Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NA ASCENSÃO NOSSO SENHOR ABRIU O CÉU DA ETERNIDADE

Ascensione_barbalonga4

  • Ascensão de Nosso Senhor. “Porque ficais ai olhando para o céu; Jesus, separando-se de vós, foi arrebatado ao Céu e virá do mesmo modo que o vistes subir ao Céu”. Já Santo Estevão, primeiro mártir, viu “os céus abertos e o Filho do homem de pé à direita de Deus”.
  • Santo Agostinho tece considerações sobre Jesus de pé, enquanto São Marcos diz que está sentado como Juiz para julgar, e o explica pela necessidade que resta ao homem do duplo combate, para o qual Jesus estará ao lado dos fiéis até o fim dos tempos. Abriu ao homem o Céu da Eternidade, mas requer o nosso testemunho na dupla luta pela defesa e propagação da Fé a fim de merecê-lo.

*

*   *   +

A UNIDADE PESSOAL FACE À ETERNIDADE

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos a seguinte passagem do Livro do Profeta Daniel:

« ORAÇÃO DE AZARIAS – Azarias pondo-se de pé, orou assim, e abrindo a sua boca no meio do fogo disse:
Bendito sois vós, Senhor, Deus de nossos pais e digno de louvor, e glorioso é o vosso nome pelos séculos.
Porque sois justo em tudo o que fizestes, todas as Vossas obras são verdadeiras, rectos os Vossos caminhos, e todos os Vossos juízos se baseiam na Verdade, e tomastes decisões conforme à Verdade, em tudo o que fizestes que nos sobreviesse, e à cidade santa, a Jerusalém dos nossos pais.
Sim, em verdade e justiça atraístes todos estes castigos por causa dos nossos pecados, pois que pecamos, procedendo mal, afastando-nos de Vós.
Pecamos em todos os sentidos, não escutando os Vossos Mandamentos, não os observamos, nem agimos segundo o que nos ordenastes, para o nosso bem.
Tudo quanto nos fizestes que nos sobreviesse, e tudo o que fizestes connosco, com juízo verdadeiro o fizestes.
 (…) Ah! Senhor, somos humilhados em toda a Terra por causa dos nossos pecados.
NESTE TEMPO NÃO TEMOS CHEFE, NEM PROFETA, NEM GUIA, NEM OFERTA DE HOLOCAUSTO, NEM SACRIFÍCIO, NEM OBLAÇÃO, NEM INCENSO, NEM LUGAR ONDE APRESENTAR-VOS AS PRIMÍCIAS E ENCONTRAR MISERICÓRDIA. Mas a contrição de ânimo e a humildade de espírito nos faça encontrar acolhida, porque não serão confundidos os que em vós esperam.»  Dan 3,25-40

 

A vida humana, tão ínfima no plano material, mas encerrando uma tão elevada magnitude no plano espiritual e moral, constitui assim um microcosmo assombroso em que se processa a síntese hierárquica e qualificada das maravilhas da Criação. O Anjo, com toda a sua fulgurante inteligência, com a sua independência do espaço e do tempo, com o seu domínio relativo da matéria, com toda uma perfeição específica concentrada num só ente, não é contudo tão soberanamente eficaz na penetração do concreto individual, exactamente pela sua constituição ontológica em que depende essencialmente, substantivamente, das ideias infusas para conhecer o mundo físico. Apesar dessa limitação constitutiva da sua natureza, é certo que os Anjos conhecem, indirecta, mas incomparàvelmente melhor, o concreto individual, do que os seres humanos, e tanto assim que, por disposição da Divina Providência, podem curar certas doenças, embora não possam ressuscitar mortos, a não ser como causa instrumental. Mas por muito que conheçam e influam no mundo físico, os Anjos encontram-se ontològicamente longe dele, não participam directamente dele, ao passo que os seres humanos participam directamente, quer do mundo físico, quer do mundo espiritual, podendo selectiva e ordenadamente haurir certos benefícios espirituais e Sobrenaturais dessa participação.
O Anjo é pois, globalmente, mais perfeito do que o Homem, não pode todavia conquistar, com o auxílio da Graça de Deus, das Virtudes Teologais e Morais, e dos Dons do Espírito Santo, o seu triunfo sobre a pesada  densidade opaca e dispersiva da matéria, pois que mesmo Adão e Eva no Paraíso terrestre tinham necessidade dessas Graças para perseverar no seu elevado estado e crescer na Caridade Sobrenatural. O Anjo foi criado na posse da Graça Santificante e submetido à prova no instante (não temporal, mas ontológico) seguinte, logo recebendo o prémio ou o castigo correspondente. O ANJO NÃO PODIA FAZER PENITÊNCIA, PORQUE A SUA CONSTITUIÇÃO ONTOLÓGICA O TORNAVA IMUTÁVEL NAS DISPOSIÇÃOES ADQUIRIDAS, TAL COMO ACONTECE COM OS HOMENS CUJAS DISPOSIÇÕES À HORA DA MORTE PERMANECEM ONTOLÒGICAMENTE IMUTÁVEIS NA ETERNIDADE.
O Homem, imerso na dispersividade sucessiva do mundo físico, pode e deve, com o auxílio de Deus, edificar    A SUA PRÓPRIA UNIDADE SOBRENATURAL; os Anjos, que não estão submetidos à duração temporal, integram já, constitutivamente, na sua natureza, uma unidade ontológica perfeita (mas não infinitamente perfeita, porque essa, só Deus) sem qualquer desagregação, sem composição numerável, sem debilitação do ser.
A edificação unitária, assume no Homem, um carácter essencialmente moral e operativo Sobrenatural. Existe, sem dúvida, uma edificação na Ordem Natural que certos filósofos pré-cristãos (nunca os anti-cristãos) conheceram, uma beatitude terrena determinada pela actividade superior da razão; todavia, mesmo homens como Aristóteles e Platão terão sido enriquecidos pela Graça Medicinal, merecida por Nosso Senhor Jesus Cristo, pois não parece haverem possuído a Graça Santificante.
É pois Deus Nosso Senhor que aperfeiçoando sobrenaturalmente todo o nosso ser, unificando hieràrquicamente todas as nossas perspectivas, intelectivas e volitivas, SEGUNDO UM SÓ PRINCÍPIO, QUE É O DA FÉ CATÓLICA, logra constituir em nós, mesmo neste pobre mundo, uma imagem real da estabilidade e da unidade Sobrenatural dos Bens celestes, através da nossa participação acidental na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina.
A nossa própria vida, mesmo no plano natural, deve ser concebida como uma hierarquia composta por diversas fases espontâneamente articuladas, sem que a sua sucessão natural possa ser interrompida, subvertida, ou pior do que tudo, invertida, sem grave transgressão moral; na exacta medida em que a Ordem Sobrenatural, não nega, mas eleva essencialmente a Ordem Natural.
O nosso organismo Sobrenatural, constituindo um só princípio, ordena necessàriamente todo o nosso ser, impondo o recolhimento, que mais não é senão a recomposição da unidade do nosso ser, ocasionalmente diminuída, ou em perigo de dessoramento. Neste quadro conceptual, as próprias realidades intrìnsecamente naturais, as próprias legítimas afeições, SÃO SOBRENATURALIZADAS, quer inserindo-se em formas Sobrenaturais (espécies inteligíveis ou formas afectivas) quer deixando-se enquadrar extrìnsecamente por estas últimas. Isto acontece, porque as virtudes cardeais, podendo também ser concebidas no plano natural, são neste caso Sobrenaturais, integrando um organismo igualmente Sobrenatural, pois que a ACTIVIDADE MORAL CONSTITUI A FACE OPERATIVA DA FÉ TEOLOGAL, É METAFÌSICAMENTE INSEPARÁVEL DA FÉ.
A nossa vida terrena pode e deve assim proporcionar uma certa imagem da Eternidade, não apenas no gozo espiritual dos Bens Celestes, já presentes na Graça Santificante, na Caridade, e nos Dons do Espírito Santo, mas igualmente na plena unidade Sobrenatural com que enfrentamos e ordenamos a dispersividade deste pobre mundo, SEM NOS DEIXARMOS DIMINUIR POR ELE, SEM NOS DESAGREGARMOS.
Infelizmente não verificamos essa unidade na grande maioria dos homens, em todos os lugares e todas as épocas. A RELATIVIDADE DA EXISTÊNCIA NESTE POBRE MUNDO, FRUTO AMARGO DE SÉCULOS DE AFASTAMENTO DA ORDEM SOBRENATURAL, ACENTUADAMENTE AGRAVADAS PELO MALDITO VATICANO 2, É RIGOROSAMENTE COMENSURÁVEL COM A ATOMIZAÇÃO E DESINTEGRAÇÃO GERAL DOS DADOS DA INTELIGÊNCIA, E A DISSOCIAÇÃO GERAL DOS ACTOS DE VONTADE, OU SEJA – DO PRÓPRIO CAOS, NO SENTIDO EM QUE A EXISTÊNCIA HUMANA É REDUZIDA PLENAMENTE À CORRUPÇÃO E DISPERSÃO DOS ELEMENTOS DO MUNDO PURAMENTE FÍSICO. Porque mesmo uma Ordem Natural honestamente vivida, necessàriamente eleva a existência humana acima da corruptibilidade dos brutos, impedindo que a vida dos homens, individual e socialmente, se assemelhe a um navio à deriva, o que os torna ainda piores do que os brutos, pois estes possuem o instinto, que em si mesmo constitui um princípio de ordem.
Porque só a Ordem Sobrenatural nos pode facultar com toda a proficiência o saber «quem somos» Causa exemplar, «donde viemos», Causa eficiente, e «para onde vamos», Causa final; ora esses três tipos de Causalidade residem em Deus Uno e Trino: a Causa exemplar explica a nossa essência que é (não existe, é) virtualmente em Deus, porque enquanto tal não depende da vontade de Deus, como erradamente pensava Francisco Suarez (1548-1617), as essências são em Deus, porque intrìnsecamente conformes ao Bem Absoluto e Incriado; Causa eficiente, porque só a omnipotência Divina pode outorgar a existência às essências; Causa final, na medida em que as criaturas espirituais devem anunciar formalmente a Glória de Deus, conhecendo-O, amando-O, e servindo-O, para que a Ele regressem glorificadas por toda a Eternidade. Além destas Causalidades existe também a Causa Infinitamente Meritória da nossa Salvação que é a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, renovada incruentamente no Santo Sacrifício da Missa.
Mas será a matéria, a realidade física na sua dispersividade, um mal?  De modo nenhum, tudo o que Deus Nosso Senhor criou CONSTITUI UM BEM ONTOLÓGICO POSITIVO; cada ente possui a sua própria definição de essência enquadrada pela lei que o rege. Não é um mal a planta não ver, porque a visão não entra na sua definição de essência; mas é um mal o homem não ver, porque o sentido da visão integra a definição da sua essência de homem. Anàlogamente, não é um mal que os animais e vegetais, ou mesmo as formas inorgânicas vivam ou existam como tais, pois essa é a definição da sua essência, mas constitui grande mal que os seres humanos estiolem de tal maneira a sua unidade de seres espirituais que se equiparem concretamente às formas inferiores. O mal constitui uma privação qualificada de ser, pela qual os entes deixam de se governar pelas leis que enquadram a definição da sua essência.
A maldita Igreja conciliar rebaixando Deus Nosso Senhor à condição de criatura, atentou premeditada e directamente contra a essência natural e Sobrenatural da Humanidade, aniquilando-lhe a identidade a partir das suas bases Teológicas e Metafísicas, dissolvendo-lhe qualquer princípio de unidade e precipitando-a num nada que é perfeitamente visível em todas as modalidades da vida, da cultura e da sociedade. O maldito concílio proclamou que a unidade da Igreja era a unidade do género humano, porque concebeu ambas evolutivamente, como desenvolvimento duma realidade divina. Foi essa mesma realidade imanente que a maçonaria internacional, através da sua sucursal conciliar, “canonizou” em Roncalli e Wojtyla, representantes verdadeiros do caos infernal, da sodomia institucionalizada, da toxicodependência e da eutanásia como entronização e divinização final do NADA.
Não desesperemos porém, porque é próprio da Divina Providência permitir que a infernal miséria alcance o seu ponto mais baixo, para em Nosso Senhor Jesus Cristo proclamar, solenemente, definitivamente, Eternamente, O TRIUNFO DO BEM, NAQUELES QUE TANTO AMARAM A DEUS, QUE TUDO DERAM PELA NOSSA SALVAÇÃO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Maio de 2014

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: