Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O PRINCÍPIO APÓSTATA DA LIBERDADE RELIGIOSA OBLITERA A CARIDADE PARA COM DEUS E PARA COM O PRÓXIMO

Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa Pio XI, em passagens da sua encíclica “Mit Brennender Sorge”, promulgada em 14 de Março de 1937:

«Na Fé em Deus, pura, sem mancha, se baseia a moral da Humanidade. Todas as tentativas de separar a Doutrina da Ordem Moral da base granítica da Fé, para a reconstruir sobre a areia movediça das regras humanas, levam, cedo ou tarde, os indivíduos e as nações à ruína moral. O insensato que diz no seu coração: “Não há Deus;” andará pelos caminhos da corrupção moral. É muito grande o número destes insensatos, que hoje empreendem separar a moral da religião. Não vêem, ou não querem ver, que expulsar das escolas e da educação o ensino confessional, isto é, a noção clara e precisa do cristianismo, impedindo-o de contribuir para a formação da sociedade e da vida pública, é entrar em decadência, caminhar para a inteira pobreza espiritual. Nenhum poder coercivo do Estado, nenhum ideal puramente humano, por mais nobre e elevado que seja em si mesmo, poderá em tempo algum substituir os supremos e decisivos impulsos da Fé em Deus e em Jesus Cristo. Muitos, privados da confiança no que é Eterno e Divino, e na Fé consoladora e reconfortante em Deus, que recompensa o Bem, e castiga o Mal, se o Bem comum lhes pedisse sacrifícios, inclusive o sacrifício do “eu”, em vez de aceitarem cumprir tal dever, fugiriam cobardemente. A conscienciosa observância dos dez Mandamentos da Lei de Deus e dos Mandamentos da Santa Igreja – que são apenas determinações práticas das regras do Evangelho, é para todos incomparável escola de disciplina individual, de educação moral e formação do carácter. É uma escola que exige muito, mas não mais do que podemos. Deus misericordioso, que, como Legislador, diz: “Tu tens a obrigação,”dá também a Graça de o podermos cumprir. Ter por inúteis elementos de formação moral de eficácia tão profunda, excluí-los positivamente da educação do povo, é obra de irresponsáveis, que contribui de maneira não justificável para a deficiência da cultura religiosa da nação. ASSENTAR A MORAL NA SABEDORIA SUBJECTIVA DOS HOMENS, A QUAL MUDA CAPRICHOSAMENTE COM OS TEMPOS, EM VEZ DE A ALICERÇAR NA VONTADE ETERNA DE DEUS E DOS SEUS MANDAMENTOS, É ABRIR LARGA ENTRADA A GERMES DE RUÍNA E DESTRUIÇÃO. PORTANTO, FOMENTAR O ABANDONO DAS DIRECTRIZES ETERNAS DE UMA DOUTRINA MORAL OBJECTIVA PARA A FORMAÇÃO DAS CONSCIÊNCIAS E PARA O ENOBRECIMENTO DE TODOS OS DOMÍNIOS E ORGANIZAÇÕES DA VIDA, É PECAR CONTRA A PROSPERIDADE FUTURA DO POVO, SENDO OS FRUTOS AMARGOS DE TAL PECADO COLHIDOS PELAS GERAÇÕES VINDOURAS.»

Não existe, nem pode existir, para o Homem, outro caminho, que não seja aquele que lhe foi, obrigatòriamente, traçado por Deus Nosso Senhor. Não existe, nem pode existir, qualquer liberdade humana, em sentido moral. E a liberdade psicológica sòmente se pode definir como a FACULDADE DE SE MOVER NA VERDADE E NO BEM. O Vaticano 2 confundiu deliberada e premeditadamente ambos os conceitos de liberdade, com o malvado objectivo de fazer passar o princípio apóstata da liberdade religiosa.
Mesmo a liberdade psicológica não é um absoluto. POSSUI O SEU FUNDAMENTO EM DEUS NOSSO SENHOR, NA SABEDORIA DA DIVINA PROVIDÊNCIA.
O homem, quer na Ordem Natural, quer na Ordem Sobrenatural, tudo deve a Deus, TUDO. Porque os entes contingentes, toda a realidade criada, constituem a demonstração extrínseca das Infinitas Perfeições Divinas. Não se podem adicionar as perfeições criadas com as Perfeições Incriadas, porque as primeiras SÃO VIRTUALMENTE nas segundas; seria como adicionar a sabedoria de um livro à do seu autor.
Os caminhos do Homem, e também os caminhos dos Anjos, consubstanciam-se no regresso (NÃO EM SENTIDO PANTEÍSTA) ao Criador, mediante o exercício Sobrenatural da operação das faculdades superiores – inteligência e vontade; mas esta operação possui seu fundamento absoluto TAMBÉM EM DEUS NOSSO SENHOR.
A Glória de Deus e a salvação das almas, constituem temas DE EXCEPCIONAL E SUPREMA GRAVIDADE; infelizmente, a total cegueira dos homens para as coisas de Deus, introduziu UM CONCEITO ANIQUILANTE DE LIBERDADE nas realidades mais santas, mais absolutamente intangíveis.
A “liberdade” fora de Deus, ou contra Deus, NÃO É LIBERDADE, É UM PURO NADA METAFÍSICO E TEOLÓGICO.
A conquista e ocupação da face humana da Santa Madre Igreja, assemelha-se a uma verdadeira possessão diabólica da Inatituição. Sabemos que numa possessão diabólica individual, satanás encarna EXTRÌNSECAMENTE no corpo do energúmeno; este conserva INTRÌNSECAMENTE a sua liberdade, MAS NÃO PODE DISPOR DELA, pois que satanás assenhoreou-se do seu corpo, e através  do completo controle das funções deste, consegue atormentar-lhe o espírito, enclausurando-o. O energúmeno não pode, por suas próprias forças, libertar-se de satanás, tornando-se INSTRUMENTO EXTRÍNSECO DAS MALDADES DESTE.
Foi o que aconteceu com a Santa Madre Igreja: A Pessoa Moral de Direito Divino permanece INTRÌNSECAMENTE intacta, mas EXTRÌNSECAMENTE, aprisionada; Todo o corpo social do Corpo Místico de Nosso Senhor Jesus Cristo, se encontra ao serviço de um processo apóstata, ateu, deicida, encurralado que foi pelo diabo, através da maçonaria internacional. Todas as acções humanas da Instituição Divina, EXTRÌNSECAMENTE possessa de satanás, se encontram ao serviço do Inferno. O EXORCISMO FINAL PARA LIBERTAR A SANTA MADRE IGREJA DO JUGO SATÂNICO, SÓ PODERÁ SER OPERADO POR DEUS NOSSO SENHOR, MAS COM A COOPERAÇÃO DOS HOMENS.
Mas qual foi o princípio fundamental invocado por satanás para se apoderar da face humana do Corpo Místico, como de corpo próprio? Qual o objectivo que devia ser infectado, para produzir necessáriamente, quantitativa, e qualitativamente, a destruição cancerosa do tecido da Fé Católica, como realidade social e cultural?
PRECISAMENTE O PRINCÍPIO DA LIBERDADE RELIGIOSA.
Já o B’nai B’rit, organização Judaico-maçónica, comunicara ao Cardeal Bea: “Aprovem, em concílio, o princípio da liberdade religiosa, e desaparecerá o estado de hostilidade entre a Igreja e a maçonaria.”
Àqueles que ingènuamente proclamam, desgraçadamente ainda hoje, que o concílio não negou nenhum dogma, responde-se: MATERIALMENTE, nem precisava, pois que com a liberdade religiosa – NEGOU-OS A TODOS, FORMALMENTE, INCONDICIONALMENTE, RADICALMENTE.
O princípio da liberdade religiosa, destrói a Fé Teologal, e portanto a Caridade Sobrenatural, porque RELATIVIZA O SER NAS SUAS PROPRIEDADES TRANSCENDENTAIS DE UNIDADE, DE VERDADE, DE BONDADE. Com o dito princípio da liberdade religiosa é o homem que passa a MEDIR DEUS, quando é Deus que, Metafìsicamente, Teològicamente, Transcendentalmente, MEDE TODA A CRIATURA.
