Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O JUÍZO TEMERÁRIO – VENENO DO DIABO PARA A RUÍNA DAS ALMAS

  • MULHER vestida de solNossa Senhora em Lurdes disse a Bernadette no seu dialeto patois… “Que soy era Immaculada Councepciou” – “Eu sou a Imaculada Conceição”. Personificou assim, como nome próprio a maravilha da pureza operada por Deus, para modelo humano. Assim toda ofensa ao Coração Imaculado de Maria, Mãe de Deus e nossa, especialmente de ordem «religiosa» é sinal de extrêma degradação, que comporta as piores consequências sociais. Vivemos esses tempos de atmosfera humana envenenada? É o que tudo indica.

*   *   *

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Apóstolo São Tiago em excertos da sua Epístola:

«Não queirais meus irmãos, fazer-vos muitos de vós mestres, sabendo que vos expondes a um Juízo mais severo. PORQUE TODOS NÓS PECAMOS EM MUITAS COISAS. Se alguém não peca em qualquer palavra, este pode dizer-se que é um homem perfeito, capaz de suster com freio todo o corpo, com as suas paixões. Com efeito, quando pomos o freio na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, também governamos todo o seu corpo. Vede também as naus; ainda que sejam grandes, e se achem agitadas de tempos impetuosos, com um pequeno leme se voltam para onde quiser o impulso do que as governa. Assim também a língua é um pequeno membro, mas gloria-se de grandes coisas. Vêde como um pouco de fogo incendeia um grande bosque! Também a língua é um fogo, um mundo de iniquidade. A figura está entre os nossos membros, e contamina todo o corpo, e inflama com o fogo das suas paixões a roda do nosso viver, SENDO ELA MESMA INFLAMADA PELO INFERNO. Porque todas as espécies de alimárias, de aves e de répteis e de outros animais se domam; têm sido domadas pela natureza humana; porém a língua, nenhum homem a pode domar; é um mal que torna o homem inquieto, está cheia de veneno mortífero. Com ela bendizemos a Deus e Pai; e com ela amaldiçoamos os homens, que foram feitos à semelhança de Deus. Da mesma boca procede a benção e a maldição. Não convém, meus irmãos, que isto assim seja. Porventura uma fonte lança pela mesma bica água doce e amargosa? Porventura, irmãos meus, pode a figueira dar uvas, ou a videira figos? Assim uma fonte de água salgada não pode dar água doce. (…)
ORA O FRUTO DA SABEDORIA É SEMEADO EM PAZ POR AQUELES QUE PRATICAM A PAZ.»  Tiago 3,1-12/18

Uma das mais tristes consequências do pecado original consubstancia-se na ausência culposa de objectividade na vida moral, diante de Deus e diante dos homens.
O pecado de Adão e Eva implicou um grande esforço moral negativo para vencer toda uma dimensão ontológica que impulsionava o homem, de forma gratificante, para a Verdade e para o Bem, para a Santidade, logo para a objectividade no agir moral.
O ser humano, precisamente enquanto é ser, possui naturalmente em si mesmo, não apenas os primeiros princípios ontológicos do conhecimento, mas ainda os primeiros princípios ontológicos do agir moral.
O pecado original, não obliterou, nem podia obliterar, esses mesmos primeiros princípios, enquanto tais, MAS INTRODUZIU A PRIVAÇÃO DE SER NA SUA APLICAÇÃO PRÁCTICA.
O pecado original destruiu definitivamente a situação cosmológica e ontológica preternatural em que o homem se encontrava, todavia a natureza humana, enquanto natureza, não foi diminuída, A SUA OPERAÇÃO MORAL É QUE FOI FERIDA, FOI INQUINADA; TAL COMO A OPERAÇÃO INTELECTUAL FOI GRAVEMENTE OBSCURECIDA PELA CONDIÇÃO CORPORAL.
Todo o ente espiritual, criado à Imagem e Semelhança de Deus, logo na mesma Ordem Natural, tende a conhecer e a praticar o Bem e a evitar o mal; isto é, tende pelo conhecimento e pelo amor a promover moralmente uma reconstituição e uma unificação do ser, aglutinando a toda a natureza o bem que lhe é conveniente.
Os irracionais promovem essa reconstituição mediante o instinto próprio de cada espécie, o qual constitui um princípio de ordem neles depositado pelo Criador.
Mesmo depois do pecado original, a inteligência continua a possuir como objecto formal próprio – a Verdade; e a vontade continua a possuir como objecto formal próprio – o Bem; todavia a desordem introduzida pelo pecado original produz como consequência que a inteligência adira a verdades inobjectivas e que subvertem a hierarquia da Lei Eterna; e a vontade prossiga bens aparentes. O mal moral não é ser, mas privação de ser. Há um Bem Absoluto – que é Deus; mas não há, nem pode haver, um mal absoluto, pois tal constituiria um nada metafísico. Quando se diz que a seita conciliar é um mal absoluto, queremos significar, QUE NESTE MUNDO, NÃO HÁ, NEM PODE HAVER, UM MAL MAIOR DO QUE AQUELE REPRESENTADO POR ESSA SEITA. A inteligência opera sempre segundo aquilo que julga ser verdade; assim como a vontade é sempre polarizada por aquilo  que a mesma vontade, embora erradamente, julga constituir o seu bem. Consequentemente, o mal, enquanto tal, formalmente, não é, nem pode ser, causa eficiente, causa exemplar, ou causa final, seja do que for, precisamente, PORQUE É PRIVAÇÃO DE SER MORAL.
Neste quadro conceptual, cumpre assinalar, que uma vontade moralmente desordenada, influi sempre negativamente no intelecto, directa ou indirectamente, transtornando-o e subtraindo-lhe capacidade.
O Juízo temerário constitui uma das formas mais comuns de corrupção da inteligência pela (má) vontade. Nele se revela, de uma forma peculiar, a grande tendência do Género Humano para o mal. Pois que a inteligência, ou é dirigida, formalmente, pela (má) vontade para um juízo moral infundamentado (juízo temerário directo); ou então, é  a inércia própria de um espírito não moralmente rectificado, e que na sua acédia, pende habitualmente para juízos objectivamente falsos, quer de ordem moral, quer  de ordem puramente especulativa (Juízo temerário indirecto).
Não é Juízo temerário, quando existem elementos de magnitude suficiente, para que um tal Juízo se formule, mas mesmo neste caso, a nossa inteligência e a nossa vontade devem sempre ser norteadas por razões eminentemente objectivas. O pendor fundamental da nossa existência e do nosso agir, tem necessàriamente que ser o anúncio formal da Glória extrínseca de Deus, bem como a salvação das almas.
Um certo dia, a ainda no tempo de Paulo VI, encontrando-se Monsenhor Lefebvre no Vaticano – “DE HERODES PARA PILATOS” – um guarda suíço, sùbitamente, dirigiu-se-lhe, dando-lhe claramente a entender que ele, Monsenhor Lefebvre, não estava ali a fazer nada, PORQUE TUDO ESTAVA JÁ TOMADO PELA MAÇONARIA.
Aqui está o tipo de atitude, em que o subalterno, com as suas faculdades perfeitamente rectificadas e sobrenaturalizadas, e  verificando, a ruína, e a apostasia, das instituições que servia, não teme manifestá-lo, solidarizando-se com um prelado verdadeiramente católico, desfeiteado e troçado, na própria sede do Catolicismo – PAUTOU-SE ASSIM POR CRITÉRIOS ESTRITAMENTE OBJECTIVOS, E MAIS AINDA, SOBRENATURAIS.
Infelizmente, a grande maioria dos homens, regula-se, sim, mas por critérios subjectivos; POIS QUE AO PROCEDEREM À QUALIFICAÇÃO MORAL DAS ACÇÕES, PRÓPRIAS E ALHEIAS, EM LUGAR DE SE DEIXAREM MEDIR PELA LEI ETERNA, NATURAL E SOBRENATURAL, PRETENDEM ELES MESMOS CONSTITUIR A MEDIDA DE TAL QUALIFICAÇÃO;
E fazem-no, segundo critérios essencialmente desordenados, oportunistas, particularistas.
Mas será que todos os modernistas procedem, sempre, a Juízos temerários? Não, necessàriamente. O que define fundamentalmente o modernismo é a pessoa, como ente contingente – que não possui em si a razão da sua existência, QUE NÃO É O SEU SER – pretender, ela própria, a partir da sua subjectividade, MEDIR a transcendência dos vínculos religiosos e morais, em vez de SE DEIXAR, OBJECTIVAMENTE, MEDIR POR ELES, e assim procedendo – finitiza-os, relativiza-os. Contudo, o modernista  poderá pensar e agir, GLOBALMENTE, de forma tendencialmente ordenada, não particularista, universalista; e neste caso será uma consciência sincera, MAS NÃO OBJECTIVAMENTE RECTA; E PARA ALCANÇAR A SALVAÇÃO ETERNA, NÃO BASTA SER SINCERO, MAS É NECESSÁRIO FORMAR E SEGUIR UMA CONSCIÊNCIA RECTA.
Mas o modernista, pelo simples facto de se constituir medida do vínculo religioso, mais fàcilmente tombará no caos mental e operativo, o qual não só não é recto, mas nem sequer procede da sinceridade; será sòmente uma espécie de delito comum.
Por isso é frequente, pessoas muito cultas e inteligentes, segundo os padrões do mundo, naufragarem nos mais ignominiosos Juízos temerários, aos quais se segue a calúnia, e todo um cortejo de crimes.
O Juízo temerário constitui assim uma espécie de veneno diabólico, que eivando as relações humanas, as torna pasto do pai da mentira, do pai do erro, do corruptor das famílias, das sociedades e da História, inimigo de Deus e inimigo dos homens – SATANÁS!
A seita conciliar ressumbra de todas as misérias humanas, nas quais o Juízo temerário assume aspecto preponderante. E a razão profunda para isso reside precisamente no apodrecimento da inteligência por via do envilecimento da vontade. Inclusivamente, muitos homens de cultura, não crentes, mas naturalmente sérios, não escondem a má impressão causada pela terrível decadência moral, E POR ISSO TAMBÉM MENTAL, dos heresiarcas. Mas já São Tomás de Aquino, na sua sã antropologia, distinguiu, mas jamais separou, as funções intelectuais, da atitude moral.
Anàlogamente, o nosso organismo sobrenatural, facultando-nos a participação na Inteligência Divina; nos faculta igualmente a participação na Caridade Divina e na Lei Eterna, como princípio de Ordem, Incriado, de toda a natureza, criada ou possível.
Porque o princípio último de unidade entre a inteligência e a vontade, RESIDE NO MISTÉRIO SOBRENATURAL DA SANTÍSSIMA TRINDADE, EM QUE DEUS SE CONHECE E AMA, A SI MESMO, COM FECUNDIDADE INFINITA, NA PERFEITÍSSIMA UNICIDADE DA PRÓPRIA ESSÊNCIA.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 8 de Fevereiro de 2015

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