Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O SACRIFÍCIO DE NOSSO SENHOR POSSUI VALOR INFINITO

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da encíclica “Mediator Dei,” promulgada em 20 de Novembro de 1947:

Nas celebrações litúrgicas, e em particular, no Augusto Sacrifício do Altar, continua-se, sem dúvida, a obra da nossa Redenção, cujos frutos nos são aplicados. Cristo realiza a nossa salvação cada dia nos Sacramentos e no Seu Sacrifício, e por meio deles, purifica contìnuamente e consagra a Deus o Género Humano. Possuem, portanto, uma virtude objectiva, com a qual, de facto, fazem nossas almas participantes da vida Divina de Nosso Senhor Jesus Cristo, sem nenhuma consideração pessoal e subjectiva. Eles, pois, têm, não por nossa, mas por Divina virtude, a eficácia de reunir a piedade dos membros com a piedade da Cabeça, e torná-la, de certo modo, uma acção de toda a comunidade. Desses profundos argumentos, alguns concluem que toda a piedade cristã deve concentrar-se no Mistério do Corpo Místico de Cristo, sem nenhuma consideração pessoal e subjectiva. (…)
É verdade que os Sacramentos e o Sacrifício do Altar possuem uma intrínseca virtude ENQUANTO CONSTITUEM UMA ACÇÃO DO PRÓPRIO CRISTO, QUE COMUNICA E DIFUNDE A GRAÇA DA CABEÇA DIVINA NOS MEMBROS DO CORPO MÍSTICO; mas para possuírem a devida eficácia exigem as boas disposições da nossa alma, como a propósito da Eucaristia São Paulo admoesta: “Cada um se examine a si mesmo e coma deste Pão e beba deste Cálice (1Cor 11,28). (…)
Se a piedade privada e interna dos particulares SE DESCUIDASSE DO AUGUSTO SACRIFÍCIO DO ALTAR E DOS SACRAMENTOS, E SE SUBTRAÍSSE AO INFLUXO SALVADOR QUE EMANA DA CABEÇA AOS MEMBROS; SERIA, SEM DÚVIDA, REPROVÁVEL E ESTÉRIL; mas quando todas as providências e exercícios de piedade, não estritamente litúrgicos, fixam o olhar da alma sobre actos humanos, ùnicamente para endereçá-los ao Pai que está nos Céus, para estimular salutarmente os homens à penitência e ao temor de Deus, e arrancá-los da atracção do mundo e dos vícios, para conduzi-los felizmente, por árduo caminho, ao vértice da santidade, então não apenas são sumamente louváveis, mas necessários, porque descobrem os perigos da vida espiritual, estimulam-nos à aquisição da virtude, e aumentam o fervor com que nos devemos dedicar todos ao serviço de Nosso Senhor Jesus Cristo».

Toda a vida mortal de Nosso Senhor Jesus Cristo constituiu um verdadeiro Sacrifício, inclusivamente o primeiro Sangue derramado na Sua circuncisão; na realidade, toda a vida mortal  do Salvador, o Seu Magistério público e os Seus milagres, encontra-se orientada para o Sacrifício supremo, do qual recebe toda a sua luz e toda a sua razão de ser.
A Natureza Humana de Nosso Senhor, filosòficamente, constitui uma substância incompleta; embora completa, EM Si mesma, enquanto Natureza, não existe POR Si mesma, mas na Pessoa do Verbo, da Qual toma toda a Sua Infinita dignidade.
A Encarnação do Verbo não introduziu nenhuma mudança na Imutabilidade Divina, visto que resulta de uma decisão ETERNA, sendo o Acto de Encarnação activa, comum às Três Pessoas Divinas, igualmente ETERNO. Neste quadro conceptual, Nosso Senhor, TRANSCENDENTALMENTE – FOI SEMPRE; ONTOLÒGICAMENTE – FEZ-SE HOMEM NUM ESPAÇO E NUM TEMPO HISTÓRICO, DETERMINADO PELA PROVIDÊNCIA ETERNA DE DEUS.
