Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O ÓDIO DA MAÇONARIA AO MATRIMÓNIO CATÓLICO E À CONSAGRAÇÃO RELIGIOSA

  • Visão da Santíssima Trindade, Tuy 1929. Irmã Lúcia

    Graças e Misericórdia [que na figura brotam da mão esquerda de Cristo, enquanto na direita vem o Sinal de Nossa Senhora de Fátima]

    Neste mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus, inicimos lembrando que cada espinho na coroa de Jesus e no Imaculado Coração de Maria corresponde a um mau pensamento ou a um sentimento de ódio contra verdades que guiam à salvação das almas, pelas quais Cristo sofreu o Sacrifício de Amor que funda a Sua Santa Igreja.
  • Por isto nosso testemunho cristão empenha-se nessa devoção, que é decisivo escudo na defesa da Verdade, cada vez mais atacada na sociedade moderna, ferozmente divorciada da Cristandade.

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da Carta encíclica “Dilectissima Nobis”, contra a opressão do Catolicismo em Espanha, 3 de Junho de 1933:

«Mas nâo se dando por satisfeitos em cavarem a fúria na grande e benemérita Companhia de Jesus, agora com a recente lei, quiseram vibrar outro golpe gravíssimo em todas as ordens e Congregações religiosas, proibindo-lhes o ensino. Com isso se consumou uma obra de deplorável ingratidão e manifesta injustiça. Que razão há, com efeito, para tirar a liberdade, a todos concedida, de exercer o ensino, a uma classe benemérita de cidadãos, cujo ÚNICO CRIME É O DE TEREM ABRAÇADO UMA VIDA DE RENÚNCIA E DE PERFEIÇÃO?
Dir-se-á, porventura, que ser religioso, isto é, ter deixado e sacrificado tudo, precisamente para se dedicar ao ensino e à educação da juventude, como a uma missão de apostolado, constitui um título de incapacidade para o mesmo ensino? E no entanto a experiência demonstra com quanto cuidado e com quanta competência cumpriram os religiosos sempre o seu dever, e quão magnifícos resultados, tanto na instrução do entendimento como na educação do coração, têm coroado o seu paciente labor. (…)
(…) E queremos aqui de novo afirmar a nossa viva esperança, de que os nossos amados filhos da Espanha, compenetrados da injustiça e do dano de tais medidas, se valerão de todos os meios legítimos, que por Direito Natural, e por disposições legais, estejam ao seu alcance, a fim de induzirem os legisladores a reformar disposições tão contrárias aos direitos de todo o cidadão e tão hostis à Igreja, substituindo-as por outras que sejam conciliáveis com a consciência católica. Entretanto, porém, nós com todo o ânimo e coração de pai e pastor, exortamos vivamente os Bispos, os sacerdotes, e todos os que intentam dedicar-se à educação da juventude a promover mais intensamente, com todas as forças, e por todos os meios, o ensino religioso e a prática da vida cristã. E isso é tanto mais necessário, quanto é certo que a nova legislação espanhola, com a deletéria introdução do divórcio, ousa profanar o santuário da família, semeando assim – juntamente com a premeditada dissolução da sociedade doméstica – os germes das mais dolorosas ruínas da vida social.»

O protestantismo constituiu um extremamente severo golpe vibrado no que restava da unidade político-religiosa da Idade Média.

É completamente falso que a chamada revolta protestante tenha surgido como reacção salutar à dissolução de costumes da Europa Renascentista; essa dissolução existia na realidade, todavia a anarquia que caracteriza o espírito protestante veio sancionar uma depravação muito maior ainda, sobretudo porque oficialmente ratificada pela nova religião apóstata de Lutero.
Efectivamente, a doutrina da justificação extrínseca, mediante a qual o pecador, para deixar de o ser, não é interiormente transformado, renovado, mas já lhe não são imputados os pecados, velados que ficam pelos méritos de Jesus Cristo, uma tal doutrina destrói, totalmente, a Fé, a Esperança, e a Caridade Sobrenaturais; pois que, num tal enquadramento, É TODA A TEOLOGIA DA GRAÇA, DAS VIRTUDES, E DOS SACRAMENTOS QUE É DESTRUÍDA.

Lutero sabia que o Coração da Santa Madre Igreja era o Santo Sacrifício da Missa, e por isso aniquilou-o, rebaixando-o ao nível de uma refeição humana, susceptível de ser presidida por qualquer cristão. Lutero pôs termo a toda e qualquer vida de consagração religiosa, a qual na realidade, em ambiente antidogmático, não possui o menor sentido; note-se que Lutero, que agia com a cobertura temporal dos grandes senhores e príncipes alemães, não necessitou de expulsar coercitivamente ninguém dos conventos, BASTOU-LHE PREGAR A ANARQUIA DOS NOVOS PRINCÍPIOS, e pela própria natureza da pobre condição humana decaída, os monges e monjas ABANDONARAM OS CONVENTOS PELO SEU PRÓPRIO PÉ – EXACTAMENTE O QUE ACONTECEU COM O MALDITO CONCÍLIO DE RONCALLI E MONTINI.
Lutero era um “carnalão” e odiava o celibato, tal como odiava a instituição matrimonial, e tanto assim que permitiu oficialmente ao grande senhor Filipe de Hessen a prática de verdadeira e própria poligamia.
A maçonaria constitui um desenvolvimento político-estratégico da dita reforma, destinada a efectivar a laicização dos Estados católicos que haviam sobrevivido à epidemia protestante, e possuía como objectivo último a aniquilação da Santa Madre Igreja através da usurpação da própria Cátedra de São Pedro.
O plano da maçonaria passava pela conquista do poder nos referidos Estados, e numa primeira fase, após a corrupção das instituições patrocinada pelo chamado despotismo iluminado, utilizar de forma intrìnsecamente perversa o regime de união constitucional entre a Igreja e o estado – INVERTENDO-O; quer dizer: em vez do Estado se constituir como braço secular da Igreja, era esta que ficava escravizada ao Estado, tornando-se o clero secular um corpo de funcionários públicos.

