Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NA TUA LUZ VEREMOS A LUZ

Luz ds Fé

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Debrucemo-nos, piedosamente, sobre o Salmo 35:

«A iniquidade fala ao ímpio dentro do seu coração; não há temor de Deus diante dos seus olhos.
Porque ele, na sua imaginação, se lisonjeia de que não há de ser descoberta a sua culpa, nem aborrecida.
As palavras da sua boca são iniquidade e engano; renunciou a ser sensato e a fazer o Bem, obstina-se num caminho que não é bom, não rejeita o mal.
Senhor, a Tua Misericórdia chegou até ao Céu; e a Tua fidelidade até às nuvens.
A Tua Justiça é grande como os montes de Deus; os Teus Juízos são como o mar profundo. Tu, Senhor, salvas os homens e os animais.
Tão preciosa é a Tua Graça, oh Deus! Os filhos dos homens refugiam-se à sombra das Tuas asas;
saciam-se com a abundância da Tua casa; e Tu os fazes beber na torrente das tuas delícias.
Porque em Ti está a Fonte da Vida, E NA TUA LUZ VEMOS A LUZ.
Conserva a Tua Graça aos que te adoram, e a tua equidade aos que têm o coração recto.
Não venha sobre mim o pé do soberbo, e a mão do pecador não me comova.
Eis que caíram os que cometem a iniquidade; foram derribados e não se puderam levantar mais.»   

Escutemos São Pedro na sua segunda Epístola:

«Assim como o Seu Divino Poder nos deu todas as coisas que dizem respeito à vida e à piedade, por meio do conhecimento d’Aquele QUE NOS CHAMOU PARA SUA GLÓRIA E VIRTUDE; assim também, por Ele mesmo nos deu Deus tão grandes e preciosas promessas, a fim de que por elas, VOS TORNEIS PARTICIPANTES DA NATUREZA DIVINA.» IIPed 1,3-4

Todo e qualquer conhecimento processa-se segundo uma determinada luz.
A plenitude da objectividade do conhecimento depende da riqueza da forma substancial daquele que conhece, na exacta medida em que conhecer é possuir, na própria forma, a plasticidade de assimilar, intelectualmente, objectivamente, acidentalmente, transcendentalmente, formas alheias, conservando íntegra a própria forma substancial.
O Reino Mineral nada pode conhecer, pois que nele a forma substancial se exaure totalmente na própria função substantiva. O Reino Vegetal, embora demonstre nas funções de nutrição, crescimento, e reprodução, uma maior perfeição da forma substancial, não pode ainda conhecer, muito embora nos tropismos se vislumbre já um esboço de relação qualificada com o meio. O Reino Animal, mormente nos seus representantes superiores, possui um conhecimento sensível, estimativo, elaborado e subordinado às finalidades instintivas da respectiva espécie; mas não se tratando de um conhecimento intelectual, não existe assimilação inteligível. No Homem, Animal racional, constitui-se uma relação transcendental entre a forma substancial de quem conhece, e todas as outras formas sensíveis susceptíveis de serem conhecidas, como objecto proporcionado, ou seja, são essas formas captadas pelos orgãos dos sentidos, sendo-lhes, pelo denominado entendimento agente, abstraída a essência inteligível; essa relação transcendental é mediada pela espécie inteligível impressa, que constitui uma modificação acidental na inteligência; e pela espécie inteligível expressa, na qual a inteligência se consciencializa objectivamente e se compromete, ontológica e transcendentalmente, na asserção da forma alheia. De qualquer forma, as faculdades sensíveis e espirituais, são sempre objectivamente medidas pela realidade, numa síntese intrìnsecamente comensurável, derivada do facto de Deus Criador, tanto, metafìsicamente, medir a inteligência contingente, quanto a realidade em si mesma.
Os Anjos, na Ordem Natural, conhecem-se uns aos outros e a Deus, intuitivamente, na perfeição da própria essência específica puramente espiritual; e conhecem o universo criado através das ideias infusas que Deus neles depositou. A multiplicidade dessas ideias é inversamente proporcional à perfeição de cada Anjo; efectivamente, quanto maior o poder intelectual, menor o número de ideias, e maior a extensão e a definição qualitativa do particular em cada ideia. Os Anjos, dada a sua constituição ontológica, não necessitam de qualquer mediação discursiva no processo de conhecimento.
Em Deus, na Sua Asseidade, o conhecimento processa-se SUBSTANCIALMENTE, E NÃO POR UMA FACULDADE; o conhecimento Divino não é acidental, mas essencial; Aquilo pelo qual Deus É, é precisamente Aquilo pelo Qual conhece e ama. Ao conhecer-Se a Si mesmo e a todo o Universo criado, Deus realiza um só acto, Eterno, e infinitamente rico e fecundo, o qual é indissociável da geração do Verbo, que precisamente por isso é denominado Sabedoria de Deus. O meio de conhecimento de Deus, ou seja, a ideia de extensão infinita, bem como de resolução também infinita – É A PRÓPRIA ESSÊNCIA DIVINA; pois que o conhecimento Divino NÃO DEPENDE DA REALIDADE CONHECIDA, MAS SIM DA SUA PRÓPRIA ESSÊNCIA.
Neste quadro conceptual, verificamos, que no limite, a Forma que conhece, contém em Si, VIRTUALMENTE, as formas conhecidas.
Consequentemente, São Tomás de Aquino afirma que a relação de Deus com a Criação, DA PARTE DE DEUS, NÃO É REAL, MAS DE RAZÃO; DA PARTE DAS REALIDADES CRIADAS, É UMA RELAÇÃO TRANSCENDENTAL.
O conhecimento constitui necessàriamente, nos entes contingentes, UM ENRIQUECIMENTO ONTOLÓGICO DE FUNDAMENTO TRANSCENDENTAL. Efectivamento a Criação implica a pluralidade dos entes, quanto mais perfeitos são, menor é o seu número; na vida na Terra os organismos mais elementares são em muito maior número do que os elementos mais perfeitos: Há mais insectos do que mamíferos, e o conjunto destes é mais numeroso do que a Espécie Humana; e o número de bactérias é absolutamente impensável. Mesmo nos Anjos, os quais constituem, cada um deles, uma só espécie, os Serafins e Querubins, que são os mais perfeitos, são muito menos numerosos do que os restantes. E a razão profunda, Metafísica, reside na própria Unicidade absoluta de Deus Uno e Trino, com as Suas Infinitas perfeições; embora haja uma DISTÂNCIA INFINITA entre os mais perfeitos dos Anjos e Deus Uno e Trino; não há dúvida que à medida que se ascende na escala de perfeição das Essências, decresce o número de indivíduos. Cumpre assinalar que nunca se pode exaurir a capacidade de perfeição contingente: Por mais perfeita que se conceba uma Essência, é sempre possível outra mais perfeita ainda, e por mais que ascendamos, a distância metafísica de Deus será sempre infinita. O único limite para a esfera contingente reside apenas nas fronteiras do Ser, ou seja, no respeito pela NÃO-CONTRADIÇÃO ENTRE OS ELEMENTOS DESSAS MESMAS ESSÊNCIAS; POIS QUE A CONTRADIÇÃO NÃO É SER – É NÃO SER, PORTANTO, NADA.
Ora é pelo conhecimento e pelo amor que as criaturas, sobretudo as espirituais, de algum modo recompõem a unidade do Ser, aparentemente fragmentada pela Criação.
Neste pobre mundo, é pelo organismo Sobrenatural proporcionado pelas Virtudes Teologais e Morais e pelos Dons do Espírito Santo, que a criatura espiritual encontra, EM SEMENTE, o seu Fim Absoluto e Eterno. Na realidade, a felicidade Sobrenatural  que os amigos de Deus Nosso Senhor gozam neste vale de lágrimas, É PERFEITAMENTE HOMOGÉNEA COM A FELICIDADE ETERNA DO CÉU. Mas enquanto que na Terra, a sua alma é conduzida à participação na Natureza Divina, por Hábitos Teologais e Morais Sobrenaturais, activos e passivos, que constituem filosòficamente um acidente; no Céu, a alma é tornada capaz da visão Beatífica pelo denominado “Lume da Glória,” Hábito Sobrenatural escatológico e Eterno, o qual substitui a Fé Teologal, a qual não pode mais existir na Glória do Céu. Todavia a visão Beatífica consubstancia-se na posse inefàvelmente íntima de Deus Nosso Senhor, mediante a própria Essência Divina, que Se constitui, Eterna e imutàvelmente, Espécie cognoscitiva na nossa inteligência. Quer dizer: Enquanto pela Fé Teologal conhecemos Deus e os Mistérios Sobrenaturais através da mediação de Hábitos, igualmente Sobrenaturais, mas que são espécies inteligíveis criadas; a visão de Deus é possibilitada, ontològicamente, sem qualquer mediação, pois que a LUZ QUE UNE A INTELIGÊNCIA, TRANSCENDENTALMENTE, A DEUS, COMO SEU OBJECTO PROPORCIONADO E ADEQUADO – É A PRÓPRIA LUZ DE DEUS. É PELA LUZ DE DEUS QUE VEREMOS A DEUS, COMO MUITO BEM DIZ O SALMISTA, POR INSPIRAÇÃO DIVINA.
Neste nosso pobre mundo, e no plano natural, nós concluímos pela existência de Deus, pela observação das criaturas, da sua contingência, e do seu maravilhoso ordenamento. Mas o conhecimento Sobrenatural de Deus, mesmo na nossa vida mortal, é infinitamente mais rico, ministrando-nos uma Luz que irradia uma imensamente mais excelsa compreensão das criaturas.
MAS A SEITA ANTI-CRISTO, A NUNCA SUFICIENTEMENTE AMALDIÇOADA IGREJA CONCILIAR, DESCONHECE TOTALMENTE TODAS ESTAS MARAVILHAS.
Quando nos deixamos ofuscar, deslumbrar, desordenadamente, pela falsa luz deste pobre mundo, volvemo-nos cegos para a infinitamente nobilitante Luz de Deus Uno e Trino, e esterilizando as nossas faculdades, privamo-nos d’Aquele Sol Sobrenatural, que deve constituir o Absoluto, especulativo e operativo, da nossa atribulada peregrinação terrestre.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Janeiro de 2015

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