Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O ILUMINISMO É INIMIGO DOS REIS, DO PAPA E DO «PAI NOSSO», lembrete para o Olavo de Carvalho e amigos

 J23 eleito

Arai Daniele

A autoridade deriva da obediência à Lei Natural no Espírito de Deus. Senão é falsa.

Jesus ensinou: “O Meu alimento é fazer a vontade d’Aquele que Me enviou e cumprir a Sua obra» (Jo 4, 34). “Minha doutrina não vem de Mim, mas d’Aquele que Me enviou. Se alguém quer fazer a vontade de Deus, saberá se a minha doutrina vem de Deus, ou se falo por Mim mesmo. Quem fala por si mesmo busca a própria glória. Quem busca a glória d’Aquele que O enviou é verdadeiro; n’Ele não há iniqüidade”. (Jo 7, 17, 18)

Eis o que parece esquecido pelo iníquo «iluminismo conciliar do culto do homem»!
“Deus nos predestinou para sermos Seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo, conforme a benevolência da sua Vontade, para fazer brilhar a glória da Sua graça pela qual nos tornou agradáveis em Seu amado Filho. É Nele que temos a redenção pelo Seu sangue, a remissão dos pecados, conforme a riqueza da sua graça, a qual Deus derramou abundantemente sobre nós, abrindo-nos para toda a sabedoria e prudência, a fim de nos tornar conhecido o mistério da sua Vontade, segundo o Seu beneplácito, que havia estabelecido outrora Consigo mesmo, de restaurar em Cristo todas as coisas, quando tivesse chegado a plenitude dos tempos, reunindo o que há no céu como as que há na terra; Nele, em quem também nós fomos chamados pela graça, sendo predestinados pelo decreto d’Aquele que tudo opera segundo a Sua vontade, para servirmos de louvor à Sua glória, nós, que antes tínhamos esperado em Cristo. Em Cristo também vós (esperais), tendo ouvido a Palavra da verdade (o Evangelho que vos salva) e, tendo acredito Nele, fostes marcados com o selo do Espírito Santo, que tinha sido prometido, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção do povo adquirido (pelo sangue de Cristo) em louvor da Sua glória.” (Ef (Ef 1, 5-14)

Sobre o letrado iluminismo de Ratzinger escrevi o artigo «AUGE DO ILUMINISMO CONCILIAR INTRINSECAMENTE PERVERSO» ( http://wp.me/pWrdv-EK ). Se o «auge» era então um iluminismo letrado, agora com Bergoglio temos o outro auge: do iluminismo iletrado e boçal. Porque trato assim dois «auges» em aparência opostos? Porque em matéria de iluminismo o que conta, sendo este principalmente expressão do Voluntarismo imperante da mega rebelião moderna ao Cristianismo, é a aplicação prática deste na política para a «cultura de governo» dos povos. Nisto triunfou tão bem que nos nossos tempos encontrou clérigos de altos coturnos que acharam ser necessário adaptar nada menos que a doutrina cristã aos seus duzentos anos de progresso.

Leia-se o que declarou Ratzinger, quando era «apenas» prefeito para a doutrina da fé ao jornalista Vittorio Messori, numa entrevista famosa de 1984.

O que não iria fazer ele em veste papal? Completou a sua idéia, pregando até aos muçulmanos (26,12.2006) a fim de que seguissem o exemplo iluminista do Vaticano 2!

E tudo isto é fruto da sua «declaração do direito» à mais ampla liberdade, até de escolher a religião preferida, que faz com que legiões de clérigos, até mitrados, andem soltos pelo mundo pregando carradas de asneiras ecumenistas, onde o «Pai Nosso» é ignorado ou passa por inventor de revelações míticas, ensinando a cada povo religiões diversas que confundem e perdem as almas.

