Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

13 de junho é a data de Santo Antônio repetida no Evento de Fátima

Teofania Tuy

  • 13 de junho é a data de Santo Antônio que se repete duas vezes no Evento de Fátima: além da segunda aparição na Cova da Iria em 1917, houve a Teofania Trinitária vista pela Irmã Lúcia em Tuy no dia 13 de junho de 1929, com as palavras: Graça e Misericórdia.
  • Nossa Senhora fez então o pedido da Consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, até hoje a ser cumprido por um Papa católico.
  • Santo Antônio de Pádua e de Lisboa, chamado de «Martelo dos herejes» Ora pro nobis!

 

*   *   *

A REALIDADE TEOLÓGICA E ONTOLÓGICA DOS MILAGRES E APARIÇÕES SOBRENATURAIS

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da radiomensagem dirigida aos Portugueses, em 31 de Outubro de 1942, por ocasião do encerramento das comemorações do vigésimo quinto aniversário das Aparições de Nossa Senhora de Fátima:

«Nós, que como pai comum dos fiéis, fazemos nossas tanto as tristezas como as alegrias dos nossos filhos, com todo o afecto da nossa alma nos unimos convosco para louvar e engrandecer o Senhor, dador de todos os bens, para engrandecer-Lhe as Graças de Aquele por Cujas Mãos a Munificência Divina vos comunica essas torrentes de Graças. E tanto mais gostosamente o fazemos, porque vós, com delicadeza filial, quisestes associar, nas mesmas solenidades eucarísticas impetratórias, o Jubileu de Nossa Senhora de Fátima, e o vigésimo quinto aniversário da nossa consagração episcopal: a Virgem Santa Maria e o Vigário de Cristo na Terra, duas devoções profundamente portuguesas, e sempre unidas no afecto de Portugal Fidelíssimo desde os primeiros alvores da nacionalidade, desde quando as primeiras terras reconquistadas, núcleos da futura Nação, foram consagradas à Mãe de Deus, como Terra de Santa Maria, e o Reino, apenas constituído, foi colocado sob a égide de São Pedro. (…)

(…) Hoje, que o quarto ano de guerra amanheceu mais sombrio, ainda no sinistro alastrar do conflito, hoje, mais do que nunca, só nos resta a confiança em Deus, e como Medianeira perante o Trono Divino, Aquela que um nosso predecessor, no primeiro conflito mundial, mandou invocar como a Rainha da Paz! Invoquemo-la mais uma vez, que só Ela nos pode valer. Ela, cujo coração materno se comoveu perante as ruínas que se acumulavam na vossa pátria, e tão maravilhosamente a socorreu. Ela, que condoída da previsão desta imensa desventura com que a Justiça de Deus penitencia o mundo, já de antemão apontava na oração e na penitência o caminho da salvação. Ela não nos há-de negar a sua ternura materna e a eficácia do seu Patrocínio».  

A Revelação  constitui a intervenção positiva de Deus na História humana ilustrando-a sobrenaturalmente com o Lume da Sua Verdade Providencial. Por sua vez a Providência é o plano do Mundo Eternamente presente na Inteligência Divina. A Revelação, enquanto tal, consubstancia um Património Essencial, Substancial, Sobrenatural, outorgado por Deus Nosso Senhor à Humanidade, integrando um título constitutivo da própria Glória de Deus, bem como da Salvação das almas.
Todavia a Revelação, enquanto tal, não exaure os planos da Divina Providência; extrìnsecamente, podem existir e de facto existem desenvolvimentos, também Sobrenaturais, mas acidentais à própria substância da Revelação, os quais comportam intervenções Divinas, de carácter salvífico, no quotidiano dos homens, que nada adicionando ao Depósito da Fé Católica, consignam e incorporam, todavia, Actos de verdadeira Misericórdia Divina.
Podemos considerar, primeiramente, os milagres, como excepções à aplicação universal das leis da natureza, operadas pelo seu Autor e Criador, NÃO COMO VIOLAÇÕES DAS LEIS DA NATUREZA. Em sentido mais estrito não constituem milagres as intervenções dos Anjos, enquanto ministros do Senhor no governo do Universo, eles podem, por exemplo, sob ordens Divinas, desviar o curso de uma bala, corrigir a rota desastrosa de um veículo, curar uma doença, tais factos surgem como milagres porque não têm explicação no campo das forças intramundanas presentes, mas não excedem, de si, as leis da natureza, visto o Anjo possuir domínio natural, limitado, mas muito maior do que o nosso, sobre a matéria. Muito diferente é uma ressurreição, aí o Anjo só pode actuar como causa instrumental, constituindo Deus Nosso Senhor a Causa principal. Certas doenças também só podem ser curadas por Deus.
Os milagres morais constituem excepções às Leis Universais da economia da Graça Divina; formalmente, só podem ser realizados por Deus, único Dispositor dos Bens Sobrenaturais.
Quando nós, nas nossas orações, solicitamos alguma Graça, algum favor, devemos enquadrar esse pedido na esfera de acção da PROVIDÊNCIA ORDINÁRIA, não devemos, pelo menos habitualmente, implorar milagres físicos ou morais (PROVIDÊNCIA EXTRAORDINÁRIA), POIS DEUS NOSSO SENHOR NÃO GOVERNA O MUNDO ATRAVÉS DE MILAGRES, o que seria contra a própria definição de Providência. Deus Nosso Senhor criou a natureza, material e espiritual, esta deve pois desenvolver-se em coerência com as leis que definem a sua essência. Ora a economia Sobrenatural da Graça possui igualmente as suas leis, as quais relevam do grande Mistério da participação na Natureza Divina e da Predestinação.
As Aparições manifestam a Misericórdia de Deus, ao facultarem-nos pensamentos Divinos, necessários ao governo das almas e por vezes ilustrando as próprias vicissitudes da História.
Porque é que há menos Aparições de Nosso Senhor do que de Nossa Senhora?
Porque Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, Causa eficiente principal; Causa eficiente, instrumental, eminente; Causa meritória; Causa final de todas as Graças; ESTÁ JÁ PRESENTE, ENTRE NÓS, VERDADEIRAMENTE, REALMENTE, SOBRENATURALMENTE, NO SEU SANTO SACRIFÍCIO, E NA SAGRADA COMUNHÃO DAS ALMAS FIÉIS.
Quem acredita, não com uma fé humana, vã, MAS COM A FÉ TEOLOGAL, FORMADA NA CARIDADE, NO AMOR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E AMOR AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS, quem acredita, SOBRENATURALMENTE, na presença Eucarística de Nosso Senhor, não sente “necessidade” de nenhuma Aparição sensível, por mais excelsa, mais celeste, que ela seja. Muitos santos afirmaram-no, acrescentando que nem sentiam necessidade de visitar os Lugares Santos, pois que o Santo dos Santos, o próprio Redentor, residia ali pertinho deles, no Sacrário.
Neste quadro conceptual, Nossa Senhora, a Bem-Aventurada sempre Virgem Maria, Corredentora e Medianeira de todas as Graças, subindo aos Céus em Corpo e Alma, não podia permanecer sempre longe de nós, não disse Ela à Lúcia: «E tu sofres muito? Não te preocupes, eu nunca te deixarei, o meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o Caminho que te conduzirá até Deus». Portanto, e ao contrário do que afirmam certos teólogos, mesmo clássicos, NÓS ACREDITAMOS QUE NOSSA SENHORA, PELA OMNIPOTÊNCIA DIVINA, VEIO REALMENTE A FÁTIMA, A LURDES, A LA SALETTE, VEIO EM CORPO E ALMA, CONTINUANDO EVIDENTEMENTE NO CÉU NO PLANO ESPIRITUAL, SOBRENATURAL. Há teólogos que pensam que seria apenas uma forma sensível, objectiva, milagrosa, Sobrenatural, que representando transcendentalmente a Virgem Maria teria verdadeiramente aparecido; NÃO, pelo menos nas Aparições Marianas mais importantes, de maneira nenhuma.
As Aparições de Nosso Senhor, fundamentadas no Santíssimo Sacramento da Eucaristia, no Qual Ele está verdadeiramente presente em Corpo, Sangue, Alma e Divindade, ainda que imediatamente pela própria substância, e não pela comensurabilidade circunscritiva da quantidade acidental do Seu Corpo com as dimensões do espaço, e constituindo assim uma presença não sensível, mas não menos real, essas Aparições, enquanto sensíveis, é que terão sido apoiadas numa forma representativa objectiva, Sobrenatural, milagrosa, fundamentada na omnipotência Divina.
Tendo o século XV sido perturbado com controvérsias entre Dominicanos e Franciscanos acerca do preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo derramado na Sua Paixão e Morte e que teria, ou não, sido recolhido de novo pelo Senhor aquando da Sua Ressurreição; os Dominicanos afirmando que o Sangue derramado continuava hipostàticamente unido à Pessoa do Verbo, sendo portanto gloriosamente reassumido, os Franciscanos negando – o Papa Pio II (1458-1464) proibiu toda a controvérsia, ainda que validando, em princípio, a tese Dominicana.
Portanto é próximo da heresia (que sòmente a ignorância pode desculpar) sustentar que existem “relíquias” do Senhor, ainda que sejam apenas um pouco do Seu Sangue. Contudo o Papa Pio II não excluiu aparições de Sangue do Senhor nas Hóstias Consagradas, por efeito sensível da própria transcendência da presença Eucarística. Neste enquadramento, e visto a presença de Nosso Senhor na Hóstia e no Cálice não possuir efeitos sensíveis, é necessária uma forma sensível, milagrosa, objectiva, Sobrenatural, que transcendentalmente referida à própria presença Eucarística, represente a corporalidade de Nosso Senhor aos olhos dos videntes; uma tal corporalidade pode incluir qualquer aspecto do Corpo do Senhor, incluindo o Coração, neste caso a forma sensível, sempre referida à presença Eucarística, apresentará todos os acidentes que lhe são próprios, incluindo a consistência. Donde se conclui que no santo sudário não pode estar o verdadeiro Sangue do Senhor, que foi integralmente reassumido na Ressureição, encontrando-se apenas vestígios químicos resultantes da acção do Corpo do Senhor.
Uma Hóstia ou um Cálice invàlidamente consagrado, pior ainda, satânicamente manipulado, evidentemente que não pode constituir o vínculo de Presença Real que deve qualificar Sobrenaturalmente a referida forma sensível, objectiva, Sobrenatural e miraculosa, transcendentalmente representativa do Corpo e Sangue do Senhor.
As Aparições verdadeiras, milagrosas, Sobrenaturais, NÃO PODEM SER FOTOGRAFADAS, NEM GRAVADAS, todavia os prodígios do demónio podem-no; efectivamente ninguém conseguiu registar o milagre do Sol, em 13 de Outubro de 1917; evidentemente que a estrutura planetária e solar não foi abalada; tratou-se de uma forma sensível, objectiva, Sobrenatural, miraculosamente produzida por Deus, como Graça natural, para que constituísse condição extrínseca providencial da Graça Sobrenatural, concedida para maior Glória de Deus e Salvação das almas.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Junho de 2014

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