Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O SACRIFÍCIO IMPURO ‑ Do tempo do Profeta MALAQUIAS ao do abismo de PAULO 6º

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Arai Daniele

Quem nestes tempos apocalípticos aplica-se com atenção à leitura do profeta Malaquias, que preanunciou o Sacrifício perfeito e universal, e tem depois paciência e boa vontade para seguir e aplicar a sua interpretação católica, terá elementos para discernir a essência do Culto sacrificial que a Santa Madre Igreja sempre ensinou, e deste modo dissipar os fumos da revolução litúrgica hodierna.

Esse estudo tornou‑se hoje necessário para o esclarecimento da maioria de um povo que se proclama católico mesmo se indiferentes diante das atuais transformações litúrgicas e da evidente repressão ao Rito Romano canonizado por S. Pio V. A tarefa compete aos consagrados fiéis, mas também aos leigos que presenciam desolados o ofuscamento da Igreja visível por uma outra que oficia o novo Ordo Missae de Paulo 6º.

Para faze-lo é preciso ter a atenção de não confundir a fidelidade à Religião verdadeira com a submissão às inovações conciliares.

A primeira objecção que vem à mente do fiel à esse propósito é ser impossível seguir a Vontade divina quanto ao Culto do Santo Sacrifício da Missa, discordando das instruções da Sede Apostólica, instituída para ser depositária da Doutrina divina e Mestra do Culto e da Liturgia cristãs.

Pois bem, visto que as dimensão da ruína espiritual presente não pode deixar de suscitar dúvidas, devemos enfrentá-las, conscientes do dever filial de ocupar‑nos do público Culto ao Supremo Pai e inflamados pelo zelo de ser‑Lhe agradável, antes que aos homens.

A esse ponto é preciso colocar as questões que possam esclarecer melhor a essência mesma do culto devido a Deus para aprofundá‑las com as respostas e ensinamentos com que os Santos Padres enriqueceram o Magistério da Igreja a fim de evangelizar o mundo todo com a Doutrina do Santo Sacrifício de Amor ensinado e consumado na Cruz por Nosso Senhor para elevação e salvação dos que Nele cressem.

Justo então iniciar com um ato de veneração ao Santo Papa Pio V de luminosíssima memória, que já com as primeiras palavras de sua Bula QUO PRIMUM TEMPORE nos ministra uma lição fundamental: “Desde o primeiro momento da Nossa elevação ao supremo vértice do Apostolado, voltamos o ânimo, os pensamentos e todas as Nossas forças às questões concernentes o Culto da Igreja para conservá‑lo puro e, para tal fim, Nos aplicamos com todo o zelo possível a preparar com a ajuda de Deus e pôr em ato, as oportunas providências.”

São palavras seguidas de actos que proclamam o Primeiro e Maior Mandamento para o qual o Culto é ordenado – “Amarás o Senhor teu Deus com todo o teu coração, com toda a tua alma, com todo o teu entendimento e com todas as tuas forças” (Mc 12, 39).

Mas a ordem de caridade admirável que movia São Pio V, revela na mesma frase sua profissão de fé pontifical: “O zelo da Tua Casa devorou‑me” (Jo, 2, 17). Não admira pois a benéfica chuva de bênçãos que seguiu essa Bula, documento basilar sobre a Santa Missa que nos dá elementos proféticos de defesa contra uma sua demolição diabólica.

Eis pois a primeira questão que a Igreja e cada um de seus membros deve ter sempre presente ao prestar o Culto externo e interno a Deus: ‑ reconhecer que o Princípio da Lei está em obedecer, adorar e servir a Deus sobre todas as coisas.

SERVE A NOVA LITURGIA AO PRIMEIRO MANDAMENTO?

Deveria ser supérflua tal pergunta, pois sendo a razão mesma da Liturgia Sagrada o Culto de adoração a Deus, esta não teria sentido se fosse ordenada a outros fins, ou mesmo misturasse uma intenção qualquer à sua razão essencial e suprema.

Acontece porém que essa pergunta longe de ser supérflua foi desde o início dessa revolução litúrgica central e continua a sê-lo de modo angustiante pelas constatações que continuamos aqui a aprofundar.

Antes de mais nada, sendo a Santa Liturgia da Igreja centenária no que se refere ao Rito Romano ordenado e canonizado por S. Pio V, mas milenária no Seu espírito e tradições devocionais patrístico‑romanos, e representando o tesouro inestimável ao qual contribuíram e auferiram os Santos e os fiéis de todas as épocas do Cristianismo, qualquer mudança lícita, se imperativa, deveria ter características indispensáveis de continuidade, acrescimento e portanto de comedimento.