Vivemos assim o mysterium iniquitatis do «concilium malignantium obsedit me? (Sl. 21)? O auge do momento histórico do poder clerical iluminado pelo culto do homem?
A hora da razão do bem e reto pensar alienados no palco do falaz progresso sem fim do homem moderno? O fato é que engano tem tal dimensão que pede renovada reflexão sobre a natureza do iluminismo, igualitarismo, democratismo, socialismo, modernismo, americanismo, enfim, das ilusões «filosofais» que promovem hoje o desvario do mundo.
Certamente há um filosofar que vem de longe e se sobrepõe a todo outro na operação de desvio da razão do bem e do reto pensar cristão; da visão evangélica ao alcance de todos, mesmo sem conhecimentos filosóficos.

Hoje ouvimos inteligências brilhantes, como a do Olavo de Carvalho observar a realidade sobre a situação atual: “Preparem-se. Nos próximos anos a desordem do mundo atingirá o patamar da alucinação permanente e por toda parte a mentira e a insanidade reinarão sem freios. Não digo isso em função de nenhuma profecia, mas porque estudei os planos dos três impérios globais e sei que nenhum deles tem o mais mínimo respeito pela estrutura da realidade.”

Não parece, porém, que cite a profunda causa religiosa disso. Prefere falar de impérios globais que, a existirem no modo descrito, não seriam mais que vetores dessa rebelião religiosa global contra a Autoridade de Deus Pai, negado como blasfêmia pelo Islã.

Ora, é claro que se há no mundo hodierno, como sabemos, um adiantado grau de geral desvario, que induz à mentira e aos enganos sem freios, é porque falta todo grau de autêntica autoridade para freá-los para bem de todos. Na verdade não há mais nem quem defina qual seja esse bem universal ligado ao bem último para a vida humana terrena.

Olavo em seguida reconhece que A Igreja Católica é a única força que poderia, no meio disso, restaurar o mínimo de equilíbrio e sanidade, mas, conduzida por prelados insanos, vendidos e traidores, parece mais empenhada em render-se ao espírito do caos e fazer boa figura ante os timoneiros do desastre.

Ora, aqui se confundem duas questões essenciais. A primeira é que a Igreja Católica que tem por verdadeiro Chefe Jesus Cristo, não se rende a nenhum outro espírito. Se isto acontece não se trata mais da Igreja de Cristo, mas de um simulacro que abusa de seu sagrado Nome. O fato é que não se trata aqui de render-se, mas de aderir ao tal espírito do mundo tornado caótico justamente a partir da revolução iluminista. E pensar que se possa fazê-lo, usando as chaves da Autoridade apostólica, é fato abominável.

Ninguém pode chegar a um diagnóstico correto da realidade presente sem reconhecer a destruição sistemática do Cristianismo, finalmente operada pelos clérigos do Vaticano 2. Já escrevi sobre isto outras vezes referindo-me a debates famosos do Olavo de Carvalho.

Penso que haveria de conhecer melhor e acusar o filosofar desviado filho da sofisticada mentalidade existencialista e do pelagianismo, que acabaram num indefinido, mas letal modernismo conciliar. Não será mais fácil resumir tudo isto no velho «voluntarismo» que os precede em oposição entranhada à «ciência» ao alcance de todos que se chama a Sabedoria do «Pai Nosso»? A isto penso que devemos voltar com atenção para responder à questão fundamental para todo ser humano sobre a «qualidade do amor» que salva até a sociedade terrena de seus desgraçados conflitos.

A Religião verdadeira é guia para esse amor, resumida no Sacrifício de Nosso Senhor Jesus Cristo para fazer a Vontade do Pai, modelo para nosso saber, querer e amar, que torna a vida na sociedade humana mais digna de ser vivida.

Ora, o iluminismo inverteu a questão porque sob a sua influência o pensar e o saber humano enveredaram pela dúvida e pelo desamor da suspeita, que atingiu de maneira demolidora até a mesma vida e culto da Igreja Católica.

Este esboço para seguir esse «filosofar» anticristão, passa por uma multidão de nomes importantes com suas famosas obras, seguidas pelos termos que levam à exclusão de um sentido cristão, que seria válida em todos os tempos. Seu efeito no nosso tempo? A relativização do mal e a indiferença diante dos venenos instilados por anticristos. Aliás, no debate do Olavo com Alexander Dugin, nota-se que este último está mais atento ao mal da ação destruidora do Cristianismo no mundo pelo Anticristo que o nosso Olavo.

