Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A IMUTABILIDADE DAS ESSÊNCIAS e a decomposição da igreja ecumenista conciliar

Luz ds Fé

A Doutrina da Santa Madre Igreja constitui um espelho fidelíssimo das essências imutáveis, quando nega toda e qualquer evolução fundamental no Mundo criado por Deus, quando apela, mesmo no plano filosófico, para que os homens compreendam que SÓ PODEM TER CONSCIÊNCIA DA MUDANÇA, PORQUE EXISTE NELES ALGO QUE NÃO MUDA, NEM PODE MUDAR, QUE É A SUA PRÓPRIA ALMA ESPIRITUAL

 A IMUTABILIDADE DAS ESSÊNCIAS

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Consideremos alguns excertos do texto do Juramento anti-modernista, incorporado por São Pio X no Motu Próprio “Sacrorum Antistitum”, de 1 de Setembro de 1910, e tornado estritamente obrigatório, entre outros, para todos os que tomavam ordens maiores:

« Eu abraço firmemente e acolho total e singularmente o que o Magistério infalível da Igreja definiu, afirmou e proclamou, sobretudo aqueles capítulos da Doutrina que contradizem directamente os erros deste tempo.
 1- Confesso que Deus, princípio e fim de todas as coisas, pode ser conhecido com certeza, e também pode ser demonstrado pela luz natural da razão, por meio das coisas que foram feitas, isto é, por meio das obras visíveis da Criação, como causa por meio dos efeitos.
 2- Admito e reconheço as provas externas da Revelação, isto é, as acções Divinas, antes de tudo os milagres e as profecias, como sinais certíssimos da origem Divina da religião cristã, e os considero SER PERFEITAMENTE ADAPTADOS À INTELIGÊNCIA DE TODAS AS GERAÇÕES E DE TODOS OS HOMENS, TAMBÉM OS DO NOSSO TEMPO.
 3- Creio igualmente com Fé firme que a Santa Igreja, Guardiã e Mestra da Verdade Revelada, FOI INSTITUÍDA DIRECTA E IMEDIATAMENTE, PELO MESMO VERDADEIRO E HISTÓRICO JESUS CRISTO, ENQUANTO VIVIA ENTRE NÓS, e que a mesma Santa Igreja foi edificada sobre Pedro, príncipe da Hierarquia apostólica, e sobre os seus sucessores, para sempre.
 4- Acolho sinceramente a Doutrina da Fé, transmitida até nós pelos Apóstolos, por meio dos Padres Ortodoxos, NO MESMO SENTIDO E SEMPRE COM O MESMO CONTEÚDO, E POR ISSO AFASTO TOTALMENTE A HERÉTICA INVENÇÃO DA EVOLUÇÃO DOS DOGMAS, QUE PASSAM DE UM SIGNIFICADO AO OUTRO, DIFERENTE DAQUELE QUE ANTES RETINHA A IGREJA. Do mesmo modo condeno cada erro com que, ao Divino Depósito entregue por Nosso Senhor à Esposa, para ser por ela fielmente cuidado, vem substituída a invenção filosófica, ou a criação da consciência humana, lentamente formada com o esforço dos homens, e aperfeiçoavel para o futuro, num progresso indefinido.
 5- Sinceramente confesso que a FÉ NÃO É UM SENTIMENTO RELIGIOSO CEGO QUE IRROMPE DA OBSCURIDADE DO SUBCONSCIENTE POR IMPULSO DO CORAÇÃO, E POR INCLINAÇÃO DA VONTADE MORALMENTE FORMADA, MAS SIM UM VERDADEIRO ASSENTIMENTO DO INTELECTO A VERDADES RECEBIDAS DO EXTERIOR, PELO QUAL, SOB O FUNDAMENTO DA AUTORIDADE DE DEUS, SUMAMENTE VERAZ, NÓS CREMOS QUE SÃO VERDADEIRAS TODAS AS COISAS, QUE DE DEUS, CRIADOR E SENHOR NOSSO, FORAM DITAS, ATESTADAS E REVELADAS.
(…)
Declaro-me, por fim, totalmente avesso ao erro com o qual os modernistas consideram que na Sagrada Tradição, nada há de divino, ou pior, admitem-no de modo panteísta, fazendo com que nada mais reste senão o simples facto de igualarem-se os factos comuns da História; declaro pertencer àquele grupo de homens que continuam, através das gerações, com o seu empenho, a sua habilidade, a Escola iniciada por Nosso Senhor e pelos Seus Apóstolos. Conservo pois, e conservarei, até ao último suspiro de vida, a Fé dos Padres, no carisma certo da Verdade que foi, é, e sempre será, na “sucessão do episcopado dos Apóstolos”, NÃO PARA QUE SE MANTENHA O QUE PODE PARECER MELHOR E MAIS ADAPTADO SEGUNDO A CULTURA PRÓPRIA DE CADA ÉPOCA, MAS PARA QUE “NÃO SEJA NUNCA ACREDITADA E COMPREENDIDA DE MODO DIFERENTE” A ABSOLUTA E IMUTÁVEL VERDADE ANUNCIADA DESDE O PRINCÍPIO PELOS APÓSTOLOS.»

Só Deus Uno e Trino é metafìsicamente Imutável. Efectivamente, as Divinas Processões são Eternas, não possuem princípio nem fim, são substanciais, sendo constitutivas do Pensamento e do Querer e Amor Divino; Deus pensa, não por uma faculdade ou por uma potência, mas com toda a Sua Essência Espiritual, num só Acto Infinito, Eterno e Imutável, Deus conhece-Se a Si mesmo, bem como tudo o que é susceptível de conhecimento; todavia obtém esse conhecimento na Sua Própria Essência, e não nos entes; o acto Divino de conhecer é infinitamente fecundo e encontra a sua plena expressão na Geração do Verbo de Deus. Anàlogamente, Deus quer e ama num só Acto, Essencial, Substancial, Infinitamente fecundo, Eterno e Imutável, o qual encontra sua plena expressão na espiração do Espírito Santo; por mais diversos e desiguais que sejam o objecto do conhecer, do Querer e Amar Divino, não há por isso uma pluralidade de actos, mas um só Acto de Conhecimento, e um só Acto de Querer e Amar Divino; são Actos formalmente únicos e virtualmente múltiplos; com isto não se quer significar que Deus nos conheça e ame virtualmente, mas sòmente que não existe uma pluralização de Actos Divinos segundo a mesma diversificação contingente de objectos conhecidos e amados. Cumpre assinalar que enquanto as Processões Trinitárias são necessárias, a decisão da Criação, bem como da Encarnação do Verbo são livres, livres mas Eternas, pois tudo quanto há em Deus é Eterno.
A Encarnação do Verbo também não implica qualquer mudança em Deus Uno e Trino, pois que a decisão de Encarnar é Eterna, e o Acto de Encarnação Activa Eterno é. Nosso Senhor Jesus Cristo, ONTOLÒGICAMENTE, nasceu no tempo, mas TRANSCENDENTALMENTE é (não existe, É) Eterno. Assim se compreende como  Nosso Senhor Jesus Cristo é verdadeira, essencial e substancialmente, Deus, e verdadeira, essencial e substancialmente Homem; a Natureza Humana de Nosso Senhor não foi assumida pelo Verbo como Algo de acidental, mas sim como uma substância incompleta (embora completa como natureza) que foi elevada pelo Verbo de Deus a uma existência Divina.
Se os Anjos tivessem sido criados, só eles, sem o Mundo material e humano, poderíamos considerar dois termos de uma alternativa: ou não eram elevados à Ordem Sobrenatural e nesse caso na medida em que seriam ontològicamente (não metafìsicamente) impecáveis na Ordem Natural, também seriam imutáveis na mesma Ordem, imutabilidade ontológica (não metafísica); No caso de elevação à Ordem Sobrenatural, os Anjos seriam (Como foram) submetidos a uma prova no instante ontológico (não temporal) seguinte ao da sua criação e nele se imobilizariam eternamente no Bem da visão de Deus, ou no Mal do Inferno, consoante a sua decisão. Seja como for, a constituição ontológica do Anjo TORNA-O IMUTÁVEL NA DECISÃO QUE UMA VEZ TENHA TOMADO.
Tendo os Anjos sido criados em associação com um Mundo material e humano, foram por Deus onerados com a função de governo do mesmo Mundo, pois que a hierarquia do Ser exige que as criaturas inferiores estejam subordinadas às superiores. É o encargo do governo do Mundo que torna os Anjos relativamente mutáveis, na exacta medida em que a sua eviternidade se torna EXTRÌNSECAMENTE comensurável com o tempo do mundo. Mas esse encargo só permanecerá até ao fim deste pobre mundo terreno e corruptível.
A matéria constitui a raiz da mutabilidade, como da temporalidade e da quantidade, visto ser a ontològicamente menos elevada das realidades que Deus Uno e Trino criou. Por sua vez a forma constitui a raiz da estabilidade, da eviternidade e da qualidade. A eviternidade é a forma de duração da criatura espiritual, enquanto espiritual. Na duração do Homem, existe uma síntese qualificada entre o tempo físico da sua materialidade e a eviternidade do seu espírito, pois no mesmo Homem a alma é formalmente espiritual e virtualmente sensitiva, vegetativa, inorgânica, e substancial.
Quanto mais nos elevamos na escala de perfeição dos entes, mais observamos uma tendência para a imutabilidade, para a estabilidade; a razão profunda de tudo isto insere-se na actividade operativa dos entes, constituída como tensão metafísica entre a sua finitude definida pelos limites da sua essência – e o Ser infinito. Em Deus Nosso Senhor não se verifica a referida tensão pois que a Santíssima Trindade constitui a EXPRESSÃO INFINITA COM QUE O DEUS INFINITO SE POSSUI INFINITAMENTE A SI MESMO. Não olvidemos que Ser não é Deus – esse foi o grande erro de Rosmini, sacerdote italiano do século XIX, considerado pela “Civiltá Católica” como jansenista em Teologia, panteísta em filosofia, e liberal em política, foi justamente condenado pelo Santo Ofício – SER É UM CONCEITO ABSTRACTO, OBTIDO PELA NOSSA INTELIGÊNCIA, COM FUNDAMENTO NA REALIDADE QUE NOS ENVOLVE, MAS COM UMA FORMA INTELIGÍVEL QUE NÃO PODE EXISTIR NA MESMA REALIDADE; DEUS É UMA REALIDADE OBJECTIVA, ESPIRITUAL, CONCRETA E PESSOAL. ALÉM DISSO OS ENTES CONTINGENTES NÃO PODEM COMPOR CONCEITO UNÍVOCO COM O CONCEITO DE DEUS.
Mesmo que este nosso pobre mundo não existisse, a sua essência SERIA (não existiria, SERIA) virtualmente, Eternamente, em Deus Uno e Trino.
As essências das coisas, Eternas e Imutáveis, não dependem da vontade de Deus, concebida independentemente da Verdade da Sua Inteligência e da Infinitude da Sua Asseidade. Existe uma unidade também Infinita entre a Inteligência e a Vontade Divina, pelas quais, como já vimos, Deus Se possui Infinitamente a Si mesmo.
A Lei Eterna é a Ordem constitutiva de qualquer realidade, criada ou possível. Deus poderia ter criado outro mundo diferente deste, todavia seria um mundo análogo com o nosso, PRESIDIDO PELA MESMA LEI ETERNA.  Além disso, NENHUM ACTO CRIADOR PODE EXAURIR A PERFEIÇÃO POSSÍVEL DA CONTINGÊNCIA.

