Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A PRESSÃO SOCIAL DO MUNDO EM ORDEM À MEDIOCRIDADE MORAL

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Procedamos à leitura dos seguintes trechos Bíblicos:

«Não admitirás palavra de mentira (contra o próximo), nem cederás a tua mão para prestares um falso testemunho a favor do ímpio. NÃO SEGUIRÁS A MULTIDÃO NA PRÁCTICA DO MAL, NEM EM JUÍZO TE UNIRÁS AO PARECER DO MAIOR NÚMERO, PARA TE DESVIARES DA VERDADE.» Êxodo 23, 1-2

EVANGELHO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO SEGUNDO SÃO LUCAS:

« E tendo-se juntado (à volta de Jesus) muita gente, de maneira que se atropelavam uns aos outros, começou Ele a dizer aos Seus discípulos: Guardai-vos do fermento dos fariseus, que é a hipocrisia. Porque nada há oculto que não venha a descobrir-se; e nada há escondido que não venha a saber-se. Por isso as coisas que dissestes nas trevas, serão ditas às claras; e o que falastes ao ouvido no gabinete, será apregoado sobre os telhados.
A vós, pois Meus amigos, vos digo: Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, e depois nada mais podem fazer. Mas Eu vos mostrarei a Quem haveis de temer; temei Aquele que, depois de matar, tem poder de lançar no Inferno; sim, Eu vos digo, temei Esse. Não se vendem cinco passarinhos por dois asses? Todavia, nem um só deles está em esquecimento diante de Deus. E até os cabelos da vossa cabeça estão contados. Não temais; pois vós valeis mais do que muitos passarinhos. Ora Eu vos digo: Todo aquele que Me confessar diante dos homens, também o Filho do Homem o confessará diante dos Anjos de Deus. E o que Me negar diante dos homens, será negado diante dos Anjos de  Deus» Lc 12, 1-9.

