Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

LUMEN FIDEI, LUZES DE RATZINGER/BERGOGLIO SOBRE A OBSCURA ORIGEM DO VATICANO 2º

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Joseph Ratzinger                                                                  e Martin Buber

 

Nosso jovem amigo Felipe Marques Pereira ao ler o nome do filósofo Martin Buber na encíclica «Lumen Fidei» de Ratzinger/Bergoglio, compreendeu logo, com a sua visão católica, o significado dela num enredo de teias sinistras para tecer, através de múltiplas ligações no mundo da cultura e da política global, uma nova religião «mais universal». E tudo em torno do nome deste «filósofo religioso judeu», Martin Buber.

Ao publicarmos aqui o artigo do Felipe, queremos ressaltar como essa intenção focalizada é paralela a dos outros «papas conciliares» promotores do Vaticano 2º para, com suas grandes aberturas, chegar igualmente a uma religião «mais universal» que a católica.

De fato, esse projeto, pouco conhecido porque quase nunca declarado abertamente, liga posições aparentemente opostas, mas na verdade convergentes. Por exemplo, quando se cita a aparente ruptura de Rudolf Steiner, que elaborou a sua «Antroposofia» para superar a «Teosofia» da Mme. Blavatsky, que era declaradamente anti-cristã, Steiner na sua elaboração sincretista partia abertamente de um novo cristianismo «mais universal»!

Com o Vaticano 2º, a principal intenção ecumenista, que vem de João 23 a Bergoglio, de abertura a todas as religiões, tem por tema central a aproximação do cristianismo ao judaísmo. Não há segredo sobre isto. A parte menos clara consiste no modo de admitir nesta abertura a religião judaica, hoje identificada mormente no Talmud, que difama as pessoas de Jesus e de Maria.

Eis que os promotores conciliares dessa aproximação elegem autores judeus afins à mesma idéia «universalista», mas que não aceitam o Talmud, seguindo movimentos judeus mais afáveis. Nisto tem posição especial o «chassidismo» de Martin Buber, tanto apreciado pelos conciliares de Wojtyla a Ratzinger e agora por Bergoglio.

Como o católico não pode, porém, perder de vista a intenção perversa da fusão religiosa do Catolicismo com as demais crenças, que para isto deveria alijar a sua unidade e unicidade divina, é bom conhecer o teor das posições anti-cristãs à que Buber esteve aberto. Vamos ver estes nomes para saber quanto a verdadeira intenção destes estava e está na alienação final do Cristianismo de sua essência católica, desde o seu mesmo interior.

Em 1933, Alice e Foster Bailey, fundadores do «Lucis Trust», foram a Ascona para trabalhar com Carl Jung. «Nuova Solidarietà» (28.1.89) informa: Em Ascona, no Monte Verdade, desde o início do século encontravam-se teósofos, ocultistas e anárquicos; estiveram ali Hermann Hesse e a dançarina Isadora Duncan, filósofos como Martin Buber e o fundador do «Ordo Templi Orientis (O.T.O) Theodor Reuss, bem como revolucionários como Bakunin, Lênin, Trotzkij. Mais tarde a cena foi dominada pela figura de Carl Gustav Jung, o mago psicanalítico “cuja influência sobre movimentos mágicos… foi vastíssima” (M. Introvigne, «Il cappello Del mago», Milão, Sugarco Ed., 1990, p.271). Nos anos 30 foram fundadas as «Conferências de Eranos», inspiradas por Jung (1875-1962), para dar uma feição mais científica e acadêmica, mesmo se sui generis, às reuniões do Monte Verdade. Reuniões de caráter esotérico se sucederam anos a fio até os nossos dias, sob a guia do americano James Hillman, herdeiro de Jung e autor de obras de títulos significativos como «O novo politeísmo», «Ensaio sobre Pan», «A vã fuga dos deuses», desenvolvendo uma nova «ciência» fundada sobre o oculto e sobre o novo politeísmo para contrapor-se ao Cristianismo.

Alguns seguidores das teorias psicanalíticas de Freud, seguiam igualmente a Cabala hebraica de Gershom Scholem e Martin Buber, todos ligados à obras de Alice Bailey. Acrescentemos que a organização I.C.C.J. (Conselho Internacional de Cristãos e Judeus) fundado em 1946, que reúne 28 outras, entre as quais a A.D.L (Anti Defanation Leaague do B’nai B’rith, transferiu-se de Londres para Heppenheim na Alemanha para a casa Martin Buber, filósofo definido figura titânica do Judaísmo, pertencente à seita cabalística dos Chassidim, uma corrente mística hebraica oposta ao racionalismo talmúdico, do qual também Freud auferiu para criar a psicanálise. (Cit. de Epiphanius, «Massoneria e sette segrete: La faccia occulta della storia, Ed. Ichthys, 2002, Roma, pp. 486, 546, 591).

A este ponto podemos conhecer melhor a origem das doutrinas conciliares e de seus «papas», sua ligação à psicanálise e aos seus centros de poder. A este propósito veja-se também nosso artigo sobre a U.R.I (United Religions Initiative, http://wp.me/pWrdv-1bm), que encantou João Paulo 2º, como foi aspirada pelos seus antecessores conciliares, encantados pela Lucis Trust (ver http://wp.me/pWrdv-74).

 

Lumen Fidei, uma Luz sobre a Obscura Fé de Ratzinger / Bergoglio

 

Felipe Marques

“Um encontro com o personalismo, que depois vimos realizado, com força nova e convincente no grande pensador judeu Martin Buber, foi um evento que marcou profundamente meu caminho espiritual” (Cardeal Joseph Ratzinger, 2006)

O propósito desse trabalho é expor a influência do pensamento do Judeu socialista Martin Buber em Joseph Ratzinger e Bergoglio, influência essa confirmada por eles mesmos, bem como expor as idéias dos autores comparando as afirmações da encíclica Lumen Fidei escrita por ambos e publicada em 2013 com a filosofia do dialogo de Buber.

Quem foi Martim Buber.

Martin Buber (1878 – 1965) filósofo, escritor e pedagogo, influenciou parte do clérigo modernista responsável pela elaboração dos documentos do Concilio Vaticano II, como observou o teólogo protestante Alister Mcgrath.

Segundo o Michael Lowy, Doutor em sociologia, Martin Buber quis trazer a expectativa messiânica dos Judeus de encontro com o Socialismo, dando uma interpretação tendenciosa das fontes bíblicas judaicas de uma forma que elas convergissem com o socialismo utópico, uma revisão da interpretação tradicional como fazem na Igreja Católica, por exemplo, os teólogos da libertação. [1]

Em seu trabalho Michael diz que Martin Buber e só um de muitos membros de um grupo de intelectuais de varias áreas de influencia que formam:

“[…] uma corrente de pensadores que associam o messianismo com a utopia socialista” (Michael Lowy, 2009)

Após uma analise marxista da situação em que se encontra o homem moderno na sociedade de massas, oprimido pelo sistema capitalista e pelos governos autoritários (O socialismo utópico, 1971) Martin Buber propõe uma solução, o estabelecimento sólido da «comunidade», que para ele é a mais autêntica forma de organização social. Só a vida em comunidade proporcionará os meios para uma existência melhor.

Newton Aquiles observa que esta proposta será o molde para todas as outras, no campo social, político, educacional e eu acrescento, também religioso.

É o conceito de “Paróquia” e de “Igreja” da CNBB como sendo uma “Comunidade de comunidades” tema da 51° Assembléia Geral Ordinária.

“Comunidade de comunidades: uma nova paróquia”, *

“Ele (Buber) Propõe a realização da vida efetiva do desejo profundo do homem […] a instalação de uma “comunidade de comunidades” para chegar a um socialismo autentico.” [2]

É no cenário “da comunidade” que sua filosofia do diálogo ganha uma importância fundamental. A comunidade constituirá ou será construída a partir de uma nova forma de relação entre os homens que Buber denomina “dialógica” ou relação Eu-Tu.

A relação pessoal seria sempre um encontro entre dois sujeitos, ou o encontro de um sujeito com um objeto. Ao encontro relacional entre dois sujeitos, Buber chama de Eu-Tu. Ao encontro de um sujeito com um objeto ele chama de  Eu-Isso. A essas duas fórmulas – Eu-Tu e Eu-Isso – ele denomina como palavras-princípio.

[…] fé é a resposta a uma Palavra que interpela pessoalmente, a um Tu que nos chama por nome. (Lumen Fidei, 2013, GRIFO NOSSO)
A Gnose cabalista Eu-Tu e a Lumen Fidei
“Ele esta no meio de nós”

O Eu eterno entre nós.

A palavra humana, segundo Buber tem o poder criador do Verbo divino, o que faz dele um Gnóstico.

“[…] ela se torna cada vez mais próxima, ela se aproxima sempre mais da esfera entre seres, se aproxima do reino que se oculta no meio de nós, no “entre”. A história é uma aproximação misteriosa. Cada espiral do caminho nos conduz igualmente a uma perdição mais profunda e a uma conversão mais originária […] (BUBER, 2001, GRIFO NOSSO).

Para a Cabala a emanação da divindade é feita em pares de opostos em oposição dialética.

Para Buber Eu e Tu não existem substancialmente, somente em relação, ambos o Eu e o Tu seriam palavras pronunciadas pela divindade, que uma vez pronunciada se instala nelas, para Buber a linguagem é a portadora do Ser.

“Quem pronuncia uma das palavras primordiais penetra nessa palavra e se instala nela” (Martin Buber, 1974).

“Quando se diz tu, quem o diz não tem nenhuma coisa como seu objeto”(…) Quando se diz tu, para quem o diz, não há nenhuma coisa, nada tem. Porém está sim numa relação” (1974)

Ratzinger Bergoglio afirmam o mesmo na Lumen Fidei:

“A Fé não é luz que dissipa todas as nossas escuridões, mas lâmpada que guia, na noite, os nossos passos e isso é o suficiente para o caminho. Ao homem que sofre, Deus não doa um raciocínio que explica tudo, mas oferece a sua resposta na forma de uma presença que acompanha, de uma história de bem que se une a cada história de sofrimento, para abrir nessa uma passagem de luz.” (Lumen Fidei, 2013. GRIFO NOSSO)

“Deus não pode ser reduzido a objeto; Ele é Sujeito que Se dá a […]” (Lumen Fidei, 2013)
O magistério mutável de Ratzinger Bergoglio

“Além disso, a teologia partilha a forma eclesial da fé; a sua luz é a luz do sujeito crente que é a Igreja. Isto implica, por um lado, que a teologia esteja ao serviço da fé dos cristãos, vise humildemente preservar e aprofundar o crer de todos, sobretudo dos mais simples; e por outro, dado que vive da fé, a teologia não considera o magistério do Papa e dos Bispos em comunhão com ele como algo de extrínseco, um limite à sua liberdade, mas, pelo contrário, como um dos seus momentos internos constitutivos, enquanto o magistério assegura o contacto com a fonte originária, oferecendo assim a certeza de beber na Palavra de Cristo em toda a sua integridade.” Fé e teologia 36 (Lumen Fidei, 2013, GRIFO NOSSO)

A constituição hierárquica da Igreja Católica deve servir e acompanhar a cultura e a sociedade em que esta inserida. O primado de Pedro não foi instituído por Nosso Senhor com o colégio apostólico subordinado a ele, mas essa configuração e relação hierárquica são apenas temporárias e adaptáveis, a estrutura Hierárquica atual é apenas um momento, um instante, tal é a interpretação que podemos chegar desse trecho da encíclica.

A Igreja de Ratzinger/Bergoglio é sempre apenas uma resposta a uma questão de momento assim como a comunidade de Buber:

“A comunidade, afirma Buber, quando surgir deve satisfazer não a um conceito, mas a uma situação. A concretização da idéia de comunidade, como a concretização de qualquer idéia, não terá validade universal e permanente: ela será sempre apenas, uma resposta do momento a uma questão do momento” (Socialismo Utópico, 1971).*

As formas simbólicas de expressão da fé como o culto transformam o TU (Deus) em objeto o que impede a verdadeira relação entre o Eu (humano) e o Tu (divino) por isso Buber é contra a oração individual, somente a oração comunitária conseguiria libertar o Eu do egoísmo e formar uma espécie de Eu transcendental.

“O culto também completa, originalmente, os atos de relação, na medida em que insere a oração viva, o dizer-TU imediato em um conjunto espacial de grande poder de imaginação e o entrelaça à vida de sentido. Ele se torna, também, aos poucos, o seu substituto na medida em que a prece pessoal não é mais sustentada pela prece comunitária, mas é reprimida por ela e, então, uma vez que o ato essencial não se sujeita a nenhuma regra, cede lugar à devoção regulamentada”. (BUBER, 2001).

E também Ratzinger / Bergoglio:

“É impossível crer sozinhos. A fé não é só uma opção individual que se realiza na interioridade do crente, não é uma relação isolada entre o « eu » do fiel e o « Tu » divino, entre o sujeito autônomo e Deus; mas, por sua natureza, abre-se ao « nós », verifica-se sempre dentro da comunhão da Igreja […]“ (Lumen Fidei, 2013)

Toda a linguagem da encíclica Lumen Fidei é ambígua e vaga, quase todo o texto poderia receber uma interpretação ortodoxa, mas a filosofia do dialogo de Buber permeia todo o texto, essa linguagem quase sempre vaga e quase sem definir, mas comparando termos, dão aos hereges oportunidade para se defenderem das acusações pois se escondem por trás das possíveis interpretações. Acrescentando pequenas variações de erros à doutrina de sempre, eles levam a almas à perdição.

Longe de serem os sucessores de Pedro, Ratzinger e Bergoglio são Pedras de tropeço.

“[…] Contra tais insídias, apesar de tudo renovadas em toda época, não foi colocada obra melhor em ação do que aquela de expor as sentenças que sob o véu da ambiguidade envolvem uma perigosa discrepância de sentidos, assinalando o perverso significado sob o qual se acha o erro que a Doutrina Católica condena” **

 

*http://www.cnbb.org.br/articulistas/dom-orani-joao-tempesta/12973-

 

** Pio VI, Bula Auctorem Fidei, 1794.

 

[1] http://www.seer.ufrgs.br/webmosaica/article/viewFile/9768/5561

 

[2] http://www.fae.unicamp.br/vonzuben/presenca.html

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

 

FRANCISCUS, LUMEN FIDEI, http://w2.vatican.va/content/francesco/pt/encyclicals/documents/papa-francesco_20130629_enciclica-lumen-fidei.html

 

BUBER, Martin, Yo y Tu, Ediciones Nueva Visión, Buenos Aires, 2001.

 

RATZINGER, Joséph, Lembranças de Minha Vida. Ed. Paulinas, São Paulo, 2006

 

McGrath, Alister, Teologia. Ed. VIDA. São Paulo, 2005.

 

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