Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

FÁTIMA e os DIVOS da «JUSTIFICAÇÃO» segundo o «LUTERANO II»

B16+ Luther

Arai Daniele

Na linguagem mais simples e direta da boa Teologia para as almas, a verdadeira esperança de justificação diante de Deus é a da misericordiosa Justiça de Nosso Senhor segundo as obras de santificação guiadas pela própria consciência, mas aquela formada na Sua Lei.

«Procurai antes de tudo o Reino de Deus e a Sua Justiça e o resto vos será dado em acréscimo». A justificação para ser real pode somente provir de Deus, que justifica no anseio do ser humano, com a sua inteligência e vontade, pela Sua Justiça. Tudo segundo a Fé, a Esperança e a Caridade, virtudes teologais.

São Tomás explica: “iusficatio passive accepta importat motum ad iustitiam; sicut et calefactio motum ad calorem.” (A justificação ao passivo implica um moto na direção da Justiça, assim como o aquecimento implica um moto na direção do calor” (Suma, I-II, q. 113, a.1).

Em palavras simples, ninguém pode sequer pensar de explicar a justiça a Deus; o que seja a Sua justificação, como tentaram e tentam fazer desviados falsos pastores, antes protestantes, agora conciliares.

Quando no passado alguns clérigos armaram uma artimanha teológica para a Donzela de Orleans, perguntando se ela se considerava em estado de graça, Joana d’Arco respondeu que não sabia, acrescentando: se estou, que Deus me conserve; se não estou, que Deus na Sua misericórdia me ajude a consegui-lo. Teologia simples e essencial para se manter na graça divina. Assim, também com o seu martírio a França foi preservada da letal heresia sobre a justificação que, segundo uma “nova” subjetiva livre consciência protestante contaminou o mundo e no nosso tempo polui até Roma.

Com essa novidade do «livre exame subjetivo», Lutero, Calvino e companheiros negavam o poder de legislador a Cristo e por extensão à autoridade do Seu Vigário e da Igreja católica e apostólica sobre todos os homens.

“A nova lei è principalmente a mesma graça do Espírito Santo, concedidas aos que crêem em Cristo [legislador e juiz]. Isto está revelado claramente no que escreveu o Apostolo, que chama «lei» a mesma graça da Fé [em Jesus Cristo Nosso Senhor]” (Suma I-II, q. 106, a. 1).

“Sem a fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que quem se aproxima de Deus crer que seja remunerador dos que O buscam (Hb, 11, 6). Uma fé ligada a uma esperança objetiva, porque revelada, não subjetiva porque deduzidas por «eruditos» leitores do Evangelho, onde é dito que Jesus Cristo recebeu todo o poder no céu e na terra e o poder de julgar, que conferiu à Sua Igreja.

Ora, imaginando que isto tenha sido negado por um hipotético “Luterano I”, hoje, por causa da sua «teologia» o Vaticano 2, pode ser considerado uma versão degenerada até desse «Luterano I» – no qual se professava a necessidade da fé para a salvação, embora sem as obras. Agora, bastaria a boa vontade para sentir-se subjetivamente «justificado»!

A «dignidade humana» seria o atributo absoluto para o homem cujo «direito» à «liberdade religiosa» constaria da mesma Revelação! Deus reconheceria o “direito” – mais que a possibilidade dos primeiros pais de abusar da dignidade de serem criaturas com vontade livre para desobedecê-Lo e danar-se! A Redenção, que nos veio pela Encarnação divina de Jesus Cristo, nos guiou para a conversão à obediência ao Pai, no Seu caso até ao suplício da Cruz, para nos salvar.

Contra essa livre vontade de conversão surgiu o «protestantismo» que define, mais que uma idéia religiosa definida, objetiva, um rebelde, contestador ânimo subjetivo de quem procura a satisfação do «livre exame» até sobre a justificação que procede de Deus. E Lutero, em vista do laxismo romano nos costumes, elucubrou um seu rigorismo religioso na sola fides, dando, porém, o exemplo pessoal de laxismo livre com o seu famigerado «peca fortemente»!

Assim chegamos ao ensinamento da «conversão» em nosso tempo com um contraste crucial entre a Religião Católica, relembrada em Fátima e a nova religião conciliar, que se diz católica, mas que é ecumenista e hiper-protestantizante; que vai além de Lutero porque para a sua «justificação» dispensa até a Fé, bastaria a boa intenção.

