Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BREVES CONSIDERAÇÕES ACERCA DA CHAMADA “OBJECÇÃO DE CONSCIÊNCIA”.

Objeção

  • Que os Santos Inocentes, nos nossos tempos tenebrosos os seres abortados – que poderiam ter louvado a Deus como bons cristãos – rezem por esta nossa podre geração em que o aborto é legalizado. Militar contra essa abominação merece a mais profunda objeção de consciência, desde os médidos à todo e qualquer cidadão fiel a Deus.

*   *   *

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, numa passagem da encíclica “Ubi Arcano”, promulgada em 23 de Dezembro de 1922:

  • «Se pois a Paz se ausentou, e se ainda hoje se faz esperar, como remédio de tantos males, é preciso procurar-lhes a razão, mais profundamente do que o fizemos atá agora. Muito antes da guerra europeia, por culpa dos homens e dos Estados, ia-se preparando a causa principal de tão grandes desgraças, causa que devia ter sido suprimida se todos se tivessem dado conta da extensão de tão espantosos acontecimentos. Quem acaso ignora a predição da Escritura: “Os que abandonam o Senhor serão reduzidos ao nada” (Is 1,28). E não menos claras são as advertências tão graves de Nosso Senhor Jesus Cristo, Redentor e Mestre dos homens: “Sem Mim nada podeis fazer”; ou ainda: “Quem não recolhe comigo desperdiça”.
    Ainda que sempre se realizem estes oráculos Divinos, nunca a verdade se manifestou com mais evidência aos olhos de todos do que em nossos dias. A Humanidade afastou-se, infelizmente, de Deus e de Jesus Cristo; por isso os homens caíram, da felicidade de outros tempos, NOS ABISMOS DOS MALES ACTUAIS; por isso são estéreis, mais ou menos completamente, todos os projectos por eles tentados para reparar as perdas e salvar o que resta das ruínas. Deus e Jesus Cristo, banidos da legislação e dos negócios públicos, NÃO POSSUINDO A AUTORIDADE A SUA ORIGEM EM DEUS, MAS NOS HOMENS, PERDERAM AS LEIS A GARANTIA DE SANÇÕES REAIS E EFICAZES, BEM COMO DOS PRINCÍPIOS SOBERANOS DO DIREITO QUE, AOS OLHOS ATÉ DOS FILÓSOFOS PAGÃOS, COMO CÍCERO, NÃO PODEM DERIVAR SENÃO DA LEI ETERNA DE DEUS.
    AS MESMAS BASES DA AUTORIDADE DESAPARECERAM AO SUPRIMIR-SE A RAZÃO FUNDAMENTAL DO DIREITO DE MANDAR, E DA OBRIGAÇÃO DOS GOVERNADOS DE OBEDECEREM. Inelutàvelmente, havia de seguir-se um cataclismo da sociedade inteira, DESDE ENTÃO PRIVADA DE SUSTENTÁCULO E APOIO SÓLIDO, e tornada presa dos partidos, que disputavam o poder, PARA ASSEGURAR OS PRÓPRIOS INTERESSES, E NÃO OS DA PÁTRIA.»

A Santa Madre Igreja, na sua infalível e Eterna sabedoria, sempre se opôs tenazmente a que os seus membros revestidos de ordens maiores, os seminaristas, e os professos nalguma ordem religiosa, combatessem fìsicamente nas guerras, travadas não só entre cristãos, mas igualmente contra os infiéis.
São Tomás de Aquino é bem claro quando expende que o clero, nomeadamente os bispos, PODEM DIRIGIR SUPERIORMENTE UMA GUERRA, MAS QUE A CONSAGRAÇÃO A DEUS TORNA INDECOROSO QUE ELES PRÓPRIOS COMBATAM.
Sabemos bem o quanto esta disposição foi desrespeitada, sobretudo na Idade Média.
A Paz é a tranquilidade na Ordem; e esta, em seu sentido eminente, É A CONSAGRAÇÃO DA DIVERSIDADE NA UNIDADE DA VERDADE E DO BEM.
Depois do pecado original, a desordem do mundo torna inevitável um estado de conflito quase permanente: conflito entre os indivíduos; conflito entre as instituições; conflito entre as Nações. E MESMO AQUILO A QUE O MUNDO CHAMA PAZ, NA REALIDADE NÃO É A PAZ, VISTO NÃO SE CONSTITUIR NO AMOR SOBRENATURAL A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS.
A denominada paz do mundo, quando não é simplesmente o fruto do “equilíbrio do terror”, certamente resulta do equilíbrio entre todos os egoísmos individuais e colectivos. A própria vida económica dos indivíduos, das instituições e das Nações, decorre, quase sempre, de ferozes egoísmos, de cujo equilíbrio promana uma aparência de generosidade.

Bergoglio e Dilma

  • Jorge Bergoglio que abraça Dilma, que almeja o aborto no Brasil!

A Santa Madre Igreja nunca professou o pacifismo, porque sabe que as consequências do pecado original e dos pecados actuais  são terríveis; e a JUSTIÇA, individual e colectivamente, possui todo o direito a defender-se, e inclusivamente, em certos casos, a tomar a iniciativa da ofensiva, sempre em ordem à Verdade e ao Bem objectivos. NÃO PODE É VINGAR-SE.
Mas a Santa Igreja também nunca professou o belicismo, pois o homem, como criatura espiritual, elevado por Deus Uno e Trino à Ordem Sobrenatural, tem sempre a possibilidade de, estimulado e rectificado pelo exemplo e pela legítima autoridade da Igreja e do Estado, AGIR ESPONTÂNEAMENTE BEM, SEM NECESSIDADE DE COACÇÃO, MEDIANTE A SIMPLES UNIÃO SOBRENATURAL COM A SOBERANIA DOS CORAÇÕES DE JESUS E MARIA, E DE OLHOS POSTOS NA ETERNIDADE.
Cada ente baptizado É UM SOLDADO DE CRISTO, MESMO EM SENTIDO TEMPORAL, CADA UM SEGUNDO O SEU ESTADO E A SUA CONDIÇÃO. A nossa Pátria Sobrenatural é o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, cuja realidade é Eterna. O nosso Fim supremo tem de ser anteposto a toda e qualquer outra realidade natural, por mais nobre que seja. Todavia, a Santa Madre Igreja, no quarto Mandamento, ordena-nos também que amemos a nossa Pátria terrena, tal como amamos os nossos pais biológicos; tal implica que estejamos prontos a dar a vida por ela, se necessário for, tal como faríamos, em justiça, com os nossos pais.
O Estado possui pois o direito de exigir o serviço militar aos cidadãos, tal como tem o direito de cobrar impostos, sempre em função da utilidade comum, e sob a autoridade da Santa Madre Igreja. Não olvidemos que foi a Santa Igreja, que ao longo das idades, mais vigorosamente recordou a Reis e Imperadores, o carácter eminentemente público da sua autoridade.
Porém, os Estados ateus, embora não possuam nenhuma verdadeira autoridade, visto não participarem formalmente da Lei Eterna; possuem contudo AUTORIDADE MATERIAL para exigirem o tributo do sangue, bem como outros tributos, e em tudo o que não ofenda, nem venialmente, a Lei de Deus, devem os católicos obedecer-lhes.
Em caso de guerra, mesmo ofensiva, os cidadãos devem sempre estabelecer PRESUNÇÃO DE LEGITIMIDADE A FAVOR DA AUTORIDADE DO ESTADO. Esta presunção é ilidida QUANDO SE TRATAR DE GUERRA DE EXTERMÍNIO OU GENOCIDA; NESSE CASO, OS CIDADÃOS DEVEM DESERTAR, MESMO INDEPENDENTEMENTE DE QUALQUER DECLARAÇÃO POR PARTE DA AUTORIDADE ECLESIÁSTICA; isto, bem entendido, em épocas normais. É impossível que haja guerras objectivamente justas para ambos os lados, NO SEU OBJECTO MATERIAL; mas bem pode haver guerras objectivamente justas para ambos os lados, NO SEU OBJECTO MORAL. Os soldados e oficiais possuem o direito de solicitar dos seus chefes políticos garantias acerca da justeza moral objectiva da guerra que todos travam.
Na segunda grande guerra, perante as atrocidades genocidas do exército alemão, sobretudo na Polónia, os soldados e oficiais podiam e deviam desertar, mesmo patrocinando a causa Anglo-Americana (mas não a soviética), enquanto lutavam para libertar a Alemanha do jugo nazi.
Efectivamente, embora existam semelhanças entre o nazismo e o comunismo, o primeiro ainda é pior. E a razão profunda reside em que o marxismo-leninismo nasceu do tremendo vazio provocado por quatro séculos de desintegração dos dados do espírito e subversão teológica e filosófica, protestante-iluminista-laicista; o marxismo-leninismo pretendeu restituir a unidade de ser aos produtos assim dissociados, todavia operou pela negativa, SEM A RAZÃO DIVINA E CONTRA A RAZÃO DIVINA, de modo que a unidade obtida, embora aparentemente não-relativista, na realidade apresentou-se também integralmente contrária à sã razão natural.
