Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BERGOGLIO DECLARADO ANIMADOR DO «Masdu» GLOBAL

Bergoglio + Masdu 

Arai Daniele

Considerando o que diz e faz Bergoglio, em relação aos seus antecessores conciliares, podemos afirmar, sem risco de errar, que ele é contumaz promotor do mesmo ‘Grande Projeto’ que convoca todos os homens, não mais somente católicos, a construir a nova paz, não mais com oração e penitência, mas com idéias semelhantes às da “Populorum Progressio”, “Progresso e Paz” e “Caritas in Veritate”; “luzes” que focalizam a “nova ordem mundial”, e até uma reunião de religiões, alheias à Ordem do Pai.

O que são e de onde vêm essas luzes já ouvimos do emérito Bento 16: “A Nostra ætate do Vaticano II, nos indicou como um dever… soluções concretas para a Igreja católica, depois de uma longa e difícil procura. Trata-se da atitude a adotar pela comunidade dos fiéis diante dos conceitos e exigências afirmados pela filosofia de Luzes [luciferinas!]. Porque é preciso acolher as conquistas reais da filosofia das Luzes, os direitos do homem e em particular a liberdade da fé e de seu exercício, reconhecendo igualmente neles os elementos essenciais para a autenticidade da religião.»

Assim, estes «mestres» conciliares querem atribuir à Religião autêntica, revelada por Deus, as “luzes” da rebelião iluminista elucubrada por revolucionários para anulá-la, repetindo sem cessar em Roma, Jerusalém, Manhattan, e toda terra, que a paz é possível porque é obra dos homens, de todos, fruto de convergentes esforços sob a direção mundial da idéia maçônica da ONU e da URI das religiões unidas (agora reproposta por Shimon Peres), pela qual os homens são bons e capazes de realizar a “nova ordem mundial” do bem na terra para o “culto do Homem” que substitui o Culto e a Ordem de Deus.

O católico diante dessas “luzes” deve distinguir o engano de erros ou heresias que levam à apostasia.

Pode parecer que neste caso o desvio diria respeito, não diretamente a um dogma de fé, mas a uma conciliação com uma nova ordem terrena e seu novo conceito iluminista de progresso. Na verdade há que individuar a heresia sabendo que todos os Papas acusaram esses males e o Papa Pio IX pronunciou-se sobre essa impossível conciliação. “É inútil falar de conciliação, pois que a Igreja não se poderá jamais conciliar com o erro, e o Papa não se pode separar da Igreja”.

Se tal conciliação se opõe à Fé da Igreja é heresia e então o projeto do Vaticano 2º, hoje continuado e acelerado por Bergoglio é herético e seus promotores heresiarcas. Silenciar o mal enorme que estes provocam implica numa cumplicidade material, que mesmo que seja só indiferença, é detestável diante do Chefe da Igreja; Jesus Cristo.

O fato é que tudo isto faz parte de um grande plano de abertura e colaboração religiosa com o mundo, que foi justamente chamado «movimento de animação espiritual para a democracia universal» masdu!

Na «Gaudium et Spes» (GS) do Vaticano 2º foi preparada a confraternização universal homologada à nova ordem mundial, também ao nível de ideologias e de religiões. E a missão da nova igreja passou a ser «benzer» as iniciativas que na «GS» torna-se num novo preceito «evangélico», como segue:

  • (40c) Diálogo entre a Igreja e o mundo – «Esta compenetração da cidade terrena com a celeste só pela se pode perceber; mais, ela permanece o mistério da história humana … Procurando o seu fim salvífico, a Igreja não se limita a comunicar ao homem a vida divina; espalha sobre todo o mundo os reflexos da sua Luz, sobretudo enquanto cura e eleva a dignidade da pes­soa humana, consolida a coesão da sociedade e dá um sentido mais profundo à quotidiana atividade dos homens… ela muito aprecia a contribuição que as outras igrejas cristãs ou comunidades eclesiais têm dado e continuam a dar para a consecução do mesmo fim… firmemente persuadida de que pode receber muita ajuda, de vários modos, do mundo, pelas qualidades e ações dos indivíduos e das sociedades, na preparação do Evangelho

Essa tal ‘consecução do mesmo fim’ implica aqui pelo menos uma contradição, pois ou a prioridade deste fim é a Fé, ou a consecução de uma qualquer paz terrena. Mas a verdadeira prioridade cristã está no ensinamento evangélico: ‘Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça e tudo o mais vos será dado por acréscimo’ (Mt 6, 33). E a Igreja sempre ensinou que o primeiro fim que o cristão deve almejar para a sociedade é a elevação dos homens pela Fé, que tem por conseqüência tudo o mais: a fraternidade humana, na harmonia também terrena. Mas neste trecho conciliar o almejado não é o fim da Fé, vista a colaboração e intercâmbio com outras igrejas e com o mundo agnóstico. O fim prioritário destas, por assim dizer cidades, é a felicidade terrena. Então, somente cidades que aceitam ‘idéias religiosas’ afins a esse bem terreno podem falar de compenetração, que seria impossível para a Cidade do amor de Deus descrita por Santo Agostinho. A ‘fé’ da GS na mencionada norma operativa está ao serviço da fusão de duas cidades metafisicamente contrapostas, para a qual expõe em seguida alguns princípios gerais para promover convenientemente o intercâmbio e a ajuda recíproca entre a igreja e o mundo, nos domínios que são de algum modo comuns a ambos.

Bergoglio continua o plano do Vaticano 2º que dá razão às várias organizações maçônicas e judaicas no sentido de inverter a prioridade evangélica do modo seguinte: ‘Buscai em primeiro a união, a justiça e a paz do mundo e tudo o mais, a globalização e o livre mercado religioso será dado por acréscimo’.

Ora, è claro que esta tentativa de fusão das duas cidades operada pelo Vaticano 2º com esse seu documento sobre o mundo, a Gaudium et spes se propõe, como se viu, resolver o problema da humana convivência neste mundo, não mais procurando o bem na unidade de uma mesma fé, como revelado por Deus, mas ‘aggiornando’ a Fé ao fim da unidade humana, segundo o iluminismo, que tornou-se um novo fim cristão! A humanidade unida e pacificada seria a utopia a atingir: o ideal que segundo as ideologias empata com o paraíso terreno segundo as religiões. Eis a nova conciliação de todos os erros que aparece como possível porque o Papa católico, que a tanto se opunha, foi ‘liquidado’ e substituído na Cidade cristã, ocupada pelo erro perverso da justiça e paz à despeito da Fé.

A irredutível incompatibilidade da Igreja com esse mundo moderno anticristão é questão de fé. E tal conciliação foi condenada no Syllabus de erros. Como pode, portanto, o Vaticano 2º tê-la como objetivo sem revelar sua intrínseca perversidade herética, ocultada por mega ambigüidades iluministas.

Vamos dar um exemplo do que seja essa nova ordem terrena e o novo conceito iluminista de progresso para entender, se ainda for preciso, o que comporta a sua liberdade na total ruína da ordem moral.

Vamos ao caso do aborto, pelo qual devem ser os homens, o povo soberano através do voto democrático, a determinar o que é bem e mal com respeito à vida humana. Pode a Igreja de Deus conciliar-se com esta inaudita transgressão da Lei divina, aceitando a liberdade de votar, mesmo que seja contra o aborto, sem cair na radical contradição de votar sobre os mandamentos de Deus? Tais “luzes” consistem, pois, essencialmente no direito humano à liberdade não só do erro, mas do delito … para a paz na sociedade! Foi a alucinação que “iluminou” a “intelligentzia conciliar”, declarando o direito à liberdade do erro até contra a Religião divina, que pretendem absurdamente representar!

Ora, vejamos o que é a heresia, por exemplo, segundo são Tomás de Aquino,

(ST, II-II: 11:1): «O termo heresia implica a idéia de escolha, eleição e esta têm por objeto os meios, pressupondo como já estabelecido o seu fim. Por outro lado, como demonstramos (q.4 a.3; a.5 ad 1), no crer, a vontade adere a uma verdade como bem próprio. Daí que a verdade principal aparece como último fim; enquanto as verdades secundárias, aparecem como meios que levam ao fim. E quando aderimos às palavras de alguém, parece que o principal e quase fim do ato de crer é aquele em cuja palavra se crê; as verdades tratadas para crer nele, ao invés, tornam-se secundárias. Assim, quem professa a fé cristã adere com a própria vontade ao que realmente constitui a doutrina de Cristo. Em conseqüência, pode-se desviar da integridade da fé cristã de duas maneiras. A primeira, recusando-se a aderir a Cristo, demonstrando má vontade com respeito ao mesmo fim. É o que acontece com os pagãos e os judeus. A segunda, porque embora tenha a intenção de aderir a Cristo, erra na escolha dos meios, porque não elege as verdades realmente ensinadas por Cristo, mas o que lhe sugere o próprio pensamento. Assim a heresia é uma espécie de infidelidade, própria de quem professa a fé de Cristo, mas corrompendo seus dogmas.»

Segundo esta explicação, a escolha está para a infidelidade, como a vontade está para a fé.  A “matéria-prima” tanto da fidelidade como da heresia é o depósito da Fé, que é a soma completa das verdades reveladas pela Tradição escrita e oral e assim propostas a crer pela Igreja de Cristo.

Os fiéis aceitam o inteiro depósito como proposto pela Igreja e sua lei; os hereges, ao contrário, aceitam apenas partes desse depósito e dessa lei, se aprovados pelas próprias idéias ou vantagens. É o procedimento dos hereges: escolher seus termos na Fé ou na moral, que é também matéria para a lei da Igreja, conforme a própria ideia ou conveniência. A heresia pode ocorrer por ignorância das verdades católicas, ou por julgamento erróneo devido a uma imperfeita apreensão ou compreensão dos dogmas; casos em que a vontade não é implicada, de modo que a condição de pecado falta e a heresia é somente material e não formal.

No caso que a heresia não ocorra por ignorância das verdades católicas, ou por julgamento erróneo devido a uma imperfeita apreensão ou compreensão dos dogmas, então ocorre por escolha da própria vontade, que é assim implicada de modo formal: escolhe-se o caminho conforme a própria visão ou conveniência no campo da Fé ou da moral, o que implica também diante da lei da Igreja. É claro que aqui o caso concreto e comum de heresia a configurar para os assim chamados tradicionalistas, é o daqueles que se propõem a guiar os outros, em especial se vêm como religiosos, sacerdotes, bispos ou “eleitos papas”.

O critério de rejeição é ensinado por São Paulo (Gálatas, 1, 6-10): “Admiro-me por abandonares tão depressa Aquele que vos chamou por meio da graça de Cristo, passando a outro Evangelho. Na realidade não existe outro Evangelho. Há somente pessoas que semeiam confusão entre vós e querem inverter o Evangelho de Cristo. Ainda que sejamos nós mesmos, porém, ou um anjo do céu a vos anunciar um evangelho diferente daquele que vos anunciámos, seja anátema. Já vos dissemos antes e agora repetimos: Maldito seja quem vos anunciar um evangelho diferente daquele que recebestes. Porventura procuro a aprovação dos homens ou a aprovação de Deus? Procuro agradar aos homens? Se procurasse agradar aos homens, não seria servo de Cristo.”

São Paulo ensina o Evangelho recebido de Deus, que não é invenção humana; que não recebeu nem aprendeu de um homem, mas da revelação de Jesus Cristo, Verdade, Caminho e Vida, que recebeu todo poder no Céu e na Terra.

O que significaria inverter o Evangelho de Cristo senão atribuir a organizações terrenas, alheios ou contrários a Jesus Cristo, poderes de iluminar os homens com os “conceitos e exigências afirmados pela filosofia de Luzes… conquistas reais da filosofia das Luzes, os direitos do homem e em particular a liberdade da fé e de seu exercício, reconhecendo igualmente neles os elementos essenciais para a autenticidade da religião”! Esse seria o novo evangelho de Bergoglio que segue os “caminhos” do Vaticano 2º nas “verdades” da ONU, para agradar os homens! Trata-se, pois, da “liberdade da fé e de seu exercício” segundo os vários evangelhos humanos reunidos na amaldiçoada operação de unidade ecumenista. Liberdade que eles são os primeiros a abusar para inverter o Evangelho do Senhor, confirmado durante dois mil anos pela Sua Igreja, a fim de agradar o mundo.

O problema de configurar o caso concreto e comum de heresia daqueles que se propõem guiar os outros, em especial de consagrados, supostos tradicionalistas, não está na ignorância dessas verdades católicas, nem num julgamento erróneo devido a uma imperfeita compreensão da inversão conciliar, grave problema que já reconheceram, e pelo qual já lutaram no passado.

Trata-se da escolha, segundo a própria vontade, do caminho conforme a própria visão ou conveniência no campo da Fé e da moral, o que implica escolha também diante da lei da Igreja que decreta a autoridade nula dos “eleitos papas” para o culto do homem, para a paz como obra de esforços convergentes sob a direção global da idéia maçônica. A Igreja certamente tem leis para impedi-lo, senão não seria perfeita e divina, mas estes vão ignorá-las.

Se os hereges pregam que o homem é bom e capaz de realizar o bem da “nova ordem mundial” dispensando o Evangelho, estes se consideram bons para ignorar essa medonha heresia recorrendo aos próprios silêncios e dispensando a Lei da Igreja! Não importa que o reconhecimento e submissão a essas falsas autoridades implique tácita cumplicidade a tal projeto, porque assim fazem todos. Por isto os desviados encontram cada vez menos resistência, enquanto os falsos resistentes chegam a inventar estultices sacrílegas como que seria melhor ter um “papa herege” que nenhum.

Se até hoje pode ter havido uma ignorante «resistência invencível» a discutir a legitimidade de tudo que vem coberto, bem ou mal, pelo aspecto papal, esta desculpa não mais pode ser justificada na fé se, persevera em reconhecer como Vigário de Cristo o eleito do último conclave, não para confirmar a Sua Palavra e Ordem cristã, mas para substituí-la com uma nova ordem mundial iluminista e anticristã.

Isto foi o que considerou mons. Marcel Lefebvre quando escreveu aos cardeais do último conclave de seu tempo, para dizer que continuar o Vaticano II significa pôr em perigo a Fé*. Isto foi especificado nos libelos escritos junto com mons. Antônio de Castro Mayer, em que diziam a João Paulo II e aos padres do Sínodo de 1985, por ocasião dos vinte anos do Vaticano II, que “se não se volta ao magistério da Igreja, mas se confirma o que foi proclamado em matéria de liberdade religiosa o erro fonte de heresias, teremos o direito de pensar que os membros do sínodo não professam mais a fé católica e Vós, não sereis mais o Bom Pastor”.

Estes parciais testemunhos das décadas passadas devem ser considerados para serem finalmente completados em vista de tudo que ocorreu em modo crescente em seguida contra a Fé para a descristianização dos povos. Isto antes que seja tarde para a salvação própria e do próximo, segundo a própria responsabilidade, por causa da gravidade do falso testemunho de reconhecer um apóstata público como papa. Toda falsa autoridade conciliar foi eleita até hoje para continuar o mesmo “Grande projeto” modernista para a reconciliação com o mundo que leva à perdição das almas e à grande apostasia da Igreja nascida do Sacrifício salvador de Nosso Senhor Jesus Cristo. No Seu Evangelho, o que diz dessa babilônia?: “Sai dela, meu povo, para não serdes participantes de seus delitos, nem incluídos nas suas pragas” (Ap. 18, 4).

Vivemos no “século do nada”, ou da “mentira”, hoje do desvario!
Sejamos firmes na Fé em Cristo, que é o contrário das alucinações “católicas”!
* Lettre de Mgr Lefebvre à plusieurs cardinaux lors du conclave d’octobre 1978: Itineraire nº 233, p. 129.

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