Isto pode ser confirmado por luteranos «tradicionalistas», como seja o pastor Richard Wurmbrand (1909-2000), que reconheceu, surpreso, que atualmente a Igreja católica é incompreensível e mudou mais do que Lutero queria e pensava. Isto se compreende nas letras e palavras dos sumos interpretes do Vaticano 2. Portanto este pode ser visto como um «Luterano II», adultério loquaz que foi além até do «Luterano I»!

As idéias protestantes deram passos de gigante, não certamente por causa de uma congruência religiosa, na verdade uma inversão, mas pela obra dessa miríade de inovadores de aspecto confiável, mas de doutrina corrupta.

As heresias de Lutero foram superadas pela Roma conciliar

De fato, para ficar nos termos diretos e simples da Fé, procura-se invertê-la na sua justificação, que só pode vir do Juízo de Deus, com o sentimento humano que só tem por origem o ânimo de procurar a justificação pessoal para o que subjetivamente prefere, segundo a boa vontade de uma «fé atualizada» aos tempos modernos. Eis o «bem» do ecumenismo deduzido hoje pelas crenças homologadas pelas lojas maçônicas do mundo!

Lemos o efeito devastador dessas idéias introduzidas numa Roma caótica dos nossos tempos pelo diálogo aberto, por exemplo pela Conferência dos Bispos Italianos, «Sull’importanza del confronto con il luteranesimo: [Sobre a importância do confronto com o luteranismo: “Martin Lutero foi um grande reformador.”… Ali se confessa que: “a Igreja Católica se deixou inspirar no Concilio Vaticano 2 e também pelas idéias de Lutero, pondo em ato depois um seu processo de renovação»! Pois bem, essa «igreja» está para celebrar em 2017 Lutero, senão canonizá-lo, pedindo perdão pelas «injustiças» sofridas no passado por ele.

Se é verdade isto, como demonstram os fatos dentro e fora da Igreja, o que devemos pensar sobre o efeito do «pensamento» dominante no Vaticano, senão que este elaborou uma outra religião, ecumenista, que nada tem de católica e que opõe-se radicalmente à conversão que Nossa Senhora veio pedir em Fátima?

Assim, João Paulo II, dia 6 de dezembro de 2000, referindo-se aos ensinamentos do documento «Lumen Gentium» -16, diz: «Todos os justos do mundo, mesmo os que ignoram Cristo e a Sua Igreja, sob o influxo da graça, e quem procura Deus com o coração sincero, é chamado a edificar o Reino de Deus». A este ponto a fé na graça que é a nova lei de Cristo seria supérflua para a salvação! Lutero não teria aceito esta afirmação pela qual Karol Wojtyla dispensa ecumenisticamente a necessidade da Fé para a justificação que salva. Nem Lutero teria feito afirmações com as quais os conciliares dispensam a necessidade da fé e do seu Batismo. No entanto, nas reuniões das «grandes religiões», de Assis e em cada encontro inter-religioso, especialmente com os judeus, são confirmados em modo implícito que não há necessidade de converter-se a Cristo para ser justificado, porque para a nova religião conciliar, todos estão no bom caminho professando a própria boa fé, que no caso dos judeus é a de conservar a Antiga Aliança, ignorando a Nova e eterna instituída por Jesus Cristo Salvador.

Daí que também não é preciso pregar o Evangelho no mundo para converter toda criatura e fazer prosélitos, pois não é verdade evangélica que só «quem crer e for batizado será salvo», e «quem não crer será condenado».

Aliás, isto que pertence à “conclusão” do Evangelho de São Marcos (16, 16) está ainda na Bíblia de Jerusalém, apresentada por Gianfranco Ravasi, hoje cardeal (e papabile), que faz questão de lembrar que em algum código antigo este passo «embaraçante» foi omitido, o que justificaria sua omissão em evangelhos conciliares.

A questão, porém, é que se a fé pudesse ser supérflua para a salvação, tanto mais seria a Igreja institucionalizada que o ensina como missão de seu Clero, na vigilância de sua Hierarquia, com a confirmação infalível de seu sumo Pontífice. Veja-se a pérfida contradição de quantos a partir de cargos clericais pregam a natureza opcional destes na sociedade moderna, o que se estenderia logicamente aos sacramentos e a tudo o mais.

A «profunda religiosidade de Lutero», invocada por João Paulo II, serve para a nova «justificação do Luterano II» através da influência e prestigio da falsa «nova teologia» daqueles que se tornaram os seus grandes peritos: Rahner, Schillebeeckx, Congar, De Lubac, Ratzinger e companhia. Isto para citar somente os nomes mais tristemente conhecidos e aprovados pelos chefes supremos da fatal abertura do «abismo» à Revolução conciliar.

O primeiro seu «chefe», Ângelo Roncalli – João 23, clérigo de «genial simplicidade» (cf. Jean Guitton), foi elevado à Sede de Pedro justamente para «justificar» o novo iluminismo ecumenista, como demonstrou com a sua «obra»; isto é a abertura do abismo apocalíptico *.

  • *Veja-se o que diz a encíclica «Mirari vos» no meu artigo http://wp.me/pWrdv-UI, em que aponto para o risco de vacuidade de um debate importante, como o de Olavo de Carvalho com Alexander Dugin, ignorando-se o verdadeiro desastre espiritual e mental de nossos tempos para a Cristandade com a destruição da Igreja pelo Vaticano 2º.

Assim, apareceu a igreja conciliar que vai além de Lutero; além de um hipotético Luterano I; está chegando a um Luterano II, do qual J. Ratzinger foi o grande promotor.

Será que aceitar estes clérigos como enviados por Nosso Senhor para confirmar a Fé – que é o contrário de justificar a heresia – não seja sinal de apostasia? O pior é que se pretende, por fidelidade ao papado, que todo católico aceite esses «chefes» desviados como papas.

Ora, isto implica necessariamente, mesmo recusando suas doutrinas, mesmo recusando a beatificação de um heresiarca, mesmo abominando a reunião ecumaníaca de Assis, admitir que isto tudo circule pelo mundo com o aval da Sede «católica».  De fato, vai nisso uma cumplicidade indireta com o mal que destrói a Igreja: se não justificam o Luterano II, suas pompas e suas obras, reconhecem quem as promove como representante de Cristo. Isto na ordem lógica é ignorar a causa do mal, para se sentir desculpado de acusar seus evidentes efeitos devastadores !

O que resta hoje desta reação católica quando o «protesto» torna-se existencial numa nova «religião conciliar», cuja autoridade se põe à serviço de uma humanidade não mais decaída, mas «vítima»? “Onde estava Deus escondido diante de tanta atrocidade?” foi protestado incrivelmente por Bento 16 na sua visita a Auschwitz. E Bergoglio responde à menina que não sabe como pode haver tanto mal no mundo. Como é que tais clérigos hoje quase pedem desculpas pelo culto de Deus que enviou Seu Filho ao sacrifício para remir o mundo cruel se este foi por Ele mesmo criado! Emulam a voz dos gnósticos como Madame Blavatsky para acusar o Cristianismo, que ou se «converte» a um «eros» (que reprimiu iniquamente por tantos séculos), ou deve desaparecer! Ou impera a nova «bondade», que vai de João 23 ao atual Bergoglio, «bondade» que dispensa a conversão para alcançar a justificação ensinada pela Igreja católica, ou esta deve desaparecer!

Quem quer permanecer católico interrogue sua consciência, porque esta deverá prestar contas pelo inestimável dom da fé recebida para ser professada e defendida, sem fazer a menor acepção de pessoas e cargos quando ela é alterada.

E aqui se trata nada menos que de santificar Lutero no mesmo ano em que decorre o Centenário de Fátima. Na mesma Roma troca-se a Mensagem de Maria Santíssima para a conversão dos homens e povos, pela da dispensa luterana das obras de santificação.

Que leiam com atenção pelo menos a Epístola aos Gálatas (1, 8), mas principalmente o Evangelho de Jesus Cristo sobre os falsos Cristos dos últimos tempos. Um claro sinal da presença destes é o de pretender, para impor uma idéia ecumenista dispensadora de conversões, neutralizar o pedido  da Mãe de Deus em Fátima para a geral conversão, sem a qual uma muldidão de almas cai no inferno

E alguém ainda pensa ser possível negar que Fátima seja o grande sinal de contradição para estes tempos finais.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

AMOR DE LA VERDAD

que preserva de las seducciones del error” (II Tesal. II-10).

Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

Radio Spada

Radio Spada - Tagliente ma puntuale

Catholic Pictures

Handmaid of Hallowedground

Hallowedground

Traditional Catholic Visualism

Acies Ordinata

"Por fim, meu Imaculado Coração triunfará"

RADIO CRISTIANDAD

La Voz de la Tradición Católica

%d blogueiros gostam disto: