Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

CEGOS AO ABISMO ABERTO PELOS «ANTICRISTOS NO VATICANO»

O Anticristo de Luca Signorelli

Arai Daniele

Num artigo precedente «Podem Olavo de Carvalho e p. Paulo Ricardo ignorar a suma revolução?» (agosto 12, 2013) procurei chamar a atenção de quem, como estes autores, enfrentam corajosamente males sociais sintetizados na Revolução, para o que é na verdade o real sumo perigo implícito nos «cultos» humanos, que parecem ordenados ao Culto a Deus. São esses efetivamente os mais enganosos, porque levam os povos a seguirem orientações desviadas e a abandonarem as defesas do bem constituído pelo Cristianismo. Isto ocorre atualmente com a canonização dos «papas conciliares»: canonizam assim as perfídias do Vaticano 2º!

Aqui é claro que a Cristandade é a referência para considerar os dois aspectos vitais para a vida de cada um e de toda a sociedade humana, embora no vídeo que seguirá ela seja somente o termo implícito do que constituiu a Civilização Ocidental hoje em fatal declínio. É importante e urgente apurar a verdadeira causa disto, diante do que se tem manifestado cegueira demencial. Nesse sentido bem se poderia citar o velho adágio: “Quos Deus vult perdere prius dementat”!

De dois modos deve-se considerar este sumo perigo: o principal é por via religiosa, a fim de preveni-lo e este alerta não vem mais do Vaticano; o outro apontando para os danos imensuráveis que, no silêncio ou conivência de tais «papas», este tem causado surdamente na vida de toda a sociedade humana no curso das últimas décadas.

Vamos apontar para os efeitos desse tortuoso decaimento social com os seus flagrantes resultados na sociedade humana contemporânea, portanto em dois aspectos essenciais para a vida de todo ser humano: – O que era preciso seguir, mas declinou porque não foi defendido, mas desvirtuado; o Culto a Deus Uno e Trino, como legado por Jesus Cristo; – O que passou a predominar num avanço constante e inexorável, que hoje manifesta-se no plano demográfico sem solução à vista para a sobrevivência da Cristandade.

Há alguns vídeos que resumem a descrição da ameaça que paira sobre essa antiga Cristandade e dai sobre o mundo todo, porque não haja dúvida tratar-se de um poder forte exatamente no que foi a força da Cristandade, isto é, a fé que diz respeito à vida, à morte e ao destino de todo ser humano nascido neste mundo. Hoje este enorme perigo crescente no plano geo-político é o estado islâmico, que opera com maior furor nas zonas em guerra da Síria e do Iraque, mas que já avançou na Ásia e na África, ocasionando os inúmeros conflitos na Indonésia. Filipinas, Sudão, Algéria, Somália, só para lembrar aqueles de que a grande comunicação se ocupou.

O pior aspecto desse mal vem dos que o querem fazer ignorar; é o mais fatal porque a sua peçonha concentra todos os outros. Isto explica-se tendo em vista o que justamente o Inimigo quer arrebatar para si nas mentes e é o que Deus quer dos homens e dos povos: o Culto devido ao Seu Nome e à Sua Palavra, de Verdade e sumo Bem. Eis a razão porque todo problema político tem no fundo uma matriz religiosa incontornável que, se distorcida pelos «anticristos no Vaticano», torna-se cilada fatal.

Assim, todo o perigo se forma em torno aos «cultos» desviados, não ordenados, mas adversos ao Primeiro. E nisto se viu surgir com o Vaticano 2º um retorno do «culto humano», patrocinado pelos «papas conciliares», a partir de Paulo 6º. Podemos começar a lembrá-lo no seu discurso de conclusão da assembleia conciliar (7.12. 1965).

Pode haver um “culto do homem” que seja “católico”?

“A Igreja do Concílio se ocupou sobretudo de si mesma e da relação que a une a Deus; e também sobre o homem tal qual ele se mostra realmente no nosso tempo… O homem sagrado pela inocência da sua infância, pelo mistério da sua pobreza, pela piedade da sua dor; o homem individualista, dum lado, e o homem social, do outro; o homem « laudator temporis acti», e o homem que sonha com o futuro; o homem por um lado sujeito a faltas, e por outro adornado de santos costumes; e assim por diante. O humanismo laico e profano apareceu, finalmente, em toda a sua terrível estatura, e por assim dizer desafiou o Concílio para a luta. A religião, que é o culto de Deus que quis ser homem, e a religião – porque o é – que é o culto do homem que quer ser Deus, encontraram-se. Que aconteceu? Combate, luta, anátema? Tudo isto poderia ter-se dado, mas de fato não se deu. Aquela antiga história do bom samaritano foi exemplo e norma segundo os quais se orientou o nosso Concílio. Com efeito, um imenso amor para com os homens penetrou totalmente o Concílio. A descoberta e a consideração renovada das necessidades humanas – que são tanto mais molestas quanto mais se levanta o filho desta terra – absorveram toda a atenção deste Concílio. Vós, humanistas do nosso tempo, que negais as verdades transcendentes, dai ao Concílio ao menos este louvor e reconhecei este nosso humanismo novo: também nós –  e nós mais que ninguém somos cultores do homem… Quanto aos “valores” do mundo atual contrário à transcendência: “foram não só respeitados, mas honrados, e todas as suas iniciativas apoiadas, e suas aspirações purificadas e abençoadas.”

 

Foi o lançamento da “Igreja do concílio” com o seu novo humanismo que bendiz e honra os “valores” do mundo moderno: a liberdade, a igualdade e a fraternidade, a justiça e a paz em sentido anticristão. Nunca um papa justificou o quimérico progresso do homem moderno como maturação para o bem, a verdade e a paz.

Note-se como na frase do “homem sagrado pela inocência da sua infância, pelo mistério da sua pobreza, pela piedade da sua dor” transparece a natural bondade do homem vítima. Isto implica a justificação dos opositores da Igreja, criando uma Igreja ecumenista que pretende conciliar em modo sincrético toda religião e ideologia, negando assim o princípio lógico de identidade e de não contradição.

 

Nisto também a “antiga história do Samaritano” foi invertida; a imensa simpatia revelada por Paulo VI não era para a vítima, mas para os agressores da ordem!

Tudo no sentido da alienação espiritual a favor do humanitarismo que avança abatendo a Ordem cristã em vista da “nova ordem mundial ecumenista”. Mas certamente esta amostra de incrível inversão doutrinal não basta, pois toda a estrutura ideológica modernista desse falso concílio foi montada nesse sentido; desde o aspecto gnóstico da «nova teologia» até a nova liturgia de Paulo 6º.

E eis que tal falso pastor é hoje beatificado pelos seus sucessores que implementam esse discurso demencial! Assim, quem quer corajosamente enfrentar os males sociais, resumidos na Revolução anti-cristã, deve revestir-se da couraça da Fé, e do Culto a Deus, justamente contra quem se apresenta em Seu Nome, para trazer outro evangelho. Em que apoiar a o reto pensamento político senão no que nos foi legado pela Tradição? Este ponto fulcral deve ser evidenciado com cuidado por causa do engano crescente. Quando assim não é, o culto desviado vai servir à introdução de males pessoais e sociais que vão ferir a vida mental e espiritual de qualquer povo em qualquer tempo.

Limitando-se ao nosso, basta pensar que a «veneração» de João 23, como «papa bom» favoreceu o comunismo. E as variações da nova missa favoreceram o tumulto social.

É registrado na História que todas as revoluções alimentaram-se de cultos derivados de novas ideologias: a racionalista da deusa Razão na Revolução francesa; a comunista do paraíso em terra da soviética; a da raça superior da nazista; e dos tantos cultos pessoais aos chefes de seitas e ditaduras. Agora a dos «santos conciliares» – dados como exemplo universal – para a difusão da perversa impostura ecumenista!

A constante, porém, é sempre uma: a do culto do homem no lugar de Deus. Nisto Satanás locupletou o seu inferno com abundantes colheitas de almas arrebatadas ao Culto divino. Com o culto humano o faz de modo direto, sem nem mesmo lançar mão de outros venenos revolucionários. No desvio do culto respeitoso à Palavra divina iniciou a história humana com o Pecado Original, a queda mais evidente, recorrente e fatal de todos os tempos. Adão e Eva cultuaram a própria dignidade e liberdade seguindo o sussurro do espírito maligno em pele de serpente. Tudo à imagem da queda desses mesmos espíritos angélicos pelo orgulho do agrado à própria dignidade; de ser como Deus. A tentação original foi de satisfazer o orgulho dos primeiros pais na rapina do Culto a Deus: desobedecendo porque quiseram acreditar na lisonja mentirosa do “sereis como deuses”! Sobre esse sinuoso perigo nos adverte São Paulo: “Porventura é aos homens que eu procuro agradar? Se agradasse ainda aos homens não seria servo de Deus”. Do mesmo modo em I Ts 2, 5ss.) “Porque a nossa linguagem nunca foi de adulação.”

Hoje, porém, a adulação baseada numa dignidade absoluta do ser humano parece intrínseca à nova «evangelização conciliar», da bondade geral, que leva à uma apostasia fatal, que para o fim dos tempos, o Apóstolo prevê na segunda Epístola aos Tessalonicenses (II Ts 2, 4): da operação de engano, para os que não tendo amado a verdade caíram na apostasia e creram na mentira. Como se vê em seguida no texto, trata-se do culto do homem, que proporciona a elevação do homem do pecado ao trono do poder espiritual, que abre, a fim de que o espírito anticrístico governe no mundo.

