Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A SALVAÇÃO PELA FÉ IMPLÍCITA ALTERADA PELO MODERNISMO: e o ideário do Padre Feeney e dos Irmãos Dimond

Arai Daniele

No meu livro sobre Fátima, «Entre Fátima e o Abismo», apresentado por Dom Antônio de Castro Mayer, encontram-se algumas considerações sobre o Pontificado de Pio XII, assuntos que foram também discutidos com o preclaro Bispo de Campos.

Os termos em que eu havia colocado a questão nessa discussão, à luz da Mensagem e do pedido de Nossa Senhora em Fátima, é que as dificuldades dos pontificados sucessivos ao de São Pio X, seriam devidas sobretudo a uma prioridade de política diplomática adotada pelo Vaticano a partir de Bento XV. Esta seguia a «escola de Largo Capranica», cuja influência principal remontava ao cardeal Mariano Rampolla, que fora Secretário de Estado com Leão XIII, e a quem se atribuem tantas tentativas “conciliantes” da Santa Sé para com governos liberais e socialistas, que se demonstraram falimentares.

Assim, São Pio X encontrou uma situação de total ruptura política com o governo da França, sem que ali tivesse sido erguida uma resistência católica de peso. Esta, que se apoiava na volta da Monarquia, pareceu a alguns descartada pela encíclica leonina, que admitia outras formas de governo.

Gustavo Corção trata amplamente estas questões no seu livro «O Século do Nada». Estas ainda fermentavam no tempo de Pio XI como o problema que enfrentou segundo sintetizei assim: “Também em 1926, na França, o papa condenou a Action Française, liderada pelo monarquista Charles Maurras (ver http://wp.me/pWrdv-jZ) que, embora acatólico, liderava a luta contra o laicismo e pelo monarca que fosse o lugar-tenente de Cristo Rei. Pio XI sempre favoreceu e preferiu a Ação Católica, que porém não tinha condições de substituir os primeiros no campo político, o que levou à débacle da influência dos valores católicos na França.”

“À imagem deste comando que faltou, muitas insídias puderam ser armadas na Igreja. Entre estas, a controvérsia doutrinal ligada à salvação e, portanto, ao dogma da fé lembrado na mensagem de Fátima. Trata-se do “caso” do brilhante jesuíta americano Leonard Feeney, que, pregando a absoluta necessidade do batismo da Igreja, fora da qual não há salvação, converteu grande número de universitários de Cambridge e redondezas, mas suscitou a reprovação do arcebispo de Boston, movido pelas objeções da maçonaria local. O sacerdote apelou a Roma, que respondeu com uma carta, ao arcebispo Cushing em agosto de 1949, na qual confirmava o dogma que fora da Igreja não há salvação, relativizando-o, porém, pelos conceitos de batismo de desejo e fé implícita e condenando o padre Feeney. Ora, esse documento vaticano, que não foi oficialmente promulgado entre os atos da Sé apostólica (A.A.S.), passou a favorecer uma nova tendência pastoral que, diante da possibilidade de “conversões implícitas”, atenuou o esforço missionário. A insondável e extrema clemência salvadora de Deus passaria a justificar o recuo do proselitismo católico enleado mais em interpretações que em conversões.”

Como se lê, relato aqui um fato histórico na história da Igreja: uma tendência da política dos Papas, de Leão XIII até Pio XII, com a exceção luminosa de São Pio X, de recorrerem, sobretudo a soluções diplomáticas em vista dos enormes problemas que enfrentavam no mundo moderno. Este mirava alijar a Cristandade empregando todos os meios possíveis, que se viram na raiz das grandes guerras mundiais. Mas havia também a campanha de infiltração modernista na Igreja, que abalava suas defesas internas, e é um fato que esse prevalecer de saídas diplomáticas alterou a resistência na Fé, como se viu em Fátima, relatado em muitos livros e no meu.

Ora a história toda desse desvio visto por muitos, deu azo também a reações descontroladas, por exemplo no caso do Padre Leonard Feeney, que volto a abordar aqui, especialmente depois de muitas posições recentes sobre a questão do batismo de desejo  não terem sempre posto em primeiro lugar o verdadeiro problema, independentemente do P. Feeney e seus grupos.

O verdadeiro problema é o sistemático afastamento do mundo moderno do dogma de Fé pelo qual a salvação das almas está na conversão à Fé da Igreja de Jesus Cristo. Um dogma, de há muito combatido no mundo moderno, mas defendido pela Igreja, até que dentro dela mesma se aninhou o modernismo, com a sua operação ecumenista. Foi a perfídia que falsificou os termos do Dogma, alterou o sentido de «salvação», «batismo» e «Igreja» em nome de sua autoridade mesma!

É claro que sobre a questão há que seguir o que a Igreja verdadeira sempre ensinou. Neste sentido, meu livro «Entre Fátima e o Abismo» procura entender melhor a expressão da Mensagem sobre o «Dogma da Fé, como segue:

  • «A Igreja ensina que o “dogma de fé” é premissa obrigatória para os católicos. É de fato dogma que fora da Igreja Católica Apostólica Romana não há salvação. É claro que, sendo a mente das pessoas só conhecida por Deus, Juiz perfeito, só Ele pode aquilatar se há culpa e em que grau para cada um também em desconhecer essa verdade.
  • «De qualquer modo, preservar o “dogma da fé” e ensiná-lo é absolutamente necessário e é um dever para os católicos, tanto mais para os consagrados na Igreja católica, especialmente se membros da sua hierarquia. Todos devem testemunhar que o Juiz supremo instituiu a Igreja como única depositária da revelação e, portanto, como Seu tribunal terreno, distribuidora de penas, mas, também, de Sua graça. No segredo de Deus, pode haver almas fora dessa jurisdição, excepcionalmente absolvidas na outra vida se encontradas em boa fé; mas sua religião, ideologia ou seita devem ser sempre condenadas, porque são sistemas humanos para negar ou modificar a verdade revelada, conduzindo seus aderentes ao erro.
  • «Deste modo, se a premissa da fé consiste na existência de uma única religião e, portanto, de uma única Igreja verdadeira que a professe, a heresia contrária consiste em admitir que as religiões contenham cada qual um aspecto da verdade, uma interpretação parcial, mas, correta, da revelação, alguns elementos da graça divina, enfim que se equivalem, grosso modo, principalmente pela possibilidade de despertar, nos diferentes indivíduos, sentimentos religiosos que irão ajudá-los a realizar suas próprias personalidades e alcançar a dignidade de pessoas humanas.
  • «Com isto, também o conceito de dignidade à imagem e semelhança de Deus, como foi revelado, passa a sofrer retoques. O essencial e importante seria a fidelidade ao credo, gnose ou sentimento ensinado pela religião, seita ou partido a que se pertence. A verdade deixaria de ser objetiva para tornar-se subjetiva e, portanto, sujeita aos humores, sonhos e utopias que a mente do homem acolhe. Preservadas as conveniências políticas e sociais do respeito ao dever, comportamento ordeiro e fraterno, cada um seria livre de seguir ou inventar a verdade que preferisse. É claro que, nesse quadro, querer lembrar, ensinar ou, pior, proclamar uma verdade revelada e única passa a ser “aberração reacionária” e o proselitismo correspondente a um crime contra a liberdade de consciência. Eis a subversão pastoral em que cai o neo-ecumenismo. Nele, a noção prioritária de verdade e de eventual tolerância ao que lhe é contrário cede às múltiplas noções de unidade e liberdade, criando, por conseguinte, um direito “fundamental” e “natural” que assegure a escolha e liberdade de religião, mesmo uma seita qualquer como a de Jones, responsável pelo suicídio coletivo na Guiana.
