Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PODE UM PAPA SER CATÓLICO SE ALTERA A TRADIÇÃO? No ideário de Mons. Williamson

Ciechi che guidano(Apoc 3:15-17):
«Scio ópera tua: quia neque frígidus es, neque cálidus: útinam frígidus esses, aut cálidus: sed quia tépidus es, et nec frígidus, nec cálidus, incípiam te evómere ex ore meo. Quia dicis: Quod dives sum, et locupletatus, et nullius egeo: et nescis quia tu es miser, et miserabilis, et pauper, et caecus, et nudus.»

(Conheço as tuas obras, em que não és nem frio nem quente; oxalá foras frio ou quente, mas porque és morno, vomitar-te-ei de minha boca, porque dizes: sou rico e bem dotado e nada me falta; e não sabes que és um infeliz, miserável, pobre, cego e nu.)
(I know thy works, that thou art neither cold, nor hot. I would thou wert cold, or hot. But because thou art lukewarm, and neither cold, nor hot, I will begin to vomit thee out of my mouth. Because thou sayess: I am rich and made wealthy and had need of nothing; and knowest not that thou art wretched and niserable and poor and blind and naked)
Kyrie eleison. I couldn’t agree more (see comment of Z. Batiz)

*   *   *

Arai Daniele

No período em que Mgr Lefebvre preparava a consagração de quatro bispos para a sua Fraternidade, o valente Arcebispo pedia a opinião a propósito a alguns amigos que o visitaram. Uma destas respostas foi imediata: “Sem entrar no mérito de vossa decisão episcopal, parece certo que, assim como o vosso agir é de leão, pelo que se conhece da vossa ninhada interna, só há que esperar o surgimento de quatro gatos confusos!”

Monsenhor Lefebvre talvez pensou em contradizer essa tirada burlesca, mas conseguiu só exprimir um sorriso amargo; provavelmente já previa o que teria acontecido. Era inegável que a Sua Fraternidade e Seminários passaram por tantas crises profundas. Da transferência em bloco de Albano para Ecône; depois, quando teve que deixar a direção em Rickenbach para assumir pessoalmente a guia do Seminário de Ecône, devido a graves desvios no seu ensino. E ainda, na traição dos monges de don Gérard do Barroux. Enfim, tempestades internas que o preocupavam quase quanto as no plano mundial.

De positivo houve a adesão nos anos Oitenta do preclaro Bispo Antonio de  Castro Mayer di Campos, que, justamente em seguida foi afastado da sua Diocese de Campos. Posso testemunhar, porque participei, da luta deste grande Bispo para manter seu povo e sacerdotes na Tradição da Igreja contra as sinistras novidades do Vaticano 2º. Mas quanto pode durar tal resistência com o avançar da traição e apostasia dos seus padres, capitaneados por mons. Rifan, hoje bispo conciliar e até bergogliano?

O fato è que houve também divisões legítimas que enfraqueceram a defesa da Tradição dentro da Fraternidade. Por exemplo aquela, importante, dos sacerdotes da América do Norte, que pediam justamente a definição do Arcebispo diante da autoridade conciliar romana; aquela da qual cinco anos mais tarde Mgr Lefebvre teria escrito:

« La chaire de Pierre et les postes d’autorité de Rome étant occupés par des antichrists, la destruction du Règne de Notre Seig­neur se poursuit rapidement à l’intérieur même de son Corps mystique ici­ bas, spécialement par la corruption de la sainte Messe, expression splendi­de du triomphe de Notre Seigneur par la Croix : «Regnavit a ligno Deus», et source d’extension de son Règne dans les âmes et dans la société. »

Em 1983 ainda não queria que se admitisse esta realidade então Williamson foi fiel ao seu silêncio. Mas agora se compreende a razão: como ex anglicano, tendo já tido reis e rainhas como «papa» da sua igreja, a ortodoxia deste lhe era indiferente, come o é hoje com a pessoa que representa como Vigário, Jesus Cristo na terra. Todavia, quis Nosso Senhor que o Pontífice Romano fosse Seu único representante, conferindo-lhe o poder extraordinário da infalibilidade em questões de Fá e de Moral. Portanto rezou para que Pedro e sucessores não falhassem na fé (Lc 22, 32). Para Mons. Williamson, no seu último comentário «eleison» (374), o que existe è a infalibilidade da Igreja. Vejamos em espanhol, língua em que o Bispo fala e escreve.

  • Ni los liberales ni los sedevacantistas aprecian que se les diga que ellos son como cara y ceca de una misma moneda, pero es cierto. Por ejemplo, ninguno de los dos puede concebir una tercera alternativa. Vean por ejemplo en su Carta a los Tres Obispos del 14 de abril de 2012, como Monseñor Fellay no podía ver una alternativa a su liberalismo que no fuera el sedevacantismo. A la inversa, para muchos sedevacantistas si uno acepta que alguno de los Papas Conciliares ha sido realmente Papa, entonces uno no puede ser sino un liberal, y si uno critica al sedevacantismo, entonces uno promueve el liberalismo. ¡Pero de ninguna manera!
  • ¿Por qué no? Porque ambos están cometiendo el mismo error de exagerar la infalibilidad del Papa. ¿Por qué? ¿Es posible que sea porque ambos son hombres modernos que creen más en personas que en instituciones? ¿Y por qué debe ser esa una característica del hombre moderno? Porque más o menos a partir del Protestantismo en adelante, menos y menos instituciones han verdaderamente buscado el bien común, y más y más algún interés privado tal como el dinero (mi derecho sobre ti), lo cual por supuesto disminuye nuestro respeto por ellas. Por ejemplo, buenos hombres salvaron por un tiempo a la podrida institución moderna bancaria para que no tuviera inmediatamente todos sus perversos efectos, pero los podridos banksters actuales están finalmente mostrando lo que las instituciones malas del sistema bancario de reserva fraccional y de los bancos centrales eran, en sí mismos, desde el principio. El Diablo está en las estructuras modernas gracias a los enemigos de Dios y del hombre.
  • Entonces es comprensible si los Católicos modernos han tendido a poner demasiada fe en el Papa y demasiada poca en la Iglesia, y aquí está la respuesta a ese lector que me preguntó por que yo no escribo sobre la infalibilidad de la misma manera que lo hacen los manuales clásicos de teología católica. Esos manuales son maravillosos a su manera, pero todos han sido escritos antes del Vaticano II y tienden a asignar al Papa una infalibilidad que pertenece a la Iglesia. Por ejemplo, la cumbre de la infalibilidad es pasible de ser presentada en esos manuales como una solemne definición por parte del Papa, o del Papa con un Concilio, pero de cualquier manera por el Papa. El dilema liberal-sedevacantista ha sido la consecuencia, y además como un castigo por esa tendencia a sobrevalorar la persona y subvalorar la institución porque la Iglesia no es una institución meramente humana.

Um texto incrível porque vindo de um bispo. Então para ele seria uma tendência digna de castigo crer que o Papa, como ensinado por clássicos manuais católicos de teologia, seja o primeiro objeto da infalibilidade ordenada por Nosso Senhor para o Seu Vigário? Como se a infalibilidade da Igreja não fosse aquela continuada e confirmada pelos Papas no Magistério mesmo Ordinário. Mas a «incoerência» aqui, para não dizer mais, vai além disto, estende-se grotescamente à esta alusão ao erro de «homens modernos» que crêem mais nas pessoas que nas instituições»! Mas se é justamente ele que, apesar de descrever em outro lado a falsa igreja do Vaticano 2º, crê que não se é liberal «si uno acepta que alguno de los Papas Conciliares ha sido realmente Papa». Em outras palavras, ele não teria um pensamento liberal, mas católico, crendo que qualquer papa conciliar e liberal seja verdadeiramente papa, mesmo demolindo a Igreja verdadeira com as falsas doutrinas liberais do Vaticano 2º, descritas por ele em artigos precedentes! E isto não seria crer mais num homem que na instituição divina instituída por Deus justamente para o oposto: confirmar na única verdadeira Fé e condenar o que lhe se opõe. Em breve, este «bispo tradicionalista» reflete tristemente o equívoco de quantos que continuam a professar a igreja conciliar porque convêm crer no «papa» Bergoglio! Mgr Williamson, e todo católico deveria atentar para o que lembra bem, mas aplica mal o erudito P. Giovanni Cavalcoli, OP, na sua carta de 7.12.2011 (pubblicata da «Riscossa Cristiana») ao Prof. De Mattei, sobre seu livro “Apologia della Tradizione”. O estudioso Dominicano começa dizendo:

  • “O Concílio [Vaticano II] distinguiu oportunamente a função jurisdicional (pastoral) da função doutrinal, corrigindo uma precedente opinião difundida entre teólogos que reconduzia a segunda à primeira, com o risco de depreciar a função magisterial, pois se o magistério pastoral pode enganar-se, a função magisterial, enquanto atinente de vários modos e graus à doutrina da fé, é infalível. Por isso, V. deveria ter julgado essa opinião teológica à luz do Concílio, e não o contrário. [tendo o Vaticano 2º como autêntico Concilio ecumênico]. Ademais, para que um ensinamento doutrinal conciliar seja infalível, como resulta da Ad Tuendam Fidem, não é necessário que ele seja declarado tal, mas é suficiente que se trate, de fato, de matéria de fé, quer como desenvolvimento da Tradição ou como explicitação de um dogma já definido ou como doutrina conexa com o dado de fé ou deduzida de um dado de fé. O que é, precisamente, o caso das doutrinas do Concílio (V2º). Por isso, não é justo dizer que estas não são “infalíveis”. Se por infalíveis se entende, como se deve entender, “verdadeiras”, estas são absolutamente infalíveis.”

Dai se deduz que, nem o erudito Padre, nem esse Professore, perceberam ter esbarrado no método justo para julgar sobre a ortodoxia do Vaticano 2º, que está no outro sentido destas conclusões dos dois autores, já contraditórias entre si como assinala o Padre.

De fato, um Concílio é ecumênico e «infalível» em matéria de Fé se o seu magistério è conforme à Tradição e não porque se declara tal. Em outras palavras um concílio é ecumênico e fiel porque conforme à Fé transmitida pela sagrada Tradição e não porque a julga e adapta com um «magistério vivo» à luz do mesmo «concílio» (Vaticano 2º). Isto disse Cavalcoli a De Mattei: “V. deveria ter julgado essa opinião teológica à luz do Concílio, e não o contrário.”!

Eis, assim, revisto o ponto que explica a justeza da posição de Dom Antonio de Castro Mayer sobre a impossibilidade da quadratura do Vaticano 2º na Tradição e como consequência a nulidade da «autoridade jurisdicional (pastoral)» do Vaticano 2º e dos seus «papas conciliares», em objetiva oposição doutrinal à luz da Fé de 20 Concílios ecumênicos e 260 Papas, Fé que julga a legitimidade dos papas e dos concílios e não vice-versa, questão bem definida pela Igreja. Um concílio é para a Fé e não o contrário.

“Execrabilis (1460), é a Bula em que o Papa Pio II define que: “qualquer concílio convocado para efetuar mudanças drásticas na Igreja é decretado antecipadamente como inválido e nulo”.

O Vaticano II foi convocado com este propósito… ou promulgou tais mudanças, e portanto é inválido e nulo, ou não o fez, e seus inovadores, incluído Paulo VI e sucessores, nos mentiram. Ou ambas as coisas! (Hutton Gibson, «Is the Pope catholic?», p.126)

Para um exame mais completo das confusões mentais acima leia-se em espanhol: http://radiocristiandad.wordpress.com/2014/09/15/osko-mons-williamson-ve-lo-que-nadie-vio-jamas/

Aqui lembramos, a propósito da sua consagração episcopal quanto explicado pelo Papa Pio XII na Encíclica «Ad Apostolorum Principis sepulchrum» (19.o6.58):

Doutrina sobre a eleição e consagração dos bispos

  1. Diante de tão graves atentados contra a disciplina e a unidade da Igreja, é nosso preciso dever lembrar a todos, que são outras as doutrinas e princípios que regem a constituição da sociedade divinamente fundada por Jesus Cristo nosso Senhor.
  2. Com efeito, os cânones sagrados, clara e explicitamente, estabelecem que pertence unicamente à Sé Apostólica julgar da idoneidade de um eclesiástico para a dignidade e a missão episcopal (8) e que pertence ao romano pontífice nomear livremente os bispos.(9) E mesmo quando, como em determinados casos, na escolha de um candidato ao episcopado, é admitido o concurso de outras pessoas ou entes, isto acontece legitimamente somente em virtude de uma concessão – expressa e particular feita pela Sé Apostólica a pessoas ou a corpos morais bem determinados, com condições e em circunstâncias bem definidas. Isso posto, deriva que os bispos não nomeados nem confirmados pela Santa Sé, e até escolhidos e consagrados contra suas disposições explícitas, não podem gozar de nenhum poder de magistério nem de jurisdição; pois a jurisdição vem aos bispos unicamente através do romano pontífice, como já tivemos ocasião de lembrar na carta encíclica Mystici corporis: “Os bispos… no que diz respeito à sua diocese, são verdadeiros pastores que guiam e regem em nome de Cristo o rebanho a eles confiado. Ao fazer isso, não são completamente independentes, pois estão submetidos à autoridade do romano pontífice, mesmo gozando do poder ordinário de jurisdição, que lhes é comunicado diretamente pelo próprio sumo pontífice”.(10) Doutrina que tivemos a ocasião de relembrar ainda na carta Ad Sinarum gentem que vos foi sucessivamente dirigida: “O poder de jurisdição, que é conferido diretamente ao sumo pontífice por direito divino, deriva aos bispos pelo mesmo direito, mas somente mediante o sucessor de s. Pedro, ao qual estão constantemente submetidos e ligados pelo obséquio da obediência e pelo vínculo da unidade, não somente os simples fiéis, mas também todos os bispos”.(11)
  3. E os atos do poder de ordem, postos por tais eclesiásticos, mesmo sendo válidos – supondo tenha sido válida a consagração a eles conferida – são gravemente ilícitos, isto é; pecaminosos e sacrílegos. Vêm a propósito admoestadoras as palavras do Mestre divino: “Quem não entra pela porta no redil das ovelhas mas sobe por outro lugar, é ladrão e assaltante” (Jo 10,1); as ovelhas reconhecem a voz de seu verdadeiro pastor e seguem-no docilmente, “elas não seguirão um estranho, mas fugirão dele, porque não conhecem a voz dos estranhos” (Jo 10,5). 
  4. Bem sabemos que, para legitimar suas usurpações, os rebeldes apóiam-se na práxis seguida em outros séculos; mas todos vêem a que se reduziria a disciplina eclesiástica, se numa ou noutra questão, fosse permitido a quem quer que seja, apoiar-se em disposições que já não vigoram, porque a autoridade suprema dispôs de outra maneira há muito tempo. E até o fato de apelar a uma outra disciplina, longe de desculpar a ação destes, é prova da sua intenção de subtrair-se deliberadamente à disciplina vigente e que devem seguir. Essa disciplina vale não só para a China e para os territórios de recente evangelização, mas para toda a Igreja. Ela foi sancionada em virtude daquele supremo e universal poder de apascentar, reger e governar que foi conferida por nosso Senhor aos sucessores do apóstolo Pedro. E bem conhecida, com efeito, a solene declaração do concílio Vaticano: “Apoiando-se no testemunho claro da Sagrada Escritura e em plena harmonia com os decretos precisos e explícitos dos nossos predecessores, os romanos pontífices, quer dos concílios gerais, renovamos a definição do concílio ecumênico de Florença, pela qual todos os fiéis devem acreditar que a Santa Sé apostólica e o romano pontífice exercem o primado em todo o mundo; que o mesmo pontífice é o sucessor de s. Pedro, príncipe dos apóstolos, é o verdadeiro vigário de Cristo, o chefe de toda a Igreja, o pai e o doutor dos cristãos; que a ele, na pessoa de s. Pedro, foi por Cristo confiado o poder pleno de apascentar, reger e governar a Igreja universal’. Portanto ensinamos e declaramos que a Igreja romana, por disposição divina, tem o poder ordinário do primado sobre todas as outras, e que este poder de jurisdição do romano pontífice, de caráter verdadeiramente episcopal, é imediato; e que os pastores e os fiéis, de qualquer rito ou dignidade, quer tomados singularmente, quer todos juntos, são obrigados ao dever de subordinação hierárquica e de verdadeira obediência a ela, não somente nas coisa de fé e moral, mas também nas que dizem respeito à disciplina e ao governo da Igreja, espalhada no mundo inteiro; de forma que, conservada assim a unidade da comunhão e da fé com o romano pontífice, a Igreja de Cristo seja um único rebanho sob um único sumo pastor. Este é o ensinamento da verdade católica do qual ninguém se pode afastar sem perder a fé e a salvação”.(12)
  5. Pelo exposto deriva que nenhuma outra autoridade, a não ser a do pastor supremo, pode revogar a instituição canônica atribuída a um bispo; nenhuma pessoa ou assembléia, quer de sacerdotes quer de leigos, pode-se arrogar o direito de nomear bispos; ninguém pode conferir legitimamente a consagração episcopal sem antes ter a certeza da existência do devido mandato apostólico.(13) De forma que, para essa consagração abusiva, que é um atentado gravíssimo à própria unidade da Igreja, é estabelecida a excomunhão reservada de modo especialíssimo à Sé Apostólica, em que incorre automaticamente (ipso facto) não somente quem recebe a consagração arbitrária, mas também quem a confere.(14)
  • (12) Conc. Vat. I, sess. IV, c. 3
  • (13) Cân. 953.
  • (14) Cf . S. Congr. do Santo Oficio, Decreto, de 9 de abril de 1951: AAS 43(1951), pp. 217-218.

Eis o que crê o católico fiel ao verdadeiro Papa, chefe terreno da Igreja de Cristo. A consagração episcopal, sem a existência do «devido mandato apostólico» é abusiva e ilícita, a não ser que, como no ato de consagração feito por Mgr. Lefebvre, houvesse a dúvida legítima e NON «si uno acepta que alguno de los Papas Conciliares ha sido realmente Papa»; porque não havia um verdadeiro Papa para emitir o legítimo mandato apostólico para a Igreja em perigo.

Naquela ocasião havia o Bispo “co-consagrador” Castro Mayer que lá proclamou de viva voz, para quem quisesse ouvir, que naquele momento não havia realmente um Papa, prestando assim o seu doloroso testemunho católico. Mas dom Williamson ainda não o entendeu! Pelo contrário, acusa, servindo-se de todo o oposto de qualquer lógica, a quem o compreendeu, também por ele! A começar e principalmente pelo emérito Bispo Antônio de Castro Mayer.

Que Deus tenha piedade desta mísera geração guiada pelos que não sabem o que faxem nem o que dizem!

Anúncios

5 Respostas para “PODE UM PAPA SER CATÓLICO SE ALTERA A TRADIÇÃO? No ideário de Mons. Williamson

  1. Zoltan Batiz setembro 22, 2014 às 5:22 pm

    His Excellency, just like the Neo-SSPX, makes use of dishonest argumentation. Before we analyze his arguments, I show an exemple of such a dishonesty, describing a conversation with a Neo-SSPX priest about the invalidity of the new sacraments. Several scholastical arguments have been advanced to prove this (in English, mainly explained in the books of Omlor and Coomaraswamy, which arguments have never been properly answered to this day, let alone refuted). The Neo-SSPX dishonestly pretend that these arguments do not exist and never mention them on their website. When this was pointed out to a Neo-SSPX priest (whose name I do not mention out of charity) he replied that a valid pope could not promulgate invalid rites for the sacraments. This is true, I replied, but then why you do not accept them all? He answered by stating that they are harmful to the faith. But in the meantime Catholic Theology says that valid popes cannot validly promulgate sacramental rites that are either invalid, or heretical, or harmful to the faith, so the Neo-SSPX seems to forget about two-thirds of this teaching, in order to bend the rules (dishonest logic, again). As an aside, if the new “sacraments” are invalidly promulgated, as some from the recognize-and-resist camp think (and this is a minority, since vast the majority seems to accept them lock, stock and barrel), what guarantees their validity? Sooooo … in order to stay on the “golden middle way” (recognize-and-resist), they distort Catholic Theology (and/or make use of dishonest logic).
    Likewise, ignoring the fact that the Newchurch has a different religion is a classic exemple of the famous “ignoring the elephant in the middle of the room sindrome”.
    We will show exemples of this type of reasoning in His Excellency’s letter.

    »Conversely, for many a sedevacantist if one accepts that any of the Conciliar Popes has really »been Pope, then one can only be a liberal, and if one criticises sedevacantism, then one is »promoting liberalism. But not at all!

    Is this meant to suggest that if some sedevacantists are this, then their whole position is disproved? This would be a dishonest conclusion. Following the same line of reasoning, as some priests of the Neo-SSPX do, that sedevacantism leads to conclavism. We say although some sedevacantists turned into conclavists, this does not mean that all sedevacantists are bound to follow the same course at some point, unless they end up acceting the conciliar “popes”. By the same token sedevacantists can say that sedeplenism leads one into the conciliar “church”. Afterall a greater percentage of sedeplenists end up going over to the Novus Ordo sect, then sedevacantists becoming conclavists, yet still, would this be an honest conclusion? Pulling out some non-representative exemples (as in every camp there are some ‘kooks’, even in ours) to prove their point is not a valid argument either (and the Neo-SSPX has done this repeatedly). Actually, we do not acuse sedeplenists of liberalism, but of intelectual dishonesty.

    »For, firstly, the Solemn Magisterium’s snow-cap on the Ordinary Magisterium’s mountain is its »summit only in a very limited way – it is completely supported by the rock summit beneath the »snow. And secondly, by the Church’s most authoritative text on infallibility, the Definition of the »truly Catholic Council of Vatican I (1870), we know that the Pope’s infallibility comes from the »Church, and not the other way round.

    The Church is supposed to be UNDER tthe pope, so isn’t this a rather “democratic” view, where power comes from below? And we are the liberals!? One must twist his mind into a pretzel to believe this hogwash. And unfortunately the Vatican Council has never been properly adjourned. Otherwise they would have perhaps addressed the issue of the Ordinary Magisterium as well, with respect to papal infallibility.

    »When the Pope engages all four conditions necessary for ex cathedra teaching, then, says the »Definition, he possesses “that infallibility which the divine Redeemer willed his Church to enjoy in »defining doctrine.”

    We agree. But how about the Ordinary Magisterium, which, according to the Neo-SSPX can err? (Heresy, anathema sit!!!) Is the “erring” Ordinary Magisterium supposed to support the infallible Extraordinary Magisterium?
    »But of course! Where else can infallibility come from, except from God? …. If they are infallible, »the infallibility must come through, but from outside, their humanity, from God, who chooses to »bestow it through the Catholic Church, and that infallibility need only be a momentary gift, for the »duration of the Definition.

    Again, according to this, popes have nothing to do with the Ordinary Magisterium.

    »Therefore outside of a Pope’s ex cathedra moments, nothing stops him from talking nonsense »such as the new religion of Vatican II.
    Of course. But in that case popes can lose their authority.

    »Therefore neither liberals nor sedevacantists need or should heed that nonsense, because, as »Archbishop Lefebvre said, they have 2000 years’ worth of Ordinarily infallible Church teaching »by which to judge that it is nonsense.

    What nonsense? Nonsense is the whole “recognize and resist” position according to which one can have his pope and disobey him whenever deemed necessary. (Talk about ‘have your cake and eat it’ or ‘riding the fence’! Btw, ‘riding the fence’ has never taken anyone anywhere.) They are “sifting” the “pope’s” teaching, and, in addition some of them accuse us of sifting the “pope”. The SSPX position used to be that one has to accept that part of the the “pope’s” teaching which Abp. Lefebvre approves. But we can ask: while they claim that sedevacantism is anti-traditional, since did not exist before V2, what do they have to say about “pope sifting”, or “surrogate pope” (Abp. Lefebvre)? They dishonestly defend their position by bringing up exemples of some bad popes, who ordered morally reprovable things. Sedevacantist apologists reply to this that while you can disobey some particular orders if they are immoral, one is bound by the Magisterium of the Pope. There is a difference here that recognize-and-resisters sweep under the rug by rejecting the new “mass” and some of the new sacramental rites (which are part of the Ordinary Magisterium). In conclusion, sedevacantism is more logical and more honest then the fence sitting, pope sifting, recognize and resist position, as judged by “2000 years of infallible Church teaching”.
    To finish, let me make a personal observation. Why do sedeplenists always attack the sedevacantist position and not the other way around? If they think they are smarter than us, I am happy for them, but why do they not leave us alone (and as a “byproduct”, they mislead many people of good will in the process)? I seem to detect some insecurity here. Maybe deep inside they know that we are right but do not possess the guts to adopt our position. (We agree that such is the reason why so many Protestants attack Catholicism rather than the other way around, so the situation here is pretty similar.)
    To His Excellency I reply that if he can compare sedevacantists to liberals, likewise I can compare recognize-and-resisters to liberals, since both argue dishonestly (and ignore or misrepresent the counter-arguments they cannot refute).
    To the “recognize and resist” camp, sifting a “pope’s” teaching, instead of saying a clear “yes” or “no” (in the former case they have accept the new “mass” and “sacraments”, while in the latter they have to become sedevacantists as the “golden middleway” is proven to be contradictory) I suggest to recall the following verse (Apoc 3:15-16):
    Scio ópera tua: quia neque frígidus es, neque cálidus: útinam frígidus esses, aut cálidus: sed quia tépidus es, et nec frígidus, nec cálidus, incípiam te evómere ex ore meo.
    (I know thy works, that thou art neither cold, nor hot. I would thou wert cold, or hot. But because thou art lukewarm, and neither cold, nor hot, I will begin to vomit thee out of my mouth.)

    »Kyrie eleison.

    Yeah, indeed. Kyrie eleison. I couldn’t agree more.

  2. Bruno Venturim Bento setembro 22, 2014 às 10:47 pm

    caro Arai. Salve Maria!

    muito obrigado por continuar a nos trazer a luz dos ensinamentos da Santa Igreja. Cada vez aprendo mais… Agradeço ao senhor Alberto também.

    Não entendo como os “tradicionalistas” conseguem chegar ao ponto de torcer os dogmas da Igreja para lhes satisfazer o desejo de estarem certos… Há uma cegueira tal que parece até que é voluntária para não encararem as consequências de abraçar a verdade… tinham é que se humilhar diante de Deus e clamar com força: “Jesus, Filho de Davi; tem piedade de mim!” até que o Senhor os chame para lhes curar a cegueira….

    Esses textos “incoerentes” dos tradicionalistas que tentam atacar a posição sedevacantista, como o texto acima de D. Williamsom, as vezes me faz soltar gargalhadas….

    caso tenhas tempo, gostaria de fazer algumas perguntas:

    1, No caso da situação atual em que estamos há décadas sem um verdadeiro Papa, impossibilitanto um bispo de conseguir um mantado apostólico, é lícita então a sagração de bispos e sacerdotes sem o mandato?

    2, no caso em que um leigo (como eu) sendo “sedevacantista”, conhecendo um pouco da confusão e situação atual, habitando numa região em que é praticamente impossivel encontrar um verdadeiro sacerdote, sedevacantista, é lícito ter “comunhão” com tradicionalistas/resistentes para receber os sacramentos e ouvir Missa? no caso, o interesse seria nos Santos Sacramentos, e não abraçar as “opiniões” do “movimento” trad/resis… se “sim”, tal leigo teria que pelo menos expor a verdade de que ele é sedev. ao Padre trad/resis. para saber sua resposta se pode receber os sacramentos dele né?

    • Pro Roma Mariana setembro 23, 2014 às 10:14 am

      A sagração de bispos é válida e lícita na exacta medida em que na situação actual o Direito Divino Sobrenatural passa à frente do Direito Canónico, pois que este não previu, nem podia ter previsto, a usurpação pela maçonaria do Sólio Pontifício. A seita conciliar não possui baptismo válido, na medida em que não detém já qualquer vínculo objectivo com a Santa Madre Igreja. Logo, todos os outros sacramentos são também inválidos. Num funeral podemos estar civilmente presentes numa cerimónia conciliar, excluindo qualquer participação formal.
      Alberto Neves Cabral

      • Pro Roma Mariana setembro 23, 2014 às 11:21 am

        Quanto à validade do Batismo, atente-se bem que deve ser ordenado à Fé da Igreja. É claro que isto muitas vezes é implícito na intenção do ministrante, cuja ignorância sobre o que seja a nova seita conciliar é tão comum como geral, razão porque a validade de muitos batismos não é anulada, graças a Deus.

      • Pro Roma Mariana setembro 23, 2014 às 1:50 pm

        No caso de quem sabe que a Sede está vacante, ocasionando a confusão e situação atual, habitando onde é praticamente impossivel encontrar um verdadeiro sacerdote, que não diga a Missa «una cum» os hereges atuais, não posso dizer mais do que pratico. Só temos Missa aqui em Fátima assim, duas vezas por ano e não vou à Missa da Fraternidade SSPX, pela razão acima. Quando há ocasião de dúvida, dou-a a conhecer aos padres em questão, na esperança que não digam e Missa em comunhão com os conciliares, explicando a razão: porque não posso crer que os sacramentos nessas condições sejam agradáveis a Deus. Mais vale então o testemunho sobre isto na situação presente AMDG. Arai

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: