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NATUREZA E FUNÇÃO DA IMPRENSA VERDADEIRAMENTE CATÓLICA NA IDADE PÓS-CRISTÃ

L'Osservatore Cattolico

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da encíclica “Miranda Prorsus”, promulgada em 8 de Setembro de 1957:

«Os maravilhosos progressos técnicos de que se gloriam os nossos tempos, sem dúvida são fruto do engenho e do trabalho humano, MAS SÃO, PRIMEIRO QUE TUDO, DONS DE DEUS, CRIADOR DO HOMEM, E INSPIRADOR DE TODAS AS OBRAS. (…)
Não só grandes bens, mas também tremendos perigos, podem nascer dos progressos técnicos, já realizados, ou que se continuam a realizar, nos importantes sectores do cinema, da rádio e da televisão.
Esses meios técnicos, que estão por assim dizer ao alcance de todas as mãos, influem extraordinàriamente no homem, levando-o, graças aos ultrapoderosos e desenfreados instintos que o dominam, tanto ao reino da luz, da nobreza e da beleza, como aos domínios das trevas e da depravação, conforme o espectáculo põe em evidência e estimula os elementos de um e outro campo.
Como no progresso das técnicas industriais do século passado, não se soube evitar sempre a escravização do homem à máquina, que era destinada a servi-lo, e gerações inteiras, ainda nos nossos dias, estão a pagar bem à sua custa esses erros do passado; assim também hoje, se o progresso das técnicas de difusão se subtrair ao “jugo suave”( Cf. Mt 11,30) da Lei de Cristo, corre o risco de ser causa de infinitos males, e tanto mais graves, quanto não se trata já de escravizar forças materiais, MAS FORÇAS ESPIRITUAIS, tirando aos descobrimentos do homem as altas vantagens que constituíam o seu fim Providencial».