  • «Resumindo assim as diferenças entre o que se chamou “dogma da fé” e a neo-ecumênica “escolha na fé”, a primeira é única, necessária, obrigatória, e suas verdades constituem dogmas acima da inteligência humana; a segunda é múltipla, optativa, dispensável, e suas verdades estão sujeitas à opinião e à escolha humanas, podendo evoluir com o utópico progresso moral democrático.
  • «Ora, a origem da palavra heresia é justamente escolha. O homem moderno há muito habituou-se a ver aplicada essa livre escolha em tudo. As diversas declarações de direitos humanos não fazem mais do que afirmá-las. Nada disso, porém, no campo da verdade, do bem e da moral pode ser considerado direito pela Igreja, cujas declarações, embora pronunciadas por homens, vêm só do depósito de fé dado por Deus, e, portanto, vêm em nome de Deus.
  • «Quando um hierarca eclesial diz que os homens são livres para escolherem em que acreditar, elegendo a própria religião ou nenhuma, e que esta liberdade é um direito fundamental devido à dignidade do homem e sua moderna maturidade, faz uma afirmação contrária à doutrina católica e, portanto, a quem revelou as verdades divinas, que, estas sim, os homens devem escolher para salvar-se.
  • «Portanto esse hierarca engana, não fala como hierarca católico. Pois bem, estes ensinamentos errôneos provêm do Concílio Vaticano II, como explicou claramente dom Antônio de Castro Mayer. Conclui-se que, para conservar o “dogma da fé”, não se pode aceitar esse concílio, que encerra matrizes heréticas e também cismáticas.
  • «Quem confessa o “dogma da fé” sem compromisso e neo-ecumenismos satisfaz a primeira condição agradável a Deus segundo São Paulo: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb, 11,6). Assim como: “Há um só Senhor, uma só Fé, um só Batismo” (Ef, 4,5).
  • «Só dessa premissa pode vir a esperança: “De instaurar todas as coisas em Cristo” (Ef, 1,10). E isto pela oração feita ao Pai Nosso que ensina a dar, primeiro, glória ao Pai, para, então, pedir. Pedir o pão com o perdão. Pedir que nos preserve da tentação, como do mal. Se a primeira condição para sermos agradáveis a Deus foi a de ter fé, a seguinte está em demonstrar isto pedindo tudo de que necessitamos. Se a premissa é crer, a conclusão é pedir. A fé no Deus que é Amor e Verdade implica a esperança de Sua ajuda e vontade de salvação, e na caridade… de pedir. Pedir a Deus tudo o que necessitamos é confissão de fé, é confirmação de esperança, é criar as condições para a sua glória em atender-nos. Deus que, sendo a Verdade plena, de nada necessita; sendo o Amor infinito, “precisa” de nossos pedidos de servos inúteis, para salvar-nos.
  • «Dar glória a Deus é não só nosso indeclinável dever como nosso benefício incomensurável. E como atingi-lo senão pela prece contrita? E tudo segundo o ensinamento: “Em verdade vos digo que se pedires a Meu Pai alguma coisa em Meu nome, Ele vô-la dará” (Jo, 16,23). “Pedi e vos será dado; buscais e achareis; batei e abrir-se-vos-á (Mt, 7,7). Eis que o homem que pede a Deus faz um ato de fé esperança e caridade. Este ato foi pedido à Igreja na mensagem de Fátima. Pedindo a conversão da Rússia pela consagração ao Imaculado Coração de Maria, foi pedido um ato de esperança no poder de mediação de Maria, segundo a vontade de Deus que indicou o caminho. Foi pedido um ato de caridade, porque quando o pedido for cumprido e a conversão realizada, será a glória do Imaculado Coração, a restauração da Igreja, a conversão dos homens.»

Em vista disso, que era difundido em nossas conferências e «news letter», o grupo dos «feeneítas» guiados pelo Brother Francis estabeleceu contacto comigo e até publicou no seu boletim que em Roma havia quem propugnava que os termos de «dogma da Fé» do «Segredo» de Fátima eram defendidos como sendo do Dogma que fora da Igreja não há salvação. Seguiu o envio de livros e a correspondência sobre a matéria com o Brother Michael. Não sei se ainda era um grupo unido então, mas sei que havia divisões de um setor conciliarista. Em todo o caso também o Brother Francis procurava aliados em Roma, mas no Vaticano do cardeal Ratzinger e de mons. Bertone. Algumas irmãs do Irmão de origem libanesa, da família Maluf, estiveram até uma nossa conferência sobre Fátima, que promovi junto com Monsegnor Francesco Spadafora no auditório da Igreja dos Santos Apóstolos, em pleno centro de Roma.

Nessa correspondência de metade dos anos Oitenta, que disponho em papel (ainda não era tempo de computadores), foram indicados por mim o desvio que torna a água um absoluto para o batismo e portanto para a salvação, além da negação do batismo de sangue; da salvação sem batismo de Dismas; da especulação exagerada sobre a dúvida de Santo Ambrósio sobre a salvação de um seu catecúmeno morto sem o batismo de água (material este escaneado na minha casa de Roma pelo Rogério Alexandre).

Por causa de minhas objeções à tese feeneíta as relações ficaram cortadas, não, porém, com o Irmão Francis Maluf, a quem encomendei o interessante curso de «philosophia perennis». Eles construíram então uma nova sede em Still River. Nesse contacto assinalei minha estranheza pela posição do P. Feeney e deles que, depois de terem armado toda essa resistência ao arcebispo Cushing de Boston, que calava sobre o Dogma em questão, passaram a procurar e aceitar os «papas conciliares», promotores da idéia conciliar de salvação «ecumenista»fora da Igreja Católica. Isto para serem absolvidos da excomunhão, mesmo restando nos erros acusados. É claro que tal grupo só podia dividir-se.

Mas passemos ao presente com um texto do heresiarca Ratzinger, que vai além do protestantismo, onde relata suas relações com falsas religiões: “O hinduísmo é marcado do modo mais alto e puro pela idéia de amor”. Continua assim a promover no espírito da «Nostra aetate» do Vaticano 2 “[…] a estima e o respeito pelas outras religiões e culturas, com as sementes da verdade e da bondade que estão presentes lá e que representam uma preparação para o Evangelho”. Tudo isto seria para ele caminho de salvação numa outra crença alheia a Jesus Cristo e à Igreja.

São Pio X em Pascendi Dominici gregis” mostrou esse perigo: “Como estamos aqui longe de ensinamentos católicos! Elucubrações similares já foram condenadas pelo Concílio do Vaticano. Veremos como, com tais teorias, combinado com os outros erros já lembrados, abre-se o caminho para o ateísmo. Aqui deve-se notar de imediato que, postando esta doutrina da experiência junto com outra do simbolismo, todas as religiões, mesmo dos idolatras, devem ser consideradas verdadeiras. Porque não é possível que essas experiências se encontrariam em qualquer religião?

Aqui quero salientar em breve quatro questões: 1- O abismo existente entre tal religião ecumenista herética do Vaticano 2, professada e difundida por heresiarcas como Ratzinger, contra o Dogma católico que fora da Igreja não há salvação. 2 – Tal abismo é imensamente maior que o buraco herético aberto pelo fineísmo. 3 – Já no tempo de Pio XII a heresia ecumenista avançava através bispos, como o de Boston. 4 –Deve-se aceitar, com a Igreja que, para que uma pessoa alcance a salvação eterna, nem sempre é preciso que ela esteja de fato incorporada à Igreja como membro, mas que esteja unida a Ela por desejo ou aspiração, explícita no caso dos catecúmenos. Mas se alguém está em ignorância invencível, a Igreja admite a possibilidade que Deus, no segredo de Sua misericórdia aceite o desejo implícito da disposição da alma em conformar-se à Sua vontade. Isto é, se conhecessem essa Vontade, que é de converter-se ao Batismo de Jesus Cristo para entrar na Sua Igreja, certamente o fariam. 5 – Isto que é admitido pela Igreja não é, porém, matéria de pregação pastoral. De fato, um consagrado em contato com alguém fora da Igreja, só deve ensinar o Dogma de salvação porque não se entende a quem se pode ensinar o caso do «batismo de desejo implícito». Essa pastoral anti-dogmática é parte da anti-evangelização herética conciliar pela qual o desejo implícito passou a ser a «boa vontade» em aceitar qualquer crença ou mesmo nenhuma, pois para a redenção universal para a salvação já se completou, quer se creia ou não, com a Encarnação, segundo a «Redemptor hominis» que remata os imensos desvios do Vaticano 2º.

Assim, a maior culpa do P. Feeney e dos seus é de ter aceito e procurado a «autoridade conciliar», que havia aberto as comportas para a enxurrada de erros e heresias que eles acusavam, mas acrescentando-lhes outras e merecendo a excomunhão disciplinar. Mas ao menos nesse rigorismo contraditório não estão implicados os irmãos Dimond.

Que Deus tenha piedade de nossa pobre geração de desarvorados.

3 Respostas para “A SALVAÇÃO PELA FÉ IMPLÍCITA ALTERADA PELO MODERNISMO: e o ideário do Padre Feeney e dos Irmãos Dimond

  1. Zoltan Batiz fevereiro 13, 2015 às 9:57 am

    Os irmãos Dimond não percebem nada também de política secular, daí o interpretação errada sobre Fátima. São sedevacantistas atípicos e desvairados, e por esse motivo os antisedevacantistas desonestamente os escolhem como exemplos quando tentam ridicularizar a nossa posição.

  2. Eduardo fevereiro 13, 2015 às 11:36 pm

    Porque o Papa Pio XII e mesmo antes dele os Papas Bento XV e Pio XI, que eram antimodernistas, não consagrou a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, como pediu Nossa Beatissíssima e Puríssima Virgem Santíssima?

    • Pro Roma Mariana fevereiro 14, 2015 às 8:47 pm

      A resposta à pergunta do Eduardo não é fácil. Tento respondê-la no meu livro citado que, repito, recebeu aprovação de Dom Mayer, apesar da crítica de alguns e do Homero Johas (como mudou!), acusado de criticar a ação desses Papas. Aqui vou resumi-la, seguindo a ordem.
      Bento XV teve a graça de uma resposta de Nossa Senhora, mas não a reconheceu e morreu sem falar de Fátima. Há duas idéias: os que se agarram às palavras dizem que não podia fazê-lo porque não era aparição aprovada ainda pela Igreja, nem Nossa Senhora fez logo o pedido, mas prometia voltar para isso. A outra idéia é que nas coisas de Deus conta a graça da sua percepção. O certo é que esse Papa não teve essa percepção para recebê-la. Fato que ficou confirmado também na sua miopia para a continuação da obra de São Pio X, que na prática começou a desmantelar. E não só isso.
      O Papa Pio XI teve melhor percepção da graça de Fátima, mas falhou de modo lamentável em atendê-la, quando o pedido de consagração já era explícito e a melhor ocasião possível se apresentou no dia 19 de março de 1930, como tenho relatado com muitos detalhes em diversos escritos.
      Pio XII, o Papa de Fátima, herdeiro desses pontificados problemáticos, queria atender ao pedido da forma justa, mas sentia-se cercado por uma hierarquia já muito decadente, e temia ser desobedecido, como resistiram depois, seja à proclamação do Dogma da Assunção, seja à canonização de São Pio X. Fez, pois essa consagração parcial sozinho e fiquei sabendo – através um padre ucraniano -, que durante a de 1952, quando falou de povos da Rússia, voltou-se ao ouvir um murmúrio de desagrado. Enfim, ficou tudo de certo modo estragado, como dissera Nosso Senhor à Irmã Lúcia sobre os Seus ministros. E de fato a falha desses três Papas legítimos ligados à Fátima desatenderem a sua preciosa ajuda divina, está claramente na raiz da demolição que sofreu o Papado. Dois fatos cronologicamente ligados e sem precedentes históricos.

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