Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

LAIVOS DE HUMILDADE HUMILHANTE DA ESFINGE BERGOGLIANA

Seita de Bergoglio

 

Arai Daniele

Se uma entidade demonstra aversão constante por outra da qual diz proceder, pode-se pensar tratar-se de algo que já se formou para abater a entidade original com a qual manifesta incompatibilidade congênita. Ora, a revolução conciliar, que se manifesta com novas ideologias teologais, como a da libertação, formou-se justamente no âmago da Igreja – como denunciado por São Pio X – para abater a sua autoridade divina.

Constituída numa poderosa seita, essa entidade revolucionária demonstra continuidade na obra de demolição da Igreja, agora regida por Bergoglio, a figura mais enigmática da alteração papal, na sua visibilidade e doutrina… figura vulgar de operador anti-crístico empenhado na «desmitização» da suprema representação da mesma divina autoridade na Terra.

Não havia sido profetizado que seria contra a verdadeira autoridade de Cristo, Nosso Senhor, que apareceriam os “falsos cristos e falsos profetas” para minar o trabalho da Igreja da conversão à Verdade? Aplica-se isto aos chefes da igreja conciliar modernista, que se apresentam hipocritamente como continuadores da Igreja católica?

Pela atitude desses clérigos compreende-se que são imbuídos justamente dessa aversão congênita ao que há de mais sagrado na Igreja. Desde João 23 tal atitude é patente e é agora confirmada em cheio no comportamento de Bergoglio. A razão não é difícil de ser entendida: para os modernistas toda santidade e sacralidade da Igreja de sempre aparece como desafio à falta de virtude, modéstia e dignidade desse anódino aparato conciliar que pretende impor a sua vulgaridade novidadeira. E isto lhe desperta ódio pelo contraste com a majestade sagrada da verdadeira Igreja, consciente do dever de representar do modo mais digno que pode a nobreza de sua origem divina.

O contraste tornou-se despudorado com Bergoglio, que não tem a mínima intenção de representar a tradicional dignidade papal. Não há nele nem comedimento de palavras, que parece proferir a esmo, nem o menor conteúdo doutrinal de pensamento católico. Toda a sua preocupação é ostentar uma humildade, que humilha a função representada.

É a novidade de seu «peronismo» sem complexos, orgulhoso de suas tiradas «humildes» mas prontas para ferrar o sinete da nova ordem conciliar numa secular, ainda obediente ordem católica romana.

Assim, transparece cada vez mais claramente que a intervenção do aparato bergogliano é para transformar a ordem precedente. Por exemplo, dos Franciscanos da Imaculada. Isto é feito através do prefeito Brás de Assis, seu braço armado na Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e indica aversão ao apostolado missionário dessa «Congregatio Fratrum Franciscanorum Immaculatae – F.F.I. Sim, porque, esta é uma das atividades principais exercidas com sucesso por estes Franciscanos na África, no Brasil e nas Filipinas, sem deixar de dedicar-se à vida contemplativa, em espírito de austeridade e de oração.

No caso de suas Irmãs, inspiradas no Padre Maximiliano Maria Kolbe, que administram editoras, rádio e revistas de difusão popular, como “O Semanário do Padre Pio”, agora estão sob uma «interventora»!

É o apostolado tradicional a ser certamente motivo da aversão que o aparato conciliar nutre contra estes obedientes irmãos Franciscanos. Mas como poderia ser diferente quando se sabe que tanto Bergoglio como Brás de Assis são ligados às «teologias» tipo libertação, radicalmente contrárias à Igreja hierárquica da Tradição.

Já falamos de seu guru, p. Gustavo Gutiérrez acolhido triunfalmente no Vaticano e da declaração de Brás de Assis, já promovido pelo aparato ratzingeriano. Atualmente, estes só estão impondo desde dentro o que pregavam e punham em ato desde fora. Mas a contradição não se demonstra somente em relação à Doutrina católica, revela-se no método autoritário e centralizado com que operam o que antes tanto criticavam em relação à Igreja que viam sem carisma, mas toda poder! Hoje são eles os férreos interventores que impõem seu sistema de domínio!