Nenhum homem, enquanto pessoa racional e espiritual, pode  pertencer, ontològicamente, a outro homem. Os serviços que esse homem eventualmente preste, esses sim, podem ser apropriados, mesmo perpètuamente, por outro homem, por exemplo, na servidão, regime que a Santa Madre Igreja jamais condenou. MAS A PESSOA, SÓ PERTENCE, SÓ PODE PERTENCER, A DEUS NOSSO SENHOR.
São Paulo clarificou perfeitamente essas noções, excluindo que o senhor pudesse alguma vez dispor da pessoa do escravo, considerada num plano ontológico de ordem superior.
O nazismo, que mais não constituiu senão um gigantesco sistema de assassínio estatalmente organizado, foi o primeiro movimento a considerar a espécie humana como uma espécie zoológica, como qualquer outra; consequência directa do enciclopedismo e do ateísmo de Estado difundido pela Revolução de 1789, que obliterou na grande massa, não apenas um santo temor, mesmo natural, de Deus, mas também qualquer tipo de racionalidade mìnimamente coerente e objectiva no agir humano.
O comunismo, por falta da razão Divina, em breve também degenerou num sistema de opressão, por vezes genocida, como no regime do Pol Pot. Mas qual a causa profunda, pela qual, sistemas concebidos teòricamente para libertar o homem, vieram afinal a reprimi-lo ferozmente?  Precisamente pela referida ausência da razão Divina; e porque os homens abandonados a si mesmos, à sua intrínseca relatividade, em geral não possuem o vigor de espírito necessário à manutenção de uma determinada estabilidade, quer pessoal, quer social; daí as guerras civis, as guerras mundiais; e o século XX foi tristemente pródigo na demonstração cabal e definitiva da colossal miséria do homem sem Deus.
Os Papas foram incansáveis no combate às consequências do humanismo, do protestantismo e do enciclopedismo dos últimos cinco séculos, porque compreenderam que todos esses “ismos” consubstanciavam uma vaga de fundo, que preparava o advento de uma civilização pós-cristã – NA QUAL VIVEMOS HOJE.
O extraordinário progresso técnico desta mesma civilização unificou de forma outrora julgada impensável as estruturas socio-culturais, EM DETRIMENTO DE QUALQUER CONTEÚDO PRÒPRIAMENTE HUMANO, E MENOS AINDA DE QUALQUER REFERÊNCIA CRISTÃ. MAS CONCOMITANTEMENTE MULTIPLICOU EXTRAORDINÀRIAMENTE E DE FORMA MECÂNICA, A FORÇA ALIENANTE DE PRESSÃO SOCIAL ENVOLVIDA NOS CONTACTOS SOCIAIS.
Tudo isto é tão evidente, que a própria escola filosófica ateia, chamada de Frankfurt, detectou e analisou aquilo que denominou a “reificação”do homem, isto é, a sua assimilação ontológica à máquina.
O maior inimigo da alma verdadeiramente cristã é assim a presssão social, em todas as vertentes, familiar, escolar, laboral e cultural.
Aqueles mesmos que acusaram a Santa Madre Igreja de ALIENAR os povos, edificaram eles mesmos a civilização mais profundamente alienante de que há memória; porque não existe maior alienação do que aquela que priva o homem do fundamento último do seu ser, bem como do sentido objectivo da sua finalidade.
Desde sempre, em todas as épocas e em todos os lugares, a pressão social apontou para a mediocridade como base comum de estabilidade social. Todavia, a civilização actual – que mecanizou o homem; rebaixou o conceito de Verdade ao mais hediondo utilitarismo pessoal e social, avaliável aritmèticamente; reduziu a Fé Católica (com plena aquiescência da seita conciliar) a um onanismo subjectivista tendencialmente patológico; aniquilando qualquer razão para viver, logo que cesse a possibilidade de mais gozo – essa mesma civilização constitui uma ameaça mortal para a alma fiel que não possua sólidos baluartes espirituais, POIS JÁ NÃO ENCERRA A POSSIBILIDADE INSTITUCIONAL DE REDENÇÃO PARA ESSA MESMA MEDIOCRIDADE.
POSSUIR HOJE A GRAÇA SANTIFICANTE É UM VERDADEIRO MILAGRE MORAL; pois a seita anti-Cristo, ateia, eliminou qualquer referência a uma ofensa a Deus Pessoal, n’O Qual ela não acredita.
Na célebre declaração dos “direitos do homem” de 26 de Agosto de 1789, emanada da França revolucionária, um dos artigos principais consagrava o seguinte:
A LIBERDADE CONSISTE EM FAZER TUDO O QUE NÃO PREJUDIQUE NINGUÉM.
E é precisamente este o “dogma” moral da seita conciliar, “dogma” ateu, para o qual só podem existir danos sociais.
Bergoglio representa bem o mais baixo grau de asquerosidade religiosa e moral a que pode chegar criatura humana, PORQUE JÁ NÃO LHE RESTA MAIS NADA PARA RENEGAR, JÁ PERCORREU TODOS OS ESTÁGIOS DE ABASTARDAMENTO RELIGIOSO E MORAL, JÁ SÓ PODE GESTICULAR NO VÁCUO NIILISTA A QUE CHEGOU, QUAL DEMÓNIO AGITANDO-SE NO FOGO DO INFERNO, SEGUNDO A SANTA VISÃO DOS PASTORINHOS DE FÁTIMA.
Nosso Senhor Jesus Cristo foi absolutamente assertivo ao excluir da salvação Eterna a grande massa que entra pela porta larga, isto é, aqueles que se submetem a uma pressão social invariàvelmente medíocre.
Os próprios santos tiveram muitas vezes de lutar contra esquemas eclesiásticos que os empurravam para a mediocridade, o que se compreende, pois a Santa Igreja é servida por homens, em geral medianos, e até medíocres.
É fácil mimetizar a representação socialmente mais forte, a qual, por sua vez, constitui ainda a cópia de outra – e assim se reproduz a mediocridade, que é fundamentalmente moral, através das gerações. Porque não olvidemos que a MEDIOCRIDADE MORAL IMPLICA A MEDIOCRIDADE INTELECTUAL. O ser humano funciona como um todo, se o agir é caótico, subjectivo, carnal, em breve o pensamento o será também. Neste enquadramento, se compreende a péssima estrutura intelectual dos heresiarcas, a sua falta de discurso, a sua espressão incrìvelmente ruim.
Não é que a Santa Madre Igreja exclua o exemplo humano e social como fonte de formação e edificação, muito pelo contrário; a própria Tradição Sagrada é constitutiva de uma transmissão qualificada do Pensamento Divino através das gerações, sob a acção das Leis da Providência; o exemplo dos pais DEVERIA SEMPRE consubstanciar o fundamento civil e SOBRETUDO RELIGIOSO da educação dos filhos. Infelizmente, na práctica, a natureza progressivamente corrompida desta civilização, nomeadamente nos últimos dois séculos; a própria total ocultação da Santa Madre Igreja, e consequente extinção quase total das Fontes institucionais da Graça, ou seja, do Santo Sacrifício da Missa e dos Sacramentos, todas estas tristes realidades, invertem a função da natural sociabilidade humana, que devendo constituir uma fonte de Bem, se converte numa fonte de mal.
O “NÃO SEGUIRÁS A MULTIDÃO NA PRÁCTICA DO MAL”- constitui assim um princípio para todas as épocas e todos os lugares. A Sagrada Escritura encerra a Revelação Divina, mas como esta encarnou necessàriamente numa História verdadeira, que é a História Sagrada, por tudo isto, A SANTA BÍBLIA PERMITE CONHECER O HOMEM, COMO DEUS QUER QUE ELE SEJA CONHECIDO, ISTO É, SEGUNDO O PRÓPRIO PENSAMENTO DIVINO. Consequentemente constitui Verdade de Fé Divina a grande tendência da multidão, da massa, para o mal, numas épocas mais, noutras menos; mas para nossa maior felicidade, a Lei Suprema, a Instãncia última e Sobrenatural, a Verdade Eterna e Imutável, reside em Deus Uno e Trino, em Nosso Senhor Jesus Cristo, Príncipe da Paz, consolo Sobrenatural das almas viandantes neste pobre mundo, Cuja Graça irradiante de Luz, NUNCA NOS FALTARÁ, pois só nessa Graça gozaremos, já neste mundo, dos Tesouros do Amor ilimitado d’Aquele que por nós VENCEU O MUNDO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Novembro de 2014

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