Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CAPITALISMO E O COMUNISMO COMO DUAS FACES DA MESMA MOEDA MATERIALISTA… no ideário do PT e da Dilma

Dilma e Boff

  • A Doutrina da Santa Madre Igreja sempre estatuiu, que embora Deus tenha destinado as riquezas da Terra para benefício comum do Género Humano, competeria à liberdade humana, determinar os diferentes regimes de propriedade. Todavia, a Santa Madre Igreja definiu e vincou que a propriedade privada é não só de direito natural, como de direito divino. E a razão profunda reside precisamente na natureza do Homem como animal racional, espiritual, que deverá dispor de bens materiais para fins, internos e externos, de ordem superior.
  • Essa é base de uma liberdade legítima atacada pela falsa «teologia da libertação», que pretende conduzir o Brasil para uma nova desordem comunizante e anticristã. Ninguém mais hoje pode duvidar que a ideologia da Dilma, do Frei Beto e do ex frei Boff e camaradas, seja inimiga da Familia cristã, da Cristandade e do Brasil, que deve livrar-se desse engano intrinsecamente perverso.

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Cap+ComAlberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em excertos da encíclica “Quadragesimo Anno”, promulgada em 15 de Maio de 1931:
«As últimas consequências do espírito individualista no campo económico são essas que vós, veneráveis irmãos e amados filhos, vedes e lamentais: a livre concorrência matou-se a si própria; à liberdade do mercado sucedeu a hegemonia económica; à avidez do lucro seguiu-se a desenfreada ambição de predomínio; toda a economia se tornou horrendamente dura, cruel, atroz. Acrescem os danos gravíssimos originados pela malfadada confusão  das funções e atribuições de ordem política e da ordem económica, quais são: primeiro, e um dos mais funestos – O AVILTAMENTO DA MAJESTADE DO ESTADO, o qual do Trono de onde deveria, livre de partidarismos, e atento só ao bem comum e à justiça, se sentar como Rei, e árbitro supremo dos negócios públicos, SE VÊ FEITO ESCRAVO, entregue e acorrentado ao capricho de paixões desenfreadas; depois, no campo das relações internacionais, dois rios oriundos da mesma fonte: de um lado o nacionalismo ou imperialismo económico, do outro o internacionalismo ou imperialismo internacional bancário, NÃO MENOS FUNESTO E EXERCRÁVEL, CUJA PÁTRIA É O INTERESSE. (…)
Efectivamente, segundo a Doutrina Cristã, o homem, sociável por natureza, é colocado nesta Terra, para que vivendo em sociedade, e sob a autoridade ordenada por Deus, cultive e desenvolva plenamente todas as suas faculdades, para louvor e glória do Criador, e pelo fiel cumprimento dos deveres da sua profissão ou vocação, qualquer que ela seja, granjeie a felicidade temporal e Eterna. Ora o socialismo, ignorando por completo, ou desprezando este sublime fim dos indivíduos ou da sociedade, sustenta que o consórcio humano foi apenas constituído pelas vantagens materiais que oferece».

A constituição ontológica do homem, como animal racional, faz dele um ente situado nos confins do mundo material com o mundo espiritual. Enquanto que o Anjo, por mais inteligente que seja, só pode captar o universo material por meio das espécies inteligíveis, que lhe foram infundidas por Deus, aquando da sua criação; o homem depreende essas mesmas formas inteligíveis a partir do mundo sensível e material, QUE CAPTA DIRECTAMENTE MEDIANTE SEUS ORGÃOS CORPORAIS. De alguma maneira o homem é um microcosmo, pois sintetiza em si, na sua alma, a imagem de Deus, e através do seu corpo, participa do mundo físico, conquanto a unidade orgânica, vital, lhe seja conferida pela alma, formalmente racional, e virtualmente, sensível, vegetativa, e inorgânica.
O homem possui assim uma GRANDE CUMPLICIDADE COM O MUNDO MATERIAL; mas antes do pecado original, as faculdades espirituais, superiores, da alma exerciam perfeita e fácil hegemonia sobre todo o composto humano, subordinando-o integralmente, sobrenaturalmente, a Deus Uno e Trino.
O pecado original veio dissociar esta maravilhosa unidade, cindindo o homem, tendencialmente hipertrofiando-lhe a face material, sem o necessário obséquio racional e a devida obediência a Deus.
A riqueza, em si mesma, não constitui um mal; mas o referido transtorno e subversão do composto sensível-psíquico-espiritual humano, a ausência da capacidade de governo interior, de hierarquização objectiva das vicissitudes da existência, torna muito perigosa para a alma a posse das riquezas materiais, na exacta medida em que constitui um factor de desequilíbrio moral e de desnorte face aos Bens Eternos. Por isso Nosso Senhor Jesus Cristo declarou que é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que um rico entrar no Reino dos Céus.
O voto de pobreza dos religiosos configura precisamente uma resposta da alma fiel ao apelo de Jesus para uma consagração total à Sua Divina Pessoa. Evidentemente, que quanto mais santa é uma alma, maior perfeição Sobrenatural de governo interior possui e assim mais ordenadamente saberá tudo orientar para Deus.
A Doutrina da Santa Madre Igreja sempre estatuiu, que embora Deus Nosso Senhor tenha destinado as riquezas da Terra, incluindo os animais, para benefício comum do Género Humano, competeria à liberdade humana, exercida na História, determinar mais concretamente os diferentes regimes de propriedade. Todavia, a Santa Madre Igreja permanentemente definiu e vincou que A PROPRIEDADE PRIVADA É NÃO SÓ DE DIREITO NATURAL, COMO DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL. E a razão profunda reside precisamente na natureza do Homem como animal racional, espiritual, que deverá utilizar os bens materiais para fins, internos e externos, de ordem superior. E não se diga que a Santa Igreja priva os religiosos desse legítimo direito; pois que o regime de propriedade privada não se define apenas em função da grande propriedade fundiária, imobiliária ou industrial, mas exerce-se igualmente no que concerne aos objectos de uso quotidiano, na exacta medida em que o VOTO DE POBREZA NÃO É VOTO DE MISÉRIA, e que para uma alma elevada em Graça, as mais pequenas coisas, EM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, possuem EXTRÌNSECAMENTE um valor infinito.
É tão grande a corrupção moral da Humanidade, são tão profundas as chagas morais do pecado original e dos pecados actuais, que as almas nem se apercebem da Santidade da Lei Eterna, bem como da inefável felicidade Sobrenatural do seu cumprimento.
A Santa Igreja sempre anatematizou qualquer forma de liberalismo, fosse ele religioso, político, económico, social ou cultural. Particularmente, o liberalismo económico resultou da desintegração dogmática, moral e filosófica, causada pela anarquia protestante e pelo naturalismo da Renascença.
Toda a sociedade tem que ser mantida rìgidamente hierarquizada, cada classe social, cada família, cada pessoa, possui um lugar próprio, uma função, que ela não pode, por si mesma, alterar; porque numa perspectiva caracterizadamente essencialista, a sociedade deve reflectir, através das gerações, na sua composição, na sua dinâmica, a própria hierarquia da Criação, na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural. Enquadrada naturalmente pela sua família, pela sua corporação, pela sua Nação, e Sobrenaturalmente enquadrada pela Santa Madre Igreja, a alma fiel tem o direito de possuir a certeza, de que se for honrada, nada de verdadeiramente essencial lhe faltará, segundo o seu estado e a sua condição, bem como à família que tiver constituído.
Muito diferente é a sordidez do liberalismo económico, sobretudo na fase do grande capitalismo industrial; pois que o peso do pecado original e dos pecados actuais surge como que multiplicado por mãos demoníacas provocando O ESMAGAMENTO DO MAIS FRACO PELO MAIS FORTE. Exactamente porque o capitalismo liberal não é menos ateu do que o comunismo, e é, na realidade, muito mais eficaz na destruição da Religião – PORQUE ACTUA PELA SEDUÇÃO, SECANDO TUDO À SUA VOLTA. Mas a solução também não reside na social- democracia, nem no chamado socialismo utópico, ou no socialismo dito científico: a social-democracia é materialista e tendencialmente igualitária; ora já vimos que a sociedade humana deve reflectir a ordem da Criação, que é orgãnica e anti-igualitária; o dito socialismo utópico é ainda mais igualitário e nega afincadamente o pecado original, defendendo que todos os homens são bons por natureza, sendo a má organização social que os torna maus; o dito socialismo científico concebe o finito como um momento na vida do infinito, e por isso nega que o particular possua um acto metafísico próprio – é TOTALITÁRIO.
Ora a Santa Madre Igreja, assim como rejeita o individualismo liberal, por este conceber o indivíduo desvinculado não apenas do seu Criador, mas igualmente de todo o laço familiar e social, também rejeita o totalitarismo marxista por este subordinar, e diluir, totalmente, o particular no Universal.
Segundo um recto personalismo, a alma fiel está subordinada a Deus Nosso Senhor, sim, mas com o seu acto metafísico próprio, que a constitui como uma pessoa, uma entidade, verdadeiramente  distinta d’Aquele que a criou, possuindo como um dever sagrado glorificar a Deus Nosso Senhor. O ente criado não é parte, nem é redutível a Deus, nem n’Ele pode ser absorvido; todavia o Hegelianismo – marxismo dilui e absorve o particular no universal.
Mas nesse caso, questionar-se-á, como conciliar o que fica expendido, com a Doutrina Tomista da inexistência de relação real entre Deus e a criatura? São Tomás, ao mesmo tempo que afirmava a relação transcendental entre a criatura e o Criador, defendia que, fundamentada em Deus, não haveria qualquer relação real d’Este com a criatura, mas apenas relações de razão, em virtude de METAFÍSICA E VIRTUALMENTE
TODO O SER DA CRIATURA RESIDIR EM DEUS, NÃO PODENDO O SER DA CRIATURA ADICIONAR-SE AO SER DE DEUS; MAS ONTOLÓGICA E ACTUALMENTE, A CRIATURA DISTINGUE-SE PERFEITAMENTE DE DEUS, POSSUINDO ACTO METAFÍSICO PRÓPRIO.
Cumpre denunciar, o mais enèrgicamente possível, a colonização com que o grande capitalismo industrial sempre pretendeu capturar a doutrina Católica, consagrando-a a seu serviço. O grande Louis Veuillot denunciou-a no seu tempo, atacando a burguesia voltairiana, por esta pretender escudar-se na doutrina da Igreja, ùnicamente para defender “O COFRE FORTE”.
E nos nossos dias temos visto regimes, na América do Sul por exemplo, procederem a grandes encómios da civilização cristã, e combatendo o comunismo (e nisso estavam certos) mas completamente desprovidos que estavam de todo e qualquer conteúdo Sobrenatural, apenas pretendiam salvaguardar os grandes interesses do capitalismo industrial.
Jamais olvidemos que sòmente em Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua Cruz, no Seu Sacrifício, alcançaremos aquela Luz, aquela Vida, que a grande maioria dos homens julga encontrar nos bens perecíveis, mas cuja contingência os enreda sempre e cada vez mais, nos maiores conflitos, e no terrível desespero do tédio.
Que a nossa ascensão na Luz da Graça Sobrenatural possa sempre irradiar para o nosso próximo o caminho da Eterna Salvação.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 30 de Setembro de 2014

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