Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

OUTRO BISPO PARA OUTRA RESISTÊNCIA – qual o ideário de mgr Jean Michel Faure?

P. Faure +Mgr LefebvreP. Faure + Dom Tomás

 

 

 

 

 

Arai Daniele

A recente consagração episcopal do dia 19 de março do P. Jean-Michel Faure, conferida por mgr Richard Williamson, um dos quatro Bispos consagrados por Mgr Marcel Lefebvre dia 30 de junho de 1988, reabriu a grave polêmica teológica sobre consagrações de bispos «sem mandato apostólico», sinal de garantia para a continuidade na ordem sagrada e na unidade da missão apostólica com a Cátedra de São Pedro. A questão é de enorme importância para os católicos da verdadeira «resistência» à «revolução conciliar» dos «anticristos no Vaticano», que anseiam pela necessidade de terem um Bispo católico fundado sobre a Lei da Igreja para a legítima autoridade na Igreja de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Alem da condenação deste ato da parte do Vaticano, outras condenações foram logo emitidas, por exemplo a da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de onde provêem estes sacerdotes. Tal comunicado, curiosamente, para condenar esta consagração episcopal recorre aos argumentos que imputaram a Mgr Lefebvre nas consagrações de 1988 em Êcone, que depois são as mesmas dos sacerdotes que deixaram essa Fraternidade para fundar a Fraternidade de São Pedro. Agora a primeira sendo governada por mgr Fellay acusa mgr Williamson de «sedevacantismo prático», pois só reconhece verbalmente a autoridade de Bergoglio, que eles, pelo menos em aparência, ainda desobedecem regularmente, embora procurando um acordo de convivência.

Como se vê, muitos católicos não podem evitar a confusão sobre o modo e a importância de oposição ao inimigo comum que é o modernismo ecumenista no qual foi forjado o Vaticano 2, Assim alguns repõem suas esperanças na «resistência» de mgr Williamson, que agora parece reforçada com essa consagração episcopal de um velho seguidor de Mgr Lefebvre. Mas são mesmo fiéis à linha de resistência desse valente Bispo fundador da Fraternidade SSPX.

Pode tal confiança não ser fundada na Lei da Igreja, e nos precedentes doutrinais dos bispos. Isto se aplica aos dois bispos consagrados sem o necessário mandato apostólico, numa Igreja em grave estado de necessidade, mas não testemunhado e portanto, não declarado como devia para consciência dos filhos da Igreja? No que mais se pode fundar uma legítima resistência? Na garantia de um acesso a sacramentos, mesmo num espírito alheio à Comunhão dos Santos?

Os precedentes doutrinais de mgr Richard Williamson são conhecidos pelos seus escritos e atos, velhos e recentes e não precisam ser aqui lembrados. Quanto aos do novo bispo P. Jean-Michel Faure, sabe-se que era estimado por Mgr Lefebvre e elevado por ele a lugares de direção. No mais, para sua situação atual deve-se supor que concorde com a posição e os objetivos de mgr Williamson, bem como do Convento dos beneditinos da Santa Cruz que os hospedaram.

O testemunho pessoal que posso dar por tê-lo conhecido é de um amável sacerdote que aceitou rezar Santas Missas Gregorianas pelos meus pais, mediante meu pedido quando esteve no Seminário de Albano, perto de Roma, pelo que lhe sou muito agradecido. Já o outro encontro foi no Rio em 1984 na casa do Julio Fleichman e foi bem diferente. Ele acompanhava Mgr Lefebvre vindo da Europa e eu Dom Mayer vindo de carro de São Paulo. Os precedentes da questão criada naquele momento eram dois: completava-se um ano da publicação, sempre no Rio, do Manifesto Episcopal conjunto de 21 de novembro de 1983, que ao invés de uma resposta doutrinal de Roma só recebeu menosprezo e isolamentos dos dois Bispos. Por isto eu havia perguntado a Mgr Lefebvre se ele aproveitaria dessa viagem para uma resposta conjunta a Dom Mayer, que ele considerou inoportuno. Em seguida se soube que era por causa do «indulto para a Missa Tradicional» “concedido” pelo Vaticano.

Na verdade este «indulto» punha como condição para os «beneficiados» o afastamento da posição «lefebvriana»! Mas isto eles estavam dispostos a ignorar. Não assim Dom Mayer que em São Paulo, pelas duas razões acima concedeu uma importante entrevista depois do silêncio que envolveu questões gravíssimas, declarou numa importante e longa entrevista ao «Jornal da Tarde» de S. Paulo (6/11/84), sob o título ‘A Igreja de João-Paulo II não é a Igreja de Cristo’:“O Vaticano II proclamou uma heresia objetiva. Quanto aos que o aplicam e seguem, demonstram uma pertinácia que caracteriza normalmente a heresia formal. Se não os acusamos categoricamente ainda foi para excluir toda possibilidade de ignorância em questões tão graves. – E o «indulto para a Missa tradicional? O considero doloso, porque pretende autorizar, como se fosse ilegal, o que não requer autorização!

Quando chegamos Dom Mayer mostrou-a a Dom Lefebvre, que sobre o «indulto» disse que pensava tirar partido dele. E quando os dois Bispos se retiraram para descansar o Padre Faure dirigiu-se indignado para mim, quase como se eu fosse o autor da entrevista. Não percebe o mal que se faz atacando esse «indulto»? Havia 6 mil padres espanhóis o pediram anos atrás. Não compreende o benefício de milhares de Missas indultadas? Eis a ilusão indigente que esse Padre cultivava e que foi sendo contrariada pelos fatos. Um ano após o Arcebispo me disse; tinham razão: esse indulto foi um insulto que veio do diabo e só serviu para nos dividir! Sim e eu fiquei marcado para sempre nessa fraternidade, onde ainda hoje encontro hostilidade diante dessas verdades, também da parte dos bispos novos e velhos em questão.

Em 1985, por ocasião do sínodo para os vinte anos do Vaticano II, Mons. Castro-Mayer e Mons. Lefebvre, escreveram juntos a João Paulo II para dizer que, se o sínodo não voltava a seguir o magistério da Igreja, mas confirmava em matéria conciliar a liberdade religiosa, erro fonte de heresias: temos o direito de pensar que os membros do sínodo não professam mais a fé católica… e vós não sereis mais o Bom Pastor. Sobre tais gravíssimas palavras João Paulo só fez um irônico comentário para a imprensa, com isto demonstrando que a advertência lhe chegou. A sua ‘pastoral ecumenista’ continuou, porém, como antes, pior que antes, até que em 27/X/86, promoveu e presidiu em Assis, à oração pela paz das grandes religiões do mundo.

Foi assim que, em 1986, após essa abominação, os dois Bispos (2/12/86) publicaram a declaração em que, mencionando a “ruptura de Paulo VI e de João Paulo II com seus predecessores”, concluindo: “Consideramos nulo tudo o que foi inspirado por este espírito de negação: todas as reformas postconciliares e todos os atos de Roma realizados com esta impiedade”.

Mons. Castro-Mayer já dizia então publicamente, como o fez durante as consagrações episcopais de Ecône, que estamos sem papa e que no Vaticano está um antipapa. O momento para confirmar a pertinácia dos conciliares apresentou-se como se viu em 1985 e sua intenção já transparece na carta com que o Bispo responde ao autor (26.12.85). Na mesma carta perguntei ao ilustre Bispo se atribuir ao Espírito Santo tudo o que Vos demonstrais ser erro e heresia, com os frutos nefastos do Vaticano II, não é uma blasfêmia. Sua resposta foi: « Não há dúvida que objetivamente há malícia da blasfêmia na atitude proposta ».

Sobre a parte nestas razões iniciais de Mgr Marcel Lefebvre ver http://wp.me/pWrdv-hI. Ai se entende que o Arcebispo seguia o desenvolver de novas provas insofismáveis para poder finalmente declarar a evidência de «Sede vacante», à qual apenas não chegou no tempo de João Paulo 2º. No entanto, imaginar que em seguida, com Bento 16 a situação inverteu-se no sentido da fé é, ou insensato ou gravemente adulterador da realidade. Não honra a memória dos dois Bispos quem afirma que aceitariam os «novos papas»!

Pode-se continuar com as muitas insofismáveis razões porque a Sede está vacante: mas foram todas traídas pela casta dos «sucessores» dos dois corajosos Bispos, de Fellay a Rifan, que as arquivaram todas para participarem risonhos ao festim da mais grave apostasia de que se tem notícia!

Os bispos em questão continuam em comunhão declarada com essa Roma apóstata e Dom Tomás ainda não cancelou publicamente o que disse sobre que seria melhor ter um papa herege do que nenhum, portanto não se pode estar em comunhão com tal «resistência» por mais gente que consigam reunir. A Verdade vem sempre em primeiro lugar e quem diz reconhecer os atuais «anticristos no Vaticano» como Sumos Pontífices da Igreja católica e Vigário de Jesus Cristo para, ao mesmo tempo, contradizê-lo com consagrações episcopais contra a sua vontade, não é pela Verdade. Se esta vontade do «papa conciliar» é perversa e anticatólica este é o principal testemunho a prestar. E quando se conhece a lenta intenção de faze-lo por Mgr Lefebvre, como segue, nem se pode dizer que estes lhe são fiéis. Se fossem continuariam a honrar o seu testemunho interrompido pela morte.

As acusações mais conhecidas de Mgr Lefebvre, seguem as principais:

“Sabem, já há algum tempo, muitas pessoas, os sedevacantistas, vêm dizendo: ‘não há mais papa’. Mas eu penso que, para mim, não era ainda hora de dizer isso, porque eu não tinha certeza, não era evidente…” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril de 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986) “…esses atos recentes do Papa e bispos, com protestantes, animistas e judeus, não são participação ativa em culto acatólico como explicado pelo cônego Naz sobre o Cânon 1258§1? Nesse caso, não vejo como é possível dizer que o papa não é suspeito de heresia, e se ele continua, ele é herege, herege público. Esse é o ensinamento da Igreja.” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril, 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986) [Lembramos aqui que o prelado francês não reconhecia o direito canônico da Nova Igreja do V2]

“Ao passo que estamos certos de que a fé ensinada pela Igreja durante vinte séculos não pode conter erros, estamos muito longe da certeza absoluta de que o papa é verdadeiramente papa.” (Le Figaro, 4 de agosto de 1976). “Agora, alguns padres (mesmo alguns padres na Fraternidade, como o P. Faure?) dizem que nós, católicos, não precisamos nos preocupar com o que está acontecendo no Vaticano; nós temos os verdadeiros sacramentos, a verdadeira Missa, a verdadeira doutrina, então para que se preocupar com se o papa é um herege, um impostor ou seja lá o que for; isso não tem nenhuma importância para nós. Mas eu penso que isso não é verdade. Se há um homem importante na Igreja, é o Papa.” (Conferência informal, 30 de março e 18 de abril, 1986, texto publicado em: The Angelus, julho de 1986)

“Roma perdeu a Fé, meus caros amigos. Roma está na apostasia. Essas não são palavras ao vento. É a verdade. Roma está na apostasia… Eles saíram da Igreja… Isso é certeza, certeza, certeza.” (Conferência no Retiro, 4 de setembro de 1987, Ecône)

Note-se que o bispo (na continuação da frase que pode ser ouvida na internet) faz referência direta ao “cardeal” Ratzinger: “Nem se nos concedem um bispo, ou certa autonomia, não podemos colaborar, porque trabalhamos em direções diametralmente opostas”. Mgr Lefebvre chegou a afirmar que o “cardeal” com o séquito do Vaticano 2 trabalhavam para a descristianização da sociedade, das pessoas e da Igreja.

“Então estamos para ser excomungados por modernistas, por gente que foi condenada por papas anteriores. Então o que isso pode fazer realmente? Nós somos condenados por homens que, eles próprios, estão condenados…” (Conferência de imprensa, Ecône, 15 de junho de 1988) [Ver Vídeo no final do artigo]

Hoje há sacerdotes formados na Fraternidade dirigida por Mgr Lefebvre, saídos desta FSSPX, de diversa e desviada direção da original, que atestam a intenção do seu Fundador de declarar no devido momento a vacância na Sé romana. De todo modo, são muitos os que acreditam que o Arcebispo Lefebvre nunca aceitaria Joseph Ratzinger como legítimo sucessor de São Pedro, porque constatou nele a marca do clérigo estranho à Verdade.

Isto deveria fazer refletir os justos que ainda estão enredados por dúvidas, que nem a maligna obra ecumenista deste antipapa ainda desvencilhou por causa de um arraigado conceito da falsa obediência que dana.

A este ponto se deve seguir um plano para uma sagrada reação católica, que parte do aviso apocalíptico mais urgente dado para os tempos finais: – saiam do templo para o culto do homem, a fim de não serem cúmplices de suas profanações, nem sujeitos aos flagelos devidos a pastores ídolos e a povos idolatras!

Há que rezar e testemunhar cada vez mais sobre a vacância presente para que sejam muitos a renunciar e a se desculparem publicamente pela adesão às míseras heresias e demolições em que os povos caíram devido ao Vaticano 2 e aos seus falsos profetas. Mas principalmente, para que aumente o número dos que na caridade católica entendem e se dispõem a testemunhar o crucial engano de reconhecer pérfidos corruptores da Fé, que perdem as almas, como se fossem enviados por Deus para que, na Sua única Igreja de salvação, representar Jesus Cristo Nosso Senhor.

Só poderá haver restauração da Igreja e paz quando, com a graça divina, se formar o suficiente consenso para a obtenção do Conclave que eleja um Papa católico que repudie tudo o que traz a marca do Vaticano 2 e consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, para a conversão geral no triunfo da Fé que nosso Senhor confiou à Sua única Igreja.

Nas armas de Dom Mayer está o Ipsa conteret. Justamente a verdade contestada por João-Paulo 2º em 29.5.96, negando que seja a Santíssima Virgem Maria a esmagar o inimigo de Deus e dos homens. Agora o novo bispo usa a mesma frase. Rezemos para que os verdadeiros católicos reconheçam a Sua voz : «Por fim o Meu Coração Imaculado triunfará».

Só então a Misericórdia divina cancelará tantos erros de atos manchados por um espírito sacrílego e cismático em viva contradição com a lei da Igreja e com o íntegro e puro testemunho católico sobre a verdadeira Autoridade na Igreja. Esta não está em clérigos como Jorge Mario Bergoglio ou nos predecessores que foram verdadeiros demolidorers da Tradição, mais do que qualquer heresiarca do passado podia fazer para acabar em poucas décadas com a integridade da Fé e da Liturgia sagrada.

3 Respostas para “OUTRO BISPO PARA OUTRA RESISTÊNCIA – qual o ideário de mgr Jean Michel Faure?

  1. Pro Roma Mariana março 22, 2015 às 2:11 pm

    Cleber Queiroz

    Sr. Arai Daniele, Salve Maria!! Agradeceria se o Sr. pudesse me add. Em Cristo!
    Cleber Queiroz

    Olá Sr. Arai. Eu e meu amigo Jose Ginberreis estamos em um debate com um rapaz que tem uma pagina sobre Dom Antonio Castro Mayer. Em um dado momento do debate, o Jose citou que Dom Mayer foi sedevacantista. Foi rebatido sendo respondido que não existe nenhum documento escrito onde Dom Mayer se declara sedevacantista. Mandei pra eles o vídeo onde o Sr. afirma que Dom Mayer declara aos amigos que a sé está vaga. Eles continuaram resolutos. O Sr. gostaria de participar?
    Cleber Queiroz

    Vai o link: https://www.facebook.com/photo.php?fbid=495110313920581&set=a.400898693341744.1073741828.400896016675345&type=1&theater&notif_t=comment_mention
    Arai Daniele

    De fato eu posso testemunhar, e há até uma entrevista de Dom Mayer, em que ele dizia estar a Igreja de João Paulo 2º ocupada e não ser a Igreja de Cristo. Razão porque o Bispo o considerava um anti-papa. Ele não gostava do termo sede-vacante, pois dizia: a Sede está ocupada na ordem mundana.
    9 de Novembro de 2013
    Arai Daniele

    Acrescentei ainda algo diante dos comentários de alguém que escreve sob o nome de Dom Antônio de Castro Mayer. Você leu?
    9 de Novembro de 2013
    Cleber Queiroz

    Vou ver lá Sr. Arai!!
    10 de Novembro de 2013
    Cleber Queiroz

    Obrigado Sr. Arai por responder. As pessoas começam a descobrir a tradição e, por motivos de, sei lá, obediência cega, tampam o sol com a peneira. Salve Maria!!!
    Hoje
    Cleber Queiroz
    13:12
    Cleber Queiroz

    Sr. Arai, salve Maria! Na verdade eu marquei o Sr. em um Post de Rafael Queiroz que me parece que apagou o referido post. Por isso que o Sr. não consegue mais ver. Eu tentei encontrar e não consegui mais. De qualquer maneira vou tentar falar com o Rafael pra ver se realmente ele apagou.

  2. Zoltan Batiz março 22, 2015 às 3:37 pm

    Eu ainda quis elogiá-o por NÃO mencionar o assunto … . Nem a mínima atenção que ele mereça … .

  3. Pro Roma Mariana março 26, 2015 às 2:47 pm

    Essas pessoas podem não merecer muita atenção, mas são exemplos de uma degradação religiosa de navegadores sem bússola, Basta ver o fictício «mandato apostólico» que exibem. Disso vou falar no artigo em italiano no agerecontra.it de amanhã.

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