Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

ONDE ESTÁ O MENINO JESUS?

Menino Jesus

Do 1º Sermão do Papa São Leão para o Natal:

“Caríssimos: Nasceu hoje o nosso Salvador; alegremo-nos. Porque não é permitido haver tristeza, quando nasce a vida, a qual acabando com o temor da morte, nos infunde a alegria com a promessa da eternidade. E ninguém é excluído da participação desta alegria. Todos têm igual motivo de se alegrarem, porque nosso Senhor, destruidor do pecado” […]

Santo Natal a todos

*

*   *   *

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

ESCUTEMOS O PROFETA ISAÍAS:

«E sairá uma vara do trono de Jessé, e uma Flor brotará da sua raiz. E repousará sobre Ele o Espírito do Senhor, Espírito de Sabedoria e de Entendimento; Espírito de Conselho e de Fortaleza; Espírito de Ciência e de Piedade; e será cheio do Espírito de temor do Senhor. Não julgará pelo que se manifesta exteriormente à vista, nem condenará sòmente pelo que ouve dizer; mas julgará os pobres com justiça, e tomará com equidade a defesa dos humides da Terra, e ferirá a Terra com a vara da Sua boca, e matará o ímpio com o sopro dos Seus lábios. E a Justiça será o cinto dos Seus lombos, e a Fé o talabarte dos Seus rins.
O lobo habitará com o Cordeiro; e o leopardo se deitará ao pé do cabrito; o novilho o leão e a ovelha viverão juntos, e um menino pequeno os conduzirá. O novilho e o urso irão comer às mesmas pastagens; as suas crias descansarão umas com as outras; e o leão comerá palha como o boi; e a criança de peito brincará sobre a toca da áspide; e na caverna do basilisco meterá a sua mão a que estiver já desquitada. Eles não farão dano algum, nem matarão em todo o Meu Santo Nome, PORQUE A TERRA ESTARÁ CHEIA DA CIÊNCIA DO Senhor, assim como as águas do mar que a cobrem.»  Is 11,1-9

O Paraíso terrestre constituía a Imagem temporal mais aproximada do Céu – MAS NÃO ERA O CÉU. Se não existisse pecado original, a vida na Terra consubstanciar-se-ia na fruição ordenada da Verdade e do Bem, no seio da mais profunda tranquilidade; ora essa é precisamente a definição da verdadeira Paz: A TRANQUILIDADE NA ORDEM.
Todavia, seria uma Paz Sobrenatural, sim, MAS TERRENA. Ora, o que é da Terra encerrar-se-á definitivamente com o Juízo Final. E ainda bem. A Encarnação do Filho de Deus, a Sua Obra de Redenção, no Calvário, renovada incruentamente no Altar, a Instituição da Santa Madre Igreja, por Direito Divino Sobrenatural, todas estas realidades, tornam um regresso dos justos à Terra, daquelas pobres almas que já gozam da Paz beatífica – UMA MONSTRUOSIDADE! Efectivamente, Nosso Senhor Jesus Cristo DESCEU À TERRA, PARA NOS LIBERTAR ETERNAMENTE DA TERRA.
Se na Antiguidade Cristã homens como Santo Ireneu acreditaram no milenarismo, FOI COM UMA CRENÇA HUMANA; e se nessa remota idade, tal crença humana, não obliterava o Hábito Sobrenatural da Fé, tal acontecia por disposição Divina, e porque os séculos de Magistério Eclesiástico AINDA NÃO HAVIAM EXPLICITADO TODA A IMENSA RIQUEZA DO CONTEÚDO ESSENCIALMENTE OBJECTIVO DA SACROSSANTA FÉ CATÓLICA. Mas, hodiernamente, crer no milenarismo, é aniquilar o Hábito Sobrenatural da Fé. Exactamente como na crença na reencarnação.
Neste pobre mundo, neste vale de lágrimas, só os Bens Sobrenaturais devem constituir a causa exemplar, a causa eficiente, a causa formal, a causa final, e a causa meritória, da nossa operação.
CAUSA EXEMPLAR: Porque só Deus Uno e Trino, conhecido e amado SOBRENATURALMENTE, sobre todas as coisas, pode constituir o fundamento último de toda a Verdade, PORQUE ELE PRÓPRIO É A VERDADE, Metafísica e Teológica, de todo o nosso ser, de toda a nossa inteligência, e de toda a nossa liberdade.
CAUSA EFICIENTE: Porque Deus Constitui, já desde a sabedoria imperfeita de Aristóteles, O PRIMEIRO MOTOR IMÓVEL, fonte imutável e eterna de toda a actividade contingente; Princípio sem princípio, e Causa incausada; na Ordem Natural e na Ordem Sobrenatural.
CAUSA FORMAL: Porque toda a santificação da criatura consiste numa participação, acidental, mas real, na Natureza Divina, na Inteligência Divina, na Caridade Divina. PELA GRAÇA SOMOS ACIDENTALMENTE AQUILO QUE DEUS É ESSENCIALMENTE. E essa participação consiste numa forma Sobrenatural, acidental, criada, absolutamente necessária para a salvação e totalmente gratuita, pela qual somos elevados infinitamente acima das nossas capacidades e exigências naturais. Anàlogamente, a visão beatífica produz-se através da Forma da própria Essência Divina na inteligência, eternizando-a e imobilizando-a na Verdade, no Bem, e na Santidade.
CAUSA FINAL: Porque sendo Deus o fundamento da nossa existência e do nosso ser, constitui igualmente o nosso único e Supremo Fim. Viemos de Deus Uno e Trino, para Ele devemos voltar, PORQUE, QUER QUEIRAMOS, QUER NÃO, TODO O NOSSO SER RESIDE VIRTUALMENTE EM DEUS, E SÓ CONQUISTARÁ A VERDADE E A PAZ NELE REPOUSANDO ETERNAMENTE.
CAUSA MERITÓRIA: Porque tendo os nossos primeiros pais falhado miseràvelmente na sua missão de chefes do Género Humano; Deus
Nosso Senhor, na Sua Infinita Justiça, bem como na Sua Infinita Misericórdia, suscitou-nos o Seu próprio Filho, O Qual tomando, Hipostàticamente, uma Natureza Humana, no Seu Sacrifício Redentor, DE VALOR NECESSÀRIAMENTE INFINITO, nos reabriu as portas da santidade e do Céu, perpetuando esse mesmo Sacrifício Redentor nos nossos altares, como nova e infinitamente fecunda árvore de vida Sobrenatural e sol permanente da salvação.
MAS EIS QUE SATANÁS E SEUS SERVOS HUMANOS TORPEDEARAM ESTA MAGNÍFICA ECONOMIA DE SALVAÇÃO: NO LUGAR DE DEUS COLOCARAM O HOMEM, E PORQUE NOS ALTARES FOI EXTINTO O SACRIFÍCIO REDENTOR,
FOI ESTE SUBSTITUÍDO POR UMA FESTIVA REFEIÇÃO HUMANA, E ONDE ESTAVA O ADORADO MENINO JESUS – APARECEU O PAI NATAL!
Eis que nas noturnas janelas da urbe, frequentemente iluminadas, um homem de vermelho e longas barbas brancas, suscita o pândego consumismo, na imoderada ganância de substituir a Verdade e o Bem Imutável, Absoluto, Eterno, pelo incessantemente mutável, pelo contingente, caduco, pelo veneno enganador, gerador de fastio e merecedor de inferno – que tais são os bens deste mundo, quando possuídos e fruídos desordenadamente.
Foi a maldita seita conciliar, que ao reduzir premeditadamente a Doutrina Católica a um conto de fadas, a uma fantasia poética, para servir de ornamento ao culto do homem, propiciou vigorosamente a transformação do Santo Natal de Nosso Senhor Jesus Cristo na comercial e colossal palhaçada do pai natal. Pois não é Bergoglio quem afirma, sem qualquer pudor, que: “a fé é uma espécie de MOTOR DE BUSCA DA INTERNET, POIS QUE TUDO SE RESOLVE NO HOMEM.”
Sempre foi erradíssimo dizer às crianças que o Menino Jesus descia pela chaminé para dar brinquedos; porque logo que as crianças superam a fase mágica, ao repelirem tal crença, abandonam, por inerência, também toda a Doutrina Católica.
Todavia, nos tempos actuais, já nem se fala do Menino Jesus, pelo que as gerações hodiernas mais cultas consideram a Dogmática e a Liturgia Católica como CONSTITUINDO  VALORES PURAMENTE ARQUEOLÓGICOS, e que como tal devem ser estudados.
A seita conciliar remete para a sentina da História os valores mais sagrados: a Família Católica, renegada pelos documentos conciliares que inverteram – conscientemente, seguindo o programa da maçonaria – as finalidades do casamento, e que proclamando a laicização da sociedade, pela liberdade religiosa, a qual integra necessàriamente o divórcio e o aborto, alcançaram fatalmente a promoção da tolerância, e mesmo a plena legalização, da desgraçada “família gay”.
Inteligências avisadas, mesmo não católicas, já haviam previsto, desde os tempos do concílio, que: O processo desencadeado, pela sua própria natureza, conduzirá a uma indomável apostasia, que só se deterá, quando já não houver mais nada para renegar. A este ponto já chegámos.
Neste quadro conceptual, a seita anti-Cristo já não pode nem reivindicar o Natal como festa da família, como faziam os políticos republicanos portugueses de há 100 anos, e não pode, porque foi essa seita maldita que destruiu totalmente, e de Direito, a família católica.
É certo que desde a chamada Reforma, e depois com a revolução de 1789, e subsequente secularização civil do casamento, a instituição familiar sofrera golpes extremamente rudes, mas enquanto existiu a Santa Madre Igreja, como realidade social e cultural, o Sagrado baluarte familiar, no plano de Direito, MANTEVE-SE ABSOLUTAMENTE INTANGÍVEL.
Na realidade, se já não há família, que adoração se pode nutrir pelo Menino-Deus? Que veneração se pode acalentar por Nossa Senhora e São José? SEM FAMÍLIA O DOGMA E A MORAL CATÓLICA NÃO PODEM SUBSISTIR.
A SAGRADA FAMÍLIA DEVE CONSTITUIR A CAUSA EXEMPLAR, A CAUSA EFICIENTE E A CAUSA FINAL DE TODA A FAMÍLIA HUMANA, DE TODO O CORPO MÍSTICO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, POIS QUE CONSTITUI O REFLEXO VISÍVEL E TERRENO DA ADORADA FAMÍLIA DA SANTÍSSIMA TRINDADE, NA QUAL DEUS SE CONHECE E AMA COM FECUNDIDADE INFINITA.
O GRANDE SEGREDO DOS MISTÉRIOS SOBRENATURAIS, QUE CONSTITUI POR ISSO A SUA MAIS EXCELSA MARAVILHA, RESIDE PRECISAMENTE NAQUELE, QUE ESTANDO INFINITAMENTE LONGE DE NÓS, NO PLANO METAFÍSICO, SE FEZ MENINO ENTRE OS MAIS POBRES DOS HOMENS, PARA QUE COM A SUA GRAÇA, QUE POR NÓS MERECEU NA CRUZ, NOS LEVE COM ELE, ETERNAMENTE, PARA O CÉU.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 17 de Dezembro de 2014

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