Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O PRINCÍPIO ATEU DA “GRADUALIDADE”, PARA DESTRUIR AS ALMAS AINDA FIÉIS

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Debrucemo-nos sobre os seguintes excertos da encíclica “Casti Connubii” proclamada pelo Papa Pio XI em 31 de Dezembro de 1930:

As insídias contra a fecundidade

«Mas para tratarmos agora, veneráveis irmãos, de cada um dos pontos que se opõem aos diversos bens do matrimónio, falemos primeiro da prole, que muitos ousam chamar molesto encargo do casamento e afirmam dever ser evitada cuidadosamente pelos cônjuges – não pela continência honesta, permitida mesmo no matrimónio, pelo consentimento de ambos os cônjuges – mas viciando o acto natural. Alguns reclamam esta liberdade criminosa, porque aborrecendo os cuidados da prole, desejam sòmente satisfazer a sua voluptuosidade, sem nenhum encargo, outros porque, dizem, não podem observar a continência, nem permitir a prole, por causa das dificuldades, quer pessoais, quer da mãe, quer da economia doméstica.
Mas nenhuma razão, sem dúvida, embora gravíssima, pode tornar conforme com a natureza, e honesto, aquilo que intrìnsecamente é contra a natureza. Sendo o acto conjugal, por sua própria natureza, destinado à geração da prole, aqueles que exercendo-o, deliberadamente o destituem da sua força e da sua eficácia natural, procedem contra a natureza e praticam um acto torpe e intrìnsecamente desonesto.
Não admira, pois, que segundo atesta a Sagrada Escritura, a Majestade Divina odeie sumamente este nefando crime, e algumas vezes o tenha castigado com a morte, como recorda Santo Agostinho:”Mesmo com a mulher legítima, o acto matrimonial é ilícito e desonesto, quando se evita a concepção da prole. Assim procedia Onan, filho de Judá, e por isso Deus o matou”.
Por conseguinte, havendo alguns, que afastando-se manifestamente da Doutrina Cristã, ensinada desde o princípio e jamais modificada, pretenderam pùblicamente proclamar, há pouco, doutrina diversa deste modo de proceder, a Igreja Católica, a quem o próprio Deus confiou a missão de ensinar e defender a integridade e a honestidade dos costumes, COLOCADA NO MEIO DESTA RUÍNA MORAL, para preservar de tanta torpeza a castidade da união nupcial, proclama altamente, e de novo promulga pela nossa palavra que: QUALQUER USO DO MATRIMÓNIO EM QUE POR MALÍCIA HUMANA, O ACTO SEJA DESTITUÍDO DA SUA NATURAL FORÇA PROCRIADORA, INFRINGE A LEI DE DEUS E DA NATUREZA, E AQUELES QUE OUSAREM COMETER TAIS ACÇÕES TORNAM-SE RÉUS DE CULPA GRAVE.»

É mais do que garantido de que só por este género de pecado a grande maioria da Humanidade está condenada. Todavia a penitência é sempre possível, com a Graça de Deus, e a sã e pura Doutrina Católica. O próprio Santo Agostinho, que conheceu todas as trevas do erro filosófico e teológico, bem como do pecado carnal, com o auxílio da Graça de Deus, tornou-se um modelo de sabedoria e de virtude para toda a Cristandade.
Agora o que não pode existir é vida sobrenaturalmente virtuosa na base do erro religioso. Existe um vínculo transcendental extremamente profundo entre o Dogma e Moral; e o cumprimento da integridade da Lei Divina, por longo tempo, mesmo numa base natural – isto é, sem a Graça Santificante e as virtudes Teologais e Morais Sobrenaturais – exige necessàriamente a Graça Medicinal, isto é, um auxílio de Deus, preternatural, que de alguma maneira suaviza e mitiga as feridas na natureza provocadas pelo pecado original, preparando para a Graça actual, Sobrenatural, pròpriamente dita.
O Sínodo apóstata, há pouco acontecido, cem por cento modernista – e não olvidemos que o modernismo constitui uma forma, edulcorada, estèticamente apurada, de ateísmo – o dito Sínodo, pretendeu criar, E CRIOU, um clima de oficialização, e consagração canónica, da tese do pluralismo de modelos de família, incluindo a desgraçada “família gay”; fundamentando-se no princípio apóstata, de que todas as religiões são bàsicamente boas, porque todas expressam aquele impulso, imanente, sentimental e vital, que dinamiza, individual, social e culturalmente, o progresso da Humanidade; embora admitindo que Jesus Cristo, como puro homem, e “primeiro crente” terá sido aquele em que a “experiência do divino” foi mais “privilegiada”.
Consequentemente, apresentam tais modelos de família, como tendendo, em sentido modernista, para o “modelo católico,” isto é, enxertado no fluxo vital inaugurado pelo suposto “primeiro crente”. Nesse enquadramento – solicitam os modernistas – porque não ministrar a comunhão a essas pessoas envolvidas em experiências famíliares alternativas, auxiliando-as a percorrer, GRADUALMENTE, o caminho para o dito “primeiro crente”?
Cumpre assinalar, muito assertivamente, QUE A COMUNHÃO, PARA OS MODERNISTAS, NÃO É A RECEPÇÃO DO CORPO, SANGUE, ALMA E DIVINDADE DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM. NADA DISSO. CONSTITUI SÒMENTE UMA EXPERIÊNCIA SOCIALIZADA E SIMBÓLICA DE INVOCAÇÃO DO “PRIMEIRO CRENTE”. Aliás, a seita conciliar há muito que não possui sacerdócio, e as suas “missas” constituem paródias monstruosas da verdadeira Sagrada Liturgia Católica.
Encontramo-nos, portanto, perante um paralelismo de coerência modernista e apóstata: Todas as religiões são boas, logo todos
os comportamentos afins dessas religiões possuirão igualmente o seu lugar no panteão da seita conciliar. Pois que a maçonaria internacional conseguiu esta coisa espantosa: abandonar, repudiar, na e pela face humana da Santa Igreja, a Fé Sobrenatural que nos certificava dogmàticamente que a mesma Santa Madre Igreja constitui a única Arca de Salvação e o Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, para transformar essa mesma face humana, numa orgânica articulando e integrando institucionalmente todas as experiências religiosas modernistas, e todos os modelos alternativos de família, incluindo, como já se afirmou, as desgraçadas “famílias gay”.
É absolutamente necessário reconhecer que o maldito anti-Cristo Bergoglio está pessoalmente empenhado no reconhecimento canónico das ditas “famílias gay”, pois todas as suas asserções o insinuam nìtidamente, embora a sua estratégia seja comandada pelo que de mais infernal existe neste pobre mundo. Bergoglio sabe perfeitamente que no mundo actual os verdadeiros católicos são casos mais únicos do que raros, e que portanto, a médio prazo, os seus demoníacos intentos, segundo as prioridades estabelecidas pela maçonaria, serão realizados.
Não podemos duvidar que se os teólogos do tempo de São Pio X, E O PRÓPRIO SÃO PIO X, tivessem assistido, na sua vida mortal, àquilo a que nós estamos a assistir, NEM POR UM SEGUNDO, hesitariam em proclamar o Vaticano e toda a face humana da Igreja, como integralmente conquistados pelas forças do anti-Cristo – NEM POR UM SEGUNDO.
É conhecido, como durante a realização do Sagrado Concílio Vaticano I (1869-1870), a maçonaria internacional organizou um anti-concílio em Nápoles. Efectivamente, o programa da diabólica seita foi sempre a constituição de uma ANTI-IGREJA, A QUAL SALVAGUARDARIA OS TRAÇOS FISIONÓMICOS DA VERDADEIRA SANTA MADRE IGREJA – MAS EM NEGATIVO INFERNAL.
Foram os Papas Gregório XVI, Pio IX e São Pio X, aqueles que com mais acuidade, mais discernimento, tiveram plena consciência de que se estava maquinando contra a Santa Madre Igreja a mais monstruosa das fraudes, a mais iníqua das traições – essencialmente pior do que a de Judas Iscariotes, pois este, no seu deicídio, ainda não possuía o conhecimento de dois milénios de Magistério da Santa Madre Igreja, bem como de todos os inauferíveis tesouros da Revelação Sobrenatural.
Possuímos a convicção profunda de que apenas um golpe de estado vibrado no interior do Estado do Vaticano – por leigos, e por sacerdotes e bispos fiéis, que após a eliminação do usurpador e respectivo séquito, de imediato elegeria um verdadeiro Papa, O QUAL TERIA DE SER RECONHECIDO PELA SOCIEDADE INTERNACIONAL, NA EXACTA MEDIDA EM QUE O VATICANO, ENQUANTO UNIDADE POLÍTICA,  CONTINUA A SER UM ESTADO SOBERANO – parece ser a única forma de reconstituir a linhagem dos Papas, conferindo-lhe credibilidade doutrinal e consistência objectiva e institucional. É evidente que se seguiriam tempos dificílimos para as almas fiéis, em todo o mundo; algumas seriam, de certeza, assassinadas pela maçonaria; mas NOSSO SENHOR NÃO EXIGE QUE TRIUNFEMOS, EXIGE SÒMENTE QUE LUTEMOS. Mesmo a menor obra, em sentido terreno, humano e material, PODE POSSUIR UM VALOR ACIDENTALMENTE DIVINO, QUANDO REALIZADA, SOBRENATURALMENTE, EM NOSSO SENHOR JESUS CRISTO.
Mas então como é? As obras de Nosso Senhor também não possuem um valor infinito? A resposta assegura-nos que Nosso Senhor é SUBSTANCIALMENTE, VERDADEIRO DEUS, E SUBSTANCIALMENTE, VERDADEIRO HOMEM, TAL COMO É, SUBSTANCIALMENTE, SACERDOTE; logo as Suas obras SÃO SUBSTANCIALMENTE DIVINAS; ao passo que nas almas adornadas com a Graça Santificante e a Caridade, as obras são ACIDENTALMENTE Divinas, porque participantes da Natureza Divina, da Inteligência Divina, da Santidade Divina.
Sobretudo, nunca olvidemos que os poucos Santos Sacrifícios da Missa válidos, celebrados no orbe, são suficientes “ex opere operato” para merecer a reconstituição da linhagem dos Papas; uma só Missa, A QUAL POSSUI UM VALOR INFINITO, seria suficiente; pois no que concerne ao Sacerdote principal, Nosso Senhor Jesus Cristo, os frutos do Santo Sacrifício, actuam-se, como referi, “EX OPERE OPERATO”, isto é, por virtude objectiva, intrínseca, própria; ainda que inserida e compreendida nos desígnios Eternos da Divina Providência. No que concerne ao sacerdote puramente humano e terreno, ministro de Nosso Senhor, assim como à intenção da própria Missa, e dos que a ela assistem; bem como nas intenções de todo o Corpo Místico; o Santo Sacrifício actua “ex opere operantis”, ou seja, os seus frutos são proporcionais às disposições sobrenaturais dos sujeitos.
Uma das particularidades demonstrativas do carácter diabólico do dito Sínodo, residiu no facto dos seus participantes afirmarem terem sentido: “SOPRAR NOVAMENTE O ESPÍRITO DO CONCÍLIO VATICANO 2”. Irrefragàvelmente, é o espírito de satanás, que prosseguindo, através dos séculos, uma estratégia implacável, promove a destruição da Santa Igreja de Deus; e a fase final desse plano deicida foi lançada precisamente com o usurpador Roncalli, fundamentalmente encarregado pela maçonaria internacional de convocar o maldito concílio.
INSISTE-SE: UMA SÓ MISSA POSSUI INTRÌNSECAMENTE, “EX OPERE OPERATO,”  A VIRTUDE LATRÊUTICA, EUCARÍSTICA, PROPICIATÓRIA E IMPETRATÓRIA, NECESSÁRIAS PARA A RECONSTITUIÇÃO DO PAPADO. Todavia, são também necessários os méritos Sobrenaturais daqueles que, pela Providência Divina, forem chamados a concretizar, o mais necessário, o mais Sobrenatural, o mais universal, de todos os empreendimentos.

