Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

BERGOGLIO QUER APROVAR O MONSTRUOSO E INEXISTENTE “SACERDÓCIO FEMININO”

Sacerdocio feminino

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XII, em excertos da encíclica “Menti Nostrae”, promulgada a 23 de Setembro de 1950:

A SANTIDADE DO MINISTÉRIO SAGRADO

Sobre o Monte Calvário, o Redentor teve aberto o lado, do qual fluiu Seu Sangue Sagrado, que no decurso dos séculos mana, como alagadora torrente, para purificar as consciências dos homens, expiar os seus pecados, e distribuir-lhes os tesouros da Salvação.
Para a execução de tão sublime ministério são destinados os sacerdotes. Esses, de facto, não sòmente conciliam e comunicam a Graça de Nosso Senhor Jesus Cristo aos membros do Seu Corpo Místico, mas são também os orgãos de desenvolvimento do mesmo Corpo Místico, pois que eles devem sempre dar novos filhos à Igreja, educando-os, cultivando-os, e guiando-os. Sendo eles os dispenseiros dos Mistérios de Deus (ICor 4,1), devem servir a Jesus Cristo com perfeita Caridade, e consagrar todas as suas forças à Salvação dos seus irmãos. São eles os Apóstolos da Luz: Por isso devem iluminar o mundo com a Doutrina do Evangelho, e ser tão fortes na Fé, que a possam comunicar aos outros, e seguir os exemplos e os ensinamentos do Divino Mestre, para poderem conduzir todos a Ele. São os Apóstolos da Graça e do perdão; devem por isso consagrar-se totalmente à Salvação dos homens, e atraí-los ao Altar de Deus, para que se nutram do Pão da Vida Eterna. São os Apóstolos da Caridade: Devem, portanto, promover as obras de Caridade, tanto mais urgentes hoje, quanto cresceram enormemente as necessidades dos indigentes. (…)
Recorde-se, entretanto, o sacerdote, que o seu ministério será tanto mais fecundo, quanto mais estreitamente estiver ele unido a Nosso Senhor Jesus Cristo, e for guiado no seu trabalho pelo Espírito de Cristo. A SUA ACTIVIDADE NÃO SE REDUZIRÁ ENTÃO A UM MOVIMENTO, A UMA AGITAÇÃO, PURAMENTE NATURAIS, QUE AFADIGUEM O CORPO E O ESPÍRITO E EXPONHAM O PRÓPRIO SACERDOTE A TRANSVIAÇÕES RUINOSAS, PARA SI MESMO, E PARA A IGREJA. Mas o seu trabalho e as suas fadigas serão fecundados e corroborados pelos carismas da Graça, que Deus nega aos soberbos, mas largamente concede àqueles que trabalhando com humildade na vinha do Senhor, não se buscam a si mesmos e o seu próprio proveito, mas a Glória de Deus e a Salvação das almas.

 

É por demais evidente, e depreende-se necessàriamente do ateísmo despudorado de Bergoglio, que ele alimenta o desejo de promover, na seita anti-Cristo que dirige – E QUE NÃO É A IGREJA CATÓLICA – uma espécie de animação socio-cultural, no feminino, com o objectivo de melhor integrar a referida seita no movimento antropolátrico mundial e no panteão das religiões.
Na peugada de Teillard de Chardin, Bergoglio concebe “deus” como constituindo o próprio processo vitalista evolutivo da humanidade em direcção ao denominado ponto omega, no qual a integral deificação (SUBSTANCIAL E NÃO ACIDENTAL)(1) do género humano coincidirá com a plena autoconsciência encarnativa do mesmo “deus”.
Neste quadro profundamente aberrante, ateu, deicida, é perfeitamente lógico que Bergoglio pretenda inserir uma “contribuição feminina”; e se a mil vezes maldita seita conciliar não o fez até agora foi por razões estratégicas concernentes ao plano de destruição da Igreja; além de que a própria maçonaria, que conquistou a face humana do Corpo Místico, foi sempre uma instituição exclusivamente masculina.
As chamadas “ordenações femininas” configuram uma nota caracterizadora, teológica e canónica, de INEXISTÊNCIA e não de nulidade. Os desgraçados “casamentos gay” possuem igualmente o qualificativo, teológico e canónico, de INEXISTÊNCIA, e não de nulidade. Existe uma homologia perfeita, teológica e canónica, entre “sacerdócio feminino” e “casamento gay”.
Todavia se compulsarmos atentamente tantos documentos eclesiásticos quantos pudermos, não encontraremos nenhuma referência a estas realidades; PORQUE ERA IMPENSÁVEL PARA A SANTA MADRE IGREJA, QUE ESTAS QUESTÕES SE VIESSEM A COLOCAR.
Sempre houve pederastas e sodomitas; MAS NUNCA SE COLOCOU a questão DE OS CASAR. Os próprios republicanos e laicistas ateus do século XIX e primeira metade do século XX, há que reconhecê-lo, REPUDIARIAM VIVAMENTE UMA TAL PROPOSTA.
Também a questão do “sacerdócio feminino” jamais se colocou no seio da Santa Madre Igreja, tão absurda e  era ela. A inexistência teológica e canónica do “sacerdócio feminino” É DE DIREITO DIVINO SOBRENATURAL, E PORTANTO DE FÉ DIVINO-CATÓLICA IMPLÌCITAMENTE DEFINIDA. Dizemos “implìcitamente” na exacta medida, em que não se tendo nunca colocado concretamente uma tal questão, a definição dogmática correspondente também não foi perfeita e explìcitamente definida.
As diaconisas da Antiguidade Cristã não possuíam, nem podiam possuir, qualquer Ordem Sagrada, desempenhando funções caritativas, e auxiliando no Baptismo de pessoas do seu sexo.
O homem e a mulher possuem igual dignidade ontológica, mas diferem profundamente na hierarquização familiar, social e religiosa, das suas respectivas funções. A caracteriologia masculina é oposta, MAS COMPLEMENTAR, da caracteriologia feminina. O homem, em princípio, deve ser o chefe da família, o sustentador do lar; a mulher, sob autoridade do homem, deverá governar o lar e educar os filhos. Se o homem for religiosa e moralmente ímpio (o que infelizmente sucede tantas vezes), ou de alguma forma incapaz para o exercício das suas funções, num estado verdadeira e integralmente católico, compete à autoridade judicial atribuir à mulher o estatuto de chefe de família.
A masculinidade está ontològicamente vinculada, tendencialmente, à forma, à determinação qualitativa, à decisão racional; a feminilidade está ontològicamente vinculada, tendencialmente, ao sentimento, à potencialidade para ser determinada pela forma, à passividade. Isto acontece, em primeiro lugar no Direito Natural, mas anàlogamente no Direito Divino Sobrenatural, porque este último, por definição, ELEVA ACIDENTAL E INFINITAMENTE o primeiro, MAS JAMAIS O NEGA.
O VERBO FEZ-SE HOMEM E NÃO MULHER. A própria personalidade Divina é masculina; É Nossa Senhora, Corredentora, e Medianeira de todas as Graças, QUE EXERCE A MATERNIDADE SOBRENATURAL SOBRE TODOS OS HOMENS, à excepção dos condenados. A própria Santa Madre Igreja É MÃE. Acaso já havíamos pensado nesta maravilhosa economia Sobrenatural? Ela bem demonstra o transcendente Império da Verdade e da Santidade, até em realidades que julgaríamos secundárias.
O homem é tão necessário à família, à sociedade, e à Santa Igreja, como a mulher – MAS EM FUNÇÕES DIFERENTES E COMPLEMENTARES. Nossa Senhora, a mais pura e santa de todas as criaturas, NUNCA PODERIA SER APÓSTOLO. RESIDE NA LEI ETERNA – PRINCÍPIO DE ORDEM INCRIADO DE TODA A NATUREZA CRIADA OU POSSÍVEL – O FUNDAMENTO ÚLTIMO DA MASCULINIDADE E FEMINILIDADE, COMO PRINCÍPIOS UNIVERSAIS.
Quem defende o dito “sacerdócio feminino”, salvo o caso de ignorância crassa, NÃO POSSUI, DE FORMA ALGUMA, A FÉ CATÓLICA.
Todavia, como já afirmámos, o caso da seita conciliar é muito diferente, porque se move numa esfera ENCARNIÇADAMENTE ANTI-CATÓLICA, JÁ NÃO POSSUINDO SACERDÓCIO DESDE HÁ MUITO TEMPO.
A destruição do sacerdócio católico processou-se concomitantemente à destruição do Santo Sacrifício da Missa, bem como da Soberania Temporal de Nosso Senhor Jesus Cristo. Portanto, a seita conciliar já nada tem a ver com o Sacerdócio Católico, sendo esta campanha a favor do inexistente “sacerdócio feminino” MERA CONSEQUÊNCIA DA APOSTASIA JÁ EXISTENTE. O mesmo aconteceu em inúmeras seitas protestantes; como se sabe, Lutero destruiu o sacerdócio, como destruiu o Santo Sacrifício da Missa, como destruiu o Papado, com a asserção monstruosa de que todos os fiéis são padres; para os protestantes o que existe são PRESIDENTES DE ASSEMBLEIA E ANIMADORES, logo nada impede que sejam mulheres – EXACTAMENTE O QUE ESTÁ A SUCEDER NA SEITA CONCILIAR. Consequentemente, já não se trata de profanar o Sacramento da Ordem, ministrando-o a uma mulher; porque Sacramentos é realidade que já não existe na seita conciliar; e não existe precisamente porque a referida seita TUDO REDUZIU À DIMENSÃO PURAMENTE HUMANA. Por mais que se procure, na seita anti-Cristo APENAS SE ENCONTRARÁ O HOMEM, E SÒMENTE O HOMEM, COMO FUNDAMENTO, MEIO, E FIM DE SI PRÓPRIO.
Não assim para nós; nós possuímos a Nosso Senhor Jesus Cristo como Sol Sobrenatural das nossas almas, O Qual ilumina com a Seu Sacrifício, a Sua Presença Eucarística, e a Sua Graça, todos os nossos sofrimentos, toda a nossa vida neste vale de lágrimas. A participação, pela Graça, na Natureza Divina, exige de nós, membros do Corpo Místico, uma participação Sobrenatural nos sofrimentos d’Aquele que nos amou tanto, que tudo entregou ao Pai pela nossa Salvação.

(1) NOTA- É extremamente importante considerar que a participação, ACIDENTAL, na Natureza Divina, pela Graça, que é ensinada pela Teologia Católica e pelo Magistério da Santa Madre Igreja, DIFERE, ABSOLUTAMENTE, da participação SUBSTANCIAL, própria do panteísmo, o qual constitui uma modalidade de ateísmo.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 3 de Janeiro de 2015

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: