Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

INTEGRISMO CATÓLICO? O RETO PENSAR E AGIR DEPENDE DO ÍNTEGRO CRER

 Jesus menino com os doutores

Quem achar estranho este título deve considerá-lo na integridade do alcance da sentença de Jesus em Mc 16, 14-16: «Jesus apareceu aos Onze enquanto comiam; censurou-lhes a incredulidade e a dureza de coração, porque não acreditaram nos que o tinham visto depois de ressurreto. E disse-lhes: “Ide pelo mundo todo e pregai o Evangelho a toda criatura. O que crer e for batizado será salvo, mas o que não crer será condenado

Se Jesus ensina que o «crer» é condição para a salvação, é preciso reconhecer que o «crer» deve estar na raiz mesma da vida mental para todo ser humano e que o Verbo encarnado tendo-nos revelado a Verdade para a qual  o homem existe, há que crê-la na sua pureza e integridade para alcançar a salvação. Os Apóstolos diante do Mistério da Ressurreição vacilaram, era humano, mas depois creram na Palavra e nos legaram o Símbolo dos Apóstolos, o Credo divino.

Na época das falsas luzes do racionalismo, prevalece a descrença e uma «autoridade» das opiniões sobre a vital importância do «crer» para entender. Nesse sentido, ouçamos o pensador Inglês, C. S. Lewis sobre o «crer» (Mere Christianity): Não se tema a palavra autoridade. Crer em algo por causa de uma autoridade significa crer nisso porque damos crédito a quem o ensina. Noventa e nove por cento do que cremos é crido por causa da autoridade. Eu creio que haja tal lugar no mundo, mas não o vi nem posso provar que exista com um raciocínio abstrato. Creio, porque pessoas credíveis o disseram. As pessoas normais crêem no Sistema Solar, nos átomos, na circulação sanguínea por causa da autoridade dos cientistas. E assim para os eventos históricos que não vivemos…”.

Como se pode não crer na autoridade que originou o pensamento gravado na nossa consciência, um vínculo, um princípio de bem que precede e segue o mesmo pensamento? Tratando da idéia religiosa; aquela de todos os tempos como a do presente, deve-se ter bem clara a questão da verdadeira Autoridade, que dá sentido ao pensar como se crê, legando-nos a Religião.

Hoje, a incredulidade está presente até nos arredores da Igreja da Verdade. Basta pensar que até esse mesmo trecho evangélico foi posto em dúvida e evitado pelos atuais falsos pastores ecumenistas. Por isto, é bom lembrar que São Marcos (16, 16) consta no Magistério Pontifício das Encíclicas «Quanto conficiamur moerore» de Pio IX; «Satis cognitum», de Leão XIII e «Mortalium animos» de Pio XI. Acrescente-se ainda a ela a frase evangélica: “Porque quem não crê já está julgado” (Jo 3, 18).

A este ponto, a omissão de tais textos fundamentais para a salvação, na sua integridade, para operar no sentido oposto – ecumenista – da salvação em qualquer crença ou mesmo descrença, indica a deliberada censura da Palavra de Nosso Senhor; significa trazer outro Evangelho, contrário à Verdade. A evidência dessa ruptura conciliar está ao alcance de todos, até dos não católicos, e mesmo sem indagar os doutos e seguir toda discussão sobre o ensino apostólico; basta crer na integralidade da lógica.

Não há Fé e Credo parcial, mas só integral. O integrismo católico é isso mesmo – TODO EM TUDO! (Ver: O «PAI» DA APOSTASIA GERA CÚMPLICES DOS ANTICRISTOS)

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O INTEGRISMO CATÓLICO E AS FALSAS PATOLOGIAS MENTAIS

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em alocução a algumas centenas de médicos participantes no XIV Congresso Internacional da História da Medicina – 17 de Setembro de 1954.

« Ao enfrentar o problema da doença, o médico, queira ou não queira, deve tomar posição ante o destino da Humanidade. Se ele nada reconhece a não ser os fenómenos bioquímicos, não reconhece, implìcitamente, a ineficácia de todos os seus esforços?
Eis uma atitude contra a qual se levanta, não apenas o sentimento íntimo de todo o indivíduo, mas esta longa marcha secular, esta progressão corajosa e tenaz que a História da Medicina revela. O homem de coragem, que empenha todas as suas energias na luta contra a doença, não pode ignorar a mensagem d’Aquele que Se disse o Senhor da vida e da morte, e que confirmou esta asserção com numerosos prodígios, e particularmente pelo da Sua própria Ressurreição. Não pode, acima de tudo, ignorar que Cristo promete a todos os homens dóceis à Sua Palavra, fazê-los participar, um dia, do Seu definitivo futuro.
Desejamos, Senhores, que esta consoladora verdade vos ampare no vosso labor quotidiano, austero e exigente, do qual o mundo experimenta incessantemente os imensos benefícios.»

O significado mais profundo e filosófico do termo “integrismo” conduz-nos bem longe das falsíssimas ideias do mundo; para este, “integrista” é quase sinónimo de fanático, e esta conotação é quase exclusiva dos católicos que verdadeiramente o são. Ora um integrista (católico ou não) é um indíviduo que procura viver, em toda a sua profundidade, determinados princípios que objectivamente o transcendem; ao passo que um fanático é um criminoso de delito comum, e como tal, totalmente desprovido de qualquer noção de objectividade e de universalidade.
A grande maioria dos homens não são nada, não possuem qualquer ideal, vivem de estímulos mimético-nominalistas, e como se diz no português mais genuíno: andam no mundo por ver andar os outros.
Nosso Senhor Jesus Cristo reservou o Reino dos Céus, não àqueles que dizem que são católicos, MAS ÀQUELES QUE O SÃO REALMENTE, EM PENSAMENTO, PALAVRAS E OBRAS, NA FÉ, NA ESPERANÇA E NA CARIDADE – NO CÉU SÓ HÁ SANTOS.
A grande maioria dos homens, em todas as épocas, e todos os lugares, pauta-se, não pela objectividade da Verdade e do Bem, mas por aquilo que Romano Amério denomina o “circiterismo” (do advérbio latino “circiter”= aproximadamente) isto é uma extrema contingência de pensamento, com atomização dos dados da inteligência, privada que está de uma Verdade Objectiva, Pessoal, Transcendente, que a meça e ordene. Mas são precisamente estes que acusam os integristas de fanatismo.
O católico integrista deverá sempre ser mais integrista do que os não católicos; efectivamente, ele é beneficiado com Dons Sobrenaturais que o elevam, acidental, mas infinitamente, acima das realidades terrenas e humanas; ELE DISPÕE DA FORÇA DE DEUS, DA INTELIGÊNCIA DE DEUS, DA CARIDADE DE DEUS; ele deve ser medido pela realidade, mas também pela Lei Eterna; na sua operação, o católico fiel, deve imprimir o sinete Divino sobre toda a sua obra; o católico fiel não está neste pobre mundo para gozar, mas para anunciar a Glória extrínseca de Deus, E AÍ ENCONTRAR A SUA FELICIDADE; SÃO AS FINALIDADES, QUE NA SUA HIERARQUIA, OBJECTIVAMENTE, MEDEM E ORDENAM O GOZO, E NÃO O CONTRÁRIO.

Mas o homem do mundo, o homem bem pensante, o homem chamado racional, o homem que considera não necessitar, nem da Redenção, nem da Graça, nem do Santo Sacrifício da Missa, nem da Santa Madre Igreja, o homem independente que ri “do velho de barbas”, n’O Qual, segundo diz: só acreditam as crianças e os mentalmente perturbados – e é aí precisamente que eles querem chegar!

Em 1910, quando da proclamação da República Portuguesa, os Jesuítas foram considerados, em parte criminosos, e em parte doentes mentais.
Os santos, constituindo obras primas da Graça Divina, são igualmente aqueles que levam a Doutrina Católica TOTALMENTE A SÉRIO, pois colocam todas as suas faculdades, naturais ou sobrenaturais, ao serviço da Lei Eterna, pois ao serem por esta ordenados, concomitantemente ordenam moralmente o mundo no seu operar, qualificando inclusive a própria Ordem Natural, no serviço dos seus semelhantes, por amor sobrenatural a Deus sobre todas as coisas; QUEM NISTO NÃO SE EMPENHAR, NA MEDIDA DA GRAÇA DE DEUS
E DA SUA CONDIÇÃO PESSOAL – NÃO SE PODE SALVAR.
No pontificado de Pio XI, sendo Eugénio Pacelli (futuro Pio XII) secretário de Estado, este procurou o Papa, para lhe solicitar autorização para se deslocar a Lurdes, pois sentia grande necessidade espiritual de o fazer. Resposta de Pio XI: «Cada um se deve santificar no lugar onde Deus o colocou». Pacelli insistiu, mas vendo que com tal insistência havia ferido o coração do Papa, caiu-lhe aos pés de joelhos. Mais tarde, Pio XI encarregou Pacelli de determinada missão que o levaria a Lurdes, tal como almejava.
O monge Cartuxo nunca sentiu necessidade de nada que não fosse a sua cela, com um pequeno jardim, o seu claustro, a sua Igreja conventual – QUEM VERDADEIRAMENTE AMA A DEUS SOBRE TODAS COISAS, ENCONTRA-O EM TODO O LADO, NA INTEGRIDADE DO ORGANISMO SOBRENATURAL DA SUA ALMA. O integrismo católico é isso mesmo – TODO EM TUDO!
O homem do mundo, culto, ridiculariza as coisas de Deus, na exacta medida da sua estropiada constelação mental, e da sua deformidade moral, do aniquilamento sartreano do seu ser; ou da extrema desolação de um átomo social, livre, mas extraviado de qualquer solidariedade comunitária que confira sentido à sua existência; ou ainda como momento ínfimo da Ideia Hegeliana, sem acto metafísico próprio; um pouco de tudo isto é aquele homem que constitui O NADA NO NADA! Mas este mesmo homem também afirma que a religião é uma forma de neurose socialmente aceite e socialmente integrada. OS MAIS DEVOTOS, OU SEJA, OS FANÁTICOS, É QUE NECESSITAM URGENTEMENTE DE TRATAMENTO PSIQUIÁTRICO – afirma o mesmo homem do mundo.
A Santa Madre Igreja, nos tempos em que, com toda a Justiça, dispunha do apoio do braço secular para facultar cobertura temporal ao Dogma e à Moral, NUNCA TRATOU OS HEREGES COMO LOUCOS, tratou-os, sim, exactamente como hereges, inimigos de Deus Nosso Senhor e das almas, mas como pessoas no seu perfeito Juízo, embora MORALMENTE depravadas. A Santa Madre Igreja constitui uma fonte, A ÚNICA FONTE, de Verdade e de Santidade, e nunca lhe poderia ocorrer distorcer a realidade objectiva, para mais fàcilmente atingir os seus fins.
Ninguém vai perder tempo a tentar argumentar filosòfica e teològicamente com um doente mental; por isso mesmo, para se descartar dos verdadeiros católicos, a seita conciliar, a maldita seita anti-Cristo, tem compactuado entusiàsticamente com a tese de que o tradicionalismo católico constitui uma forma de doença mental, e a primeira vítima assinalada foi o próprio Monsenhor Lefebvre.
Neste quadro conceptual, poder-se-á compreender que uma das eventuais razões para a apostasia de D.Fellay e seu séquito, terá sido o pavor de, numa idade mais madura, se verem estigmatizados pelo mundo, troçados, marginalizados, até mesmo alvo da suspeita de serem portadores de uma doença mental, tudo é possível, para quem ama o mundo, em vez de amar sobrenaturalmente Nosso Senhor Jesus Cristo.
A civilização pós-Cristã, no seu processo de suicídio moral colectivo, exulta com a eliminação da Santa Madre Igreja como realidade social e cultural, e os seus historiadores apresentam mesmo como facto relevante, na segunda metade do século XX – O DESAPARECIMENTO DO ANTI-CLERICALISMO.
Diz-nos São Paulo que quem é louco segundo o mundo é sábio para Deus, e quem é sábio para o mundo é louco para Deus. Sempre houve, ao longo dos séculos, a tendência para sentenciar como doentes mentais, ou no mínimo, como gente com “problemas,” as pessoas virtuosas, sobretudo os homens e os rapazes. Mas o magno problema actual é que essa tendência constituiu-se “cientìficamente”, e com cobertura legal.

São Domingos Sávio (1842-1857), o mais jovem santo confessor, se vivesse hoje, certamente seria encerrado numa clínica pedo-psiquiátrica; e com total apoio da seita anti-Cristo.
Nós sabemos que Nosso Senhor Jesus Cristo nunca nos faltará, mas igualmente sabemos que a sombra da Sua Cruz sempre constituirá o Lume Sobrenatural dos nossos sofrimentos; e não somos nós que escolhemos a nossa Cruz, é a Santíssima e indivisível Trindade que no-la predestina, quando quer e como quer. A nós só compete – na humildade de quem conhece de que tudo o que se é, na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural, tudo vem de Deus – elevar aos Céus um tão singelo quanto fecundo – SEJA FEITA A VOSSA VONTADE, SENHOR!
LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 21 de Julho de 2014

 

 

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