 

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 27 de Janeiro de 2015

3 Respostas para “O PRINCÍPIO ATEU DA “GRADUALIDADE”, PARA DESTRUIR AS ALMAS AINDA FIÉIS

  1. bruno janeiro 30, 2015 às 11:47 pm

    Sr. Alberto,

    Conforme a encíclica Casti Connubii, a prole pode ser “evitada” pela “continência honesta”. Essa continência honesta é somente a continência contínua, ou a que o casal cuidadosamente faz somente nos dias da fetilidade da mulher?

    • Pro Roma Mariana fevereiro 11, 2015 às 5:54 pm

      É evidente que o casal também pode ter relações nos dias infecundos. Pois que o acto matrimonial pode ser realizado em função dos fins secundários do casamento (mútuo auxílio e remédio da concupiscência) DESDE QUE O FIM PRIMÁRIO DA PROCRIAÇÃO NÃO SEJA ATINGIDO. Todavia, se por razões de saúde e económicas, for impossível ter mais filhos, então só resta a abstenção perpétua.
      Por isso o casamento entre o rapaz e a anciã, qualificado pelo nosso D. Francisco Manuel de Melo, no século XVII, como CASAMENTO DO DIABO, embora não proibido pelo Direito Canónico de 1917;ignoro se alguma vez foi canònicamente interdito; deve ser ADMINISTRATIVAMENTE PROIBIDO PELO SENHOR BISPO.

  2. Zoltan Batiz fevereiro 1, 2015 às 3:51 pm

    A agenda da Fraternidade (alterada) do São Pio X é estrictamente a mesma, mas as fieis não querem aperceber-se disso.

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