A perseguição e ódio universal à Verdade e ao Bem, criou condições sociais extremamente precárias aos defensores dessa mesma Verdade, privados que estão de qualquer base institucional que os defenda.
Nenhum orgão de comunicação tolera a menor referência positiva, e menos ainda qualquer tomada de posição, daqueles a quem apoda de “fanáticos”. Todavia é justo verificar como a Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X, no seu pouco católico afã de agradar ao mundo, tem vindo a melhorar a sua imagem perante os inimigos de Nosso Senhor Jesus Cristo, o que só demonstra como a dita Fraternidade se tornou, sobretudo nas chefias, eficazmente cúmplice do poder anti-Cristo.
Há cerca de oitenta anos, o Papa Pio XI, apercebendo-se do tremendo poder, prodigioso alcance, de irradiação de conhecimentos, que a recém inventada radiotelefonia, possuía no presente e prometia para o futuro, encarregou Marconi, seu principal inventor, de edificar tècnicamente a Radio Vaticano, que logo se tornou uma das emissoras mais potentes do mundo.
Sabemos que tudo o que existe foi criado por Deus; ao homem, como animal racional, foi conferida a possibilidade de com a sua inteligência elaborar princípos de compreensão das leis da natureza, as quais também participam, a seu modo, da Lei Eterna, e assim progressivamente dominar, ùtilmente, a mesma natureza. Neste quadro conceptual, TUDO VEM DE DEUS, mesmo aquelas realidades em que o Homem ulteriormente interveio; todavia Deus mede a Criação, Metafísica e Transcendentalmente; ao passo que o homem “mede” a sua obra científica e técnica segundo uma analogia totalmente extrínseca e mesmo alegórica.
Efectivamente, nenhuma criatura, Anjo ou Homem, pode criar, nem sequer a título instrumental, pois criar significa fazer existir uma essência possível, que É, mas não existe; e isso só Aquele que É, por Si mesmo, pode realizar, Eternamente, exercendo o próprio Princípio Metafísico de Ser.
Os seres contingentes apenas podem transformar, substancialmente, ou acidentalmente, o mundo que os rodeia, o anjo de forma imensamente mais eficaz do que o homem; todavia, nem mesmo os anjos podem ressuscitar mortos, nem curar certas doenças.
Portanto, os meios de comunicação também promanam da Sabedoria e Bondade Divina, sendo constitutivamente bons, porque obra de Deus, ainda que com mediação humana.
Desgraçadamente, o pecado original e os pecados actuais TRANSTORNAM PECAMINOSAMENTE TODA A OBRA HUMANA, e aquilo que bem usado constituiria fonte imarcescível de Verdade e de Bem, volve-se cruel armadilha para a inocência de muitas almas. Tal aplica-se à radio, à televisão, ao cinema, ao video, e à internet. Esta última é uma sucursal do Inferno em 99,9%; mas sem ela muitos milhares de católicos fiéis não poderiam dispor dos clássicos da Teologia, da Sagrada Escritura, da espiritualidade, da literatura contra-revolucionária – ISTO EM QUALQUER PARTE DO MUNDO E GRATUITAMENTE. Também não seria possível a publicação de uma permanente e vigorosa literatura  anti-modernista e anti-seita conciliar; pois como já se expendeu, os orgãos de comunicação em geral são-nos vedados.
Mas então, que linhas de força deverão vitalizar as nossas publicações?
É desolador verificar como muitos católicos, supostamente ainda de boa fé, não vislumbraram sequer as sombras do diabólico plano de destruição da Santa Madre Igreja. Nunca será pois demais insistir no seguinte aforismo: QUANDO A SEITA CONCILIAR PROCLAMA, MATERIALMENTE, A VERDADE E O BEM – É SÓ PARA FAZER PASSAR, FORMALMENTE, SUBLIMINALMENTE, O MAL.
A boa fé tem limites; como é que alguém ainda pode sustentar que a Igreja conciliar não negou nenhum dogma?
É evidente que se satanás com seu braço armado, que é a maçonaria internacional, tivesse surgido negando ostensivamente os dogmas, nunca teriam conseguido destruir a Santa Madre Igreja. Como disse Monsenhor Lefebvre – o engano diabólico era precisamente LEVAR A QUE A IGREJA SE DESTRUÍSSE A SI MESMA PELA VIA DA OBEDIÊNCIA.
Nunca a Santa Madre Igreja, em tempo algum, propugnou pela doutrina da obediência cega; nem tal se encontra em São Tomás e Santo Agostinho. Se santo Inácio de Loyola se aproximou perigosamente de tal conceito de obediência, essa nunca foi a concepção da Santa Mãe Igreja, nem na sua Teologia Moral, nem no seu Direito Canónico.
Nas Ordens Religiosas, foi sempre impensável que uma ordem que violasse de alguma maneira a Lei Santíssima do Criador, ou a regra do próprio instituto, pudesse ser legítima. Nem o Papa pode, legìtimamente, obrigar um fiel a pecar, nem sequer venialmente. Contudo, a Teologia Moral contempla certos casos em que o Superior peca ordenando, mas o subordinado, santifica-se, obedecendo.
O Homem não é um autómato; é um ser racional e deve obedecer racionalmente; e toda a obediência tem que estar, rigorosamente, ao serviço da Fé, da Esperança e da Caridade.
O dever de obediência modera e ordena a objectivade de ordem inferior em função da objectividade de ordem superior, que em última análise é sempre Deus Uno e Trino; pois que toda a Criação é hierárquica e como tal participa na Lei Eterna.
É realmente necessário que a imprensa anti-modernista insista nestes pontos, fulcrais para a compreensão da essência do nosso combate contra os inimigos letais de Deus e do Homem.
Porque nunca olvidemos: AQUELES QUE SÃO INIMIGOS DE DEUS, SÊ-LO-ÃO TAMBÉM DO HOMEM. A progressiva desintegração, religiosa, intelectual, moral, social, cultural, da Humanidade, nos últimos cinco séculos, é disso testemunho; particularmente, no século XX, quem provocou, directamente, as duas guerras mundiais? Foi o laicismo, os princípios revolucionários que carcomeram o tecido espiritual e Sobrenatural, o travejamento ontológico e religioso que sustentava a convivência civil; muito embora, em 1789, sobretudo em França, essas estruturas já estivessem privadas de grande parte do seu conteúdo.
Acima de tudo, as nossas publicações devem prorromper num pujante apelo à Ordem Sobrenatural, pleno de Esperança e Caridade. Não olvidemos que satanás só ataca as testemunhas da Verdade, PORQUE AINDA NÃO AS POSSUI; por isso atacou a face humana do Corpo Místico; QUANTO AO MUNDO – JÁ ELE O TINHA.
Contemplemos a realidade cruenta e incruenta do Sacrifício de Jesus; aí reside o Mistério da nossa Redenção, bem como o da aplicação dos frutos do Calvário. Este pobre mundo É UM OCEANO NEGRO DE PECADOS E CRIMES; por isso necessita tanto do Santo Sacrifício da Missa, ainda que ele possua valor infinito. TRANSCENDENTALMENTE, existe um só  Santo Sacrifício, mas TEMPORALMENTE procedemos a muitas celebrações NUMÈRICAMENTE DISTINTAS. TAL CONSTITUI A TERRÍVEL REALIDADE DA MISÉRIA HUMANA – MAS INCESSANTEMENTE SOCORRIDA PELA INFINITA MISERICÓRDIA DIVINA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 24 de Setembro de 2014

Uma resposta para “NATUREZA E FUNÇÃO DA IMPRENSA VERDADEIRAMENTE CATÓLICA NA IDADE PÓS-CRISTÃ

  1. Zoltan Batiz outubro 2, 2014 às 12:25 pm

    Diz o papa que a tecnologia pode correr mal.
    Existe um documentário do Peter Vlemmix (em Holandês, legendado em Inglês), sobre o assunto.
    http://www.youtube.com/watch?v=FUyB0Tsj6jE .

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