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TODOS OS SANTOS O SÃO NO AMOR SOBRENATURAL A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS

Todos os santosSantos o são na fidelidade e amor sobrenatural a Deus sobre todas as coisas, que leva à ascensão espiritual na adorável Vontade do Senhor, conhecida por aqueles que nunca desistem de elevar-se sempre e cada vez mais, na Fé, Esperança e Caridade, submissos aos Dons do Espírito Santo; pois sabem que estes são os Dons que alcançam Deus Uno e Trino, infinita Verdade e infinita Bondade.

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POR AMOR DA VIDA, OU POR AMOR SOBRENATURAL A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS?

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da alocução ao Congresso da União Italiana das Parteiras – 29 de Outubro de 1951:

« O Senhor fez todas as outras coisas sobre a Terra para o Homem; e o Homem pelo que respeita ao seu ser e à sua essência, foi criado para Deus, e não para nenhuma criatura, embora quanto à sua actividade, possua também obrigações para com a sua comunidade.
Ora, Homem, é a criança, antes ainda do seu nascimento, no mesmo grau e pelo mesmo título do que a mãe.
Além disso, todo o ser humano, mesmo a criança no seio materno, tem o direito à vida recebida imediatamente de Deus, e não dos pais, nem de qualquer sociedade ou autoridade humana. Por isso não há nenhum homem, nenhuma autoridade humana, nenhuma ciência, nenhuma indicação médica, eugénica, social, económica, moral, que possa exibir ou conferir um título jurídico válido para uma directa e deliberada disposição de uma vida humana inocente; isto é, uma disposição que vise a sua destruição, quer como fim, quer como meio para outro fim, que talvez, em si mesmo, não seja de modo nenhum ilícito. Assim, por exemplo, SALVAR A VIDA DA MÃE É UM NOBILÍSSIMO FIM, MAS A MORTE DIRECTA DA CRIANÇA, COMO MEIO PARA TAL FIM, É ILÍCITA. A destruição directa da chamada “vida sem valor”, nascida, ou ainda não nascida, praticada, não há muitos anos, em grande escala, não se pode, de maneira alguma justificar. Por isso, quando essa prática teve princípio, a Igreja declarou formalmente que é contrário ao Direito Natural e ao Direito Divino Positivo, e portanto ilícito, o matar, MESMO POR ORDEM DA AUTORIDADE PÚBLICA, todos aqueles, que sendo inocentes, todavia por taras físicas ou psíquicas, não são úteis à Nação, mas antes se tornam um encargo para ela.»