Com o referido princípio apóstata, cessa de fazer sentido o Direito Público Eclesiástico, quer interno, quer externo, POIS NÃO EXISTE MAIS DISTINÇÃO OBJECTIVA, ETERNA E IMUTÁVEL, ENTRE A VERDADE E O ERRO; O BEM E O MAL. Efectivamente, se o braço secular já não pode outorgar cobertura jurídica e coactiva  ao Dogma e à Moral Católica, PORQUE É A ÚNICA VERDADEIRA, então desaparece toda a objectividade e transcendência da obrigação moral, bem como do próprio vínculo cognitivo, Teologal e Sobrenatural. É imperioso registar, que o poder coactivo da Santa Madre Igreja, através do braço secular do Estado Católico, se cumpre, não apenas punindo os delitos PÚBLICOS contra a Santa Fé Católica, mas, proporcionadamente, castigando os próprios delitos EXTERNOS contra a Fé.
O apóstata princípio da liberdade religiosa é inimigo mortal do cuidado pela salvação Eterna do nosso próximo. Ninguém se pode salvar sem amar a Deus Nosso Senhor, Sobrenaturalmente, sobre todas as coisas; ora o nunca suficientemente detestado princípio elimina o recto conceito de Deus, relegando-o para um sentimentalismo subjectivista, no seio do qual ninguém, absolutamente ninguém, se pode salvar.
Só a Verdade fundamenta a verdadeira Caridade, a verdadeira Santidade, pois é constitutiva d’Aquele que É por Si mesmo.
O princípio da liberdade religiosa arruína a autoridade de qualquer poder civil. Não governando mais em Nome e por Amor de uma Verdade Eterna e Imutável, mas em nome do povo, o poder civil despoja-se da única realidade que lhe providencia A MAJESTADE SAGRADA QUE É CONSTITUTIVA DO VÍNCULO DE OBEDIÊNCIA DOS CIDADÃOS. Mesmo numa hipotética Ordem Natural, o Poder promanaria de Deus, não enquanto conhecido pela Revelação Sobrenatural, mas através de uma recta razão convenientemente sociabilizada.
Finalmente, o princípio da liberdade religiosa precipita a alma no niilismo anárquico. Efectivamente, se há liberdade religiosa – ENTÃO VALE TUDO! Porque é derrubada a única verdadeira barreira que separa TODO O BEM, DE TODO O MAL. Com a grande vantagem, para satanás, do processo apóstata actuar de forma tendencialmente SUBLIMINAL E COM CONSCIÊNCIA REDUZIDA. Muitas vezes, só depois de haverem caído na droga, é que certas almas se apercebem de todo o processo.
A outrora denominada “intransigência” e “espírito repressivo” da Santa Madre Igreja, CONSTITUÍA PRECISAMENTE A MEDIDA DA SUA VERDADE, DA SUA CARIDADE, E DA SUA SANTIDADE. Medida essa, constitutivamente indissociável do Sacerdócio Substancial de Nosso Senhor, PORQUE CONSTITUI A MEDIDA DA CARIDADE DO VERBO ENCARNADO – QUE É INFINITA.
Como já se explanou, o vínculo Transcendental, Sobrenatural, que une Nosso Senhor Jesus Cristo à função Cátedra de São Pedro, INTRÌNSECAMENTE, não é, nem pode ser, atingido, pela possessão diabólica a que a face humana do Corpo Místico está sujeita; CONSEQUENTEMENTE É ESSA UNIDADE, NO PLANO EXTRÍNSECO, QUE NECESSITA PRIMEIRO SER RESTAURADA, OU SEJA – NECESSITAMOS DE UM PAPA.
Queira Deus Nosso Senhor, que a Caridade e a Santidade dos Católicos fiéis, possa constituir um verdadeiro apelo Sobrenatural, para o milagre moral que libertará a face humana do Corpo Místico do seu cruel e diabólico verdugo.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 22 de Fevereiro de 2015

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