Se Adão e Eva não tivessem pecado, a Humanidade não teria necessidade de um Sacerdote de dignidade Infinita, nem de um Sacrifício de valor Infinito, e por isso mesmo não careceria de um Redentor. Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, É ESSENCIAL E SUBSTANCIALMENTE SACERDOTE E VÍTIMA. Assim como Nosso Senhor, transcendentalmente, É, na Eternidade, assim o Seu Sacrifício possui uma realidade, transcendentalmente, Eterna, como Eterna é a decisão Divina de, na Sua Infinita Misericórdia, oferecer um Salvador à Humanidade pecadora. Ontològicamente, o Divino Sacrifício concretiza-se no tempo, quer na sua face cruenta, quer na incruenta.
Mas como pode Nosso Senhor – questionam alguns – celebrar e instituir o Santo Sacrifício da Missa, na última Ceia, se ainda não havia padecido?
Como já se afirmou, o Santo Sacrifício possui, antes de tudo o mais, uma realidade Eterna. Nosso Senhor, enquanto Homem mortal, gozava da visão beatífica, portanto a Sua alma superior, hipostàticamente unida ao Verbo, participava já do mundo celeste. Existe um só e mesmo Sacrifício, de valor Infinito, que enquanto cruento, operou a Redenção dos homens, e enquanto incruento, aplica os frutos dessa Redenção; porque quando a Santa Igreja celebra o Santo Sacrifício da Missa, é Nosso Senhor Jesus Cristo que oferece, entre nós, O MESMO Sacrifício que ofereceu na Cruz; o Sacrifício da Missa é O MESMO que o da Cruz, pois em ambos Nosso Senhor Jesus Cristo é Sacerdote e Vítima; na Santa Missa, o sacerdote, ministro de Nosso Senhor, actua como CAUSA INSTRUMENTAL SECUNDÁRIA, subordinada à Causa instrumental, em sentido eminente, que é o próprio Jesus Cristo, enquanto Homem, e à causa Principal, que é o Salvador, enquanto Deus. O fundamento da unidade do Sacrifício, mesmo considerado ontològicamente, RESIDE NA PRÓPRIA ALMA SUPERIOR DE JESUS, ENQUANTO TRANSCENDE AS CONDIÇÕES TERRENAS CORRUPTÍVEIS, UNIDA COMO ESTÁ AO VERBO DE DEUS. Por isso o Sacrifício da Ùltima Ceia É O MESMO DO QUE O DA CRUZ, EMBORA INCRUENTO.
Intrìnsecamente, ontològicamente, NA MULTIPLICIDADE DE CELEBRAÇÕES  DO SANTO SACRIFÍCIO DA MISSA, ESTAS NÃO SÃO NUMÈRICAMENTE ADICIONÁVEIS, NEM UMAS COM AS OUTRAS, NEM COM O SACRIFÍCIO DO CALVÁRIO. Extrìnsecamente, temporalmente, SÃO-NO. No Céu, o Santo Sacrifício não será, ONTOLÒGICAMENTE, celebrado; será CONTEMPLADO, EMBORA DE FORMA NÃO TOTALMENTE COMPREENSÍVEL, NA SUA REALIDADE ETERNA E TRANSCENDENTAL. E a razão profunda é que na nossa pobre condição terrena, imersos na dispersão e na corruptibilidade do espaço e do tempo, bem como nos nossos próprios pecados; é imperioso que se renove entre nós o Santo Sacrifício do Calvário, que se nos apliquem os frutos da Redenção, pois que o Santo Sacrifício é, concomitantemente, um Sacrifício de adoração (Latrêutico); é um Sacrifício Eucarístico, pois nele agradecemos a Deus pelas graças recebidas; é um Sacrifício Expiatório, pois nele aplacamos a Deus por castigos merecidos; e é um Sacrifício impetratório, pois nele solicitamos a Deus determinadas graças. O Santo Sacrifício da Missa, renovação incruenta do Mistério do Calvário, POSSUI UMA EFICÁCIA OBJECTIVA, EX OPERE OPERATO, ou seja actua por si mesmo como fonte de Graças para o próprio celebrante, para os que assistem à Missa, ou ordenaram a sua celebração, bem como para toda a Igreja.
Intrìnseca e ontològicamente, o sacerdote actua imediatamente em Nome de Nosso Senhor, Sacerdote substancialmente, d’O Qual é ministro instrumentalmente subordinado, por virtude do Carácter que recebeu na Sagrada Ordenação. Extrìnsecamente, o sacerdote actua sempre em Nome da Santa Madre Igreja, pois que só esta oferece válida e lìcitamente o Santo Sacrifício da Missa; os ortodoxos celebram a Missa, válida, mas ILÌCITAMENTE.
Mas como poderia Nosso Senhor sofrer, gozando simultâneamente da visão beatífica? A União Hipostática foi concebida por Deus de modo a que os gozos beatíficos não se repercutissem quantitativa e fìsicamente, através da essência da alma santíssima do Senhor, de forma a anular as dores da Paixão. Mesmo a nós, peregrinos deste pobre mundo, por vezes acontece que grandes sofrimentos, morais e até físicos, suportados com espírito e intenção verdadeiramente Sobrenatural, são concomitantes com uma FELICIDADE A TODOS OS TÍTULOS INEFÁVEL, E QUE NÃO É DESTE MUNDO.
No Inferno, junto de Judas o Iscariotes, mas um pouco abaixo, há um lugar ocupado –  que é o de Aníbal Bugnini, o assassino da Santa Missa; directamente encarregado que foi pela maçonaria internacional, PERSONIFICADA EM MONTINI, de INTRODUZIR NO RITO, DE FORMA TENDENCIALMENTE SUBLIMINAL, UMA CONTRA-INTENÇÃO DEICIDA, QUE DESTRUÍSSE A MUITO CURTO PRAZO, TODO O DOGMA, TODA A MORAL, E TODA A SÃ FILOSOFIA. Essa maldita intenção ficou, OBJECTIVAMENTE, cristalizada no rito, razão porque mesmo celebrado por um sacerdote fiel, o rito MONTINIANO e espúrio – é INVÁLIDO.
Como muito bem sustenta o Dr Arnaldo Xavier da Silveira, as alterações produzidas, se individualmente poderão parecer inócuas, constituídas em conjunto coerente, consubstanciam UM VERDADEIRO PRINCÍPIO DE DESTRUIÇÃO DA FÉ.
Aliás, há muito que não existe um rito romano de Paulo VI, pois o mal, como é próprio da privação de ser, PLURALIZOU-SE em infindáveis congeminações imanentistas de criação individual.
As falsas e amaldiçoadas missas, verdadeiros sacrifícios ofertados ao demónio, ESTÃO NA BASE DA PEDERASTIA DOS PADRES, exactamente como São Paulo afirmou: “Deus entregou-os, por esse motivo, à concupiscência dos seus corações, permitindo que sejam arrastados pela torpeza, até enfrentar, entre eles,a desonra dos seus próprios corpos; eles que SUBSTITUÍRAM O DEUS VERDADEIRO PELA MENTIRA, E ADORARAM E SERVIRAM A CRIATURA EM VEZ DO CRIADOR, ETERNAMENTE BENDITO.” (Rom 1,24-25)
O Sacrifício de Jesus, perpetuado neste nosso pobre mundo, constitui um verdadeiro pára-raios da Justiça Divina; e tanto é assim que ao acabar o Sacrifício da Missa, acabará também o mundo, pois que o oceano de impune miséria moral em que (sobre)vivemos, é sustentado objectivamente pelo infinito valor expiatório da Santa Missa.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 7 de Outubro de 2014

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