Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O GRANDE DRAMA DO PAPA PASCOAL II

Pedro acorrentado

San Pietro in Vincoli:  correntes com as quais foi acorrentado São Pedro durante sua prisão em Jerusalem.

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

ESCUTEMOS SÃO PAULO NA SUA SEGUNDA EPÍSTOLA AOS CORÍNTIOS

«Irmãos: Bendito seja Deus, o Pai de Nosso Senhor Jesus Cristo, Pai das misericórdias e Deus de toda a consolação, O Qual nos consola em todas as nossas consolações, para que também nós possamos consolar os que estão em qualquer angústia, com aquele conforto com que também nós somos confortados por Deus. Porque à medida que crescem em nós os sofrimentos de Cristo, cresce também por Cristo a nossa consolação. Se somos atribulados, é para vossa edificação e salvação, se somos consolados, é para vossa consolação, se somos confortados, é para vosso conforto e salvação, a qual se efectua, suportando vós os mesmos sofrimentos que nós suportamos, para que a nossa esperança em vós seja firme, pois sabemos que assim como somos companheiros nas aflições, assim igualmente o sereis na consolação, em Jesus Cristo Nosso Senhor.»  II Cor 1,3-7

São habitualmente confundidas certas noções Teológico-Canónicas, as quais passo a explanar:
Provisão canónica – é o acto de facultar suporte humano a um ofício eclesiático, a título de propriedade, ofício este, que  para o ser, necessita apresentar, na sua funcionalidade, uma determinada ESTABILIDADE OBJECTIVA.
Tal Provisão pode realizar-se por livre colação do superior eclesiástico; por instituição se é precedida por apresentação do padroeiro, ou por nomeação; pode realizar-se ainda por confirmação, se é precedida por eleição ou postulação; ou por simples aceitação, se não necessita de confirmação da parte de outro qualquer orgão eclesiástico, ex: A eleição do Papa. Pois que a Instituição do Papa é realizada SOBRENATURALMENTE pelo próprio Nosso Senhor Jesus Cristo.
A Provisão canónica apresenta três formalidades: 1- Designação da pessoa. 2- Colação ou instituição do título. 3- Posse corporal desse mesmo título, considerado no seu aspecto material. A primeira e a terceira pode ser conferidas pela auoridade civil, se assim o entender a autoridade eclesiástica.
O Papa Gregório VII, perante a feudalização da sociedade, fora alertado para as consequências dramáticas de uma secularização da Igreja, causada pela absorção da Jurisdição espiritual no feudo temporal. Chegou a ser arrastado pelos cabelos, por bandidos a soldo do Imperador, até ao cativeiro, quando celebrava o Santo Sacrifício da Missa, sendo depois libertado pelo povo romano. Mas o seu triunfo, sobretudo moral, sobre o Imperador Henrique IV, constituiu um evento memorável na História da Igreja.
A privatização do poder, característica do feudalismo, perturbou também a sociedade eclesiástica, distanciando-a do princípio de unidade e de Verdade do Romano Pontífice, e até certo ponto profanando-a com a simonia e o concubinato.
Pascoal II sucedeu a Urbano II, o Papa das Cruzadas; obrigado a suportar os anti-Papas criados pelo Imperador, Pascoal II acabou por assistir à deposição de Henrique IV por seu filho Henrique V, na dieta de Mogúncia, após curta guerra civil, na qual Henrique IV apelara a Pascoal II contra a conduta de seu filho. Excomungado, e abandonado por todos, foi morrer a Liège, só recebendo sepultura cristã cinco anos depois, quando lhe foi levantada a excomunhão. Henrique IV pagava assim os crimes que cometera contra o Papa Gregório VII e contra Deus Nosso Senhor.
Embora Henrique V, quando ainda não atingira o zénite do seu poder, se tenha mostrado atencioso para com Pascoal II, uma vez atingida a plenitude imperial, de imediato começou a imitar o pai na reivindicação obstinada das investiduras.
Cumpre assinalar que sendo o episcopado de Direito Divino, contudo, no seu exercício depende do Papa. Só este pode proceder à instituição canónica, por si mesmo, ou através de um bispo, seu vigário. No primeiro milénio do Cristianismo, os bispos eram instituídos pelo Metropolita da Província Eclesiástica, ENQUANTO VIGÁRIO DO PAPA, após voto consultivo dos representantes populares e clero, e consequente eleição pelos bispos da Província Eclesiástica respectiva. A instituição canónica por parte de César, não sendo em si mesma herética, só se pode admitir como excepção absoluta, e vincando muito bem que César não age por si mesmo, mas como representante do Romano Pontífice, fonte terrena de toda a Jurisdição episcopal. Ora naquela época, como já se afirmou, existia o perigo iminente da submersão, e consequente secularização, da Santa Madre Igreja, na sociedade feudal. No fundo, o que os Imperadores pretendiam era demonstrar que o poder temporal dos dignitários eclesiásticos – que eram também senhores feudais – constituía uma emanação do seu próprio poder.
Em Fevereiro de 1111, o Imperador Henrique V, com seu séquito armado, com o objectivo de ser coroado pelo Papa, aproximou-se de Roma. Na assembleia que se seguiu, o Papa Pascoal II solicitou aos bispos alemães QUE RENUNCIASSEM A TODOS OS SEUS DIREITOS TEMPORAIS. Uma tal proposta era caracterizadamente sensata e apropriada. Ora isso significava, para os bispos alemães, perderem tudo aquilo (que para eles – infelizmente) constituía a sua força e a sua dignidade.
Em troca, Pascoal II solicitava ao Imperador que cessasse qualquer intervenção na Jurisdição eclesiástica. O Imperador aceitou estas condições, mas porque também sabia que o Papa as não poderia cumprir. Pascoal II fez saber ao episcopado alemão que, lamentàvelmente, as suas (dele episcopado) ocupações terrenas sobrelevavam as espirituais, pelo que constituiria um bem o libertarem-se de qualquer onús temporal. À Igreja, seriam suficientes, para viver com dignidade, as contribuições dos fiéis e o seu próprio património.
Os bispos reuniram-se para deliberar, mas acabaram por rejeitar s solicitação papal. Então Pascoal II foi feito prisioneiro pelas forças alemãs; já se não realizou a coroação prevista, o seu cativeiro iria durar dois meses, durante os quais foi moralmente torturado.
Em 11 de Abril de 1111, o Papa Pascoal II fez ao Imperador Henrique V a promessa de lhe outorgar o direito de investidura, confirmada por juramento de quinze cardeais que se haviam associado ao Papa; concomitantemente, Pascoal II garantia também sob juramento que não incomodaria o Imperador por injustiças que este tivesse cometido. Com isto, Pascoal II foi colocado em liberdade e voltou para São Pedro, tendo-se então realizado a coroação Imperial.
Imediatamente se gerou grande mal estar entre os bispos e religiosos de mentalidade gregoriana; os cardeais que não haviam assinado a fórmula de juramento, e ainda Bruno de Segni, Abade do Monte Cassino, uniram-se contra Pascual II.
Convém aqui recordar que Pascoal II concedera ao Imperador a faculdade da instituição canónica EM SENTIDO FORMAL, E NÃO MATERIAL, que corresponde à definição do número 2 do início deste artigo.
Pascoal II, perante tal oposição, pensou abdicar e parece que terá mesmo encetado os preparativos para essa decisão.
Um concílio, não ecuménico, reuniu em Latrão, em Fevereiro de 1112, com a participação de 130 bispos. O PAPA RECONHECEU QUE AGIRA MAL; mas visto ter no ano anterior pronunciado um juramento prometendo  não condenar o Imperador, os membros da assembleia, substituindo o Papa, pronunciaram a seguinte peça de oratória sagrada, pela boca de Gérard de Angoulême:

«Este privilégio, que não é mais um privilégio, mas um sacrilégio, extorquido pela violência de Henrique ao Papa Pascoal. Para a libertação dos cativos e da Igreja, nós todos, neste santo concílio reunido à volta do Papa, pela censura canónica, e pela autoridade da Igreja, nós declaramo-lo (ao privilégio) CONDENADO E ANULADO PELO JULGAMENTO DO ESPÍRITO SANTO. NÓS PORTANTO O OBLITERAMOS; E PARA QUE ELE NÃO POSSUA NEM EFICÁCIA, NEM AUTORIDADE, NÓS O EXCOMUNGAMOS COMPLETAMENTE. Esse privilégio é condenável porque se lê aí, precisamente, que um prelado canònicamente eleito pelo clero e pelo povo, não deve ser consagrado, sem que tenha recebido prévia investidura do Rei, o que é contra o Espírito Santo e a instituição canónica.»

Muitos daqueles que na véspera do concílio de Latrão acusavam o pobre Papa Pascoal II de herético, agora, depois do concílio, consideravam-no perjuro.
Em Setembro de 1112, prelados franceses gregorianos, reunidos em concílio, excomungaram nominativamente o Imperador, e enviaram a Pascoal II um ultimato, intimando-o a proceder à confirmação da referida excomunhão.
Pascoal II conformou-se inteiramente com esta intimação, embora diluindo um pouco os termos, em virtude do seu Juramento.
Altos dignitários eclesiásticos agitavam-se agora contra Henrique V, o Arcebispo de Colónia retirou-lhe a obediência.
Finalmente, nun concílio que foi inaugurado em Março de 1116, em Latrão, o Papa amaldiçoou formalmente o que concedera no acordo de 1111, mas RESSALVANDO QUE NÃO CAÍRA EM HERESIA, MAS QUE ENFRAQUECIDO EM CAMPO INIMIGO – FRAQUEJARA.
Sabe-se como Gelásio II, sucessor de Pascoal II, teve ainda de suportar o anti-papa Gregório VIII, ou melhor, Maurício Burdino, antigo arcebispo de Braga, que fora homem de confiança de Pascoal II. Maurício deslumbrou-se com o novo ambiente e cegou – passando-se para o Imperador.
Gelásio II morreu em Cluny, e aí mesmo foi eleito o seu sucessor Calisto II, o qual celebrou com o Imperador a solene Concordata de Worms ( 23 de Setembro de 1122), pela qual este último renunciava à investidura canónica, embora recebendo a faculdade de assistir à eleição dos bispos, com a função arbitral de proceder à decisão final, em caso de dúvida.
Pascoal II NÃO CORROMPEU O RACIOCÍNIO FUNCIONAL; sem dúvida que deveria ter procedido com mais hombridade, MAS A PRERROGATIVA DA INFALIBILIDADE NÃO IMPEDE ERROS MOTIVADOS PELA HUMANA DEBILIDADE.
A investidura, mesmo formal, por parte de uma autoridade temporal suprema, agindo como vigário do Romano Pontífice, NÃO É HERÉTICA, embora seja anómala, para ser tolerada só em casos extremos.
Por outro lado, esta é uma questão de Direito Público externo eclesiástico, pois concerne ao Direito Constitucional da Santa Madre Igreja, na sua relação com os Estados.
Um Papa pode errar MOMENTANEAMENTE, MATERIALMENTE, QUANDO SUBMETIDO A TORTURA MORAL OU FÍSICA, MESMO EM QUESTÕES DE FÉ, O QUE NÃO É O CASO, porque a questão das investiduras não compromete directamente a Fé. Recordemos que a infalibilidade NÃO SE EXERCE MILAGROSAMENTE.
Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua Sabedoria Infinita, na Sua Misericórdia Infinita, NÃO QUIS QUE PEDRO PENSASSE E AGISSE SÓ.
A prerrogativa da infalibilidade não dispensa o Papa de ouvir os conselhos avisados dos Cardeais da Cúria, bem como do episcopado mundial em geral, se acaso julgar necessário, sobretudo na preparação de uma definição Dogmática.
E na realidade O Papa Pascual II não esteve só. Aqueles que o assistiam AUXILIARAM O PAPA A ERGUER-SE DA PROSTRAÇÃO MORAL EM QUE SE ENCONTRAVA, A QUAL LHE NÃO HAVIA CORROMPIDO, PELO MENOS HABITUALMENTE, O RACIOCÍNIO FUNCIONAL, MAS SIM OBSCURECIDO A INTELIGÊNCIA E SOBRETUDO ENLANGUESCIDO A VONTADE.
Em situações extremas, até um santo pode, dentro de certos limites, errar momentaneamente na solução de um problema moral, sem que tal lhe possa ser imputado como pecado.
É o que se denomina uma consciência invencìvelmente errónea.
Nas referidas condições de tortura moral, a solução práctica encontrada por Pascoal II ERA FUNCIONALMENTE INIMPUTÁVEL, embora pudesse ser, no plano pessoal, parcialmente imputável.
Mas conquanto fosse funcionalmente imputável, e na exacta medida em que a infalibilidade não se exerce milagrosamente, o erro seria apenas MATERIAL, MOMENTÂNEO E A TODO O TEMPO REPARÁVEL, como na realidade o foi.
Então, e se Pascoal II não tivesse sido sujeito a tortura, a prerrogativa da infalibilidade tê-lo-ia protegido de tamanho erro? Neste caso particular não. Sòmente o protegeria numa definição Dogmática extraordinária, numa proclamação de canonização, no exercício do Magistério Ordinário, numa promulgação de uma Constituição Litúrgica, de um Direito Canónico, de uma Constituição de uma Ordem Religiosa, no uso do Privilégio Petrino, da dispensa de um voto. Assinale-se que mesmo nestes casos, se o Papa estivesse submetido a tortura moral ou física, poderiam os seus actos ser considerados funcionalmente inimputáveis – e portanto inválidos; insiste-se: A INFALIBILIDADE NÃO SE EXERCE MILAGROSAMENTE.
Devemos permanentemente render as maiores Graças Sobrenaturais a Deus Nosso Senhor, que tudo criou providencialmente na Verdade e com Bondade, tudo conserva com suavidade, e tudo consumará na Infinita Luz da Eternidade.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 1 de Setembro de 2014

 

2 Respostas para “O GRANDE DRAMA DO PAPA PASCOAL II

  1. Bruno Venturim Bento setembro 12, 2014 às 10:24 pm

    Alberto,
    O senhor já postou algo sobre o “conclave” de 1958? O senhor é a favor de que talves o cardeal Siri tenha sido eleito pela vontade de Deus legitimamente e que os cardeais maçônicos/modernistas não permitiram que ele aceitasse sob ameaças e então “escolheram” Roncalli?
    Seria possivel que diante a Justiça de Deus então Siri seria o legítimo Papa até a sua morte?
    Algo interessante em que já me veio à mente é o episódio após a ressurreição do Senhor; quando os Apóstolos estavam pescando, Jesus apareceu na praia e quando S. João disse a S. Pedro que era o Senhor na praia, S. Pedro pulou da barca para ir nadando encontrar Jesus. Vendo nisso um tipo de símbolo ou prefiguração para o fim dos tempos em que a Barca de S. Pedro ficaria sem Papa, por um tempo, no fim dos tempos; se você multiplicar os 153 peixes pègos na ocasião, pelo número 12 (Apóstolos) mais 1 (Jesus), ficando 153 x 13 o resultado dá 1989, ano em morreu o (talves) Papa Gregório XVII.
    Lendo algumas passagens do Antigo Testamento, vemos que Deus prometeu manter o trono de Davi “em todas as gerações” (Salmo 88, 5). Bom, para não prolongar, deixando de lado as citações, eu entendi que a promessa teria sido feita visando o sumo Davi: Jesus Cristo, e então seria cumprida perfeitamente quando Jesus assentou-se no Trono de Davi.. Mas poderia ser necessário, para o cumprimento da promessa, sempre em “todas as gerações”, termos um Papa, verdadeiro representande de Cristo Rei aqui na terra. O número de anos de uma geração seria 40? Se começarmos a contar desde a morte de Siri (Gregório XVII), ainda temos até 2029 para o Senhor manifestar-Se e elevar ao Trono de Pedro (que é a continuação do “trono de Davi” aqui na terra) um verdadeiro Papa, quem sabe se será o santo Papa já profetizado que irá restaurar a Igreja?!
    Ah, esses tempos estão tão confusos que deixa a gente meio que sem rumo por o pastor ter sido “ferido” e as ovelhas sendo dispersadas. Há tanta confusão e já faz tanto tempo que estamos sem um Papa que faz a gente pensar que estamos no fim dos tempos mesmo. E o interessante é que o Senhor disse que quando estivessimos nesses tempos, deveriamos elevar a cabeça pensando na nossa libertação verdadeiramente iminente. Libertação de quê afinal, senão uma libertação da falsa igreja que usurpou as igrejas católicas se postando como sendo a Igreja Católica?!
    Salve Nosso Senhor Jesus Cristo.
    Que o Senhor tenha piedade de nós e traga essa libertação em breve, porque se adotamos a posição “sedevacantista”, e reconhecermos a invalidade da maioria dos sacramentos da igreja conciliar, é difícil viver e praticar a fé na Igreja porque é quase impossivel achar um verdadeiro sacerdote para usufruirmos dos Santos Sacramentos, em especial a Santa Missa e Confissão. Ainda não sei o que pensar dos “tradicionalistas” que “reconhecem” mas “resistem”, se são verdadeiros cismáticos, se é lícitos receber os sacramentos com esses padres.

    • Pro Roma Mariana setembro 13, 2014 às 8:50 pm

      Mesmo sem golpe no interior do conclave de 1958, Roncalli não seria papa porque inimigo da Igreja e totalmente indisposto para o cargo. Se Siri foi vàlidamente eleito então foi papa até à morte.* Um papa moribundo e totalmente incapacitado conserva o pontificado até à morte. Nenhum poder humano o pode exonerar.
      Nosso Senhor nos avisou de que “se não fossem abreviados esses dias, criatura alguma se poderia salvar,mas por causa dos eleitos eles serão reduzidos”.Portanto Nosso Senhor diz claramente que a própria Cátedra de Pedro será usurpada, evidentemente, numa idade pós-cristã e pré- escatológica.
      Alberto Neves Cabral
      * Se aceitou a eleição.

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