Ora, é triste que hoje se deva lembrar até aos consagrados e aos doutos que o Culto revelado por Deus é a razão mesma da existência da Igreja, fim de todos as homens e de todo ser; é o culto da Verdade e do Bem.

E visto que o bem é a realização do ser, trata-se do culto que é o mais alto e perene modo para que os homens e as povos participem do Ser; do mesmo Bem que segue a vida fugaz nesta terra. Ao contrário, a degeneração na sacralidade do Culto divino, resultando no culto de tudo o que é meramente humano e fugaz torna-se a abertura mais ampla para toda desordem!

A Revolução alimentou regularmente nas suas várias formas cultos desviados, como já se disse, para dominar: da liberdade, da igualdade, da raça, da soberania popular e da democracia. Por isso o que deveria preocupar mais hoje é que essa desordem de aspecto até religioso, não se torne presente como a melhor forma para destruir a mesma Religião. Este perigo aparece no culto que, em nome da Fé, honra quem desfigura a mesma Fé. Um respeito pela pessoa vestida de papa, mais do que esta deva representar como Vigário de Cristo. É a ilusão fideísta cultora de falsos cristos e falsos profetas, que se revela preparatória para o culto do Anticristo; para que este ocupe a suprema Sé da ordem eclesiástica. Não há desculpa de aceitá-lo por falta de avisos evangélicos contra o engano dos portadores de outra fé, que dispensa conversão de todos a Jesus Cristo.

Foi Jesus mesmo a advertir: «Cuidai que ninguém vos engane, porque virão falsos Cristos e falsos profetas…”, o falso culto censura os avisos salvadores para tempos extremos em que um homem ímpio é guindado à posição suprema, Cátedra apostólica, apesar de suas palavras refletirem sinais objetivos de uma clara ruptura doutrinal.

Ora, depois de ter descrito o mal que avança no mundo com o culto islâmico de matar e morrer por essa falsa fé, vemos que são esses «papas» prestigiar o Alcorão, seguindo as aberturas constantes nos documentos do Vaticano 2º, mormente da «Nostra aetate» e do arremedo satânico da «Dignitatis humanae» para o direito à liberdade de consciência e de religião, que torna todo culto legal, possível e respeitável. Porque não, pois, o culto do homem que se faz deus, como descrito e benzido pelo mesmo Paulo 6º?

Pois bem, agora o mundo é ameaçado por uma desdita que avança em nome de um culto, que não permite nenhum outro. Os cristãos são perseguidos em toda a terra e não há quem os defenda, pois que a Fortaleza da Fé aparece abatida até que Deus o permita. Abandonou-se o Seu Culto único e excelso para a elevação de toda alma, e o resultado foi o abandono dos fiéis aos seus algozes. Este é o problema atual: o clérigo que ocupou o Trono de pontífice favorece uma aliança com os erros e cultos do mundo, que estão na origem da mega crise hodierna. De fato o Segredo de Fátima, desvela a hora do atentado que no Novo Testamento ocupa lugar de relevância extrema: a remoção do «obstáculo» ao Anticristo. Se na mensagem de La Salette Nossa Senhora avisa que «Roma perderá a Fé e tornar-se-á sede do Anticristo», a visão do Segredo de Fátima desvela como e quando isto ocorreu: com a «virtual liquidação» do Papa católico, que é substituído por um clérigo de mentalidade modernista e maçônica, que abate as defesas da Igreja, abrindo-a ao mundo dos seus inimigos.

Eis a realidade histórica hodierna, que já começava a ser clara a todos em 1960.

O «Segredo» ajudaria a desvelar diretamente a ocupação do «Lugar santo» pelos artífices do «culto do homem», que se sentaram no Templo de Deus, se não tivesse sido censurado por quem ocupava essa «Sede santa», da Autoridade divina. Entretanto revelou-se ao censurar a Mensagem de Maria para o bem dos homens no nosso tempo de terrível perseguição interna da Igreja; pelo engano e pela traição.

Continuarão os católicos a serem tão cegos de não perceberem que são os «anticristros no Vaticano» a entregarem a Cristandade nas mãos de seus inimigos de sempre? Disto provêm todos os outros males que sendo espirituais vão abranger tudo na vida dos homens. E o maior flagelo já avança porque a Fortaleza da Fé foi abandonada.

Que Deus nos ajude a sair deste torpor, Iniciado com a cegueira diante da ruptura conciliar com o único verdadeiro Culto a Deus, do Santo Sacrifício da Missa, que foi indecentemente alterado, ou pior, substituído pelo seu irreconhecível simulacro, aparentado à «ceia protestante», ideado para o «culto do homem» e aberto a todas as religiões humanas, que não sendo de Deus, só podem provir do satânico inimigo!

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