A mutação programada para uma nova libertação progressista
É curioso verificar como esta maneira de pensar e de operar dos novos déspotas clericais seja congênita justamente à igreja liberal promovida pelo conciliábulo de João 23, o «papa bom e santo» eleito para a diabólica promoção conciliar! Deste, se conhece a perseguição contra o Padre Pio de Pietralcina. “Il papa buono, il papa affabile, il papa ricco di umanità e di arguzia contadina, ma anche capace di inimmaginabile durezza – ne seppe qualcosa Padre Pio di Pietralcina – fu inflessibile nel conseguimento di un Concilio, sconvolgente disegno di rinnovamento voluto da forze esterne, deciso all’insaputa del collegio cardinalizio”.

(“O bom papa, o papa afável, o papa cheio de humanidade e sagacidade camponesa, mas também capaz de dureza inimaginável – algo que percebeu logo Padre Pio de Pietrelcina – foi inflexível na imposição de um concílio, projeto chocante de renovação desejado por forças externas, decidido sem o conhecimento do Colégio dos Cardeais”).

É o testemunho do Conde Franco Bellegrandi, que, na sua posição de guarda nobre papal esteve em estreito contato com João 23, escrevendo o famoso livro «Nichitaroncalli», para denunciar o que viu e viveu de estranho no Vaticano de então.

No plano de João 23 havia três iniciativas anunciadas: um novo Código de Direito Canônico, um Sínodo Romano e o Vaticano 2º. Todavia, de iniciativas não anunciadas, mas promovidas, havia muitas outras: uma nova Cúria, adaptada aos novos tempos; a abertura do Colégio dos Cardeais, de acordo com critérios geográficos em voga no mundo e em desacordo com a promoção de cléricos suspeitos de graves desvios (v. Montini, futuro Paulo 6º). Tudo seguindo o novo “princípio” pelo qual se deve priorizar o que une sobre o que divide, numa gestão ecumenista de opostos que descarta dogmas de Fé que o mundo detesta.

Tratava-se da série de operações para uma nova e revolucionária forma de religiosidade recicladora de «fenômenos» como Fátima ou Padre Pio e todo sinal celeste para afastar antigos e novos “profetas de desgraças”; uma gestão de opostos em assuntos religiosos, segundo o modernismo de Roncalli, que visava a abertura para as visões do mundo no sentido de nivelar a autoridade divina da Igreja às exigências laicas. Enfim, tudo para adaptar a atividade da Igreja à organização social vigente. Para isto havia que abstrair do Dogma católico e reduzir a Teologia a uma nova dialética para resolver a incompatibilidade entre a Fé católica – da “verdade única” – e as “luzes” iluministas do pluralismo moderno.

Estas são algumas das contradições do modernismo conciliarista que continua para aplicar-se à reciclagem do cristianismo, de modo que o novo aparato clerical possa finalmente dedicar-se à «animação» tipo MASDU – movimento de animação espiritual para a democracia universal; operação ecumenista que tem por pretexto uma nova ordem de paz.

Aqui convêm saber quem era realmente João 23, que assumiu o nome de um antipapa e agora é canonizado por Bergoglio, para entender a sintonia de atitude entre Robcalli e este seu sucessor.

“Alguém no Vaticano via João 23 como o Hermes Zacconi (ator do final do século que passava do drama à comédia) da Igreja moderna. Isto devido à sua capacidade inata de apresentar-se sob muitos aspectos diferentes. Roncalli na verdade tinha dois rostos que dominava perfeitamente. Um oficial para todos, simples e bonação, o outro, que contava realmente, duro e determinado. Por vezes, os que estavam a um metro de distância dele, podiam descobrir por trás da máscara benévola e do sorriso bem-humorado para todos, um flash da face autêntica. Numa boutade durante uma conversa, num aceno de suas mãos… revelava-se seu caráter que sabia ser duro, às vezes, até a crueldade. O caso do Padre Pio é um exemplo desconhecido para a maioria das pessoas. Talvez instigado por seus assessores, negou a bênção apostólica ao pobre Padre Pio por ocasião do seu quinquagésimo sacerdotal, em agosto de 1960. Impediu-o de transmitir aos fiéis, reunidos em San Giovanni Rotondo, a bênção papal. O anticomunismo do frade das estigmas era bem conhecido no Vaticano, e a sua Casa “Alívio do Sofrimento”, o grande hospital realizado com ofertas do mundo todo, despertava a ganância de muitos clérigos.

Bergoglio não dispõe mais de santos como Padre Pio ou de quixotes anticomunistas como o padre Riccardo Lombardi («Microfono di Dio» no Pontificado de Pio XII) para demonstrar seu o punho de ferro para impor estranhas «abertura» a forças opostas; mas há sempre tradicionalistas obedientes como os Franciscanos da Imaculada à disposição para exemplares demonstrações. Assim, ordenou uma drástica intervenção nessa congregação missionária.

E para as suas freiras impôs nada menos que a irmã Fernanda Barbiero, dorotea; a neo-teóloga que Bergoglio muito aprecia porque se dispõe a aplicar uma cura cavalar às freirinhas da Imaculada. Esta cura se entende no seguinte escrito de suor Fernanda: «Nós religiosas fomos formadas num tipo di fé e espiritualidade que nos retêm na razão. É uma espiritualidade congelata na filosofia do ser, não mais atual na urgente construção de uma ética. E ética quer dizer relação de vida, não razão. (…) Devemos simplificar a religiosidade e aproximá-la às reais necessidades dos pobres. Havia muito “invisível”, muito mistério. O sentido da vida religiosa parece demonstrar que a santidade tem o seu epicentro na vida após a morte, no invisível, ou numa caridade muito mais perto das esmolas do que da responsabilidade e compromisso com um mundo mais justo. “Buscai o reino de Deus e a sua justiça”, disse Jesus. Onde?… devemos reconciliar-nos com a história como único templo em que Deus tomou rosto e casa.”

Basta, pois, com essas idéias de «esposas de Cristo», de clausuras e orações para a intercessão divina e expiação humana pelos pecados dos homens. Coisas do passado! Agora serve deixar a inútil vida contemplativa a favor de serviços sociais positivos!

Isto vem na mesma linha das incríveis tiradas de Bergoglio, que revela a sua «estratégia teologal». Por exemplo, no dia 23 de maio foi registrado pelo vaticanista de La Stampa, Marco Tosatti o seguinte: um bispo de uma pequena diocese (quarenta mil habitantes) apresentou ao «papa» uma «questão em termos “desesperados”, lamentando-se que uma parte do clero é “conservadora” e não quer dar a comunhão na mão. Bergoglio então o aconselhou a tomar providências severas, porque “não se pode defender o Corpo de Cristo ofendendo o Corpo social de Cristo”».

E dizer que na sua diocese de Buenos Aires se propalou o milagre eucarístico de uma hóstia caída no chão que, recuperada, teria revelado num exame ser tecido do Coração divino! Hóstias caídas, postas no bolso, vendidas para cultos satânicos, nada disso importa muito ao grande inovador da Igreja que se guia por opiniões e simpatias.

De fato, desde o início de seu governo, Bergoglio demonstrou seguir simpatias ou antipatias totalmente arbitrárias. Por exemplo, gostou do diretor do hotel Santa Marta onde mora, monsenhor Battista Ricca, ao ponto de nomeá-lo em seguida para o vértice do IOR, o banco Vaticano, ignorando sua prévia situação escandalosa. Ricca, nos anos em que foi conselheiro de nunciaturas, em Berna, mas especialmente em Montevideu, convivia abertamente com o seu amante Haari, na mesma sede da Nunciatura. Isto escandalizou muitos bispos, padres e leigos uruguaios, sem falar das freiras assistentes. Informado disto, Bergoglio prometeu providenciar, mas até hoje Ricca está no IOR.

Como concluir? Ora, parece claro que agora no Vaticano as decisões dependem de uma visão pessoal que, internamente submete as pessoas a uma obediência servil e idiota, e externamente procura uma apreciação pública. Como se sabe, foi enviado a todas as paróquias do mundo um questionário sobre a situação das famílias. Quem pode saber o uso que Bergoglio pretende fazer desse inquérito? O certo é que já a possibilidade de submeter a um inquérito questões que encontram resposta na doutrina evangélica é atitude emblemática de uma outra igreja, modulável, aberta a aberturas pastorais e mutações doutrinais, sensível aos ventos das opiniões, às pressões progressistas que se apresentam com o seu novo vocabulário: “propor, sem impor; acompanhar, sem empurrar; convidar, sem excluir; discutir, sem desiludir. Enfim, só proibir o velho «proibir»!

Mas aqui o que interessa é a conclusão a que devem chegar sobre tudo isto os católicos que têm em vista acima de tudo a defesa da Fé. Pois bem, o fato macroscópico que resta ameaçador, como o colosso visto pelo profeta Daniel, é o atentado interno contra a Fé, presente com o Vaticano 2º, que os «papas conciliares» promovem. Mas é colosso de pés de argila, que será cedo ou tarde derrubado. Isto deveriam ver aqueles que têm aceitado beociamente a Roma dos «papas conciliares», e que agora com Bergoglio vão dever enfrentar um embate decisivo para manter a Fé. É urgente decidir de que lado se está: se com a igreja modernista do Vaticano 2º, adaptada aos tempos e aos potentes, ou com a Igreja perene instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, de fé incompatível com o vento de opiniões e preferências humanas que corrompem as almas e o mundo.

O que foi descrito é apenas o esboço da última conta a pagar por aqueles que se crêem católicos, mas aceitam e até justificam a atual desordem conciliar programada para mudar a Igreja de Deus. Este plano, mais que burlesco, é perversamente anti-católico, e assim deve ser testemunhado, porque nesta outra igreja de Bergoglio não há verdadeiras palavras para a paz nesta vida, nem para a salvação das almas na eternidade.

Por tudo isto foi ordenado aos fiéis: “Sai dela meu povo, para não serdes cúmplices de seus pecados, nem abrangidos nos seus flagelos” (Ap. 18, 4).

4 Respostas para “LAIVOS DE HUMILDADE HUMILHANTE DA ESFINGE BERGOGLIANA

  1. Geraldo Condé julho 5, 2014 às 3:32 pm

    Nossa Senhora disse em Garabandal que após Joao XXII haveria mais tres papas, eu creio nesta profecia.Chico Bergolio nao representa a Igreja Católica .Perguntarao os senhores, quais as provas? Ora,
    alem da profecia acima citada ,temos varias heresias proferidas pelo própio .Para mim isso basta.

    • Pro Roma Mariana julho 6, 2014 às 11:16 am

      De fato, as provas de que Bergoglio não representa a Igreja Católica, na continuação dessa seita conciliar que despontou com o Vaticano 2º, são de ordem doutrinal; de incompatibilidade com a Fé transmitida por Nosso Senhor Jesus Cristo. Justo, pois concluir, Geraldo, que isto deve bastar, O recurso ao duvidoso, que teria sido dito em Garabandal, não nos serve. Saudações.

  2. Zoltan Batiz julho 8, 2014 às 11:39 am

    Os bispos Sanborn e Dolan chamam essa “cruz” peitoral de sacarolha (bottle opener, beer opener). Eles afirmam que pode-se dizer muito sobre um bispo vendo apenas a cruz peitoral (cruz pectoralis) dele. Mas isto não quer dizer que Bergoglio seja um bispo ….

    • Pro Roma Mariana julho 8, 2014 às 4:43 pm

      Mas isto não quer dizer que Bergoglio seja um bispo… católico. Pode ser um «bispo saca-rolhas», um que tira dos seus frascos mágicos a curuba para drogar os que acreditam no seu «episcopado romano», da pior safra modernista conciliar.

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