Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SEITA ANTI-CRISTO E O SEU FALSO CELIBATO

O Anticristo de Luca Signorelli

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em passagens da sua encíclica “Sacra Virginitas”de 25 de Março de 1954:

«Julgamos oportuno, veneráveis irmãos, mostrar agora mais exactamente porque motivo o amor de Cristo leva as almas generosas a renunciarem ao Matrimónio, e quais são os laços misteriosos que existem entre a Virgindade e a perfeição da Caridade Cristã. Já as palavras de Nosso Senhor Jesus Cristo, dão a entender que a perfeita abstenção do Matrimónio liberta os homens dos pesados encargos e deveres deste. Inspirado pelo Espírito Santo, o Apóstolo das gentes dá o motivo desta libertação: “Quero que vivais sem inquietação… o que está casado permanece cuidadoso das coisas que são do mundo, como há-de agradar a sua mulher e está dividido”(ICor 7,32-33). Note-se porém que o Apóstolo não repreende os maridos por serem cuidadosos das esposas, nem as esposas por procurarem agradar aos maridos; mas nota que estão divididos os corações entre o amor do cônjuge e o amor de Deus, que se encontram demasiado absorvidos pelas obrigações e pelos cuidados da vida conjugal, para poderem-se entregar fàcilmente à meditação das coisas Divinas. Porqu o dever do casamento prescreve claramente:”Serão dois numa só carne”(Gn 2,24; Mt 19,5).
Os esposos estão ligados um ao outro na infelicidade como na felicidade (ICor 7,39). Compreende-se portanto, porque é que as pessoas que desejam dedicar-se ao Divino Serviço, abraçam o estado de virgindade como libertação, quer dizer, para poderem mais inteiramente servir a Deus, e contribuir com todas as forças para o bem do próximo, por exemplo o admirável missionário São Francisco Xavier, o misericordioso pai dos pobres São Vicente de Paulo, o zelosíssimo educador da juventude São João Bosco, e a incansável “mãe dos emigrantes”Santa Francisca Xavier Cabrini, como poderiam eles suportar tantos incómodos e trabalhos, se tivessem de prover às necessidades espirituais e materiais dos filhos, ou da mulher e do marido?»

A Verdade, o Bem, e a Santidade constituem um Princípio de integridade absolutamente fundamental: BONUM EX INTEGRA CAUSA; CORRUPTIO OPTIMI – PESSIMA; ou seja, só a indefectibilidade da Verdade, na sua perene totalidade, é realmente Boa e geradora de Santidade; quanto mais elevada é a Verdade, mais insuportável se torna a menor impureza que nela porventura recaia. Ora a Fé Católica é a Verdade, na sua acepção suprema, quer Metafísica, quer Teológica; é pois necessária que permaneça ilibada de toda e qualquer deficiência, sobretudo nos seus primeiros princípios, pois como afirmava São Tomás, um pequeno erro a princípio torna-se gigantesco nas suas consequências últimas.
Ora o subjectivismo não constitui um pequeno erro a princípio, CONSTITUI UM ERRO FUNDAMENTAL, UMA APOSTASIA, LOGO NA JUSTIFICAÇÃO DE BASE. E O SUBJECTIVISMO GERA LÒGICAMENTE O LIBERALISMO, CONSIGNANDO AMBOS A NEGAÇÃO TOTAL DAS ESSÊNCIAS ETERNAS E IMUTÁVEIS.
Efectivamente, a atitude subjectivista destrói, logo à partida, a transcendência Divina, elidindo a especificidade natural e sobrenatural da identidade Divina, rebaixando-a à condição de criatura, obliterando-lhe a verdadeira objectividade – em síntese: RETIRA TODO O SENTIDO À VIDA HUMANA, ELIMINANDO-LHE O SEU PRINCÍPIO E O SEU FIM. Assim procedendo, retira todo e qualquer sentido não apenas à Moral Sobrenatural, mas igualmente à Ética Natural.
Na realidade, se a vida do Homem sobre a Terra não possui qualquer sentido, nem qualquer fundamento, exterior ao próprio Homem, então toda a distinção entre o bem e o mal promanará sòmente da condição bio-social do indivíduo, ou do arbítrio do mais forte.
Desde a dissolução da Cristandade Medieval, sobretudo desde a chamada Paz de Vestefália (1648), que eliminou definitivamente a influência internacional do Romano Pontífice, que a Humanidade caminha pressurosamente na direcção do nada, que hodiernamente atingiu, com a apostasia conciliar e consequente início da idade pós-cristã.
Porque ninguém duvide: A MAÇONARIA VATICANA, AO ENQUADRAR A SAGRADA DOUTRINA CATÓLICA NUMA MOLDURA FORMAL LIBERAL-DEMOCRÁTICA, NECESSÀRIAMENTE, METAFÌSICAMENTE, DISSOLVEU TODO O CONTEÚDO DOGMÁTICO, TODA A MORAL E TODA A SÃ FILOSOFIA.
E porque manteve a maldita maçonaria o celibato? Em primeiro lugar, por motivos económicos, pois se oficializasse o casamento dos padres, teria de arcar obrigatòriamente com as despesas familiares inerentes. Todavia existe outra razão: É evidente que num clima liberal qualquer ascese é absurda. Por isso a seita anti-Cristo apresentando (materialmente) um alto ideal, o celibato, mas SONEGANDO FORMALMENTE, INTENCIONALMENTE, PREMEDITADAMENTE, AS FORÇAS SOBRENATURAIS NECESSÁRIAS AS CUMPRIMENTO DESSE IDEAL, PROVOCOU UMA CONTRADIÇÃO INTELECTUAL E MORAL TÃO PROFUNDA, TÃO IRREMEDIÁVEL – QUE LANÇOU OS PADRES NA PEDERASTIA, PARA QUEIMAREM ETAPAS. Porque ao contrário dos tempos da Revolução de 1789, e revoluções suas derivadas, em que a maldita maçonaria queria padres casados – HOJE A MAÇONARIA QUER PADRES PEDERASTAS.
Cumpre assinalar que quando utilizo o termo “padres” é apenas no sentido da aparência social; efectivamente que já há muito tempo que as “ordenações” da seita conciliar são inválidas.
Se mesmo em épocas normais, com vida eclesiástica regularmente constituída, com as Fontes da Graça em plena eficácia Sobrenatural, só Deus sabe o que ocorria em termos de infracção à pureza por parte dos sacerdotes, que dizer de uma desgraçada época em que essas Fontes secaram quase integralmente, sendo substituídas por fontes envenenadas que vomitam quotidianamente o Inferno sobre a Terra, encontrando-se a pior de todas no próprio Vaticano?
Em consequência do pecado original, a fraqueza humana, tendencialmente, dificulta uma plena e incondicional consagração Sobrenatural a Deus, no estado matrimonial. O MATRIMÓNIO CONSTITUI UM BEM POSITIVO, ENQUADRADO PELAS LEIS DIVINAS QUE NECESSÀRIAMENTE O REGEM. A Santa Madre Igreja sempre anatematizou as seitas dualistas que tentavam, não só diminuir, mas demonizar o Matrimónio. Um “mal menor” jamais poderia ser elevado por Nosso Senhor Jesus Cristo à dignidade de Sacramento. No século XV, um célebre pregador chamado Gerardo Groote, muito rebaixava o Matrimónio, julgando com isso aparentar grande santidade, na realidade só demonstrava a sua grande fraqueza moral. É precisamente essa fraqueza moral que torna o Celibato, abraçado por Caridade Sobrenatural, um estado mais apto para progredir eficientemente nessa mesma Caridade Sobrenatural. Quanto mais profunda é a virtude de ambos os cônjuges, menor é a diferença entre a eminência sobrenatural do Celibato e a do Matrimónio.
Na exacta medida em que os sacerdotes (os verdadeiros sacerdotes) prosseguem um estado público e objectivo de serviço integral a Deus, devem possuir uma perfeição Moral e Sobrenatural mais elevada do que os simples leigos. No caso dos religiosos, o Celibato é mesmo CONSTITUTIVO da sua consagração.
Os “padres” actuais são os mais impuros de todos os entes: a sua miséria inicia-se e fundamenta-se na ausência total de Fé, Esperança e Caridade, substituídas pela gula mundana, pelo apego desordenadíssimo aos bens deste mundo, QUE É O ÚNICO QUE ELES CONCEBEM, pois o além-túmulo, para esses “padres”, na melhor das hipóteses, constitui um grande ponto de interrogação. Quando se lhes fala na Ordem Sobrenatural, eles esbugalham os olhos e dizem: Ah! os filmes de terror. Afirmam-se em princípio contra o aborto, mas adiantando que a lei civil deve assegurar a liberdade de todos. Sintetizando, estes ditos “padres” do século XXI, ou são profundamente agnósticos, ou são simplesmente ateus – venha o diabo e escolha.
Bergoglio, antigo porteiro de discotecas, é ele próprio a conciliação perfeita de Marx, Lutero e Voltaire, com fortes tonalidades de Sartre; inventou aliás um novo “dogma”- A CRIATIVIDADE DO ESPÍRITO SANTO (?!).
Não desesperemos porém; assim como Nosso Senhor Jesus Cristo padeceu a sua Paixão e Morte, assim também a Sua Igreja, ou melhor, a face humana do Corpo Místico experimenta a morte; mas Nosso Senhor sofreu e morreu na Sua Natureza Humana, Hipostàticamente unida à Pessoa do Verbo de Deus, assim também a Santa Igreja sofre e morre, não transcendentalmente na Pessoa Moral de Direito Divino, mas ontològicamente na sua face humana. Quando Nosso Senhor faleceu, apenas a  Sua Santíssima Alma se separou, ontològicamente, não transcendentalmente, do Santíssimo Corpo, mas o Verbo de Deus permaneceu Hipostàticamente unido ao Corpo e à Alma; assim também as estruturas materiais da Santa Igreja – igrejas, conventos, seminários etc- foram roubadas e usurpadas pela maçonaria internacional, bem como o suporte pessoal dos orgãos eclesiásticos de Direito Divino, que em associação com o Nome Católico, também usurpado, foi substituído por agentes da mesma maldita maçonaria; portanto na Santa Madre Igreja, a sua alma (a Fé, a Esperança, e a Caridade Sobrenatural) encontra-se separada do seu corpo (os componentes materiais, pessoais e nominais, já referidos), todavia uns e outros, embora ontològicamente dissociados, permanecem AMBOS TRANSCENDENTALMENTE VINCULADOS À PESSOA MORAL DE DIREITO DIVINO, SUSTENTADA SOBRENATURALMENTE PELA SANTÍSSIMA TRINDADE, NA SUA PROVIDÊNCIA, e essa Pessoa Moral, por promessa de Nosso Senhor, é indefectível, e nunca pode ser usurpada.
Assim como Nosso Senhor Jesus Cristo reuniu na Sua Ressureição o Seu Santíssimo Corpo com a Sua Santíssima Alma, assim a Pessoa Moral de Direito Divino do Corpo Místico de Cristo, também ressuscitará, ontològicamente, não transcendentalmente, na reunião da sua alma (a Fé, a Esperança e a Caridade) com o seu corpo (todos os elementos materiais, pessoais e nominais que lhe pertencem); mas essa ressureição, conquanto real, será mais qualitativa do que quantitativa, em consequência da extremamente longa e profunda separação ontológica dos seus princípios fundamentais.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Maio de 2014 (sexagésimo aniversário da canonização de São Pio X)

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