Já o nazismo constituiu uma erupção de assassinos de delito comum, que se apoderaram das rédeas de um poderoso estado, amplificando assim extraordinàriamente os seus crimes. Em virtude do pecado original e dos pecados actuais, infelizmente, nada impede que um aparelho de estado seja instrumento de perpetração dos maiores crimes comuns. O mesmo,  desgraçadamente, sucede nos actuais nazis islâmicos.
Neste quadro conceptual, tanto o nazismo como o comunismo, são consequência directa do laicismo, como de resto os Papas nunca deixaram de sublinhar.
Os bombardeamentos em massa de zonas civis, na segunda guerra mundial não constituíram genocídio, porque numa guerra total entre colectividades inteiras, os alvos económicos constituem um objectivo legítimo, e na época era tècnicamente impossível proceder a bombardeamentos cirúrgicos. Mesmo a bomba atómica, horrível como foi, foi legítima, dada a impossibilidade de se obter a rendição do Japão, e a obstinação deste em lutar até ao último homem, o que ocasionaria perdas impensáveis nas forças Americanas, Canadianas e Britânicas (calculadas num milhão de soldados aliados mortos, e cinco milhões de mortos japoneses). Além de que os Americanos lançavam prèviamente milhões de panfletos sobre as cidades a bombardear, aconselhando a fuga dos cidadãos. Cumpre sempre assinalar, que as guerras mundiais constituíram castigos colectivos para os grandes pecados da Humanidade no seu todo.
Sabe-se como o desgraçado concílio solicitou o respeito da objecção de consciência por parte dos poderes civis.
É evidente que os estados têm rigorosa obrigação de isentar os religiosos professos, os sacerdotes e os seminaristas do serviço militar armado, mas é sumamente perigoso enveredar por um direito à objecção de consciência. Dada a miséria moral da condição humana, é muito fácil que, a coberto de pretensas objecções de consciência, SE INTROMETAM RAZÕES BEM MENOS NOBRES; pois que retirar certos indíviduos das zonas de combate significa sempre afastá-los dos locais de maior perigo – ORA ISSO PODE BEM DAR LUGAR A SITUAÇÕES MORALMENTE MUITO MAIS GRAVES.
Todos nós nascemos de uns pais terrenos, numa Pátria terrena; existe assim um dever de solidariedade que promana do próprio vínculo de sociabilidade humana, o qual é consagrado e sancionado pela Lei Divina Natural e Sobrenatural.
A vida humana NÃO CONSTITUI UM VALOR ABSOLUTO, NEM MESMO SUPREMO; a Glória de Deus, a Salvação das almas, e até mesmo a Honorabilidade e a Justiça natural, são-lhe, essencialmente, prioritárias.
A Sagrada Escritura e toda a Tradição Eclesiástica nobilitam a profissão de soldado; NELAS NÃO EXISTE QUALQUER REFERÊNCIA A UMA OBJECÇÃO DE CONSCIÊNCIA. Os grandes crimes, as chacinas, as monstruosidades, que sucedem em quase todas as guerras, constituem uma questão de facto, embora lamentável, não elide o Direito fundamental.
Imploremos a Deus Nosso Senhor a Graça de, qualquer que seja o combate que tenhamos de sustentar, o façamos sempre por amor à Verdade e ao Direito objectivos, e nunca açulados por baixos sentimentos de ódio pessoal, absolutamente incompatíveis com a Caridade que Sobrenaturalmente irradia do Sagrado Coração de Jesus e do Coração Imaculado de Maria.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Dezembro de 2014

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: