Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

PARA ONDE LEVA O AMERICANISMO ECUMENISTA ATUAL COM OS «BRITISH ISRAELITES»?

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Arai Daniele

Na verdade há uma alienação religiosa americanista que influi pesadamente na atual política mundial porque dispõe do poder «democrático» de certas «lobbies» para atuar decisões da super potência praticamente hegemônica dos Estados Unidos da América.

Aqui quero mostrar porque para os católicos a religiosidade americanista deve ser considerada como alienação da verdade cristã e a melhor maneira de identificá-la consiste em seguir as divergências entre os E.U.A. e a autêntica Roma católica.

Parece um paradoxo que se diga isto daquela que consta como a segunda nação católica do mundo, mas eles e os povos precisam entender como isto funciona, visto que esse grande País é o principal patrocinador da “nova ordem“, enquanto comemoram essa incerta religiosidade global das religiões na ONU: a URI* para uma paz utópica, onde a grande excluída é a Verdade.

Num artigo anterior lembro como «a crise da consciência européia do século XVIII, não foi só a parteira do enciclopedismo e de revoluções nacionais e mundiais, mas também do americanismo, como «fé» simples, igualitária, liberal e ecumenista. A esse aspecto parece que não foi dada suficiente atenção no começo e que por isso foi tornando-se poderoso bastante para superar diferenças religiosas e aparecer como ideal mundial.

A Revolução americana pretendia ter resolvido o dilema diante da «fé», através dessa superior democracia dos EUA, que aplicava pacificamente os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade, para tornar-se exemplo para todo o mundo, porque capaz de gerir em concreto as grandes antíteses, até entre o verdadeiro e o falso, tendo em vista o novo «bem» da liberdade democrática; uma forma de modernismo político!

E o juiz final de toda idéia seria a tal opinião pública, sempre à disposição do voto e das sondagens, para decidir e concluir uma questão humana por certo tempo. Isto como se a moral, e a verdade da Religião divina, a distinção absoluta entre o bem e o mal mudasse com o tempo, com o voto ou com as políticas dos governos.

Quem pode ignorar, porém, que atrás da Revolução americana estava a Maçonaria? E que as relações desta com Roma eram de diametral oposição? Todavia, conviviam na América na base de um recíproco respeito, visto que essa grande Nação tinha por prioridade desenvolver seus enormes potenciais e realizar um progresso material sem precedentes no mundo. Prevalecia, pois a «religião» do utilitarismo e do pragmatismo que deixava para as outras só a liberdade de culto.

Eis o exemplo claro do fato que uma sociedade, que crê segundo vive, ou seja, adaptando a verdade e o bem ao que parece a melhor escolha de vida, liberal e democrática, ignora, estar sujeita às manipulações imperceptíveis de ocultos poderes, que são os centros secretos da Maçonaria e não só. Estes vão agir então para colonizar o cristianismo, subordinando-o ao patriotismo de um guiado “America, right or wrong!”

Foi assim que diversas gerações de cristãos americanos, depois de uma ação contínua de lavagem cerebral, trocaram a norma de vida cristã pela dependência consumista, com a convicção de ter escolhido uma liberdade pela qual valia até a pena morrer.

Se a suspeita da «nova consciência européia» levou a negar que haja uma ordem superior na terra e propor uma nova ordem, a Revolução americana resolveu seu dilema com a “fé” na democracia que os EUA passaram a exportar como exemplo para o mundo. Mas ai surgem muitas outras crenças, das mais extravagantes e imaginosas.

Isto implicava a liberdade religiosa americanista da super religião ecumenista. É o programa do «pluralismo religioso» identificável, portanto, com o «americanismo»: doutrina e movimento religioso cuja inspiração é liberal e naturalista, embora tenha amadurecido nos EUA no seio do catolicismo no fim do século XIX. Sua meta seria a de intensificar e facilitar as conversões à fé, através de uma vasta obra de conciliação e de síntese entre a antiga tradição católica e o novo pensamento de novas aspirações da religiosidade moderna» (Enciclopédia Católica).

Tratava-se, pois, essencialmente, da idéia de «estabelecer uma síntese religiosa» de marca modernista, para quem aguardava que a Igreja universal se convertesse aos ditames gnósticos de aparência católica. Muitos seguiam esse «ideal» por ignorância do que fosse a «Fé única». Mas outros visavam mesmo a fé pluralista do que viria a ser o ecumenismo conciliar, cujos danos vieram à luz com uma idéia de «aggiornamento» da Fé pelo modernismo, segundo os tempos e as conveniências, do Vaticano 2.

Vamos ver agora ao que leva essa interpretação evangélica protestante de origem inglesa com os «British Israelites».

Parece que um dos poucos historiadores a falar e fugazmente desse assunto tenha sido Arnold Toynbee, no segundo volume de seu «A Study of History» (1934). “Entre os protestantes de língua inglesa ainda há alguns fundamentalistas que consideram-se “povo eleito”, no sentido literal do termo usado no Antigo Testamento. Soube disso quando colaborou, durante as guerras mundiais, com o «lntelligence Service», graças ao seu conhecimento do árabe. As “tribos perdidas de Israel”, são as que “desapareceram” após o primeiro cativeiro da Babilônia, provavelmente por terem misturado o sangue eleito de Abraão com o dos povos vizinhos.

Neste sentido só duas tribos “não se perderam”, as de Judá e de Levi. Ora, o “Israel britânico “confia que sua estirpe remonta às Dez Tribos. Mas não há também católicos franceses que afirmam sua descendência direta do rei David?

O fato é que os primeiros, ingleses, são na medida que o tempo passa, cada vez mais ativos seguindo o livreto «The Prophetic Expositor», «suma teológica» dessa crença. Este é publicado no Canadá pela associação «British Israel World Federation» e professa, seja a fidelidade a Jesus Cristo, «Redentor de Israel», como ao «Trono de David», que reina sobre o «Commonwealth britânico das Nações».

De fato, não sempre é fácil encontrar explicação racional para a política britânica a favor do Sionismo. No período de 1917-18, para livrar a Palestina do Império otomano e abri-la aos sionistas, o Reino Unido empenhado no grande esforço bélico contra o Kaiser na Eu­ropa, transferiu daquele vasto teatro de guerra, mais de um milhão de soldados para a outra distante frente reduzida, subtraindo-os à fronte francêsa, quando ali a situação tornava-se desastrosa com o ataque pesado das tropas do Kaiser.

Tiveram, assim, que arcar com o pesado ônus de um retorno preci­pitado para cobrir a avançada alemã. Há uma troca de palavras que pode explicar esse passo falso.

De fato as embaixadas aliadas intuíam como obstinação pseudo-religiosa a razão de tais manobras e na Conferência de Paz em 1919, um di­plomático francês perguntou a Lord Balfour ironicamente se percebia que a volta dos judeus à Palestina, que favorecera, podia significar a realização da profecia bíblica sobre os sinais do “fim dos tempos”? Ao que Balfour muito sério respondeu: “Justamente por isto a questão é de grande in­teresse”.

É preciso saber que Sir Arthur Balfour, era espírita e teósofo, e foi um dos fundadores da Loja Quatuor Coronati, ainda hoje ativa como centro e arquivo histórico da Maçonaria. Ali provavelmente nutriam-se ocultas esperanças messiânicas na espera do «eon futuro» do fim da história, ligado ao destino do Império Britânico.

Eis como essa «leitura evangélica» acaba por influenciar a política, ao nível de uma psicologia coletiva de uma vasta maioria grosso de contribuintes, como agora acontece nos EUA; vozes proféticas que contribuíram para que o povo americano apóie «cruzadas» no Iraque e no Médio Oriente. Trata-se do apelo à batalha final contra as potências do mal, a batalha bíblica do Armagedom, invocada num célebre discurso, não só pelo presidente Ronald Reagan, mas por célebres pregadores como Billy Graham e Pat Robertson, evocando Bagdá-Babilônia e as forças do Anticristo.

Curioso como as vozes do Sionismo, nem sempre religiosas, para instigar à guerra contra o inimigo de Israel, hoje a Síria e o Irão, desfrutem desse profetismo messiânico.

Voltando a Toynbee, a propósito dos sentimentos de superioridade místico-raciais dos «Pais Fundadores» da América, fala de sua “gênese protestante”, atribuindo-a ao «livre exame» na interpretação da Bíblia. “Assim, «o cristão bíblico» colonizando terras onde havia povos de raças indígenas, acabou inevitavelmente a identificar-se com Israel no cumprimento da obra de Deus para a Terra Prometida, identificando essas raças como «Cananeus», postas pelo Senhor em suas mãos para serem destruídas, exterminando índios nas Américas como bisontes (também negros na África e aborígenes na Austrália; ação dos colonos protestantes de língua inglesa registrada tristemente na história) Ao contrário, na colonização católica tal sentimento não existia nestes termos e os colonos não temeram misturar seu sangue com os locais convertidos”.

O Cristão-Sionismo que almeja a guerra final do Armagedom

É aspecto pouco conhecido do conflito israelo-palestiniano a participação maciça do movimento fundamentalista dito cristão dos EUA ou derivados, cujo envolvimento acelerou-se na política de grupos considerados da «direita religiosa» há décadas. Isto ocasionou um consistente apoio histórico dos «sionistas cristãos» ao objetivo sionista, conforme declarou o próprio Benyamin Netanyahu: “Simplesmente isto não teria sido possível sem o apoio e os esforços incessantes dos «Cristãos-sionistas durante o último século. Foi esse sodalício que tornou possível o Estado de Israel e uma Jerusalém unificada.” (“Israel’s Leaders Address Christian Zionists”, in Christians 1996, p. v.)

Ora esse empenho dos assim chamados «cristãos sionistas», que agregam cinquenta milhões de simpatizantes no seio da praticamente única potência atualmente em ato na terra, adquire forma de pressão e financiamento sistemático de candidatos às eleições que apoiem inquestionavelmente a causa de Israel: no serviço voluntário ao seu exército para assistir os soldados empenhados em combate; no sodalício entre igrejas dos Estados Unidos e as colônias militantes plantadas por fundamentalistas judeus nos territórios ocupados; na comunicação pública que convida não só a conversão, mas à aceitação de Israel em «suas fronteiras estabelecidas por Deus».

São conceitos amplos apregoados em mensagens similares como se fossem «cristãs» pelas rádios e TVs evangélicas de todo o Médio Oriente, com consequências previsíveis para as históricas minorias cristãs. Acrescente-se a isto a política de grandes aberturas do novo Vaticano e pode-se imaginar o alcance dessa estudada propaganda, que no fundo mira à pacífica aceitação dos planos de defesa e de guerra do governo israelita.

Enfim, trata-se da escalada de uma operação ecumenista para abrandar naquelas populações toda a resistência que possa ter raiz religiosa de aspecto cristão.

Mas no plano exterior, não se pode ignorar como isto acentua a exasperação dos opositores históricos do Sionismo internacional, acelerando ainda mais o antagonismo dos dois campos adversários, que faz fermentar a vontade do cruento confronto final.

O vírus letal de que era portador o americanismo «católico», fora subestimado em Roma, até a infestação «ecumenista» mundial, que procede do Vaticano 2. E assim se chega, inevitavelmente, com essas livres interpretações do «messianismo bíblico», à contagem regressiva para a hora da guerra «religiosa» terminal, a 3º Guerra Mundial à qual será vista por muitos como o Armagedom!

* Para a URI veja http://wp.me/pWrdv-1uq

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