Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A INFALIBILIDADE COMO DIRECTRIZ DA FUNÇÃO PAPAL

 

  • Hoje, 22 de agosto: Imaculado Coração de Maria;
  • seja a nossa salvação! IMG-20140821-WA0008

Sobre a Imaculada São Pio X ensinou:

“No meio deste dilúvio de males, nos aparece diante dos olhos a Virgem clementíssima, como arbitra de paz entre Deus e os homens – Colocarei o meu arco-íris nas nuvens e será o sinal do pacto entre Mim e a terra. Desabe a tempestade e se obscureça o céu: ninguém desespere. À vista de Maria, Deus se aplacará e perdoará. […] Creiam os povos e confessem abertamente que Maria Virgem, desde o primeiro instante da sua concepção, foi isenta de toda mancha; com isto mesmo será necessário admitir também o pecado original, e a redenção dos homens por obra de Cristo, o Evangelho, a Igreja, e até a mesma lei da dor: assim, quanto sabe de “racionalismo” e “materialismo” será arrancado e destruído, e permanecerá para a doutrina cristã o mérito de guardar e defender a verdade… 

‘O arco-íris estará nas nuvens e Eu, ao contemplá-lo, lembrar-Me-ei do pacto eterno. E não retornarão as vagas do dilúvio para exterminar os vivos. Sem dúvida, se como convêm, confiamos em Maria… presenciaremos que ela é sempre aquela Virgem potentíssima – que com o seu pé virginal esmagou a cabeça da serpente” (Enc. Ad diem illum laetissimum, 2/2/1904). 

 

*   *   *

A INFALIBILIDADE COMO DIRECTRIZ DA FUNÇÃO PAPAL

Poder papal

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos São Pio X, em excertos da encíclica “Pascendi Dominici Gregis”, promulgada em 8 de Setembro de 1907:

«E o que exige que sem demora falemos, é antes de tudo, porque os fautores do erro já não devem ser procurados entre inimigos declarados; mas, e o que é muito para sentir e recear, ocultam-se no próprio seio da Igreja, tornando-se assim tanto mais nocivos quanto menos percebidos.
Aludimos, veneráveis irmãos, a muitos membros do laicato católico, e também, coisa ainda mais para lastimar, a não poucos do clero, que fingindo amor à Igreja, e sem nenhum sólido conhecimento da Teologia ou da Filosofia, mas antes embebidos das teorias envenenadas dos inimigos da Igreja, blasonam, postergando todo o comedimento, de reformadores da mesma Igreja; e cerrando ousadamente fileiras, atiram-se sobre tudo o que há de mais santo na obra de Cristo, sem pouparem sequer a Pessoa do Divino Redentor, que com audácia sacrílega, rebaixam à condição de um puro e simples homem. (…)
Estes, em verdade, como dissemos, não já fora mas dentro da Igreja, tramam seus perniciosos conselhos; e por isso é nas próprias veias e entranhas dela que se acha o perigo, TANTO MAIS RUINOSO QUANTO MAIS ÌNTIMAMENTE ELES A CONHECEM. Além de que, não sobre as ramagens e os brotos, mas sobre a Fé, e suas fibras mais vitais, é que eles brandem o machado. Batida pois esta raiz de imortalidade, CONTINUAM A DERRAMAR O VÍRUS POR TODA A ÁRVORE, de maneira que coisa alguma poupam da Verdade Católica, nenhuma verdade há que não intentem contaminar. E vão ainda mais longe, pois pondo em obra o sem número dos seus maléficos ardis, NÃO HÁ QUEM OS VENÇA EM MANHAS E ASTÚCIAS, PORQUANTO DESEMPENHAM PROMÌSCUAMENTE O PAPEL, ORA DE  RACIONALISTAS, ORA DE CATÓLICOS, E ISTO  COM TAL DISSIMULAÇÃO, QUE ARRASTAM SEM DIFICULDADE AO ERRO QUALQUER INCAUTO.(…)
Finalmente, e é isto que faz desvanecer todas as esperanças de cura; pelas suas mesmas doutrinas são formados numa escola de desprezo a toda a autoridade e a todo o freio; E CONFIADOS EM UMA CONSCIÊNCIA FALSA, PERSUADEM-SE QUE É AMOR DA VERDADE O QUE NÃO PASSA DE SOBERBA E OBSTINAÇÃO.»

  • Abaixo a foto do corpo incorrupto de São Pio X, sobre cuja face há uma máscara de bronze, e cujo centenário da morte ocorreu no passado dia 20 de agosto. Aqui é observado por João 23, com a seu lado o secretário Capovilla. Este «papa modernista» é justamente quem, querendo alterar o curso da Igreja da Tradição, figura a ocupação do Papado «eliminado», da visão do «Terceiro Segredo de Fátima».
  • Tudo seria mais claro naquele 1960 em que João 23 promoveu o Vaticano 2º e emblematicamente arquivou o «Segredo» de Nossa Senhora para operar livremente a inversão ecumenista da Verdade de uma só Fé, um só Batismo, uma só Igreja, Santa, Católica, Apostólica. Sendo isto em evidente oposição ao ensinado por todos os Papas e Concílios ecumênicos da Igreja, o «papado conciliar» não só é anti-católico, mas é obra precursora do Anticristo.

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O maldito concílio Vaticano 2 sabotou e envenenou, premeditadamente, toda a Doutrina Católica; em todos os seus documentos foram colocadas armadilhas, na forma de ambiguidades, ou pior ainda, na forma de agnosticismo e de ateísmo,  SUBLIMINALMENTE DISSIMULADOS POR APARÊNCIAS CRISTÃS. Um tal veneno diversificou-se, e propagou-se a todos os aspectos da vida da Igreja, como metástases cancerosas. Assim como o tecido canceroso, desfuncionalizado, constitui os seus próprios mecanismos de nutrição, também a seita apóstata, derramando o Inferno sobre a Terra, constituiu os seus próprios mecanismos ANTI-pastorais, os quais se sintetizam em: proclamar MATERIALMENTE o Bem, só para fazer passar FORMALMENTE o mal.
A Santa Madre Igreja, na sua face terrena, militante e mortal, a Pessoa Moral de Direito Divino, que prolonga, de forma vicariante, a Personalidade, o Magistério, e a Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo, possui como único princípio de Unidade, de Verdade, e de Santidade, e portanto de Infalibilidade, o próprio vínculo vicariante da adorável Pessoa do Salvador com o seu Vigário.
Mas então não é a Santa Igreja uma realidade Eterna?  Sim, na Inteligência Divina, em Cuja Infinita fecundidade SÃO todas as essências, criadas ou possíveis, em Cuja Eternidade toda a realidade é sempre presente de forma imutável, nesse conhecimento Divino, a Santa Madre Igreja surge como A ÚNICA INSTITUIÇÃO INFINITAMENTE PERFEITA, no sentido em que foi constituída formalmente pelo Verbo Encarnado, para ser a única depositária, por Direito Divino, da Revelação, bem como do Mistério, cruento e incruento, da Cruz de Nosso Senhor, e da custódia da Sua presença Eucarística. Neste sentido mais amplo, o conceito de Igreja, Verdadeiro Corpo Místico de Cristo, inclui necessáriamente a sua face gloriosa, no Reino dos Céus, e a sua face padecente, no Purgatório. Mas igualmente abarcará, aqui em sentido impróprio, todo o Antigo Testamento, parte essencial da Revelação; neste quadro conceptual, a Igreja, como comunidade Sobrenatural de salvação teria sido pré-figurada logo no Paraíso terrestre, mesmo antes do pecado original, mas sobretudo depois deste, com a promessa do Redentor (Proto-Evangelho). Os próprios Anjos devem ser considerados membros da Igreja, não enquanto remidos por Nosso Senhor, mas enquanto por Ele criados, constituídos Seus ministros, e irmãos dos eleitos, não pela comunidade da natureza, mas pela participação nos Bens Eternos.
Porque a Santa Madre Igreja, enquanto Pessoa Moral de Direito Divino, enquanto Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, é SUBSTANCIALMENTE, E NÃO ACIDENTALMENTE, DIVINA, ainda que, MATERIALMENTE, constituída também por elementos humanos e terrenos. Anàlogamente, também a Natureza Humana de Nosso Senhor, sem deixar de ser uma realidade contingente e criada,  FOI ELEVADA À DIGNIDADE E À SANTIDADE DO VERBO DE DEUS, TORNANDO-SE HIPOSTÀTICAMENTE TAMBÉM DIVINA; efectivamente, a Santa Igreja sempre ensinou que a Carne de Nosso Senhor deve ser adorada, em virtude da União Hipostática, que é de carácter ontológico e transcendental, ou seja: A CARNE DE NOSSO SENHOR É ADORADA NO VERBO, COM O VERBO, E POR CAUSA DO VERBO. Assim também a INSTITUIÇÃO IGREJA CATÓLICA, O CORPO MÍSTICO DE CRISTO, COMO PESSOA MORAL DE DIREITO DIVINO, ESTÁ ONTOLÓGICA E TRANSCENDENTALMENTE UNIDA A CRISTO, DO QUAL CONSTITUI PROLONGAMENTO VICARIANTE.
Sabemos que a Cátedra de São Pedro é um orgão de Direito Divino, absolutamente fundamental na Santa Madre Igreja. Na realidade o vínculo vicariante que une esse orgão a Jesus Cristo é TRANSCENDENTAL, INDEFECTÍVEL, E COMPLETAMENTE IMUNE ÀS VICISSITUDES HISTÓRICAS. Portanto o titular desta Cátedra de Verdade, assumido que é, com todas as suas fraquezas, as suas limitações culturais, intelectuais e sociais; é sustentado por Nosso Senhor mediante o referido vínculo de Direito Divino Sobrenatural, vínculo esse, QUE É CONSTITUTIVO DA UNIDADE, VERDADE E INFALIBILIDADE DA SANTA IGREJA ENQUANTO INSTITUIÇÃO PEREGRINANTE NESTE POBRE MUNDO MORTAL.
Neste enquadramento, pode e deve afirmar-se, que a infalibilidade É SEMPRE EXERCIDA PELO ORGÃO CÁTEDRA DE SÃO PEDRO, EMBORA DE MODO QUALITATIVAMENTE DIFERENTE.
O Magistério extraordinário Pontifício, constitui a plenitude absoluta da infalibilidade, pois se exerce por si mesmo, EXAURINDO A VERDADE TEOLÓGICA DO PRÓPRIO OBJECTO, pautando essa mesma verdade como integrando o travejamento fundamental do edifício da Fé Católica.
Uma definição dogmática, EMBORA VALHA POR SI MESMA, tem que ter necessàriamente em conta todo o conjunto de definições dogmáticas anteriores, bem como todo o Magistério ordinário da Igreja e dos Papas; isto é, tem de se mover na esfera da Fé Católica. Não pode definir senão o que pertence, ainda que implìcitamente, ao Depósito de Fé, objectivamente revelado. Todavia uma definição é, ela mesma, incomensurável com todo o necessário trabalho teológico já efectuado, bem como com toda a actividade pròpriamente eclesiástica; por exemplo – a consulta aos Bispos, MORALMENTE obrigatória para a Cátedra de São Pedro. Se tiver havido algum erro humano em todo este processo, A INFALIBILIDADE SUPRE ESSE ERRO, POIS QUE A ASSISTÊNCIA DIVINA EXERCE-SE PRECISAMENTE PARA QUE O VIGÁRIO DE CRISTO POSSA PERMANECER, FUNCIONALMENTE, ACIMA DA HUMANA DEFECTIBILIDADE.
A infalibilidade não constitui uma revelação, mesmo quando concebida em sentido positivo, nada pode acrescentar, objectivamente, ao Património revelado. No entanto, a maioria dos teólogos concebe a infalibilidade em sentido negativo, trata-se de uma assistência Divina impeditiva de um Juízo errado, nos planos Teológico e filosófico, e mesmo no concernente a realidades naturais, sem as quais, a Fé não se pode manter.
Heresia e erro são duas realidades diferentes: A heresia nega um dogma de Fé definido, bem como matérias de Fé, ensinadas pelo Magistério Universal e Ordinário da Santa Igreja, ou do Magistério Ordinário do Sumo Pontífice, ainda que não definidas; por exemplo – o Limbo das crianças. Seria heresia definir algo fora ou contra o Depósito objectivamente revelado. O erro versa realidades de si extrínsecas à Revelação, mas sem as quais o Dogma não se pode manter, por exemplo: no plano filosófico, a separabilidade da substância e dos acidentes na matéria; ou a explicação filosófica da União Hipostática, a qual, sem de maneira alguma diminuir o Mistério Sobrenatural, nos ajuda a pensá-lo, e a contemplá-lo o menos imperfeitamente possível. Recordemos que o Papa, e com ele toda a Igreja, é infalível também em matérias filosóficas.
A prerrogativa funcional da infalibilidade constitui a directriz que permite ao Romano Pontífice, com o conselho do episcopado mundial, EXPLICITAR O SAGRADO DEPÓSITO DE FÉ DIVINA, E NELE CONHECER, EM CADA MOMENTO HISTÓRICO, O QUE É DEFINÍVEL, E O QUE NÃO É. Acaso já reparámos que o culto Mariano se desenvolveu admiràvelmente na época do laicismo? Não foi por acaso, não, FOI POR ADMIRÁVEL DELICADEZA SOBRENATURAL, SALVÍFICA, DA PROVIDÊNCIA DIVINA.
Numa canonização, a infalibilidade supre, Sobrenaturalmente, qualquer erro que se haja produzido durante a tramitação do Processo Canónico. A promulgação de uma Constituição Litúrgica, de um Código de Direito Canónico, ou de uma Regra para uma Ordem religiosa de Direito Pontifício, equivale a uma canonização. A encíclica “Quanta Cura”e respectivo Sílabo (1864); bem como a encíclica “Pascendi Dominici Gregis” e respectivo decreto “Lamentabili” (1907) encerram verdadeiras definições Dogmáticas.
No seu Magistério Ordinário, infalível, que é o da generalidade das encíclicas, as asserções do santo Padre NÃO EXAUREM TEOLÒGICAMENTE, POR SI MESMAS, O SEU PRÓPRIO OBJECTO, mas em articulação orgânica com todo o Magistério Ordinário e Extraordinário, anterior e concomitante, explicitam o Sagrado Depósito de Fé, confirmando infalìvelmente os fiéis na Santa doutrina. O Magistério Ordinário do santo Padre não pode conter heresias, nem erros, EMBORA POSSA, EM CERTOS CASOS, TORNAR-SE INSUFICIENTE, SENDO ENTÃO NECESSÁRIO O USO DA DEFINIÇAO EXTRAORDINÁRIA.
O chamado Magistério Ordinário não infalível ( por exemplo o das audiências gerais) na realidade também incorpora a prerrogativa da infalibilidade, pois não pode conter heresias, nem erros, embora possa padecer de FALTA DE CLAREZA.
A razão profunda desta gradação analógica da prerrogativa funcional da infalibilidade reside na hierarquia ontológica da humana condição, que aliás é igualmente reflectida pelo Direito Civil; neste existe um Poder Constituinte que estabelece a normatividade estatal essencial inerente a uma determinada concepção política; existe um poder legislativo, que codifica determinados princípios fundamentais, decorrentes dessa mesma concepção política; e existe um poder administrativo que modera as vicissitudes quotidianas da realidade, subordinadamente à ordem legislativa e à ordem constitucional.
Ora as prerrogativas Sobrenaturais da Cátedra de São Pedro procedem de forma hieràrquicamente análoga no governo espiritual dos fiéis.
O Romano Pontífice, sempre que age funcionalmente, é assistido pela infalibilidade, em tudo, mesmo no governo quotidiano da Igreja; mas como vimos, essa infalibilidade exerce-se em proporção com a hierarquia da realidade, natural e Sobrenatural.
Uma é a vertente ontológica da infalibilidade, numa definição, numa canonização, no uso do Privilégio Petrino, (dissolução, a favor da Fé, de um matrimónio realizado entre um cônjuge baptizado e outro não baptizado, com dispensa do impedimento de disparidade de culto; estes matrimónios não constituem Sacramento) na dispensa de um voto, e outra vertente  muito diferente, a da escolha de um Bispo.
O atributo da infalibilidade isenta o Romano Pontífice DA CORRUPÇÃO DO RACIOCÍNIO FUNCIONAL- pode errar humanamente nos pressupostos terrenos de um problema – MAS NÃO ERRA SOBRENATURALMENTE NA SOLUÇÃO.
Sabe-se que o Papa Clemente XIV (1769-1774) errou humanamente ao dissolver, ou melhor, em suspender a Companhia de Jesus, aquiescendo aos desejos das cortes iluminadas da Europa do seu tempo. MAS NÃO CORROMPEU O RACIOCÍNIO FUNCIONAL, MANTEVE-SE SEMPRE CATÓLICO, EMBORA FOSSE DE ÍNDOLE MUITO DÉBIL. Procedeu conforme pensou ser melhor para a Santa Igreja. A assistência Sobrenatural de Nosso Senhor Jesus Cristo não faltou, e embora a solução “administrativa”encontrada por Clemente XIV não fosse HUMANA E TERRENAMENTE a melhor, sem dúvida que era a melhor – Sobrenaturalmente; não olvidemos que Deus Nosso Senhor detém a chave das Essências, a chave da Criação no seu Todo, e os interesses Sobrenaturais globais permanecem intangíveis para a nossa limitada inteligência, sobretudo neste pobre mundo mortal.
MAS ENTÃO, COM ESTA DOUTRINA DOS ATRIBUTOS PAPAIS, COMO É QUE SE PODE SER SEDEVACANTISTA?
Indubitàvelmente, quem foi papa, pela própria prerrogativa funcional da infalibilidade, nunca pode deixar de o ser ( a não ser por resignação) . Quem não é Papa, é porque nunca o foi. Perder o pontificado é contra as promessas de Nosso Senhor ao seu vigário. Mas com a morte de Pio XII, não houve mais papas, embora a honestidade e o rigor nos obriguem a colocar a hipótese de João Paulo I (1978) ter pretendido assumir as prerrogativas da Cátedra de São Pedro – sendo por isso assassinado pela maçonaria vaticana.
Poder-se-á ainda retorquir: Pedro, quando negou a Nosso Senhor, foi assistido pela infalibilidade? Enquanto Nosso Senhor viveu na Terra, mesmo gloriosamente, Pedro não assumiu efectivamente a sua função. Ao negar o seu Criador e Redentor, Pedro não perdeu o direito ao Supremo Pontificado, como vigário do Salvador, após a Sua Ascensão; pecou mortalmente, sem dúvida, perdeu a Graça Santificante e a Caridade, perdeu as virtudes morais Sobrenaturais (que depois recuperou), MAS NÃO PERDEU A FÉ TEOLOGAL.
Uma das grandes maravilhas da Fé Católica é o modo como Deus Nosso Senhor retira o Bem Sobrenatural da mais humilde entidade natural. A infalibilidade não elimina a fraqueza humana dos papas, a sua pecabilidade, as suas limitações intelectuais e de carácter; mas delas sabe apurar o maior Bem Providencial, Sobrenatural, não de forma milagrosa, mas suavemente, respeitando a essência profunda dos entes, e ordenando-os, Eternamente, hieràrquicamente, para a Sua maior Glória e salvação dos eleitos. A Verdade da Providência é a Verdade de Deus.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 15 de Agosto de 2014

5 Respostas para “A INFALIBILIDADE COMO DIRECTRIZ DA FUNÇÃO PAPAL

  1. bruno agosto 23, 2014 às 1:55 am

    O senhor está dizendo que pela promessa de Nosso Senhor de que o Espírito Santo nos assistiria para ensinar a verdade infalivelmente também previne que um verdadeiro papa caia em heresia e perca a sua jurisdição?

    • Pro Roma Mariana agosto 23, 2014 às 4:01 pm

      Exactamente. Todavia tal não exclui, bem pelo contrário, que verdadeiros usurpadores ataquem e conquistem a face humana do Corpo Místico. Foi o que aconteceu. O conclave pode até ser INTRÌNSECAMENTE válido, mas ineficaz, pois um inimigo da Santa Igreja Não pode ser investido por Nosso Senhor como Seu Vigário. Essa inimizade constitui uma realidade pública de Direito, a princípio não notória, mas tendendo necessàriamente a tornar-se notória.
      Alberto Neves Cabral

      No dia 23 de Ago de 2014

      • bruno agosto 24, 2014 às 1:07 am

        Bom, mas há várias citações de santos e teólogos endereçando a questão de que se um Papa cair em heresia, ele perde automaticamente jurisdição deixando de ser membro e cabeça da Igreja. Sendo assim, um papa poderia cair em heresia notória.
        Mas deixe-me explicar da forma que eu entendi então: um verdadeiro e legítimo Papa não é capaz de cair em heresia no exercício de seu ofício: de ensinar a Verdade e confirmar a Igreja na Fé imaculada; por causa da promessa do Senhor e ação do Espírito Santo que impede isso.

        Agora, eu acho que o que me complicou a cabeça após ter lido seu excelente texto, foi que o senhor deixou de fora a possibilidade ou não de o Papa cair em heresia como pessoa privada, como Sto. Afonso escreveu. Pareceu-me, pelo seu texto, que isso também não poderia ocorrer. Pode ser que eu tenha entendido errado e tenha que ler novamente.

        Mas temos o caso do Papa Honório para demonstrar que pode ocorrer. Antes, explico-te que sou um iliterato, não tenho formação nenhuma. O pouco que sei, busco pela internet. Por isso não conheço o caso de Honório a fundo, mas vi num video onde o Pe Jenkins (ou o então Pe Clarense Kelly) diz que Honório caiu naquela confusão herética por meio de uma carta.

        Obrigado pela resposta. Conheci seu blog há uns 2 dias e vou me tornar leitor assíduo. São tão poucos os que (em português) ainda têm atualizações.

  2. Pro Roma Mariana agosto 25, 2014 às 11:45 am

    Tem razão, no entanto, em artigo anterior, já havia referido que um Papa nunca pode ser herético formal e obstinado a titulo particular, mas pode cair num estado de confusão, provocado pela fraqueza humana. Aliás, mesmo funcionalmente pode dar-se uma tal fraqueza. Tal confusão pode até, momentaneamente, impedir o acto de fé no Papa. Admito que foi o que sucedeu nos casos dos papas Honório e Libêrio. Até mesmo poderia admitir que o hábito da Fé fosse, material e MOMENTANEAMENTE suspenso pela fraqueza humana do Papa.
    Mas dadas as promessas de Cristo e o modo de agir da Divina Providência, é impossível que o Papa perca a Fé, HABITUALMENTE, mesmo a título particular.
    Respeitosos cumprimentos
    Alberto Neves Cabral

    • bruno agosto 25, 2014 às 4:54 pm

      Obrigado pelo esclarecimento. Estou aprendendo cada vez mais graças ao Senhor Jesus Cristo. Certo é que devemos agradecer sempre pela fé que Deus nos deu gratuitamente, pelo entendimento e humildade nos fazendo enxergar a maravilhosa luz da doutrina de Cristo ensinada pela Igreja no meio de tantas trevas e do eclipse diabólico da falsa igreja.
      Deus o abençoe sempre.

      Bruno Venturim

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