Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A PERFEITA EQUIVALÊNCIA DA LIBERDADE RELIGIOSA COM O ATEÍSMO SARTREANO

X.Sartre

 

 

 

 

 

 

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Leão XIII, em excertos da encíclica “Libertas”, promulgada em 20 de Junho de 1888:

«Deve-se acrescentar que nenhuma virtude digna desse nome pode existir sem a religião, pois a virtude moral é aquela cujos actos têm por objecto tudo o que conduz a Deus, considerado como supremo e soberano Bem do homem; e por isso é que a religião que “pratica os actos tendo por fim directo e imediato a honra Divina” é a rainha, e ao mesmo tempo a regra de todas as virtudes. E se se pergunta qual, entre todas essas religiões opostas, se deve seguir, com exclusão das outras, a razão e a natureza unem-se para nos responder: a que Deus prescreveu, e é fácil de distinguir por certos sinais exteriores pelos quais a Divina Providência a quis tornar reconhecível, pois que em coisa de tanta importância, jamais poderia existir engano.
É por isso que oferecer ao homem a liberdade religiosa, é dar-lhe o poder de desvirtuar, ou abandonar impunemente, o mais santo dos deveres, afastando-se do Bem imutável, A FIM DE SE VOLTAR PARA O MAL. Isso, já o dissemos, não é liberdade, e sim DEPRAVAÇÃO DA LIBERDADE, E UMA ESCRAVIDÃO DA ALMA NA ABJECÇÃO DO PECADO.
Encarada do ponto de vista social, essa mesma liberdade religiosa não quer que o Estado renda culto algum a Deus, ou que não autorize nenhum culto público; que nenhuma religião seja preferida a outra, que todas sejam consideradas como tendo os mesmos direitos, sem mesmo ter atenção para com o povo, mesmo quando esse povo faz profissão de catolicismo. (…) Eis aí porque a sociedade civil, como sociedade, DEVE NECESSÀRIAMENTE RECONHECER A DEUS COMO SEU PRINCÍPIO E SEU AUTOR, e por conseguinte render ao Seu Poder e à Sua Autoridade a homenagem do seu culto. NEM SEGUNDO A JUSTIÇA, NEM SEGUNDO A RAZÃO, O ESTADO PODE SER ATEU, OU, O QUE VIRIA A DAR NO ATEÍSMO, ESTAR ANIMADO, A RESPEITO DE TODAS AS RELIGIÕES, COMO SE DIZ, DAS MESMAS DISPOSIÇÕES, E CONCEDER-LHES INDISTINTAMENTE OS MESMOS DIREITOS.»