A Doutrina da Santa Madre Igreja constitui um espelho fidelíssimo das essências imutáveis, quando nega toda e qualquer evolução fundamental no Mundo criado por Deus, quando apela, mesmo no plano filosófico, para que os homens compreendam que SÓ PODEM TER CONSCIÊNCIA DA MUDANÇA, PORQUE EXISTE NELES ALGO QUE NÃO MUDA, NEM PODE MUDAR, QUE É A SUA PRÓPRIA ALMA ESPIRITUAL, ENQUANTO TAL, SEMPRE IDÊNTICA NA SUA IMUTABILIDADE ESSENCIAL, COM TODAS AS SUAS PRERROGATIVAS NATURAIS E SOBRENATURAIS. QUANDO A SANTA IGREJA  NOS ENSINA QUE O CÉU, TAL COMO O INFERNO, É, ONTOLÒGICAMENTE, ESTRITAMENTE, IMUTÁVEL, PORQUE A ETERNIDADE É UM ESTADO, NÃO UM FLUXO SUCESSIVO. PORQUE O SER NÃO TEM, NEM PODE TER FIM.

As essências das coisas medem-nas, ordenando-as na sua existência, se acaso forem criadas; a indissolubilidade e unidade do Matrimónio, por exemplo, não constitui uma arbitrariedade de Deus, porque é intrìnsecamente conforme ao Bem Absoluto e Incriado. A Verdade de Deus É a Verdade das essências, a Verdade das essências é a Verdade de Deus. As essências não criadas, não existem, MAS SÃO.
Os dogmas Católicos, a Moral Católica, não constituem uma elaboração de idades e civilizações desaparecidas, nem resulta da elucubração de filósofos de tempos completamente ultrapassados, não, a vida Humana sobre a Terra possui uma Lei, um Princípio de Ser, uma Essência, que metafìsicamente a mede e ordena – QUER QUEIRAMOS, QUER NÃO.
A nunca suficientemente detestada Igreja conciliar, a seita anti-Cristo, ao cometer o pecado de deicídio, atentou igualmente contra as próprias bases filosóficas do Humano existir, como nenhuma seita jamais fez, PORQUE VIOLOU O RELICÁRIO MAIS ÍNTIMO DO CORAÇÃO HUMANO – QUE TAL É O SENTIDO IMANENTE À VIDA, INDIVIDUAL E COLECTIVA, A PRÓPRIA JUSTIFICAÇÃO NATURAL PARA O VIVER HUMANO. Dir-se-á: mas esse foi precisamente o procedimento pecaminoso dos ditos filósofos dos últimos trezentos anos e a civilização não desapareceu por isso.
MAS AGORA – respondemos nós – TUDO É ANIQUILADO COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DIVINA, PROMOVE-SE O NADA EM NOME DO TUDO; UMA TAL CONTRADIÇÃO EXAURIU TOTALMENTE AS POTENCIALIDADES ESPIRITUAIS DO GÉNERO HUMANO.
COMPETE ÀQUELES QUE DISSO POSSUEM A CONSCIÊNCIA, CONSTITUÍREM AS TESTEMUNHAS DERRADEIRAS DA VERDADE E SANTIDADE CATÓLICA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 23 de Junho de 2014

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

de Junho de 2014

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