Numa segunda fase, a Igreja seria separada do Estado, privada de personalidade jurídica, e submetida ao direito comum, ou mesmo ABAIXO do direito comum, como em Portugal, no regime republicano de 1910.

A primeira fase (regime de união pervertido) decorreu em França de 1789 a 1905, sendo que a terceira república, nos anos oitenta do século XIX, laicizou inteiramente o país, inclusive reimplantando o divórcio, que havia sido abolido em 1816, e decretando o ensino laico, gratuito e obrigatório; proibia concomitantemente o exercício do magistério às Ordens e Congregações religiosas; estas haviam sido expulsas pela revolução de 1789, mas regressado paulatinamente.

Em Portugal, o regime de união pervertida entre a Igreja e o Estado, durou de 1822 a 1910; todavia já desde meados do século XVIII, o Marquês de Pombal, ateu e maçon, lograra utilizar a Santa Madre Igreja como um puro instrumento de coesão político-social; assim procederia, dois séculos volvidos, António de Oliveira Salazar.
A “técnica” da maçonaria durante todo o século XIX, na Europa de antiga tradição católica, e na América central e do Sul, consubstanciava-se nos temas seguintes: expulsão das Ordens Religiosas; casamento civil e por vezes divórcio; ensino laico; liberdade religiosa, ainda que edulcurada com certas aparências de ortodoxia religiosa; propaganda ateia ou pelo menos anti-católica, garantida e até estimulada pela liberdade de imprensa; sufrágio censitário com o objectivo de assegurar o poder à burguesia voltairiana; beneplácito régio e censura aos documentos da Santa Sé e dos episcopados.
O estado público de consagração religiosa é um aspecto essencial da existência da Santa Madre Igreja, decorre necessàriamente da SANTIDADE da Santa Mãe Igreja. Pode existir, muito diminuído, na Ortodoxia, mas é totalmente incompatível com qualquer outra falsa religião ou seita.

Na realidade, só os Mistérios Sobrenaturais do Catolicismo convidam sobremaneira à sua contemplação; as seitas, o Islão, o paganismo, são expressões diabólicas da miséria humana, e como tais devem ser repudiados por quem quer que ame a Verdade, mesmo sòmente a verdade filosófica, na exacta medida em que elementos religiosos falsos constituem um obstáculo positivo mesmo para uma sã razão natural.

Anàlogamente, o matrimónio católico, foi atacado por satanás ao longo dos séculos por seitas dualistas como os maniqueus (século IV), e pelos cátaros e albingenses (século XIII); posteriormente, como já vimos, foi torpemente atacado por Lutero, o qual passou esse maldito testemunho para a maçonaria, a qual estabeleceu o objectivo de conduzir os baptizados católicos a prescindirem da Jurisdição da Santa Madre Igreja nos seus matrimónios. Não se tratava de assegurar o consórcio, natural e legítimo, dos não baptizados, aliás sujeito, ordinàriamente, à jurisdição indirecta da Santa Igreja, porque também monogâmico e intrìnsecamente indissolúvel, e totalmente orientado para a procriação, não, o que a maçonaria pretendeu, e conseguiu, durante todo o século XIX, foi usurpar a Jurisdição da Mãe Igreja sobre os baptizados.
Quando, após a Guerra Civil, a Espanha quis nobremente reconstituir a sua matriz Católica, Apostólica, Romana, naturalmente aboliu toda a legislação republicana sobre o casamento civil e o divórcio – doravante os baptizados só poderiam consorciar-se pela Igreja; mas acontece que os apóstatas eram em tão grande número, que a lei não pôde ter pleno cumprimento; porque para que um casamento canónico seja válido é necessário que  ambos os cônjuges tenham a intenção formal de celebrar o seu casamento sob a tutela jurisdicional da Santa Madre Igreja, não excluindo POSITIVAMENTE, nem a sua Sacramentalidade, nem a sua essência (a procriação), nem as suas propriedades essenciais (unidade e indissolubilidade); ora um apóstata não pode possuir estas disposições; nesse caso, a autoridade civil e a autoridade religiosa deveriam, rectamente, interditar-lhe o matrimónio, só que nem mesmo a Espanha de Franco possuía suficiente vigor religioso, moral, e coercitivo para enveredar por esse caminho.
Dissolvida a vida religiosa, dissolvida a sacralidade da família, o cancro maçonico obtinha plena franquia para os seus diabólicos objectivos, sobretudo se tivermos em linha de conta que estas “conquistas” são já  duplamente centenárias; convenientemente nutrido pelas liberdades religiosas e civis, este cancro desenvolveu-se, edificando um ambiente social em que a Ordem sobrenatural está quase totalmente ausente; foi nessa atmosfera que foi amadurecendo a apostasia que conseguiria a plena oficialização no nunca suficientemente amaldiçoado Vaticano 2; esta atmosfera pestífera não brotou do nada, não constituiu um “acidente,”como desgraçadamente ainda pensam alguns, não, FOI PREPARADA PELA MÃO NEGRA DA MAÇONARIA QUE MANOBROU HÀBILMENTE OS MECANISMOS SOCIO-POLÍTICOS QUE CONQUISTARA, DIRIGIDA COMO ERA PELA INTELIGÊNCIA TOTALMENTE PERVERTIDA DE SATANÁS, COM PERMISSÃO DE DEUS NOSSO SENHOR, E PARA CASTIGO DOS NOSSOS PECADOS.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 2 de Junho de 2014

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