Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A VERDADE E A SANTIDADE COMO ÚNICOS FUNDAMENTOS DE TODA A AUTORIDADE ECLESIÁSTICA

Poder papal

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus:

“Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós como vestidos de ovelhas, e por dentro são lobos rapaces. PELOS SEUS FRUTOS OS CONHECEREIS. Porventura colhem-se uvas dos espinhos, ou figos dos abrolhos? Assim toda a árvore boa dá bons frutos, e a árvore má dá maus frutos. Não pode uma árvore boa dar maus frutos, nem uma árvore má dar bons frutos. Toda a árvore que não dá bons frutos, será cortada e lançada no fogo. VÓS OS CONHECEREIS, POIS, PELOS SEUS FRUTOS.”  Mat 7, 15-20

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João:

DIZ JESUS:
“Em verdade, em verdade vos digo: Que quem não entra pela porta do aprisco das ovelhas, mas sobe por outra parte, é ladrão e salteador. Mas o que entra pela porta é pastor das ovelhas. A este o porteiro abre, e as ovelhas ouvem a sua voz, e às suas ovelhas chama pelo seu nome, e as tira para fora. E depois que tirou para fora as suas ovelhas, vai adiante delas, e as ovelhas seguem-no, porque conhecem a sua voz. MAS NÃO SEGUEM O ESTRANHO, ANTES, FOGEM DELE, PORQUE NÃO CONHECEM A VOZ DE ESTRANHOS  
TORNOU POIS JESUS A DIZER-LHES:
Em verdade, em verdade vos digo, que Eu sou a Porta das ovelhas. Todos quantos vieram são ladrões e salteadores, e as ovelhas não os ouviram. EU SOU A PORTA. Se alguém entrar por Mim, será salvo; e entrará, e sairá, e encontrará pastagens. O LADRÃO NÃO VEM SENÃO PARA ROUBAR, MATAR E PERDER. Mas Eu vim para que tenham a vida e estejam na abundância. EU SOU O BOM PASTOR. O BOM PASTOR DÁ A VIDA PELAS SUAS OVELHAS. Porém o mercenário, e o que não é pastor, de quem não são próprias as ovelhas, VÊ VIR O LOBO, E DEIXA AS OVELHAS – E FOGE. E O LOBO ARREBATA E FAZ DESGARRAR AS OVELHAS. O mercenário foge, porque é mercenário, e não se importa com as suas ovelhas. EU SOU O BOM PASTOR E CONHEÇO AS MINHAS OVELHAS, E AS MINHAS OVELHAS CONHECEM-ME. Como o Pai Me conhece, assim Eu conheço o Pai e dou a vida pelas Minhas ovelhas.»   Jo 10, 1-15

