Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A CARIDADE DIVINA, O SENTIMENTALISMO HUMANO … E O «SINÉDRIO» CONCILIAR

Luz ds Fé

  • A Caridade Divina não possui ZONAS-SOMBRA, pois é irradiada como um atributo  transcendental do Ser. A maior e mais profunda contrafacção da Caridade de Deus, consiste no sentimentalismo do Mundo.
  • É o que se vê hoje nesse sínodo conciliar para adaptar a família cristã aos sentimentos, demagogias e enganos deste mundo.
  • A seita anti-Cristo, a Igreja conciliar, possui o opróbrio do sentimentalismo no mais alto grau concebível; pois que dissolveu toda e qualquer referência objectiva, mesmo na Ordem Natural, num sentimentalismo fortìssimamente onanista, doentio, absolutamente corrompido.
  • Ao aceitar e até promover a chamada liberdade religiosa, há cinquenta anos, os conciliares aceitaram tudo, cederam, incondicionalmente, em tudo, liquidando o próprio princípio de qualquer limitação à liberdade demencial dos homens.
  • Adotam outro «princípio»: da gradualidade. De modo que, o que não se aprovou de inteiramente anti-católico no “Relatio Synodi” de 2014 fica para 2015. Tanto, o verme já rói as consciências!

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A CARIDADE DE DEUS E O SENTIMENTALISMO DOS HOMENS

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos São Paulo, na sua primeira Epístola aos Coríntios:

«Se porventura eu falasse os idiomas dos Homens e dos Anjos, sem ter Caridade, mais não seria do que um bronze ressoando, ou um tímbale retinindo. Se vier a possuir o dom da profecia e a abarcar todos os mistérios e todas as ciências, se eu alcançar a plenitude da Fé, uma Fé capaz de transportar montanhas, mas não possuir a Caridade – NADA SOU.
Mesmo se eu distribuir todos os meus bens em esmolas, se entregar o meu corpo às chamas, mas se não tiver Caridade – ISSO NÃO ME SERVE PARA NADA.
A Caridade é paciente, a Caridade é de infinita bondade, não é invejosa, não se ufana, não se envaidece, não procede inconvenientemente, não busca o próprio interesse, não se irrita, não cuida no mal, não se regozija com a injustiça, MAS, SIM, TODA A SUA ALEGRIA ESTÁ NA VERDADE. Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
A Caridade jamais há-de passar. As profecias? Desaparecerão. As línguas? Calar-se-ão um dia. A ciência? Terá um fim. Pois imperfeita é a nossa ciência, imperfeita também a nossa profecia. Quando chegar porém Aquele que É Perfeito, desaparecerá tudo o que for imperfeito. No meu tempo de menino, falava como criança, pensava como criança, raciocinava como criança; ao tornar-me homem, eliminei o que era próprio de criança. Hoje, naturalmente, vemos como que por um espelho, de modo bastante confuso, mas então veremos (a Deus) face a face. Hoje o meu conhecimento é imperfeito, mas então conhecerei tal como sou conhecido.
Em breve permanecerão todas as três virtudes: a Fé, a Esperança, e a Caridade – TODAVIA A MAIOR É A CARIDADE.» ICor 13, 1-13

Toda a criatura racional e espiritual é, mesmo já na Ordem Natural, necessàriamente, Metafìsicamente, ordenada à Verdade e ao Bem.