Joana Beretta Molla (Magenta-4/10/1922- + Ponte Nuovo-28/4/ 1962) foi uma mulher que amou sobrenaturalmente a Deus sobre todas as coisas; e n’Ele, amou tudo o que é amável, tudo o que é bom, tudo o que é puro. Joana Beretta Molla formou, com o esposo que o Céu lhe deu, e com o auxílio de Deus Nosso Senhor, um Lar tão perfeito como o pode ser qualquer obra humana, neste pobre mundo pecador; médica de profissão, com a especialidade de pediatria, Joana nobilitou a sua ciência com a Caridade de Deus, com a sua imarcescível confiança na Providência Divina. Joana acalentava um imenso desejo de ter muitos filhos, e que pelo menos um deles fosse sacerdote; as suas gravidezes foram sempre muito penosas; e a última lhe foi decididamente desaconselhada; em perigo de vida, plenamente consciente, como médica, da sua situação, recusou fazer o aborto chamado “terapêutico”; no leito de morte dizia: “Como tudo aquilo a que normalmente damos tanta importância, às portas da morte, perde todo e qualquer interesse”.
A maldita e nunca suficientemente amaldiçoada seita conciliar, apropriou-se do caso de Joana, apresentando-o como UM EXEMPLO DE AMOR À VIDA! Seria caso para argumentar, que no caso de um amor, puramente natural e terreno, à vida, então, segundo o raciocínio do mundo, a vida da mãe estaria òbviamente primeiro.
NUNCA OLVIDEMOS QUE, UMA VEZ EXTINTO O PRINCÍPIO DA FÉ CATÓLICA, OS DIREITOS E O BEM ESTAR DOS ENTES CONCRETAMENTE EXISTENTES, PASSAM OBJECTIVAMENTE À FRENTE DO QUE NÃO PODERÁ DEIXAR DE SER CONSIDERADO COMO UM DIREITO HIPOTÉTICO DE UM SER HUMANO EM PROJECTO.
TUDO O MAIS É PURA HIPOCRISIA, DOA A QUEM DOER. OU NÃO FOSSE A QUESTÃO DO ABORTO UM DOS SINTOMAS MAIS REPUGNANTES DO PECADO DA HUMANIDADE.
Em 1981, em Itália, foi a maldita seita conciliar a grande impulsionadora do hediondo referendo de 17 de Maio. Mas, cinco dias antes, Karol Wojtyla já havia sido punido por Deus, por tão grave crime contra a Soberania Divina.
O amor naturalista e pagão à vida, não evita sequer um aborto realizado por causa da comodidade de umas férias, ou por  querer outro sexo para o bébé. Só não sabe isso quem não conhece a vida.
Em 2004, a seita conciliar pretendeu “canonizar” Joana Beretta Molla. Embora tudo indique que Joana é uma grande santa, a “canonização” foi inválida, pois que a maçonaria não pode canonizar ninguém.
Joana Beretta Molla amou, sem dúvida, a vida, criada por Deus, MAS AMOU-A, SOBRENATURALMENTE, EM DEUS, POR DEUS, E PARA DEUS.
Nem se trata de amar mais o nascituro do que a si própria, não é isso. A Teologia Moral estuda as chamadas “Acções de duplo efeito”, um bom e outro mau: Uma acção positiva só pode possuir como objecto próprio substancial – O BEM; só pode tender intrìnsecamente para o Bem Moral. Todavia há casos em que permanecendo assegurado esse Bem, determinadas circunstâncias suscitam que essa mesma causa, em si própria essencialmente orientada para o Bem, provoque igualmente, a TÍTULO ACIDENTAL E EXTRÍNSECO – o mal. Existem certos medicamentos que embora ontològicamente estejam totalmente ordenados para a cura, em certas pessoas, e em certas circunstâncias, possuem efeitos secundários indesejáveis, e até fatais; tais efeitos são extrínsecos, acidentais e indirectos, em relação à própria natureza do medicamento, mas em certos casos não se podem evitar.
Portanto não se trata de preferir a vida do filho à vida da mãe; mas o que não se pode é matar directa e essencialmente o filho para salvar a mãe.
Neste quadro conceptual, Joana Beretta Molla cumpriu integralmente a Lei de Deus, num contexto em que tal fidelidade comporta a perda da vida – PORTANTO É MARTÍRIO.
MAS PARA QUEM PROCLAMA A LIBERDADE RELIGIOSA, O CONCEITO DE MARTÍRIO NÃO PODE, EM ABSOLUTO, EXISTIR. Efectivamente, a liberdade religiosa é CONSTITUTIVA DO RELATIVISMO FILOSÓFICO E MORAL, DA NEGAÇÃO EXPRESSA E FORMAL DE VALORES ABSOLUTOS, OS ÚNICOS QUE PODEM JUSTIFICAR O MARTÍRIO.
É exactamente por isso que o anti-Cristo Bergoglio anuncia o novo “dogma” de: VIVE E DEIXA VIVER; norma justificativa de todo o tipo de aborto a simples pedido caprichoso, como já afirmámos.
NÃO EXISTEM VALORES ABSOLUTOS FORA DA FÉ CATÓLICA. Os chamados valores absolutos do Islão, SÃO, NA REALIDADE, PURAMENTE RELATIVOS, e daí a extrema corrupção moral que sempre caracterizou esse tipo de cultura, CUJO ÚNICO “deus” É O DEMÓNIO.
No presente estado de natureza elevada, caída, e remida por Nosso Senhor Jesus Cristo, É IMPOSSÍVEL O CUMPRIMENTO ABSOLUTO E INTEGRAL DA LEI MORAL – PORTANTO MESMO NOS CASOS EM QUE PARA TAL SE TEM DE SACRIFICAR A VIDA – SEM A GRAÇA ACTUAL SOBRENATURAL.
A Graça Sobrenatural da Atrição (arrependimento e detestação dos pecados por temor SOBRENATURAL do Inferno) necessita da absolvição sacramental para que se possa receber a Graça Santificante; todavia o martírio, material e formalmente considerado, supre a ausência de uma tal absolvição – é o Baptismo de sangue. Cumpre assinalar, que se a pessoa não morrer, sempre fica obrigada a receber o Baptismo de água, pois só este imprime Carácter.
No meio de tantas apostasias, de tantas desgraças, de milhões e milhões de abortos, o exemplo Sobrenatural de Joana Beretta Molla, permanecerá resplandecente na terra sagrada de Itália, daí irradiando para todo o mundo.
TRATA-SE, NÃO DE AMOR NATURAL À VIDA, MAS DE FIDELIDADE E AMOR SOBRENATURAL A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS.
A vida de Joana processou-se sempre na presença do Senhor, numa ascensão conhecida apenas daqueles que nunca desistem de progredir, sempre e cada vez mais, na FÉ, ESPERANÇA E CARIDADE, daqueles que permanecem dóceis e submissos aos DONS DO ESPÍRITO SANTO; pois sabem que é mediante os Dons que alcançam Deus Uno e Trino COMO INFINITA VERDADE E INFINITA BONDADE; pela Caridade, exercitada pela nossa vontade, com o auxílio de Deus, nós podemos e devemos amá-l’O sobre todas as coisas, mas não podemos amá-l’O infinitamente; mas pelo Dom da Sapiência, nós podemos contemplá-l’O na Sua Verdade e Bondade Infinitas, pois que os Dons não constituem uma operação das nossas faculdades – É O PRÓPRIO DEUS QUE OS DEPOSITA EM NÓS, SEM NÓS.
Joana Beretta Molla é uma obra prima da Graça Divina. Nunca olvidemos que é Deus Quem faz os seus santos, pois que amando a Deus Nosso Senhor sobre todas as coisas e ao próximo por amor de Deus, aqueles mesmos santos, com a sua  humanidade sobrenaturalizada, nos amaram tanto, tanto, que tudo sacrificaram pela nossa Salvação.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 29 de Outubro de 2014

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