Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

AFINAL, QUAL É O PLANO DOS JUDEUS PARA BERGOGLIO?

Bergoglio com judeus 

O plano que o Judaísmo sempre mirou introduzir na Igreja, é um e bem definido. É o da religião mundial, maçônica e «noaquita», que constitui a apostasia da Fé no Redentor divino encarnado.

Para este fim dispunham dos projetos de seus grandes mestres, os rabinos Elia Benamozegh e Josué Jéhouda para, através do prof. Jules Isaac, empregnar a mente de alguns confusos clérigos modernistas.

Como escreve León De Poncins em «Judaism and the Vatican»: «Em 1949 [Jules Isaac] teve contactos com alguns clérigos [modernistas] de Roma, e através deste conseguir uma audiência privada com Pio XII, com quem Isaac se lamentou a favor do judaísmo, pedindo-lhe de fazer examinar os ‘Dez Pontos (do plano) Seelisberg’». Portanto o plano que o mesmo Jules Isaac levou para Roncalli dez anos depois era o mesmo plano de mutação da Igreja, já traçado há muito tempo e parado no semáforo vaticano à espera da luz verde…].

Foi isto que obteve logo de João 23. A prova de seu sucesso está nos contatos sucessivos do card. Bea, que viajou para Nova York com esse propósito, e a mentalidade que impregnou o Vaticano 2º e guia desde então a política e a pastoral conciliar.

O «PLANO SEELISBERG» que condicionou a igreja conciliar de João 23 em diante

No livro «Segredo de Fátima ou Perfídia em Roma» o engenheiro Alberto Fontan descreve o plano do processo «judeu-cristão» para adaptar o Evangelho, em vista de uma nova «religião mundial».

Inicia citando o Visconde Léon De Poncins, autor de cerca vinte estudos sobre a política de subversão espiritual do mundo moderno. Este autor serviu durante a 2ª guerra mundial no Serviço de Inteligência, mas após a «libertação» foi perseguido e levado aos Tribunais por alguns de seus escritos, sendo absolvido porque não fez mais que citar afirmados e eminentes estudiosos judeus, como segue:

«O professor Jules Isaac em 1959 deu uma conferência na Sorbona [Paris] sobre a necessidade de que se reveja o ensino cristão sobre os judeus concluindo com um apelo ao senso de justiça e de amor à verdade de João XXIII… que o recebeu em audiência (13.6.1960). Pediu-lhe que condenasse o ‘ensino do desprezo’ ([1]), sugerindo-lhe de predispor uma subcomissão para estudar o problema especificamente. Depois de breve tempo Jules Isaac soube com alegria que as suas sugestões tinham sido tomadas em consideração por João XXIII e passadas para o Cardeal Bea ([2]) para analisá-las. Este constituiu um especial grupo de trabalho para estudar as relações entre a Igreja e Israel. Tal trabalho iria finalmente produzir o estranho documento votado no dia 20 de Novembro de 1964 pelos padres do Vaticano II” ([3]).

«Depois do que foi descrito, Jules Isaac insistiu para que o Concílio: – Condenasse e suprimisse todas as discriminações raciais, religiosas ou nacionais concernentes aos judeus; – Modificasse ou suprimisse as orações litúrgicas, em especial as da Sexta-Feira Santa concernentes aos judeus; – Declarasse que os judeus não são em nenhum modo responsáveis pela morte de Cristo, pela qual havia que acusar a inteira humanidade; – Banisse passos evangélicos, e principalmente os de S. Mateus, que Isaac descreve em modo detestável como mentiroso e perversor da verdade, quando conta a história crucial da Paixão; – Declarasse que a Igreja sempre mereceu críticas pelo estado de guerra latente que persistiu por dois mil anos entre os judeus, os cristãos e o resto do mundo;- Prometesse que a Igreja teria definitivamente mudado a sua atitude num espírito de humildade, contrição e busca de perdão respeito aos judeus, e que teria feito todo esforço para reparar os males que causou a estes, retificando e purificando o seu tradicional ensino segundo as normas indicadas por Jules Isaac.

«Não obstante a insolência do ultimato e das virulentas acusações aos Evangelistas e ao ensino dos Padres da Igreja, fundado nas mesmas palavras de Cristo, Jules Isaac obteve forte apoio do clero, também romano e de membros da «Amitié Judéo-chrétienne» ([4]).

«Antes de entrar na questão Seelisberg e de sua origem nas ideias do rabino Elias Benamozegh, deve-se lembrar que o Judaísmo atual, mais ainda que aquele do tempo de Maria SS e de Jesus, não tem nada que ver com as Sacras Escrituras e a Lei do Antigo Testamento (a Torah). Estas, que eram então ainda conhecidas, não por muitos, e aplicadas às vezes espiritualmente como regra moral, são hoje ignoradas pelo Judaísmo atual. Este não começa com Abraão, como muitos crêem; a religião do Judaísmo surge durante o Cativeiro da Babilônia (721-538 a.C.), mais de dois mil anos após. Lá é que, na falta do Templo – destruído em 586 – desenvolveu-se a Sinagoga. O «livro» devido ao qual o Judaísmo se denomina religião do livro não é a Bíblia, a Torah, mas o «arquipélago» oral do Talmud, que será finalmente escrito por volta do VI século d. C. Como escreve o Rabino Ben Zion Boxer, “o Judaísmo não é a religião da Bíblia” ([5]).

“Que o Judaísmo seja a religião da Bíblia hebraica não é impressão insólita e se encontra por vezes entre os judeus, como também entre os cristãos. Trata-se naturalmente de impressão falaz. […] Quem procurasse comparar a tradição hebraica clássica com o mundo da fé bíblica e da vida encontraria contrastes surpreendentes. […] Muito do que existe no Judaísmo é ausente na Bíblia, e muito do que se encontra na Bíblia não pode ser encontrado no Judaísmo” ([6]).

«Depois de anos e anos de cativeiro, Israel havia esquecido tudo com respeito à Torah, até que foi descoberto um pergaminho no Templo ([7]) na época de Manassés (687-642). Israel e Judá praticamente haviam abandonado a Torah muito tempo antes do primeiro Cativeiro. Este, de fato, foi a sua consequência pois assim fazendo haviam desandado no pior paganismo, praticando uma religião sincretista.

«A nova religião mundialista quer levar a humanidade na direção desse gênero de aberrações da Cabala, de uma religiosidade mágico-mistéricas, etc. Do tempo de Jesus até hoje, o Judaísmo desenvolveu o seu Talmud ulteriormente, que, primeiro eclipsou as Escrituras e depois as superou com seus hipertróficos comentários crescidos sem limites, como um tumor maligno. Assim a Bíblia para o Judaísmo talmúdico (que é o atual) é considerada uma seleção de histórias fantásticas próprias só aos dementes, mulheres tolas, e meninos ([8]). Também por este motivo Nosso Senhor indicou, de um lado os que tinham parte nessa fraude intelectual e espiritual, que “dizem ser judeus, mas não o são, pois são da sinagoga de Satã” (Ap. II, 9) e do outro, ao invés, o “autêntico israelita no qual não há fraude” (Jo. 1, 47).

«Quem seria hoje o «autêntico israelita»?

«A conhecida questão dos khazares, de origem turco-caucásicas, não semita, convertidos em massa ao Talmudismo, mas não ao antigo Hebraísmo bíblico, vem complicar tudo, porque constituem a grande maioria dos que hoje são chamados «judeus». Veja-se, por exemplo, o conto da «13ª Tribo», livro de Arthur Koestler ([9]).Koestler, judeuasquenaze (Ashkenaz), era orgulhoso da sua origem khazar,mas a publicação de seu livro, em 1976, suscitou muita polémica, fizeram rapidamente com que o livro saísse de circulação e não fosse praticamente encontrado.Em 1983, os corpos sem vida de Arthur Koestler e de sua mulher foram encontrados na casa deles em Londres. Não obstante significativas incongruências, a polícia inglesa acabou por fechar o caso arquivando-o como duplo suicídio. Há alguns anos a história dos khazar descrita no livro de Koestler re-emergiu. Hoje é acessível com a republicação do livro, e em internet ([10]).

«Voltando agora ao que pedia o Prof. Isaac nos anos ‘60, observa-se que parte de seu conteúdo, em forma mais atenuada, encontrava-se nos dez pontos do documento compilado em Seelisberg, cidade suíça do cantão de Uri, emitido pelos cristãos do «International Council of Christians and Jews», em 5 de Agosto de 1947 ([11]).

