Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BENTO 16º : SOMBRA NA NULIDADE DE BERGOGLIO

 
 

 

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 Arai Daniele

Agora é Antonio Socci, autor do «Quarto Segredo de Fátima», a considerar nula a eleição de Bergoglio. Para demonstrá-lo escreveu um volumoso livro que será agora lançado na Itália, como anuncia o jornal «Il Foglio» (24.09.14) em que escreve:

  •  «As dúvidas que um ano e meio desde que esta mudança na Cátedra de Pedro não foram esclarecidas, ficaram sem resposta. Como aquela relativa à anulação da eleição que viu depositada na urna um voto a mais do que o número dos eleitores. Os cardeais, sem pensar muito, decidiram queimar tudo e efetuar logo um novo escrutínio. Pena que, como lembra Socci, as regras não permitem isso e, portanto, a eleição é nula. Nunca ocorrida. A Constituição Apostólica, afinal, requer que ninguém, senão o Papa possa mudar as regras do Conclave. Estas requerem até o máximo de quatro votações por dia, e não cinco, como aconteceu.
  • «Nada pessoal, jura Socci. Mesmo porque admite que foi um dos muitos que “acolheram Bergoglio de braços abertos. Eu comuniquei a ele (convictamente), que também podia contar com as orações minhas e de minha família”. Tudo nele, fazia pensar “numa lufada de ar fresco para o Vaticano e para toda a igreja”. Mas – e aqui o escritor critica os círculos tradicionalistas que acusam Francisco de ser o executor fiel do concílio”, achar hoje que as declarações de Bergoglio e Scalfari, no final faz contas seja em continuidade com Bento XVI, João Paulo II e Paulo VI, ou seja, que Bergoglio encarna a essência do Vaticano II, é um absurdo” (!). O que está acontecendo, acrescenta o autor do livro, que chega ao ponto de pormos em causa até a eleição papal, não é a realização do Vaticano II, mas “um abusivo Vaticano III.’»
  •  «Roma – Continuar a assinar Benedictus XVI, com tanto de P.P. para indicar o poder papal, que, no entanto, Francisco nunca fez desde o dia de sua posse na cátedra de Pedro. Vestia-se de branco e de branco continua a se vestir, mesmo que tenha parado de usar a mantelletta e a faixa. Não havia tempo para recuperar uma batina preta em todo o Vaticano, é a justificação um pouco fraca alegada mo além Tivre. Papa foi e papa continua, embora emérito. Guardou também o emblema com as chaves cruzadas que algum cardeal zeloso especialista em heráldica tinha tentado atualizar, removendo qualquer referência ao ministério petrino.

Mas, então, qual o valor que tem a renúncia anunciada por Joseph Ratzinger, sentado no trono vermelho na Sala Clementina, no 11 de fevereiro de um ano atrás, para a surpresa dos cardeais presentes, alguns dos quais – não acostumados ao Latim – não tinham percebido o alcance do que estava acontecendo, “caso único nos dois mil anos de história da igreja”? A fazer esta pergunta é o escritor católico Antonio Socci, em “Não é Francisco”, livro encorpado próximo da Mondadori no início de outubro e poderoso manifesto antibergogliano escrito – diz o autor – em obediência “ao clamor da minha consciência”. Bento, escreve Socci, teria apenas renunciado ao exercício ativo do ministério, enquanto o petrino “é para sempre.” E se uma coisa é para sempre, não pode ser revogada. E’ a transposição da antiga regra beneditina do Semel Abbas semper Abbas. Permaneceu até dentro do recinto de Pedro, não fechando-se em algum mosteiro de Provence como foi sugerido por muitos.

O «Papa Emeritus» não fala, mas “falam, no entanto, seus gestos, seus sinais e suas decisões”, diz o autor, incluindo os silêncios: “Sabe que cada sua palavra pública poderia atrair a atenção, e que tudo o que dissesse seria lido pro ou contra o seu sucessor”, dizia o secretário do prefeito da Casa Pontifícia, Mons. Georg Gänswein, numa entrevista ao jornal «Messaggero”.

Ora, além dos vácuos comentários jornalísticos, hoje aluvionários, o que deve verdadeiramente interessar o católico senão a questão de Fé? Teria Bergoglio uma outra fé em relação a Bento 16º? Sobre a consciência deles não há que indagar, mas sobre as suas manifestações escritas e orais, todos podem e deveriam ver que as diferenças di forma, não reflete completamente a dos conteúdos ecumenistas, e certamente não em relação ao Vaticano 2º, no qual ambos se apóiam.

O mesmo se diga – em doses piores de Bergoglio em relação aos outros «papas conciliares». E com estas e outras são já muitos os que não podem mais admitir que ele seja mesmo um papa, mas atenção, isto devido a tantas razões ou pretextos diversos. nem sempre apoiados na Fé.

Já falei disso contando o caso do Rv. Paul Kramer, com quem amigos daqui me proporcionaram um encontro, quando de sua visita a Fátima no ano passado (veja «VISITA AL RV. PAUL KRAMER, “FATIMITA” DEL GRUPPO GRUNER, CHE DICHIARA BERGOGLIO ERETICO E LA SEDE VACANTE, 27 dicembre 2013; «Rev. Paul Kramer, “Fatimita” del gruppo Gruner: il Papa è eretico. 13 dicembre 2013; IL VENTO GELIDO DELL’ “EVANGELII GAUDIUM”.

Bento XVI… uma das chaves de qual problema?

Descritas as heresias presentes no Vaticano 2º, em especial sobre a liberdade de consciência e de religião, e da operação ecumenista que foi além do acusado pan-cristianismo na enc. Mortalium animos do Papa Pio XI, presentes também no documento conciliar Nostra aetate, estas foram assumidas pelos «papas conciliares». Estes, se não foram diretamente promotores destas heresias antes, as aplicaram depois na operação de transformação da «consciência da Igreja» na operação de liberdade iluminista e ecumenista, que a falsa hermenêutica da continuidade de Bento 16 não conseguiu disfarçar perante o «resto católico». A verdade para os conciliares seria fluida, como querem os modernistas. Isto deveria bastar para reconhecer como suas idéias convergem no esgoto de todas as heresias que conspurcam a Verdade revelada.

Resumo do trecho publicado por essa folha francesa, que ainda professa, apesar do que diz e sabe, a autoridade pontifical e magisterial, portanto de origem divina, de Bento XVI, que só acredita no próprio «magistério»!

Bento XVI… uma das chaves do problema !… não é preciso fuçar no lixo da historia para formar uma opinião sobre ele. Novamente apelo ao julgamento de Mgr Lefebvre : « Vos convido a ler o denso artigo de fundo de « Si,si,No,no » qui saiu sobre o cardeal Ratzinger : é espantoso!… o artigo é muito documentado e conclui que o cardeal Ratzinger é herege. O grave é que ele põe em dúvida a realidade mesma do Magistério da Igreja, do ensino do Magistério da Igreja… põe em dúvida que haja um magistério que seja permanente e definitivo na Igreja… Ele ataca a raíz mesma do ensinamento da Igreja, do seu Magistério. Não há mais uma verdade permanente na Igreja, verdades de Fé, dogmas consequentemente ; acabaram os dogmas da Igreja.Isto é radical. Evidentemente é um herege, é inteiramente claro e horrível, mas é assim ! » (Conferência espiritual no Seminário de Ecône – 8/9 fevereiro 1991)

Nestes termos de Mons. Lefebvre, é de crer que ele não teria aceitado a eleição de Bento 16º como legítima, como o fizeram lamentavelmente seus pobres «continuadores» que se apóiam no seu exemplo antigo, quando muitos escândalos ainda não tinham ocorrido!

E querem que seja obrigatório crer na autoridade pontifical e magisterial de quem crê só no próprio magistério – variável segundo as «iluminações» dos tempos! Não representa claramente essa posição uma renúncia ao Magistério católico perene e infalível e portanto à qualquer pertença à Igreja de sempre, e tanto mais à sua autoridade?

Esta conclusão é inteiramente clara, lógica e horrível na fé, mas é assim; não adianta esconder-se atrás de míseros sofismas, que são também ofensivos à qualquer inteligência e tanto mais à Lei divina da Santa Igreja!

2 Respostas para “BENTO 16º : SOMBRA NA NULIDADE DE BERGOGLIO

  1. Zoltan Batiz setembro 27, 2014 às 11:40 am

    Segundo o Socci, a eleição de Bergoglio é invalida. Neste sentido ele tem razão, mas por motivos errados. Pelos vistos que ele julgava a eleição do Ratzinger válida. O coitadinho. E gastou tanto esforço naquele livro!

  2. Leonardo Santana de Oliveira setembro 28, 2014 às 2:23 pm

    A nova “igreja” conciliar é uma verdadeira anarquia!!!

    As facções modernistas brigam entre si pelo poder da loja maçônica (a nova “igreja” conciliar).

    Os hereges modernistas radicais(seguidores do antipapa Fraticelli) X os hereges modernistas moderados (seguidores do antipapa Maledeto 16).

    No fim,são cegos que se deixam conduzir por outros cegos!!

    Dignare me pugnare pro Te, Virgo Sacrata. Et da mihi virtutem contra hostes tuos.
    Leonardo Santana de Oliveira,o sedevacantista inquisidor.

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