O seu inteligente prognóstico sobre os acontecimentos atuais incide na lacuna de não localizar justamente a causa filosófica que está na raiz desses males.

E pensar que até um famoso autor mundano como Anthony Burgess, o literato inglês autor do tema usado no film a “Laranja Mecânica”, ao retratar Roncalli no seu romance «The earthly powers», explicou porque este, por razões religiosas, foi mais perigoso do que Hitler (O «Estado de São Paulo», 10.[1].82). Nisto ele confirma o que dizia Chesterton sobre os «erros intelectuais», “Un erro é pior que um delito, porque é matriz de delitos”, e: “Hoje o criminoso mais perigoso é o filósofo moderno, emancipado de toda lei”; “da lei de Deus que é o Evangelho, e emancipado da lei natural que é o Decálogo”. No que reforça Jean Madiran: “A filosofia moderna não é, essencialmente, filosofia, é atitude religiosa ao nível da religião natural, uma contra-religião natural, o oposto dos primeiros quatro mandamentos do Decálogo”… “A formidável heresia do século XX consiste em afirmar coisas que não são verdades em nenhuma ordem real, em nenhum domínio do ser, que parecem reais só no âmbito da filosofia moderna em especial marxista, e que fora desse delírio ideológico não têm nem sentido real” (L’eresia del XX secolo, Volpe, Roma, 1972).

Ora, Burgess, explicou em várias entrevistas a razão católica porque se pode considerar a mentalidade pelagiana de Roncalli, do homem naturalmente bom, mais perigosa que a de Hitler. Uma destas foi ao jornal «Il Tempo» de Roma, que consta ter sido incluída no dossier contra a beatificação de João 23 da Congregação para a Causa dos Santos do Vaticano. A mentalidade de Roncalli revela-se tipicamente maçônica também nas escolhas de suas amizades e símbolos, neste caso, do seu brasão heráldico e de sua cruz peitoral, De fato, João 23, que assumiu este nome de um antipapa, escolheu para seu escudo uma torre e dois lírios, símbolos a que muitos entendidos de maçonaria atribuem o significado emblemático da Torre do Templo mação, ladeada pelos dois cavaleiros, da «razão» e do «instinto» (NR, Nichitaroncalli, p. 55). Mas neste livro se lembra ainda que no centro da sua cruz pastoral está o triângulo com o olho, que confirma a preferência de Roncalli pelos mesmos símbolos usados pela Maçonaria. Coincidência? Não, suas amizades, por exemplo com maçons como o barão Marsaudon, incrivelmente nomeado ministro da Ordem de Malta em Paris com o apoio do Núncio Roncalli (o que exigiu investigação de parte do Vaticano (NR, pp. 58, 59). E há outros testemunhos.

Este foi o clérigo modernista que galgou o Vaticano para abri-lo ao iluminismo. Ora, quando Olavo reconhece que “A Igreja Católica é a única força que poderia, no meio disso, restaurar o mínimo de equilíbrio e sanidade”, ele fala dos prelados insanos, vendidos e traidores, mas demonstra reconhecer legitimidade nestes traidores, não do aparato vaticano, mas da Doutrina em que se apóia a autoridade católica, até com o atual Bergoglio, com seu iluminismo demolidor ao nível da «teologia da libertação» e do Foro de São Paulo.

Parece-me inútil repetir aqui a história desta corrente de pensamento iluminista contrária ao Cristianismo e raiz de um estado de alucinação generalizada sobre a liberdade devida à condição humana, para a humanidade futura, que se consideraria cada vez mais evoluída, justa e boa!

O Iluminismo pretende sintetizar diversas tradições filosóficas, sociais, políticas e religiosas; quer sintetizar a atitude e pensamento que visa a utopia para tornar o mundo melhor pelo livre exercício do empenho político-social humano inaugurando a «Era da Razão e das Luzes», acesas no século XVII por intelectuais intentos a mobilizar o poder da razão, segundo o poder da vontade, a fim de reformar a sociedade e a sua cultura além da «intolerância dogmática» atribuída à Igreja e à Cristandade.
Acontece que o liberalismo incentivou um mega consumo que levou à irracionalidade econômica mundial e pôs a soberania dos países endividados nas mãos da alta finança, do «consórcio apatride», segundo Olavo . Tudo nas barbas da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão (França, 1789), um dos principais documentos políticos produzidos sob a inspiração do ideário iluminista. Todavia, o Vaticano foi tomado e não só por Ratzinger, pela febre de exaltação de Lutero e dos valores insubstituíveis de 200 anos de iluminismo! Asssim as heresias de Lutero foram superadas pela Roma conciliar.
O que Lutero essencialmente contrariou na razão do bem e do reto pensar cristão?
Ora, nos termos diretos e simples da Fé, procurou inverter a justificação, que só pode vir do Juízo de Deus, com o sentimento humano que tem por origem a vontade de justificação pessoal para o que subjetivamente prefere, segundo a «fé atualizada» ao livre exame moderno. Mas hoje se vai alem disso com a boa vontade do «bem» ecumenístico deduzido pelas religiões reconciliadas e equiparadas pelas lojas com a vontade de poder iluminística! Tudo resumido na precedência dada à vontade sobre a razão, pois Lutero queria a fé procedente da vontade que exclui a racionalidade.

A Filosofia Católica tem por razão o «Pai Nosso»: seja feita a Vossa Vontade.
Qual a «nova ordem» do filosofar contrário à filosofia cristã que resume o que todo ser humano pode compreender segundo as palavras de São Paulo sobre a «Força do mal e do pecado»? Vejamos: “Sabemos que a Lei é espiritual, mas eu sou carnal e fraco, vendido como escravo ao pecado. Não entendo nem mesmo o que faço; pois não faço o bem que quero, mas o mal que detesto. Ora, se faço o que não quero, reconheço que a Lei é boa; portanto, não sou eu que faço, mas é o pecado que mora em mim. Sei que o bem não mora em mim, isto é, nos instintos da minha carne. O querer o bem está em mim, mas não sou capaz de fazê-lo perfeitamente. Porque não faço o bem que quero, mas o mal que não quero. Ora, se faço aquilo que não quero, não sou eu que o faço, mas é o pecado que mora em mim. Assim, encontro em mim esta lei: quando quero fazer o bem, acabo por encontrar o mal junto de mim. No meu íntimo, eu amo a lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei que luta contra a lei do meu espírito, que me torna escravo da lei do pecado que está nos meus membros. Infeliz de mim! Quem me libertará deste corpo de morte? Somente a graça de Deus, por meio de Jesus Cristo, nosso Senhor. Assim, pela espírito sirvo a lei de Deus, mas pelos instintos carnais sirvo a lei do pecado” (Rm 7, 14-25).
O Iluminismo cancela tudo isto imaginando uma evolução da vontade humana, a qual pode levar a fazer “o que não quero”, porque conheço “que a Lei é boa”.
Todo esse mal pode ser resumido na precedência dada à vontade sobre o espírito que pela razão reconhece e segue a Lei revelada pela Vontade de Deus, Pai Nosso.
A do Iluminismo é a da rebelião contra esta Vontade divina, para impor o poder da vontade própria no entendimento da realidade e até da Religião. E nisto o «auge» da desolação do iluminismo letrado de Ratzinger agora com Bergoglio chega ao outro auge: do iluminismo iletrado e boçal, para gozo de um povo reduzido a viver de alucinações.

Todo o mal atual consiste no abate do obstáculo (Katéchon da Escritura) que a Igreja Católica oferecia a essa invasão de idéias iluministas desvairadas. O Olavo reconhece isto, mas ao reconhecer autoridade católica nesses desviados anula toda sua resistência.

Resta que na apologia do iluminismo qualquer clérigo se revela realmente alieno à verdadeira autoridade na Igreja de Jesus Cristo Rei.

[1] – Entrevista ao «O Estado de São Paulo», 10.1.1982.

 

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