É conhecido que Sartre, no seu ateísmo postulatório, produziu a asserção fundamental do seu sistema: SE NÃO HÁ DEUS TUDO É PERMITIDO!
Anàlogamente, o Concílio Vaticano 2, deu início à Idade pós-cristã, proclamando o princípio da denominada liberdade religiosa, princípio esse, que embora equivalente no resultado final, É, ESTRATÈGICAMENTE, IMENSAMENTE MAIS PERIGOSO DO QUE A ENUNCIADA TESE SARTREANA.
Efectivamente, quando Sartre publicava e falava, NÃO TINHA A PREOCUPAÇÃO DE VELAR, DE QUALQUER MODO QUE FOSSE, A CRUA REALIDADE DO SEU PENSAMENTO MALDITO – ERA SATANÁS E COMO TAL APARECIA.
Ora a seita conciliar, proclamou oficialmente um princípio ateu, COM A APARÊNCIA DA AUTORIDADE DO PRÓPRIO DEUS.
E o que sucedeu então? Muitas almas de boa fé, assimilaram SUBLIMINALMENTE, OU SEJA, SEM ADVERTÊNCIA FORMAL DA CONSCIÊNCIA, UM PRINCÍPIO ABSOLUTAMENTE LETAL, NÃO APENAS PARA A FÉ, MAS ATÉ MESMO PARA UMA SÃ RAZÃO NATURAL. ESSE PRINCÍPIO CORROMPEU, EFICAZMENTE, SUBCONSCIENTEMENTE, A FÉ DESSAS ALMAS, AS QUAIS APOSTATARAM, QUASE SEM DAR POR ISSO.
É conhecido como na assembleia conciliar uma facção importante, mas não maioritária, constituíra pacto formal com a maçonaria internacional; todavia, a maioria dos bispos, conquanto mantivesse a Fé Teologal, possuía uma alma singularmente debilitada pela propaganda dissolvente desenvolvida no interior da Igreja, durante o pontificado de Pio XII. Consequentemente, podemos com certeza afirmar, que no concílio Vaticano 2, a maioria dos bispos NÃO ESTAVA NA GRAÇA DE DEUS, NÃO POSSUINDO ASSIM ESPÍRITO VERDADEIRAMENTE SOBRENATURAL. Pois se até os membros do “Coetus Internacionalis Patrum”, com a excepção honrosa de Monsenhor de Castro Mayer e Monsenhor Lefebvre, se renderam incondicionalmente, logo após o encerramento do dito concílio.
O danado princípio da liberdade religiosa é mortal para a Verdade e o Bem, mas não para o erro e o mal. E a razão profunda é precisamente porque existe UMA SÓ VERDADE, UM SÓ BEM; mas uma vastíssima PLURALIDADE DE ERROS E DE MALES. Os protestantes, nos países em que triunfaram, decretaram imediatamente a liberdade religiosa para todas as seitas nas quais se iam fragmentando, MAS NEGARAM-NA INTEIRAMENTE AOS CATÓLICOS, até meados do século XIX, sobretudo nos países nórdicos.
Ainda hoje, sobretudo em países como França, Portugal e México, é absolutamente impensável para um político invocar a Deus, no exercício das suas funções. Mas nos Estados Unidos, por exemplo, é extremamente comum tal suceder, sem provocar qualquer escândalo, e até com a aprovação de parte importante da opinião pública. Porquê? Precisamente porque a herança cultural e religiosa nos países latinos, pelo menos nos seus vestígios, é CATÓLICA, TRINITÁRIA E CRISTOLÓGICA, CONSTITUTIVAMENTE REPASSADA DE INTOLERÂNCIA EM RELAÇÃO AO ERRO; ENQUANTO QUE A TRADIÇÃO CULTURAL PROTESTANTE SUBVERTEU ESSENCIALMENTE O RECTO CONCEITO DE DEUS.
Precisamente o mesmo acontece com a seita conciliar: NELA HÁ LUGAR PARA TODOS OS ERROS E TODOS OS MALES – SÓ NÃO HÁ LUGAR PARA A VERDADE E O BEM. Uma aberração destas só pode suceder porque a seita apóstata que usurpou a face humana do Corpo Místico, DESTRUIU ESSENCIALMENTE A IDENTIDADE ESPECÍFICA DA SACROSSANTA FÉ CATÓLICA.
O conceito de liberdade religiosa, verdadeiro fruto proibido, denominado  pelos destruidores premeditados da Igreja como “a terra prometida do concílio”, um tal conceito, torna tudo possível, tudo permitido, suprime todas as precauções, todas as defesas, pessoais, familiares, sociais e políticas;  é o homem feito “deus” de si próprio, sujeito ùnicamente à criatividade dos seus caprichos e à impulsão das suas emoções, em todos os campos da vida.
No século XVIII, os enciclopedistas iluminados mais lúcidos, burgueses e aristocratas que eram, bem instalados na vida, nutriam um certo receio, aliás bem fundamentado, sobre os efeitos niilistas e anárquicos que as suas teorias poderiam ter sobre as camadas populares. Esses temidos efeitos ficaram bem claros na revolução de 1789, e na realidade foram muitos os burgueses e aristocratas que nela, literalmente, perderam, não apenas os haveres, mas também a cabeça.
Recordemos, que já no século XVI, o povo miúdo, excitado pela anarquia prática propagada por Lutero, revoltou-se contra os seus senhores, aliás também contaminados pela apostasia protestante; e foi o próprio Lutero que cruelmente aconselhou ao extermínio do incêndio que ele próprio semeara.
Qualquer princípio oposto à Fé Católica, PRODUZ SEMPRE AS MESMAS CONSEQUÊNCIAS, EM TODAS AS ÉPOCAS E TODAS AS LATITUDES. São muito poucos os homens que conseguem sustentar um padrão ético mìnimamente objectivo, digno e racional, uma vez  destruídos, ou nunca assimilados, os fundamentos dogmáticos da Fé Católica.
Infelizmente, muitos homens que se afirmam piedosos, como o Cardeal Burke, continuam completamente cegos para as realidades mais negras deste pobre mundo, e não percebem, não querem perceber, as infernais coordenadas em que a Igreja foi precipitada, para castigo dos nossos pecados. Não compreendem, não querem compreender – pois que tal implicaria roturas e custos sociais, que eles não querem, em absoluto, aceitar – que vivemos actualmente as consequências extremas do dito princípio da liberdade religiosa, consequências rigorosamente previsíveis, por todo aquele, que possuindo as virtudes Teologais, e recusando enganar-se a si mesmo, tivesse procedido à leitura dos documentos conciliares.
Contudo, a vacatura do Sólio Pontifício, só pode ser solenemente declarada por Bispos, no pleno uso da sua autoridade episcopal. Trata-se de uma DECLARAÇÃO, e não de uma DEPOSIÇÃO. Grande, grande, foi o erro de Monsenhor Lefebvre, em assim não ter procedido em 30 de Junho de 1988, data das Sagrações.
O Sacrossanto Princípio da Fé Católica, não é humano, é Divino, procede Sobrenaturalmente do Pensamento Divino, da Caridade Divina, é um Princípio de Ser, de Verdade, de Bondade, de Santidade; qualquer alteração o corrompe irremediàvelmente, miseràvelmente – BONUM EX INTEGRA CAUSA.
O Princípio da Fé Católica é Eterno e Imutável, porque na Sua Asseidade, É por Si mesmo, e só pode ser o que é, nem mais, nem menos, porque o Ser é Infinito, e o que viola as Suas fronteiras, não É Ser – é nada.
A dita liberdade religiosa é um nada sartreano, que nos precipita no Inferno, excluindo-nos da esfera do Ser, da Verdade, e da Caridade.
Nosso Senhor Jesus Cristo constitui e personifica a suprema irradiação dos Bens Celestes; no Seu Sacrifício de valor Infinito, consagrou e consagra, cruenta e incruentamente, a única liberdade a que o homem deve almejar: A LIBERDADE DE AMAR SOBRENATURALMENTE A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS, E AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS, UNINDO A SUA CRUZ TERRENA À CRUZ DE JESUS E SUBLIMANDO SOBRENATURALMENTE TODOS OS SEUS PENSAMENTOS  TODAS AS SUAS AFEIÇÕES E TODAS AS SUAS ACÇÕES.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 19 de Janeiro de 2015

Uma resposta para “A PERFEITA EQUIVALÊNCIA DA LIBERDADE RELIGIOSA COM O ATEÍSMO SARTREANO

  1. Eduardo janeiro 27, 2015 às 8:51 pm

    Encontrei seu Blog, procurando comentários sobre os erros históricos do liberalismo.
    Está de parabéns pelos artigos. O acrescentei entre os meus favoritos.
    Ad Iesum per Mariam

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