUS E À SALVAÇÃO DAS ALMAS.
A objectividade constitui uma categoria ontológica da Verdade, enquanto esta transcende e universalmente subordina as vicissitudes subjectivas dos entes. Todavia a objectividade não é um Transcendental.  Quanto mais verdadeira é uma realidade mais objectiva é, e vice-versa. Não existe na História Universal, nem de perto, nem de longe, instituição tão objectiva como a Santa Madre Igreja. OBJECTIVA NA SUA DOUTRINA, revelada por Deus Nosso Senhor, que é o “Caminho, a Verdade, e a Vida,”pois como já notava Santo Agostinho: “Só por Deus se chega a Deus”. Só a Predestinação Sobrenatural nos pode conduzir eficazmente ao bom porto da Salvação; e quanto mais aprofundamos as coisas de Deus mais as queremos aprofundar; quanto mais amamos a Deus Nosso Senhor mais O queremos amar. OBJECTIVA NO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA, pois que sendo o Sacrifício da Cruz um verdadeiro Sol Sobrenatural irradiante para toda a Humanidade, o Sacrifício da Missa que é, incruentamente, o mesmo do que o da Cruz, aplica, também universalmente, um tesouro de Graças de infinito valor. OBJECTIVA EM TODOS OS OUTROS SACRAMENTOS, os quais constituem um prolongamento secundário instrumental da Excelência da Causa instrumental Primária eficiente – Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Homem; e dependem, autoritàriamente, da Causa Principal eficiente – Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus.
OBJECTIVA NAS SUAS FINALIDADES SOBRENATURAIS, que tais são, a Glória extrínseca de Deus e a Salvação das almas, sem cuidar da idade, sexo, raça, sabedoria humana, posição social, todos são, em princípio, antecedentemente, chamados à Vida Bem-Aventurada, embora, consequentemente muitos se condenem. OBJECTIVA EM TODOS OS SEUS MANDAMENTOS, pois como já se afirmou, os Mandamentos são universais, promanam da Lei Eterna de Deus, e devem a Ele conduzir, outorgando a quem os pratica uma felicidade Sobrenatural, já neste mundo.
Infelizmente, a grande maioria dos homens, em todas as épocas, não pauta a sua existência pelos ditames objectivos, hierárquicos e racionais, constitutivos da Moral Natural, e muito menos observa os preceitos Sobrenaturais, os únicos que conduzem à Eterna amizade com Deus Nosso Senhor. O fundamento das acções, dos sentimentos e pensamentos dos homens em geral, SÃO OS SEUS INTERESSES MESQUINHOS, AS SUAS AFEIÇÕES PUSILÂNIMES, EM SUMA – A SUA PRÓPRIA SUBJECTIVIDADE.
Assim como a objectividade procura hieràrquicamente, ordenadamente, transcender os interesses particulares em obediência à Lei Universal, a subjectividade procede de modo exactamente contrário – É DAÍ QUE NASCE O ÓDIO PESSOAL; nasce da frustração da criatura que opera à margem de todas as Leis, Naturais e Sobrenaturais, e consequentemente se autodestrói, numa privação qualificada de ser. PORTANTO O AMOR, EM SENTIDO TEOLÓGICO, É SER, O ÓDIO É PRIVAÇÃO DE SER; NO INFERNO SÓ PODE HAVER ÓDIO, COMO NO CÉU SÓ PODE HAVER AMOR.
A nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar é a maior responsável pelo carácter ambíguo do termo “amor”, pois que o separou da Caridade Sobrenatural de Deus Nosso Senhor, pervertendo-lhe as coordenadas essencialmente Teológicas e Metafísicas.
Deus ama-Se a Si mesmo com amor infinito, só o Bem infinito pode saciar a Vontade Infinita, como só a Verdade infinita pode saciar a Inteligência infinita; é este o fundamento do Mistério da Santíssima Trindade: o Acto infinitamente fecundo de Inteligência gera o Verbo de Deus; e o acto infinitamente fecundo de Amor “espira”(do verbo latino spirare = inflamar) o Espírito Santo. O fundamento de unidade, Teológica e Metafísica, desses Actos infinitos, reside no Pai, a Primeira Pessoa Divina.
Neste quadro conceptual, contemplamos como a Unidade, a Verdade, e o Bem, estão para a Metafísica do Ser, como o Pai, O Filho, e o Espírito Santo estão para a Teologia, para a Verdade sobrenaturalmente revelada.
No seres contingentes, a Unidade, a Verdade, e o Bem, como que se fragmentam e finitizam segundo a essência de cada ente, racional ou não; todavia e na medida em que esses mesmos entes reflectem e anunciam a seu modo as perfeições Divinas, eles tendem A RECOMPOR, DE ALGUMA MANEIRA, A UNIDADE ORIGINAL, PELO CONHECIMENTO E PELO AMOR – AQUI RESIDE A EXPLANAÇÃO ÚLTIMA DO DINAMISMO DOS ENTES, RACIONAIS OU NÃO.
Portanto o conhecimento é SER, o amor é SER; porque o ser do mundo não se pode adicionar ao ser de Deus, tal seria como adicionar a sabedoria dum livro à do seu autor; todo o ser do mundo É (não existe, É) VIRTUALMENTE em Deus.
O ódio é dissociador, atomizador do SER, diminui-o, corrói-o. Este pobre mundo está cheio de ódio, porque antes de tudo o mais – NÃO TEM DEUS. E são precisamente os que mais pregam o “amor”que mais eivados estão pelo ódio, pois que operam sob determinações que nada têm a ver com as normas e finalidades da Criação e da Glória de Deus e Salvação das almas
O ódio pessoal, subjectivo, é completamente incompatível com a Graça Santificante; mas não a REPULSA MORAL OBJECTIVA; esta constitui uma expressão RECTA, HIERÁRQUICA E ORDENADA da justíssima indignação pelo conculcar dos Direitos de Deus e da Salvação das almas. Queira Deus que nunca se detecte um clima de ódio entre os defensores da Santa Tradição Católica.
Monsenhor Lefebvre sempre proclamou, dando o exemplo, que a causa Católica, que é a da Santa Madre Igreja, não pode tolerar manifestações, que seriam normais nas pessoas do mundo, mas que constituem um verdadeiro escândalo naqueles que afirmam ser discípulos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Fé Católica não é, nem pode ser, pacifista, deve, pelo contrário ser lutadora, combativa, pois que todos devemos ser soldados de Cristo; arvorando a causa de Deus, não pode contudo desmentir na sua operação, nem a Verdade e o Bem que afirma pela sua Fé, nem a Luz imorredoira que espera na Eternidade.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 17 de Maio de 2014

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