«O documento compõe-se de 4 «mementos» e 6 «vitandum est». Enquanto os últimos cinco pontos de Seelisberg constituem matéria usual do pensamento católico, os cinco primeiros, isto é os quatro «lembre-se» e o primeiro dos «evite-se» comportam boa dose de ambiguidade. Só podem ser aplicados por causa da “falaz impressão” que o Judaísmo seja mesmo a religião da Bíblia, para levar a opinião pública cristã em geral e a dos prelados católicos em particular na direção da mutação radical da qual hoje constatamos os frutos. Estes talvez sejam parte do que se aguarda… Inútil dizer que no Concílio os prelados mais «abertos», do «Papa bom» em diante, os aceitaram totalmente, enquanto a maioria, seja por ingenuidade, seja porque imersos na euforia conciliar das miráveis venturas progressivas sonhadas para a humanidade, aderiu sem objeções.

«O SIDIC (Service International de Documentation Judéo-Chrétienne), que festejou em 1997 o cinquentenário da Conferência de Seelisberg de 1947, “definiu o seu fim: I) estudar a extensão presente do anti-semitismo e os fatores que contribuíram à sua persistência e aumento na Europa do após guerra; II) formular planos de atividade imediata e a longo prazo através instituições educativas, políticas, religiosas e sociais de caráter nacional e internacional, para remover as causas, e remediar aos efeitos do anti-semitismo” ([12]).

«Por sua vez os dez pontos de Seelisberg foram o fruto da influência exercitada seja por Isaac seja por outros personagens para inculcar no mundo cristão a teoria da culpa pelo ensino do desprezo: “Já desde os anos 30-40, estudiosos como James Parkes na Inglaterra, Jules Isaac na França, e A. Roy Eckardt nos EUA tinham preparado o caminho para esta admissão de cumplicidade através de trabalhos sobre a longa história do anti-semitismo na cultura cristã. «L’enseignement du mépris» (1962) foi o livro de Jules Isaac que inaugurou a frase para formular os “Dez Pontos de Seelisberg” na Suíça em 1947, dos membros do International Council of Christians and Jews, formado recentemente” ([13]).

«No mundo do Catolicismo Romano, uma das primeiras ações mais concretas foi a de João XXIII em 1958 ao remover a frase ‘pérfidos judeus’ da liturgia da Sexta-Feira Santa. Foi também este «bem-amado papa» que reuniu o Concílio Vaticano Segundo, que na sessão final de 1965 aprovou a famosa declaração Nostra Aetate” ([14]).

Desde Jules Isaac, a acusação de «anti-semitismo», de ambiguidade forjada como arma psicológica mediático-política análoga à acusação de “fascismo” dos anos ‘60, que teve seu climax quando, alteradas as relações entre a China e a URSS, os chefes comunistas mutuamente se acusaram de «fascismo». Com uma simples reflexão também a acusação de «anti-semitismo» reflete o que é: uma etiqueta falaz, inventada para ser aplicada em quem não adere à política dos «novos patrões. De fato, não são talvez semitas também os árabes? Seriam ao invés «semitas» os da etnia georgiano-caucásica (de modo algum hebraica) dos khazares, só porque são a maioria no judaísmo atual? Não há, pois que admirar-se se tal etiqueta for encontrada aplicada cedo ou tarde também para judeus, culpados de dizer a verdade – e há ainda muitos – em assuntos não “politicamente correctos” ([15]). Quanto às roncallianas variações litúrgicas, a perfídia ([16]), segundo a Igreja Católica, não significava – e não quis nunca significar – a pertença a uma determinada raça humana, mas um repúdio da Verdade. De fato as orações da Sexta-Feira Santa têm a finalidade da súplica a Deus pela conversão dos judeus.

«Hoje, nas pegadas de Roncalli, encantado pelos vários Isaac, Ratzinger também não quer que se repita o embaraçoso caso da conversão do rabino chefe da sinagoga de Roma, Israel Zolli que, assumiu no seu batismo o nome Eugênio, de Pio XII, por gratidão . Ao invés dos conciliares, Zolli e a sua família (como o «mau» Pio XII), rendem graças ao Pai pela conversão dos Judeus a Nosso Senhor Jesus Cristo.

«Corolário dos mea culpa e pedidos de perdão da Igreja aos judeus, de Roncalli a Ratzinger ([17]) e hoje a Bergoglio, é a difusão da grande mentira sincretista da assim chamada “tradição ou cultura judeu-cristã” a ser considerada fundamento da civilização ocidental, pela qual o Cristianismo seria mero subproduto do Judaísmo.

« A questão capital é a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Como diz corretamente o rabino Jacob Neusner: “Jesus é o Cristo? Se é assim, então o judaísmo cai. Se não é assim, então o cristianismo erra” ([18]). Ainda menos, há continuidade entre eles, para constituir uma qualquer tradição, observa justamente sempre o rabino Neusner “o conceito de uma tradição judaico-cristã […] é só mito no sentido pior: da mentira” (op. cit., p. 7). Mas o «dogma mediático da tradição judeu-cristã», fundado em nada, é necessário para fundar a religião mundialista que leva o «catolicismo conciliar» ao suicídio através da conversão às avessas dos «conciliares».

Podem ter pedido algo diferente a Bergoglio quando se reúnem? O pior é que talvez nem tenha sido preciso insistir. Hoje a «nova religião mais universal» já é autenticada pelo Vaticano 2º e seus falsos cristos há meio século.

Nosso Senhor Jesus Cristo venceu o mundo, mas nós o perdemos, porque hoje impera a igreja do Anticristo; da nova Roma dos «papas conciliares». Mas esta, com os seus falsos Cristos e falsos profetas, que imperam hoje junto aos senhores do mundo, será anientada porque Jesus Cristo revelou que vai julgar: “com o sopro da Sua boca e com o esplendor da Sua vinda (Ap. 19, 11- 16); (II Ts. 2, 8).

*   *   *

Notas:

[1] – O livro de Jules Isaac«L’enseignement du mépris» é de 1962.

[2] – Bugnini, o inventor do Novus Ordo, e o jesuíta Bea, de origem judia, constam como mações. Stephen Mahowald escreve: “O Cardeal Augustin Bea, da Secretaria de João XXIII e Paulo VI seria mação”. [“She Shall Crush Thy Head”, Omaha, MMR Publ., 1998, p. 215].

[3] – Léon De Poncins in “Judaism and the Vatican: an attempt at spiritual subversion” London, Britons Pub. Co., 1967, pp. 12-13.

[4] – Léon De Poncins, op. cit. , p.29

[5] – Rabbi Ben Zion Boxer, “Judaism and the Christian Predicament”, 1966, p. 159, (“não” é evidenciado pelo autor no original).

[6] – Rabbi Ben Zion Boxer, op. cit., p. 59.

[7] – Veja IV Livro dos Reis 22:8; e 23:24; – 2 Paralipômenos 34:14 e sgg.

[8] – V. Elizabeth Dilling, “The Jewish Religion: Its influence Today” Chicago, 1964, new 1983.

[9] – Arthur Koestler, The Thirteenth Tribe, Londres, 1976.

[10] – Veja o livro recentemente reimpresso: Arthur Koestler –

[11] – Dieci Punti di Seelisberg, emitidos pela International Council of Christians and Jews, 5 Agosto 1947 estão por exemplo em http://www.bc.edu/bc_org/research/cjl/Documents/Seelisberg.htm

[12] – SIDIC – Service International de Documentation Judéo-Chrétienne 1997, Volume XXX, Numéro 2, pagina: 01, artigo “Pioneers in Christian-Jewish Dialogue. A Tribute.” http://www.sidic.org/it/reviewViewArticolo.asp?id=225

[13] – US Holocaust Memorial Museum. Speaking out about Antisemitism and the Holocaust. Jews and Christians: The Unfolding Interfaith Relationship. http://www.ushmm.org/research/center/presentations/features/details/2006-04-27/

[14] – US Holocaust Memorial Museum, ibidem.

[15] – Seria a culpa do professor Norman Filkenstein que escreveu «A indústria do Holocausto?»

[16] – Em latim “perfidus” tem o sentido de desleal, infiel.

[17] – León De Poncins em «Judaism and the Vatican»: «Em 1949 [Jules Isaac] iniciou contatos em Roma para introduzir os ‘Dez Pontos de Seelisberg’». Era o plano levado para Roncalli para a mutação da Igreja já traçado há muito tempo e hoje incrementado.

[18] – Jacob Neusner, Ebrei e Cristiani. Il mito di una tradizione comune [1991] tradução italiana Ed. Paoline, Cinisello Balsamo, Milão, 2009, p. 72.

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