Em outras palavras, mudar uma só vírgula da linguagem única da adoração com que gerações de Santos e de Padres cultuaram o Senhor e receberam a complacência de Sua Graça, é tarefa delicadíssima porque pede a santidade, na comunhão com a Vontade divina já confirmada no Rito em uso para continuá-lo; pede a sabedoria na expressão do termo atual que aumente a universal adoração e pede a humilde vigilância a evitar que tudo o que é impuro, vulgar ou precário, toque o que é sagrado. O amor à Liturgia Sagrada dos Santos, amigos de Deus já é amor a Deus.

Ora, a reforma litúrgica de Paulo 6º não foi comedida mas vistosa, não foi de reverência devocional mas redutiva e nisto, bem como no completo desarmamento da obrigatória vigilância do Lugar Santo, demonstrou ser uma ímpia descontinuidade com a liturgia anterior que deste então procura abolir. Mas com qual autoridade?

Com a leitura do profeta Malaquias, vemos como as admoestações divinas que se referem a crimes e desvios humanos, dirigem‑se antes aos sacerdotes do sacrifício, filhos de Levi, tribo da Aliança, descendentes da estirpe amada de Jacó, do povo eleito de Israel, herdeiros da Fé de Abraão, da qual deverão responder e na qual è aferida sua responsabiliza e serão medidas suas obras.

Ora, todo o fiel sabe que na sociedade em que a Fé cede terreno, a criminalidade e a degeneração mental e moral avançam e impõem seus ditames iníquos aos corações, e quando possível até às leis. Mas isto só poderia ocorrer na era cristã se uma monstruosa onda de desamor a Deus se abatesse sobre a forja ardente dos Santos e heróis que pela Fé são guias e paladinos da Verdade, do Bem, da Justiça e do Amor.

Por outro lado, quando o Senhor fala no tempo da justiça, através de Malaquias ouvimos a profecia do Sacrifico universal e perpétuo e da Oblação pura (Mal, 1, 11). E lemos depois, a propósito do Enviado: “E sentar‑se‑á como um homem que se senta para fundir e refinar a prata; (deste modo) purificará os filhos de Leví e os refinará como o ouro e como a prata, e eles oferecerão sacrifícios ao Senhor em justiça.” (Mal. 3,3).

Qual pode ser essa forja senão o Santo Sacrifício de Nosso Senhor renovado na Missa? E qual seu lugar senão o Altar e o Santuário? Pode então haver exagero em associar ao novo ORDO MISSAE que ali se celebra e que os transformou, o decurso dos acontecimentos das últimas décadas, especialmente nos países de tradição católica?

As respostas teremos comparando o que dizem os mais pertinazes defensores da revolução litúrgica com a Fé que a Igreja sempre ensinou. Deste clero, em tons diferentes ouviremos, desde a exaltação do mundo moderno e dos progressos da liberdade ecumenista, até a negação de que a legalização do adultério, do aborto, da homossexualidade, e da transgressão da Lei Natural derivada do Decálogo, sejam males.

Quanto à vida espiritual, à Igreja e à Santa Missa, negarão que haja uma dolorosa crise porque as comunidades de conscientização social são muitas, fazendo fermentar a nova igreja e animando o que foi definido “Ceia do Senhor – dita também missa, é a sagrada assembleia ou reunião do povo de Deus, sob a presidência do sacerdote, para celebrar o memorial do Senhor”. Se essa comparação levantou muitas dúvidas até aqui, tornou-se evidente sua definição espúria e +rotestantizante, cujo resultado foi a diminuição sensível do número de missas, quer pelo abandono dos sacerdotes, quer pela prática da concelebração, portanto do desprezo pela bênção do Senhor que com muitas santas Missas derramou, qual cataratas do céu, graças em abundância!

Estas demonstrações de desamor ao Culto de Deus e perda da fé no valor e eficácia do Santo Sacrifício de Seu Filho – ordenado ao Iº mandamento, condenam a nova missa, e quem a promoveu!

A Igreja de Deus só é visível na sua autenticidade onde se celebra o verdadeiro Culto. Só Nele e jamais contra ele pode haver autoridade católica e portanto uma legítima obediência na Fé da Igreja.

E agora, considerando a decadência geral do mundo e da religião onde prevalece esse novo culto, pode-se bem aquilatar o que teria sido o mundo sem o Santo Sacrifício de Amor divino da Santa Missa católica e o que será no futuro com essa Fortaleza da Fé semi-abandonada?

Que Deus Pai nos ajude a preservar e a honrar a pureza do Culto que nos legou o Seu divino Filho.

ARTIGOS RELACIOLNADOS:

  • ORÁCULO DO SENHOR AO PROFETA MALAQUIAS SOBRE O SACRIFÍCIO IMPURO E O SACERDÓCIO FALAZ  outubro 2014

 

 

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