Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

TODO O PODER FUNDAMENTADO NO HOMEM É TIRÂNICO

Exorcismo invocando a proteção de São Miguel Arcanjo

São MiguelRefere-se ao Trono da Verdade que a Igreja e o mundo precisa de modo urgente, repetindo o que foi escrito pelo Papa Leão XIII (e traduzido aqui por Dom Mayer), para ser usado pelos sacerdotes no fim da Missa: As hostes astuciosíssimas encheram de amargura a Igreja, Esposa Imaculada do Cordeiro, e inebriaram‑na com absinto; puseram‑se em obras para realizar todos os seus ímpios desígnios. Ali onde está constituída a sede do beatíssimo Pedro, e Cátedra da Verdade para iluminar os povos, ali colocaram o trono da abominação de sua impiedade, para que, ferido o pastor se dispersassem as ovelhas.”

  • Trata-se do encanto serpentino do hediondo «complô » contra a liberdade e exaltação da Santa Madre Igreja para a salvação das almas nos últimos tempos. Saibamos reconhecê-lo. Contra esta impiedade, embora isolados, queremos a todo custo testemunhar a necessidade de proclamar a não comunhão na igreja conciliar que deturpa as feições da Una Santa Igreja Católica para se acordar com o mundo. Isto faz sobretudo desonrando as palavras verazes no sagrado momento da Consagração no Santo Sacrifício da Missa Católica.
  • Só no destemor do testemunho na verdade é possível exorcizar toda a tirania e falsidade e se poderá por fim merecer viver o triunfo final do Sagrado Coração de Jesus junto ao Imaculado Coração de Maria.

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

«Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da sua encíclica “Libertas”, promulgada em 20 de Junho de 1888:
Portanto, na ordem social, a liberdade digna desse nome, não consiste em fazer tudo o que nos apraz; isso geraria confusão e desordem, uma perturbação que conduziria à opressão. A liberdade consiste, em que com o auxílio das leis civis, possamos mais fàcilmente viver segundo as prescrições da Lei Eterna. E PARA OS QUE GOVERNAM, A LIBERDADE NÃO É O PODER DE MANDAREM AO ACASO E SEGUNDO O SEU BEL-PRAZER: TAL CONSTITUIRIA UMA DESORDEM NÃO MENOS GRAVE, E EXTREMAMENTE PERIGOSA PARA O ESTADO; MAS A FORÇA DAS LEIS HUMANAS É QUE ELAS SEJAM CONSIDERADAS COMO UMA DERIVAÇÃO DA LEI ETERNA, E QUE NÃO HAJA NENHUMA DAS SUAS PRESCRIÇÕES QUE NÃO ESTEJA CONTIDA NELA (LEI ETERNA) COMO NO PRINCÍPIO DE TODO O DIREITO.
Santo Agostinho disse com muita sabedoria: “Eu penso e vós vedes também que nesta lei temporal nada há de justo e de legítimo que os homens não tenham ido haurir na Lei Eterna” (De libero arbitrio lib. I, c. 6,n.15)
Suponhamos pois uma prescrição de poder qualquer, que esteja em desacordo com os princípios da recta razão, e com os interesses do bem público – não teria força alguma de lei, porque não seria uma regra de justiça e afastaria os homens do bem, para o qual a sociedade foi formada. (…)
É, além disso, um dever real, respeitar o poder e submeter-se às leis justas; donde deriva que a autoridade vigilante das leis preserva os  cidadãos das empresas criminosas dos maus. O PODER LEGÍTIMO VEM DE DEUS, e “aquele que resiste ao poder resiste à ordem estabelecida por Deus”; É ASSIM QUE A OBEDIÊNCIA ADQUIRE UMA NOBREZA MARAVILHOSA, POIS QUE SE NÃO INCLINA SENÃO DIANTE DA MAIS JUSTA E MAIS ALTA DAS AUTORIDADES».

A maldita seita anti-Cristo, a maçonaria internacional, que usurpou a Santa Madre Igreja, orientada por satanás, conseguiu atingir, em certo sentido, o MAL ABSOLUTO, ou seja – NEGAR A DEUS COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS.
Metafìsica e Teològicamente, fora de Deus, NÃO HÁ NADA, E NADA SE PODE CONCEBER.
Todavia, desde há cinco séculos, que se vem progressivamente edificando toda uma civilização alicerçada precisamente – NO NADA. Hodiernamente, somos sacudidos  pelos estertores finais, pré-escatológicos, dessa agonia religiosa e moral, e desse nada.
A Lei Eterna, É, não existe, É, na própria Essência Divina, na Asseidade Divina; a Lei Eterna É por Si mesma, porque intrìnsecamente conforme com a Verdade e a Bondade do Ser, na exacta medida em que constitui um princípio de Ordem FUNDAMENTAL de toda a natureza, criada ou possível. Não promana de uma vontade arbitrária de Deus, MAS DA PRÓPRIA VERDADE INCRIADA DE DEUS.
A Lei Natural e o Direito Divino Sobrenatural, dimanam necessáriamente da Lei Eterna, proporcionando-a e aplicando-a à humana condição. Evidentemente que a Humanidade nunca viveu num estado de pura natureza, mesmo os povos afastados da civilização sempre dispuseram da Graça Divina, que iluminando-lhes sobrenaturalmente o espírito, era susceptível de fazer deles filhos adoptivos de Deus. Cumpre assinalar, que a Graça Santificante, as Virtudes Teologais e Morais, e os Dons do Espírito Santo conferem um conhecimento SOBRENATURAL VIRTUAL de Nosso Senhor Jesus Cristo àqueles que O não conhecem ACTUALMENTE, sem culpa própria. Pois que o Princípio Sobrenatural da Fé Católica integra uma verdadeira proporção transcendental com a Revelação Divina objectiva.
A Lei Eterna deve pois MEDIR ÉTICA E OPERATIVAMENTE A PRÓPRIA HUMANA CONDIÇÃO; deve rectificar a subordinação dos vários níveis de objectividade, uns aos outros, e todos a Deus.
O Poder político, na sua acepção mais vasta e profunda, deve ordenar os diversos níveis de objectividade, que constituem igualmente gradações de Verdade e de Bondade, MODERANDO A SUA ACTIVIDADE, DE FORMA A QUE ATINJAM, CONCERTADAMENTE, O SEU DERRADEIRO FIM – A GLÓRIA EXTRÍNSECA DE DEUS UNO E TRINO.
Depois do pecado original, desgraçadamente, todo o vínculo fundador da sociedade política é baseado no mais feroz egoísmo, quando afinal, em um mundo sem pecado, os laços sociais seriam constituídos e operados numa perspectiva essencial de PARTILHA DE BENS SOBRENATURAIS, BEM COMO DE BENS NATURAIS E PRETERNATURTAIS SOBRENATURALIZADOS.
A pessoa humana singular possui uma objectividade própria, uma verdade e uma bondade própria, irredutível, contudo subordinada essencialmente a objectividades de ordem superior, tais como a família, a sociedade política em que a pessoa se insere, a Humanidade no seu todo, a Santa Madre Igreja, e o próprio Deus Nosso Senhor. Só a sacrossanta Fé Católica nos faculta o modo como governamtes e governados devem obsequiar qualificadamente, sobrenaturalmente, a necessária integração  de todos estes patamares hierárquicos.
Na exacta medida em que o homem foi criado por Deus, redimido pelo Verbo Encarnado, então TUDO O QUE É HUMANO DEVERÁ SER SOBRENATURALIZADO, COMEÇANDO PELO SAGRADO NÚCLEO FAMILIAR E TERMINANDO NA SOCIEDADE INTERNACIONAL.
Não podem existir ZONAS-SOMBRA na vida humana, zonas não alcançáveis pela Caridade de Deus Uno e Trino, zonas não purificadas pelo Sangue de Nosso Senhor, essas mesmas zonas, aliás, que foram letalmente congeminadas pelo nunca suficientemente amaldiçoado concílio vaticano 2.
A Ordem Temporal, salvaguardada a sua legítima autonomia, está contudo essencialmente subordinada à Ordem Sobrenatural, a qual lhe providencia os fundamentos constitutivos da sua existência, bem como os fins últimos, e até alguns fins secundários, que deve necessàriamente prosseguir.
Não existe maior tragédia, chaga mais profunda, do que o espectáculo da POLÍTICA HUMANA, TERRENA, totalmente privada até de valores naturais sãos, edificada a partir das SUBJECTIVIDADES DESORDENADAS daqueles que possuem o poder, mas que não sabem o que o constitui, donde brota, e quais os fins que deve servir. E não me refiro apenas aos regimes saídos da revolução de 1789. Luís XIV (1638-1715), por exemplo, inchado de orgulho, bem como de todas as misérias da pobre condição humana, considerando-se pouco menos do que Deus; a Santa Madre Igreja  só contava para ele como um meio de coesão político-social, ao serviço do dementado poder absoluto da personagem. Daí as “dragonadas” ou tentativas de converter os protestantes à força, ÙNICAMENTE POR MOTIVOS POLÍTICOS.
É certo que os chefes políticos das Nações, pelo simples facto de serem pessoalmente indignos, não perdem por isso o poder, a menos que sejam depostos pelo Romano Pontífice. Só que a FUNÇÃO MONÁRQUICA NA FRANÇA DE LUÍS XIV ESTAVA ESSENCIALMENTE CORROMPIDA; o próprio Papa Inocêncio XI (1676-1689) excomungou secretamente Luís XIV.
A Revolução de 1789 não surgiu do nada, foi sendo soprada pela lenta, mas persistente, dissolução do conteúdo Sobrenatural das instituições; aliás como o Vaticano 2, que também não brotou do nada, mas resultou do trabalho de infiltração em que durante mais de um século, as sociedades secretas assolaram a Santa Igreja.
Mas porque é que o poder fundamentado no homem é tirânico?
Porque os homens, feridos pelo pecado original e pelos pecados actuais, naufragam necessàriamente em si mesmos, envolvidos nas próprias misérias, caso não operem, humildemente, Sobrenaturalmente, com os olhos fixos no Altíssimo.
NADA É PIOR QUE OS JOGOS DE PODER IMERSOS NA RELATIVIDADE DE UMA EXISTÊNCIA FRÁGIL, CADUCA E CONTINGENTE.
Muito poucos homens, mesmo muitos poucos, conseguem manter uma conduta mìnimamente digna num contexto ateu ou agnóstico; a grande maioria soçobra, ou seja, tornam-se, de uma forma ou outra, verdadeiros criminosos de delito comum, e só não vão para a cadeia, porque pertencem, lògicamente, à enorme maioria da Humanidade.
A vida humana e o nosso próprio mundo tornam-se assim como que a ante-câmera do Inferno, pois que a actividade que deveria ser desenvolvida em prol da Glória extrínseca de Deus, é desviada para a busca do contingente, do finito, O QUAL, POR DEFINIÇÃO, NUNCA PODE SACIAR, engolfando-se assim os homens numa vertigem realmente diabólica, que é precisdamente o Inferno, já neste mundo.
Os Bens Eternos constituem, igualmente já neste mundo, a ante-câmera do Céu, porque possuem a sua semente fundamental –  A PARTICIPAÇÃO NA NATUREZA DIVINA PELA GRAÇA.
Quando Nosso Senhor enaltece aquele homem que edificou a sua casa sobre rocha, refere-Se aos Bens Eternos, que não dependem das vicissitudes humanas, das eleições humanas, das disputas democráticas humanas. Porque toda a Palavra de Nosso Senhor, deve ser assimilada como penhor de Vida Eterna, pois é uma Palavra autenticada com o próprio Sangue do Redentor, Senhor e Juiz da História, a Quem nada se pode subtrair, e que nenhum poder anti-Cristo nos poderá arrebatar.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 28 de Setembro de 2014

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