Tal não resulta de um decreto arbitrário de Deus; constitui, sim, a expressão da própria Verdade e Bondade Divina, que só pode criar no Ser, e para o Ser; portanto, Deus Uno e Trino, constitui o Fundamento e o Fim último de toda a inteligência contingente, alimento desse mesmo intelecto e arrimo da sua vontade; pois mesmo no plano natural, as faculdades espirituais criadas constituem uma Imagem de Deus; e quando elevadas à Ordem Sobrenatural, já são semelhança, pois reflectem acidentalmente, Aquilo que Deus É, essencialmente.
O Anjo e o Homem devem pois MOVER-SE NA VERDADE E NA BONDADE DO SER; os seus pensamentos, palavras e obras, DEVEM DIFUNDIR O SER, no sentido ontológico, teológico e Metafísico.
Não é Deus que constitui a Verdade, nem por ela é constituído; simplesmente – DEUS É A VERDADE. Em Deus coincide a Verdade Infinita com a Inteligência Infinita; tal como coincide a Bondade Infinita com a Vontade Infinita. Este é precisamente o fundamento do Augusto Mistério da Santíssima Trindade: Deus, Verdade Infinita constitui objecto absolutamente transcendental de conhecimento para a Inteligência Divina; tal Acto de Inteligência é Eterno, Imutável e absolutamente simples, é igualmente infinitamente fecundo e indissociável da geração do Verbo; anàlogamente, Deus ama-Se, necessàriamente, com um Acto Infinitamente fecundo e indissociável da espiração (do Latim spirare = inflamar) do Espírito Santo.
Neste enquadramento é menos difícil compreender a consubstancialidade, ou seja, a Unidade da Essência na Trindade das Pessoas. Em Deus há só uma Inteligência, a qual não é uma faculdade ou uma potência, mas uma realidade SUBSTANCIAL, ETERNA, IMUTÁVEL E INFINITAMENTE SIMPLES. Do mesmo modo, em Deus há sòmente uma Vontade, SUBSTANCIAL, ETERNA, IMUTÁVEL E INFINITAMENTE SIMPLES.
O Mistério da Santíssima Trindade constitui o Mistério da VIDA ÍNTIMA, INFINITAMENTE RICA, DO DEUS SANTO. A Santa Madre Igreja sabe que não é possível, nem mesmo na Eternidade, à inteligência finita e contingente, compreender perfeitamente este, como outros Mistérios; todavia sempre ensinou que é possível e desejável um estudo teológico que nos habilite a pensar os Mistérios o menos imperfeitamente possível. Todavia tal só é realizável na posse da Graça Santificante, pois que esta constitui a forma Sobrenatural QUE NOS PERMITE PENSAR E AMAR A DEUS, COM O PRÓPRIO PENSAMENTO E AMOR DIVINO.
Quem tentar crer nos Mistérios Sobrenaturais, apenas com as forças naturais, produzirá sòmente opiniões humanas, terrenas, permanecendo INFINITAMENTE LONGE da Verdade Sobrenatural.
O chamado argumento de Santo Anselmo, fundamentado no conceito de Deus, para daí imediatamente concluir pela existência de Deus; não tem sido bem compreendido ao longo dos séculos, precisamente porque Santo Anselmo concebe sempre Deus COM A LUZ SOBRENATURAL DO PRÓPRIO DEUS, E NÃO COM UM ACTO DE INTELIGÊNCIA NATURAL.
Quantos de nós contemplamos estes Mistérios com o devido obséquio?

É que aqui reside a chave essencial da Sacrossanta Fé Católica, pois só esta possui Mistérios, ou seja:  Realidades concernentes ao que de mais profundo existe na humana condição, mas perante os quais a inteligência, mesmo Sobrenaturalmente elevada, penetra com uma dificuldade, que no limite constitui uma impossibilidade, oriunda de Algo que não só não contradiz a inteligência contingente, COMO INFINITAMENTE A SUPERA.
Mas não basta pensar e amar na PARTICIPAÇÃO SOBRENATURAL DA NATUREZA DIVINA; é igualmente necessário operar segundo a Lei Eterna e Incriada, a Qual ordena toda a natureza, criada ou possível. Se uma alma, em geral, não age OBJECTIVAMENTE, é porque não possui a Graça Santificante e a Caridade. Todos conhecemos casos de pessoas muito caridosas, muito amigas de ajudar, MAS QUE EXCLUEM a OU b DA SUA VONTADE DE BEM FAZER, POR MOTIVOS DE ZANGA PESSOAL; essa pessoa não possui a Caridade de Deus, a Caridade Sobrenatural, porque esta, por definição, actua sempre por razões Divinas, Sobrenaturais, eminentemente OBJECTIVAS.

A Caridade Divina não possui ZONAS-SOMBRA, pois é irradiada, em última análise, como um atributo  transcendental do Ser.
A maior e mais profunda contrafacção da Caridade de Deus, consiste no sentimentalismo do Mundo.

Uma coisa é o sentimento, concebido como móbil psico-orgânico do operar dos entes compostos de corpo e alma; outra coisa é pautar as nossas acções pelo dinamismo desse móbil, sem atender, antes de tudo o mais, ao padrão racional e objectivo, constitutivo dos Mandamentos da Lei de Deus. Todavia, ao analisar o comportamento da esmagadora maioria dos homens, em todas as épocas, e em todos os lugares, verificamos precisamente a ausência de todo e qualquer princípio que não seja UM MÓBIL DESORDENADO DO MOTIVO RACIONAL, E MUITAS VEZES ESTE ÚLTIMO IGUALMENTE DESORDENADO. O irracionalismo, por exemplo, é um movimento sócio-político-filosófico que pretende emancipar o móbil do motivo racional, possuindo no surrealismo o seu equivalente artístico. Tal ignomínia repercute-se em todas as esferas das sociedades, desde a cultural até à política, desde a família (quando existe) até ao próprio malfazejo ambiente internacional.

A seita anti-Cristo, a nunca suficientemente amaldiçoada Igreja conciliar, possui o opróbrio do sentimentalismo no mais alto grau concebível; pois que dissolveu toda e qualquer referência objectiva, mesmo na Ordem Natural, NUM SENTIMENTALISMO FORTÌSSIMAMENTE ONANISTA, DOENTIO, ABSOLUTAMENTE CORROMPIDO.
Ao aceitar e até promover a chamada liberdade religiosa, há cinquenta anos, os conciliares ACEITARAM TUDO, CEDERAM, INCONDICIONALMENTE, EM TUDO, LIQUIDANDO O PRÓPRIO PRINCÍPIO DE QUALQUER LIMITAÇÃO À LIBERDADE DEMENCIAL DOS HOMENS. Todas as discussões posteriores, todas as aparentes reservas a isto ou aquilo, CONSTITUEM SIMPLES ARTIMANHAS PARA MAIS EFICAZ E FÀCILMENTE FAZEREM PENETRAR O MAL.

Nunca olvidar que a Fé Católica é INTELECTUALISTA, no sentido em que considera a Essência Incriada de Deus Uno e Trino, e não uma Sua Vontade arbitrária, como o fundamento constitutivo da Lei Eterna. Anàlogamente, o ente espiritual exerce o acto de ser da sua vontade de forma ontològicamente posterior ao assimilar inteligível da unidade e verdade do real.
É certo que no exercício desse mesmo acto de ser, o ente racional (mas não o Anjo, na Ordem Natural) pode atribuir variadas interpretações ao conteúdo intelígivel do real, podendo configurar assim diversos princípios; MAS NA  APREENSÃO FUNDAMENTANTE DA SUA INTELIGÊNCIA, O HOMEM E O ANJO, SÃO SEMPRE NECESSÁRIA E METAFÌSICAMENTE MEDIDOS POR ESSE MESMO REAL.
Com o auxílio da Graça de Deus, o Homem e o Anjo, são ASSIM SOBRENATURALMENTE MEDIDOS, devendo dirigir para Deus todo o seu ser de criaturas sobrenaturalmente elevadas, O QUE OPERAM  pela FÉ, ESPERANÇA, E ESSENCIALMENTE PELA CARIDADE.

A ascensão mística constitui um aprimoramento da Caridade, um abismar-se, cada vez mais profundamente, na Sabedoria Incriada, no amor Sobrenatural a Deus, sobre todas as coisas, e ao próximo por amor de Deus. Ninguém se pode salvar sem a Caridade perfeita; pois mesmo a atrição, seguida de absolvição, tem que consistir  num acto essencialmente Sobrenatural, pelo qual se recebe a primeira Graça Santificante, como virtude entitativa, na essência da alma; a que corresponde a Caridade, como virtude operativa, na vontade. Para alcançar a Eternidade Beatífica, é NECESSÁRIO AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS. NO CÉU SÓ HÁ SANTOS.
Amar a Deus sobre todas as coisas, é considerar a Verdade Infinita, o Bem Infinito, a Santidade Infinita, como Infinitamente preferível a todas as realidades, mesmo naturalmente boas, deste mundo; é considerar a Luz Sobrenatural de Deus, Algo de absolutamente inefável, quer dizer, inexprimível, indizível, por palavras humanas; isso acontece, exactamente porque este pobre mundo É INCOMENSURÁVEL COM OS BENS ETERNOS; as coisas deste mundo, mesmo as legítimas, NÃO TÊM PROPORÇÃO COM AS MARAVILHAS INCRIADAS DO DEUS SANTO.
Ah! Mas como estamos infinitamente longe dos onanismos da mil vezes maldita seita conciliar, QUE EM VEZ DE NOS DAR O CÉU, NOS DÁ O INFERNO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 15 de Outubro de 2014

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