Toda a existência da criatura racional tem de pautar o seu pensamento e o seu agir pela hierarquização do Ser e pela necessária objectividade do real.
Até mesmo os animais, não se podendo desviar das leis que definem a sua essência, manifestam tal objectividade. Mas no Anjo e no Homem, criados à Imagem de Deus, e elevados sobrenaturalmente à Sua mesma semelhança, a identificação com a Verdade objectiva deve processar-se por um movimento interior – pela faculdade de se mover no Ser, portanto na Verdade e no Bem – regulado pelo auxílio Divino, e orientado para a santidade.
A faculdade de se mover na Verdade e no Bem, que constitui a verdadeira liberdade, possui um fundamento transcendental, misterioso, sem dúvida, mediante o qual o Anjo e o Homem, apoiados na Graça de Deus, se ordenam, ou não, na sua inteligência, na sua vontade, no seu operar,desde o mais íntimo do seu ser, para a participação na Natureza Divina e consequente desabrochar da santidade.
No Anjo, essa decisão transcendental, operou-se no instante seguinte ao da própria criação; e aqui cumpre assinalar que esse instante é ONTOLÓGICO E NÃO TEMPORAL. Mas no homem, cuja existência se dispersa no tempo, a decisão fundamental, seja ela qual for, vai-se edificando ao longo da vida, mormente em situações limite, encarnando  e medindo as atitudes quotidianas, mas sempre estritamente dependente da Providência Divina.
No homem comum, este processo é totalmente inconsciente, porque tal homem vive na inteira dependência mimética da sucessão das representações sociais; nunca colocou, formalmente, perante si mesmo, as questões cruciais da existência, nem sabe o que é que é, porque NÃO É NADA. Todavia este tipo tão comum de inconsideração e displicência É MORALMENTE IMPUTÁVEL, e caso não haja penitência, Deus Nosso Senhor castiga-a com o Inferno.
Na nossa pobre condição pecadora, com o auxílio de Deus Nosso Senhor, é necessário um esforço moral de elevada magnitude, renovado em momentos chave da existência, para do mais profundo do nosso ser, ascendermos objectivamente à rectidão Moral, à amizade Divina, à paz Sobrenatural. Uma vez estabilizados na participação da Luz Incriada, torna-se-nos fácil e gratificante o cumprimento concreto dos Mandamentos, e sê-lo-á tanto mais fácil e mais consolador, quanto mais participarmos dos Bens Divinos; mas o impulso ontológico e moral inicial, depois do pecado original, é especialmente penoso e difícil.
Para Nossa Senhora, não tendo contraído a culpa original, a ordenação inicial à virtude, com o auxílio especialíssimo de Deus, era essencialmente fácil e fonte da mais fecunda felicidade  Sobrenatural; O mesmo acontecia com Adão e Eva no Paraíso terrestre; donde se conclui, que o grande esforço negativo que estes fizeram para pecar, possui como corolário a proporcionalmente grande tendência da Humanidade para o mal.
Nosso Senhor Jesus Cristo constituiu a Sua Igreja para que a sua (da Igreja) Personalidade Moral de Direito Divino Sobrenatural fosse a única depositária da Verdade Revelada, e portanto também da Verdade Natural e Filosófica; a infalibilidade da Santa Igreja integra igualmente o pensamento filosófico necessàriamente conexo com a Revelação. Os primeiros depositários da Revelação foram Adão e Eva, os quais receberam de Deus, como ciência infusa, todos os conhecimentos necessários à sua missão como chefes do Género Humano. Neste quadro conceptual, verificamos que é, LÒGICAMENTE, através da autoridade eclesiástica, que nós apreendemos os Mistérios Sobrenaturais revelados, mas tais Mistérios são, ONTOLÒGICA E TRANSCENDENTALMENTE, anteriores à própria autoridade eclesiástica, enquanto tal. O Magistério eclesiástico deve ser, TOTALMENTE MEDIDO, pelos Mistérios Sobrenaturais que deve, funcionalmente, transmitir e propagar.
Ora as correntes anti-sedevacantistas alimentam a tese de que o Magistério Eclesiástico, enquanto tal, possui o primado sobre as verdades que ensina. O Padre Calderon afirma que: “Os fiéis, nem venialmente, devem pecar, por menor docilidade à Igreja Conciliar e suas autoridades”. Ora isto é uma autêntica monstruosidade, MIL VEZES PIOR DO QUE AS DE BERGOGLIO, porque repete, NUM NÍVEL DE MUITO MAIOR MELINDRE, o truque conciliar de AFIRMAR MATERIALMENTE A VERDADE, SÓ PARA FAZER PASSAR A APOSTASIA, ENQUADRANDO ESSA VERDADE NUMA MOLDURA FORMAL LIBERAL; COM A AGRAVANTE DE ASSIM PROCEDER NUMA INSTITUIÇÃO SUPOSTAMENTE CRIADA PARA A SOBREVIVÊNCIA DA FÉ CATÓLICA; a qual foi constituída, por Direito Divino Sobrenatural, como o único supremo fundamento, e o único e Eterno Fim, da existência da Santa Madre Igreja; toda a sua actividade, todas as suas energias espirituais, todas as invocações do braço secular, tudo é necessàriamente ordenado e medido pela Sacrossanta Fé Católica; não há, nem pode haver, Jurisdição eclesiástica fora, e menos ainda, contra a Fé Católica.
Suscita-se na dita Fraternidade o canon 2264 do Código de Direito Canónico de 1917: “Os actos de Jurisdição, tanto do foro interno, como do externo, realizados por um excomungado, são ilícitos; e caso tenha sido pronunciada sentença declaratória ou condenatória, são também inválidos.”
Argumentam estùpidamente, com estupidez moral entenda-se, que este canon prova a validade da Jurisdição das autoridades conciliares, pois nenhuma foi atingida com sentença declaratória ou condenatória de excomunhão.
Nesta ordem de ideias, um bispo podia propagar, legalmente, impunemente, canònicamente, o ateísmo, se por variados motivos, a guerra, por exemplo, a notícia da sua apostasia não pudesse alcançar, eficazmente, Roma.
As disposições do canon 2264, revestem sobretudo um CARÁCTER TÉCNICO, solidário com épocas em que era inconcebível e impensável a usurpação do Sólio Pontifício por inimigos da Santa Igreja; e em que qualquer heresia disseminada por um bispo era imediatamente punida. Além disso, há muitos delitos castigados com excomunhão, e não apenas a heresia.
Um Código canónico ou civil, por regra, não contempla situações excepcionais; a solução Jurisprudencial para estas consubstancia-se na análise indutiva do Princípio fundamentante, que no Direito Canónico, é constitutivamente a sacrossanta Fé Católica. Consequentemente, em casos excepcionais (e não existe maior excepção do que aquela que vivemos) O DIREITO DIVINO SOBRENATURAL PASSA, RESOLUTAMENTE, COM PRIORIDADE ESSENCIAL, À FRENTE DO DIREITO CANÓNICO.
É profundamente contrário à razão, bem como a todo o Direito Divino e humano, que o exercício concreto de uma função possa ser contraditório com a definição do princípio constitutivo dessa mesma função.
Por isso Nosso Senhor nos acautela contra os falsos pastores, que são lobos disfarçados de ovelhas, precisamente PORQUE ESSES SÃO OS PIORES, exactamente como numa guerra civil ou internacional, o verdadeiro inimigo não é o soldado ou o oficial adversário, FARDADO, mas sim o espião, que se finge amigo, VESTINDO A FARDA DE AMIGO, para melhor e mais eficazmente sabotar o esforço de guerra. Por isso os espiões SÃO FUZILADOS, ao passo que o soldado e o oficial inimigo são feitos prisioneiros de guerra.
Ora a Santa Madre Igreja está inteiramente povoada de demónios, disfarçados de anjos da luz, a começar por Bergoglio e o dito Calderon, aliás o pior, porque pontifica no seio da Fraternidade que FOI DE SÃO PIO X, e até escreveu um livro que MATERIALMENTE é bom, o que só torna mais letal a forma como utiliza esse livro PARA FAZER PASSAR O MAL, PARA FAZER PASSAR A CONTRADIÇÃO, PARA FAZER PASSAR O NADA. A pena máxima é muito pouco para este tipo de homens, que de forma tão vil atraiçoam a Nosso Senhor Jesus Cristo e assassinam tantas almas.
Poderá parecer que estou sendo demasiado duro?
Eu não profiro estas acusações movido por qualquer tipo de ódio, ou razões pessoais. É a Glória de Deus Uno e Trino que nos deve suscitar a mais profunda e dolorosa indignação, e evidentemente, a MAIOR REPULSA MORAL OBJECTIVA PELOS CULPADOS DE TANTA DEGRADAÇÃO.
Nunca olvidemos que poder algum deste pobre mundo nos poderá jamais arrebatar os Dons Sobrenaturais que nos foram merecidos no Calvário – e que constituirão o Lume Eterno da nossa Salvação.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Novembro de 2014

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