Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A INVERSÃO DAS FINALIDADES DO CASAMENTO E A CORRUPÇÃO DA MULHER

iNVERSÃO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio IX, em excertos da encíclica “Inter Multiplices Angustias”, de 21 de Março de 1853:

«Por isso vos pedimos insistentemente que, enquanto procurais distanciar dos fiéis a vós confiados o mortífero flagelo dos livros e jornais pestilentos, ao mesmo tempo useis de toda a benevolência a favor de aqueles homens que, animados de espírito católico e instruídos nas letras e nas ciências, trabalham escrevendo e imprimindo esses livros e jornais para propugnar e propagar a Doutrina Católica, para conservar intactos os venerandos direitos da Santa Sé e os actos da mesma, para destruir as opiniões e asserções contrárias à mesma Sé e â sua autoridade, para dissipar a caligem dos erros, e para que as mentes dos homens sejam iluminadas com a suavíssima luz da Verdade. Caberá à vossa solicitude e à vossa Caridade, encorajar esses bem intencionados escritores católicos, para que prossigam com cada vez maior tenacidade a defender com diligência e ciência a causa da Verdade Católica, e admoestá-los prudentemente com paternas palavras se acaso errassem no escrever. Não ignorais pois em vossa sabedoria, que os inimigos mais furiosos da Religião Católica sempre fizeram – ainda que com esforços vãos – guerra a esta Cátedra do beatíssimo Príncipe dos Apóstolos, mesmo sabendo que não poderá nunca cair ou arrefecer a Religião, enquanto durar tal Cátedra, apoiada naquela pedra que as orgulhosas portas do Inferno não podem vencer, e na qual se encontra inteira e perfeita a solidez da Religião Cristã.» 

Nos documentos sucessivamente apreendidos pela polícia dos Estados Pontifícios às lojas maçonicas, nos pontificados de Gregório XVI e Pio IX, e que constituíram material de trabalho indispensável ao heróico historiador Crétineau-Joly para a sua obra, composta por solicitação papal, sobre a “A Igreja Romana face à revolução,”para além do sempre citado, e já desgraçadamente cumprido, plano de usurpação do Sólio Pontifício, bem como das cátedras episcopais, por elementos maçonicos, é nítida nesses documentos toda uma intenção geral de dissolver o matrimónio católico, UTILIZANDO COMO MEIO A CORRUPÇÃO DA MULHER, enquanto rainha cristã do lar, educadora dos filhos e amparo afectivo do marido. Efectivamente, nos últimos cem anos, foi nauseante a crescente e premeditada corrupção da mulher, por todos os ângulos que tal problema se analise.
O Matrimónio, já na Ordem Natural, possui como essência a propagação qualificada da espécie humana, e como propriedades essenciais a unidade e a indissolubilidade. A poligamia, não violando a essência do Matrimónio, foi assim permitida por Deus Uno e Trino no Antigo Testamento, mas porque a Revelação não atingira ainda o seu zénite; cumpre assinalar, que o objectivo da propagação da espécie era RIGOROSAMENTE EXIGIDO POR DEUS, mesmo quando as escravas eram chamadas a assumir a função biológica de sua senhora, estéril, era sempre, sempre, estritamente, em ordem à reprodução, tanto assim que os filhos da escrava eram, legalmente, considerados filhos da senhora.
Nosso Senhor Jesus Cristo restituindo o Matrimónio à sua dignidade original, tal como fora constituído no Paraíso terrestre, elevou o vínculo Moral, Espiritual, de Direito Divino Sobrenatural, que unira Adão e Eva, à dignidade de Sacramento. Efectivamente, no Antigo Testamento, o Matrimónio permanecerá muito diminuído, pela obliteração das suas propriedades essenciais, e sem possuir carácter Sagrado, nem público – era um contrato privado entre famílias.
Há teólogos, pré-conciliares, que pensam que a permissão do divórcio e da poligamia, no Antigo Testamento, revestia carácter semelhante à tolerãncia de facto, que mesmo em países rigorosamente católicos, fechava os olhos à prostituição; outros teólogos, também clássicos, sustentam que uma tal permissão releva de uma distinção entre Direito Natural de primeira ordem e Direito Natural de segunda ordem: O primeiro conservaria não apenas a essência do Matrimónio (a propagação da espécie), mas igualmente as propriedades essenciais do mesmo (unidade e indissolubilidade); o segundo apenas salvaguardaria a essência do Matrimónio, por estar subordinado a uma fase transitória e incompleta da Revelação. Evidentemente que esta última tese é absolutamente preferível; a figura teológica e jurídica do vínculo Moral, espiritual, de Direito Divino Sobrenatural, constitutivo do matrimónio, no Antigo Testamento e na Lei Mosaica, FOI QUERIDA E PROMULGADA POSITIVAMENTE POR DEUS, COM RESGUARDO ABSOLUTO DA PROPAGAÇÃO DA ESPÉCIE – ORA, QUE SE SAIBA, A PROSTITUIÇÃO NADA TEM A VER COM A PROPAGAÇÃO DA ESPÉCIE.
A Santa Madre Igreja sempre ensinou, quer na sua Teologia Dogmàtica e Moral, quer no seu Direito Canónico, que o fim primário, objectivo, do Matrimónio, era a propagação da espécie humana num meio familiar, eminentemente Pessoal, Espiritual, Moral e Sobrenatural; os fins secundários eram o mútuo auxílio entre os esposos, e o remédio da concupiscência. Ora os fins secundários possuem uma autonomia própria, MAS PERMANECENDO ESSENCIALMENTE SUBORDINADOS AO FIM PRIMÁRIO. Neste quadro conceptual, todo o relacionamento entre os cônjuges, en todos os planos, possui uma verdade e uma bondade própria, desde que ordenado à finalidade objectiva primária. O remédio da concupiscência significa fundamentalmente que a finalidade do Matrimónio, na sua verdade e bondade, por si mesma, tendencialmente, rectifica as labilidades da sensibilidade, ferida pelo pecado original e pelos pecados actuais.
Ora a maldita maçonaria, que por todo o século XIX, conspirou, e conseguiu laicizar o Matrimónio, na grande maioria dos Estados de antiga tradição católica, usurpando a partir de finais dos anos cinquenta os principais postos de autoridade do Vaticano, ao triunfar no Concílio, não perdeu a oportunidade de inverter oficialmente (ou com a aparência de verdade oficial) as finalidades do Matrimónio, no que constituiu um descomunal golpe mortal no próprio conceito de família cristã, legitimando o divórcio, legitimando a contracepção e o aborto, e até mesmo a sodomia.
Efectivamente, se a geração dos filhos fica subordinada aos caprichos do chamado amor conjugal, a Lei necessàriamente ordenadora do Matrimónio, a sua própria essência, É DESTRUÍDA, e então, a unidade e a indissolubilidade deste não possuem mais sentido, pois que tais propriedades essenciais constituem, caracterizadamente, alicerces fundamentantes da Personalidade Moral, Espiritual e Sobrenatural da unidade familiar, como célula base do corpo social. Qualquer tipo de ascese, qualquer limitação, torna-se absurda, pois que sendo proscrita a norma constitutiva do Matrimónio, este cessa a sua existência, dando lugar a puras mancebias, cujo único objectivo são os gozos terrenos.
A grande, a enorme vitória obtida pela maldita maçonaria no Vaticano 2, a par da dita liberdade religiosa, foi precisamente a da inversão das finalidades do Matrimónio; pois que a corrupção da mulher constituía, já desde princípios do século XIX, uma das bombas de retardador, para destruir a família e depois a sociedade; o neo-malthusianismo, isto é, a disseminação de contraceptivos artificiais, brotou directamente das lojas maçonicas. É certo que a contracepção e o aborto sempre existiram nas sociedades, mas não a sua divulgação e propaganda em massa, apoiada pela produção industrial de contraceptivos, estimulados como princípio e norma de vida, por parte de autoridades oficiais e do próprio Estado.
Que a família já estava destruída antes do concílio? Não completamente, pois que existiam redutos, elites, os quais desapareceram imediatamente a seguir ao concílio; e os que se encontravam em má situação moral, FORAM CONFIRMADOS NO MAL PELO MALDITO CONCÍLIO. As autoridades eclesiásticas existem, fundamentalmente, para confirmar e fortalecer os seus irmãos no Bem, embora por vezes possam claudicar no cumprimento desse dever sagrado, como a História demonstra ter acontecido, nunca, porém, podem confirmar, positiva e premeditadamente no mal – sem que fiquem totalmente exautoradas e privadas dos seus cargos.
Por muito mal que o laicismo tenha feito na terra sagrada de Itália durante século e meio, e fez, não ousara ainda legalizar o divórcio, decerto por temor reverencial da tremenda autoridade moral da Cátedra de São Pedro, a qual intimida até os descrentes; mas eis que apenas quatro anos volvidos sobre o encerramento do maldito concílio, o divórcio foi aprovado no Parlamento, embora só definitivamente ratificado em 1974, em referendo nacional; e como que para aproveitar o balanço e porque se pensava que a consciência popular já estava suficientemente madura – em 1978, aprovou-se o aborto, igualmente ratificado em referendo nacional em 1981. A maçonaria tudo conquistara: O ESMAGAMENTO DA FAMÍLIA E A TOTAL CORRUPÇÃO DA MULHER – E TUDO COM A COBERTURA LEGAL DA (falsa) IGREJA E DO ESTADO.
É certo que em Itália sempre houve elevadíssima percentagem de abortos – MAS NÃO ERAM REALIZADOS OFICIALMENTE, PELO SERVIÇO NACIONAL DE SAÚDE, À CUSTA DO ESTADO, COMO UM SERVIÇO PÚBLICO.
Teriam as autoridades Italianas, por mais marxistas ou modernistas que fossem, e eram, ousado legislar desta forma se a autoridade eclesiástica permanecesse uma imagem da Sabedoria Divina? É justo pensar que não.
E perante a dissolução de todo o Direito Natural (do qual a Santa Madre Igreja também é titular) e de todo o Direito Divino Sobrenatural, por parte de aqueles que dele são depositários, verificamos que TODOS ACHAM NATURAL;  a massa mimético-nominalista habitua-se a tudo e é caudatária de tudo. Bergoglio por seu lado acha que a grande calamidade deste pobre mundo é o desemprego dos jovens e a solidão dos velhos. E D.Fellay, prosseguindo a mesma estratégia que destruiu a face humana do Corpo Místico, continua afirmando, materialmente, o Bem, para mais eficazmente, subliminalmente, fazer passar formalmente o mal.
Que Deus nos defenda de homens assim.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 12 de Julho de 2014

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