Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A FALSIFICAÇÃO DA FÉ CATÓLICA PELAS CHEFIAS DA FRATERNIDADE QUE FOI DE SÃO PIO X

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  • Sobre o que foi a FSSPX já testemunhamos em muitas ocasiões, assim como sobre o que deixou incompleto e em suspenso. Hoje há quem escreva e não sem razões, que esta ambiguidade derivou do mesmo Mgr Lefebvre, que diante de Paulo 6º, demonstrou-se mais «hamlético» que este. Dai os movimentos opostos que partem da mesma Fraternidade e que subsistem até hoje.
  • Resta o fato, que todo católico deveria saber que quando falta o Papa, e há uma situação de Sede Vacante, pior, de Sede ocupada por «papas conciliares» que disseminam heresias para a perdição das almas, não é só questão de não submeter-nos a eles, mas de testemunhar que devem ser banidos e ser de urgente necessidade a eleição de um verdadeiro Papa.
  • Isto parece impossível hoje? Nem por isto o fiel testemunho dessa necessidade pode ser ignorado pois tange o Direito Divino.
  • Muito de razoável se publica no mundo católico, mas na medida em que este testemunho falta, deixa o principal de lado e torna-se apenas «literatura religiosa». Espero que quem nos lê compreenda a diferença. Salve Maria!

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, num passo da encíclica “Pascendi Dominici Gregis”, promulgada em 8 de Setembro de 1907:

«Talvez que na exposição da Doutrina dos modernistas tenhamos parecido a alguém, Veneráveis irmãos, demasiadamente prolixos. Isso porém foi de todo necessário, tanto para que não continuem a acusar-nos, como costumam, de ignorar as suas teorias, como também, para que se veja que quando se fala de modernismo, não se trata de doutrinas vagas e desconexas, mas de um corpo uno e compacto de doutrinas, em que, admitida uma, todas as outras também o deverão ser. Por isso também quisemos servir-nos de uma forma quase didáctica, e nem recusamos os vocábulos bárbaros, que os modernistas adoptam.
Se pois, de uma só vista de olhos contemplarmos todo o sistema, a ninguém causará pasmo ouvir-nos defini-lo, afirmando ser ele a SÍNTESE DE TODAS AS HERESIAS. Certo é que se alguém se propusesse associar, por assim dizer, o destilado de todos os erros, que a respeito da Fé, tèm sido até hoje levantados, nunca se poderia chegar a resultado mais completo do que aquele a que chegaram os modernistas. Tão longe se adiantaram eles, como já o notámos, QUE DESTRUÍRAM NÃO SÓ O CATOLICISMO, MAS QUALQUER OUTRA RELIGIÃO. Com isto se explicam os aplausos dos racionalistas; por isto, aqueles de entre os racionalistas, que falam mais clara e abertamente, se vangloriam de não ter aliados mais efectivos do que os modernistas.»

Circula na Fraternidade, QUE FOI DE SÃO PIO X, uma tese iníqua e maldita, capaz de por si mesma arruinar todo o edifício da Fé Teologal: a “de que Bergoglio não empenhou a sua infalibilidade nas canonizações de Roncalli e Wojtyla”.
A que patamar de degenerescência religiosa, intelectual e moral, chegou a dita Fraternidade. O que dela pensariam  Monsenhor Lefebvre e Monsenhor de Castro Mayer, se vivessem? Ignorância não é, pois trata-se de homens, em princípio, proficientes nas ciências eclesiásticas da multissecular Tradição Católica; consequentemente, só pode constituir heresia, e até mesmo apostasia, pois no enquadramento trágico que vivemos, já só pode ser – ou tudo ou nada; quanto mais alto se sobe, por vezes, mais baixo se desce.
A Santa Madre Igreja beatifica e canoniza os seus santos POR DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, e nunca por um qualquer interesse humano; aliás, a Santa Igreja, formalmente, NUNCA AGE POR UM INTERESSE HUMANO, MAS SEMPRE POR RAZÕES SOBRENATURAIS.
São falsas as asserções produzidas no sentido de fazer crer que a  Santa Igreja, na Antiguidade, permitia que o povo elevasse os seus santos aos altares. Os fiéis, as comunidades religiosas e as dioceses, sem dúvida, sempre possuíram o direito de PROPOR uma causa de beatificação; direito aliás consagrado no canon 2003 do Código de Direito Canónico de 1917; simplesmente, em tempos remotos, não se havida procedido ainda a uma plena individualização dos conceitos de beatificação e canonização; no primeiro milénio de História da Igreja, a realidade que nós denominamos beatificação, constituía numa espécie de canonização restrita a alguma diocese ou província eclesiástica, confirmada pelo Bispo ou pelo Metropolita; a canonização pròpriamente dita só acontecia quando um determinado culto se generalizava à Igreja Universal, com consentimento explícito do Papa.
Foi o Papa Alexandre III (1159-1181) que reservou expressamente ao Romano Pontífice todas as causas de canonização; mas só no Pontificado de Urbano VIII (1623-1644), ficou integralmente estabelecida a distinção entre beatificação e canonização; consistindo a primeira, essencialmente, numa autorização de culto e a segunda numa preceituação de culto dirigida à Igreja Universal.
Quando se trata de uma decisão positiva de canonização, a infalibilidade do Romano Pontífice supre necessàriamente qualquer erro humano que possa ter ocorrido durante o processo canónico; uma canonização compromete formalmente, em grau máximo, a infalibilidade do Papa que a declara e impõe; não consiste, de maneira nenhuma, numa decisão de tipo administrativo, na qual a prerrogativa Divina da infalibilidade, embora protegendo o Papa da corrupção no raciocínio funcional, não supre contudo o erro puramente humano, eventualmente procedente da falibilidade da nossa pobre condição, por exemplo: um erro acerca das qualidades de um candidato a bispo. Há muitos casos na História da Igreja em que os Papas foram mesmo dolosamente enganados pelos seus assessores e subordinados – como o Papa Paulo IV (1555-1559) que tendo favorecido os seus sobrinhos com altos cargos, foi por estes miseràvelmente ludibriado; no pontificado seguinte, de Pio IV (1559-1565), alguns destes sobrinhos seriam executados, no célebre processo dos Carafa –  todavia, num processo de canonização, ATÉ UMA FRAUDE DESSAS SERIA SUPRIDA EFICAZMENTE PELA PRERROGATIVA DA INFALIBILIDADE, CONSTITUTIVA DO VÍNCULO DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL QUE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO MANTÉM COM O SEU VIGÁRIO.
Afirmar que Bergoglio não empenhou a sua infalibilidade na canonização de Roncalli e Wojtyla é completamente absurdo. Nunca nenhum Papa procedeu a uma canonização sem constitutivamente empenhar a essência funcional do seu cargo, seria uma verdadeira contradição. Até porque o infame Bergoglio, sendo ateu, não possui, nem pode possuir, nenhum conceito de Igreja, nenhum conceito de salvação da alma, nenhum conceito de infalibilidade, e evidentemente, para o anti-Cristo Bergoglio, a santidade, mais não representa  do que o respeito pelos direitos do “deus” humanidade, na sua evolução vital e cultural.
SÓ UM FALSO PAPA PODE PROCEDER A UMA FALSA CANONIZAÇÃO; não existe, nem pode existir, qualquer outra alternativa – OU É, OU NÃO É.
A dita Fraternidade há muito que embarcou no mais errado dos caminhos – o caminho dos mornos! Explìcitamente anatematizado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “Conheço as tuas obras, que não és nem frio nem quente; oxalá foras frio ou quente, mas porque és morno, nem frio, nem quente, começar-te-ei a vomitar da minha boca”. (Ap 3 15-17)
Será que a dita Fraternidade já meditou bem na autêntica estupidez que anda a propalar?
Não se pode exercer a função Papal a meias. O EXERCÍCIO CONCRETO DE UMA FUNÇÃO NÃO PODE SER CONTRADITÓRIO COM A DEFINIÇÃO DO PRINCÍPIO QUE CONSTITUI ESSA MESMA FUNÇÃO. Quando é que a dita Fraternidade, QUE FOI DE SÃO PIO X, mete isso na cabeça?
O maldito Bergoglio “canonizou” Roncalli e Wojtyla para mais eficazmente NEGAR A DEUS COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS.
E a dita Fraternidade ENGANA PREMEDITADAMENTE OS FIÉIS, APARENTANDO SEGUIR A HERANÇA ESPIRITUAL DE MONSENHOR LEFEBVRE.
Sabe-se, da sua biografia, que Monsenhor, quando Arcebispo de Dakar, frequentemente se enganava acerca das qualidades dos ordinandos; desgraçadamente voltou a enganar-se, e de que maneira, na dita Fraternidade, e não apenas na escolha dos bispos.
Em 30 de Junho de 1988, Monsenhor Lefebvre, sem dúvida de boa fé, cometeu o grande erro da sua vida, ao não denunciar, oficial e pùblicamente, a usurpação do Trono de Pedro por agentes da Maçonaria; uma tal declaração teria SEPARADO DEFINIVAMENTE AS ÁGUAS, e teria constituído um acto caracterizadamente glorificador de Deus Uno e Trino, bem como um grande refrigério para as almas. Era aliás o que Monsenhor de Castro Mayer, muito mais lúcido, pretendia.
O que é facto é que volvido um quarto de século estamos atolados num terrível pântano espiritual, de que vai ser muito difícil sair.
Uma canonização constitui um acto gravíssimo do Romano Pontifice, enquadrando-se a sua natureza na denominada Fé eclesiástica, pois que uma canonização decorre das verdades imutáveis da Moral Católica, que são de Fé Divino Católica, Definida, e de um processo canónico, que embora humano, está garantido na sua integridade e intangibilidade, pela infalibilidade do Romano Pontífice, sustentada directamente, sobrenaturalmente, por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Um Papa compromete sempre a sua infalibilidade, se bem que em graus qualitativamente diferentes, quando age funcionalmente. Mesmo quando possuía extensos territórios, que governava com poder temporal supremo – e na medida em que Nosso Senhor Jesus Cristo outorgou ao seu Vigário o poder deste mundo sempre em ordem aos objectivos Sobrenaturais – O Romano Pontífice era assistido pela prerrogativa da infalibilidade na sua soberania temporal, ISENTANDO-O DE CORRUPÇÃO NO RACIOCÍNIO FUNCIONAL, mas não até ao ponto de evitar alguns erros administrativos, decorrentes da debilidade da humana condição.
Porém Bergoglio quer construir uma verdadeira sinagoga de satanás, em que sodomitas e lésbicas desempenhem o múnus de padres do diabo, em comunicação directa com o Inferno; é essa a seita anti-Cristo que está à vista de toda a gente; e é essa a seita que os desgraçados que lideram a dita Fraternidade objectivamente servem, COMO TORPE COROLÁRIO DE TODAS AS SUAS INFIDELIDADES.
Que em tudo seja dada glória a Deus Nosso Senhor. Segundo afirma São Tomás, a virtude Sobrenatural da Força exerce-se mais na forma como nos defendemos do mal árduo – isto é, aquele mal com o qual é preciso lutar para que ele nos não atinja – do que pròpriamente no ataque. Consequentemente, é necessária uma resistência activa permanente e solidária para não sermos infectados por todo o maldito ateísmo que nos,  envolve, sobretudo o ateísmo nominalmente católico, o mais insidioso de todos, o mais mortal, venha ele da costumada seita anti-Cristo, venha da Fraternidade QUE FOI DE SÃO PIO X.
Nunca olvidemos, que foi por Maria Santíssima que temos sido avisados das ruínas do nosso tempo, quer no plano civil, quer no plano eclesiástico; não duvidemos pois que será  Maria a grande Mediadora da restauração do Papado, A MAIOR NECESSIDADE DA NOSSA ÉPOCA; e este uma vez reconstituído (não no orgão de Direito Divino, que é Eterno, mas no exercício concreto da função) DEVERÁ PROCLAMARá A DEFINIÇÃO SOLENE DO DOGMA DE MARIA CORREDENTORA E MEDIADORA UNIVERSAL. ASSIM QUEIRA DEUS NOSSO SENHOR.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 20 de Novembro de 2014

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4 Respostas para “A FALSIFICAÇÃO DA FÉ CATÓLICA PELAS CHEFIAS DA FRATERNIDADE QUE FOI DE SÃO PIO X

  1. abc dezembro 1, 2014 às 2:32 am

    Nossa Senhora não é corredentora, isso é heresia.
    Jesus redimiu toda a humanidade sozinho, o dogma já está definido.
    Sou católico e sedevacantista, mais o que dizes é completamente equivocado e herético.

    • Pro Roma Mariana dezembro 1, 2014 às 5:14 pm

      A corredenção não é de “condigno” mas de ” congruo”. Quer dizer: Nossa Senhora não é um poder independente de Nosso Senhor que extrìnsecamente lhe venha aumentar a potência Redentora. Maria foi redimida por Nosso Senhor e todos os seus sofrimentos neste mundo se integravam formalmente como pequenos afluentes no imendo oceano da Misericórdia Redentora de Nosso Senhor, o único verdadeiro Redentor em sentido Teológico estrito e formal. O mesmo se deve afirmar- Mutatis Mutandis -da Mediação Universal de Maria.
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

  2. abc dezembro 2, 2014 às 5:29 am

    “Teológico estrito e formal” pra mim teologia é realidade. Ou fomos redimidos por Jesus apenas, ou Por Jesus e Maria. Não existe outra alternativa.

    Sim, sim. não não. Se for considerar corredentor todos que participam ou participaram na obra de Nosso Senhor então São Paulo, São Pedro e muitos outros seriam corredentores, etc.

    Em caridade.

    • Pro Roma Mariana dezembro 3, 2014 às 2:21 pm

      Do berço ao túmulo, e depois, na Eternidade, como ninguém mais.
      “Maria coopera na obra de Redenção, não independentemente, mas enquanto redimida por Nosso Senhor Jesus Cristo e em virtude da força que d’Ele recebeu. Sempre sobrenaturalmente unida a seu Filho, do berço ao túmulo, e depois, na Eternidade, Maria coopera na Obra da Redenção exactamente COMO MÃE DE DEUS.”
      Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

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