Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O NÓ QUE O OLAVO DE CARVALHO CONTINUA ABROCHANDO

 

 Olavo 2Arai Daniele

Porque falo do nó que o Olavo de Carvalho continua abrochando e não digo apertando? Pela razão que esse nó nas suas conclusões toma o jeito de uma conclusão ornamental, de «broche, bijou de femme», especialmente depois dessa palestra com os interlocutores americanos Cliff Kincaid e Jerry Kenneyhttps://www.facebook.com/groups/582720335145205/

Ali ele deixa entender, por exemplo, que Stalin não queria os erros morais dessa «cultura comunista» na URSS, como os da Escola de Frankfurt, mas exportados para corromper o Ocidente. Mas aqui já relatamos como o aborto, por exemplo, foi logo introduzido por tal regime, assim como a «libertação sexual de Reich», e isto só foi parcialmente descontinuado por «razões de ordem econômica»! Quanto à questão do poder gay, era desconhecida ali como é nova hoje no mundo.

Sobre o Foro de São Paulo, cujo alcance se estende ao nosso Continente, não vejo porque se deva exagerar, sem considerar outras realidades perversas e mais sorrateiras, na qual haveria que incluir também a «democracia cristã», já acusada pelos Papas e que tem levado países a «compromissos históricos» com o comunismo que estrangula, por exemplo a Itália e o Vaticano, aliás como planejado por Antonio Gramsci no início do século XX, relatado em outros meus artigos.

Mas, a questão crucial é que atrás do «Foro de São Paulo» havia figuras eclesiásticas e até uma «teologia da libertação». Esta não é hoje «aggiornata» por Bergoglio e cupinchas, ao ponto de se acolher com todas as honras Gutierrez no Vaticano?

De agora é a notícia da beatificação de mons. Romero e uma próxima abertura da causa de beatificação de dom Hélder Câmara. Será que veremos também a do padre guerrilheiro Camilo Torres e vai ser preparada breve a do cardeal Evaristo Arns, entre outros. Porque essa classe clerical não foi alheia à gênese e aos ideais do Foro de São Paulo.

Isto não conta para a débâcle do «Ocidente sul americano»? Ou tudo isto conduz ao mais infido inimigo interno da Cristandade que é o Modernismo e o ecumenismo, das portas escancaradas para os inimigos da Igreja? Com estes as defesas da Igreja são abatidas e é alterada a natureza de seu Papado, para abalar a Cidadela da Fé.

O que poderia ser pior do que esta surda apostasia invisível, que muitos católicos até hoje não vêem? Não se percebe que todo problema reside na falta de defesa do verdadeiro centro de resistência à desordem humana que é a Igreja Católica, mas que esta não pode ser representada por uma quinta coluna clerical possuída pelo «espírito conciliar»?

Ora, como o homem se guia pelo pensamento e este não pode deixar de ter a verdade e a vida espiritual por referência, até na prática da política social, é a influência religiosa a que pode fazer a diferença. Para isto nos foi revelada divinamente a Religião cristã. Que seria do mundo se esta não tivesse sido trazida e arraigada durante séculos? Hoje sabemos: seria o que se vive atualmente num mundo com desastres crescentes e tremendos em todos os planos com a mentira desenfreada e institucionalizada no mundo e em Roma.

Não posso que repetir sempre a mesma questão basilar para o pensar humano: ou se vive como se pensa e se pensa como se crê ou, no senso oposto, se pensa e se crê como se vive, segundo os tempos, o mundo e os próprios e induzidos prazeres físicos e mentais. O senso católico hoje está invertido no Vaticano, na direção modernista segundo os tempos e o mundo. Por isto só há um plano para enfrentar essa enxurrada de mal: fortalecer os contrafortes da Fé de sempre.

O Olavo tem uma vaga idéia sobre este ponto essencial de resistência, mas até quando confundir a igreja conciliar com a verdadeira, Católica, não pode situar o ponto de resistência em nenhum campo. De fato, aqui continua a estranha divisão olaviana das forças ameaçadoras do mundo, das quais a representar o poder do tal «ocidente» seria a América dos Rockefeller, Soros, Bildelberg, etc. enquanto as outras seriam representadas pelos poderes da Rússia-China e do Islã, contra os quais só restariam os baluartes dos EUA e de Israel. De modo que estes são entendidos como se fossem estranhos ao primeiro, da grande finança sem pátria! Deveras fora de toda e qualquer realidade essa descrição, que transfere o perigo para um Irão defendido pela Rússia, que o atual líder recém eleito, Bibi Netanyhau, quer bombardear, recebendo o grande aplauso dos congressistas republicanos. E como já relatei antes, parte maciça desse apoio vem também do grande mundo de milhões de «cristãos apocalípticos» que, como os «British Israelites» e «Christian Zionists» almejam o «Armagedom final» para breve!

Note-se, como estranhamente a defesa da Cristandade e da Igreja não faz parte desse discurso; não é representado, nem mais idealmente nenhum bastião para o que resta da Civilização Cristã. Olavo lembra que a Igreja seria um contraforte de defesa da Ordem, mas nada diz sobre a defesa da mesma Igreja de seus ocupantes demolidores. Será a recíproca influência de seu amigo anti-comunista, mas conciliar, P. Paulo Ricardo? Nós sabemos que na realidade esta defesa desapareceu com a igreja do Vaticano 2, e pouco adianta a meia reação de uns poucos, que porém não lembram o principal do que seja ser católico. Apelar-se para a resistência mundial de Israel à desordem é estranho, especialmente porque esta entidade nunca foi amiga da verdadeira Igreja que, como o Americanismo imperante, empenhou-se a demolir.

Isto de pautar os próprios discursos só no anti-comunismo, como fazia a TFP, e hoje até serve às campanhas fatimitas para angariar fundos para o Rv. Gruner, baseadas na próxima invasão da América pelo terror russo, é muito para «inglês», ou melhor, americano iludido ver! Mas é o principal no pensamento de Olavo, que descreve esse mal comunista como o fato consumado na América Latina (menos no Chile e no Paraguai!) que ameaça os EUA, sem descrever o que se refere ao que vem antes, e portanto é o real, ou seja a demolição das defesas católicas.

O suntuoso cenário sobre o qual elabora seu quadro para o futuro do mundo atual seria o da fundamental contraposição entre os Estados Unidos da América, na defesa dos valores ocidentais anti-comunistas e a volta do «império do mal» liberado por Putin com o seu «sinistro mentor», Alexandre Dugin, com quem travou aquele famoso debate «cultural» aqui descrito como «nó górdio» do problema real: do ponto de vista cristão deixado de lado.

Putim-DuginQual a lição sobre a maior culpa da autoridade na Sua entrega à morte, ensinada por Jesus no Seu diálogo com Pilatos? Não terias algum poder se este não te fosse dado do Alto.”

Sim, porque tudo o que se diz contra o comunismo seria melhor colocar em termos de «erros espalhados pela Rússia» contra o Cristianismo, por não ter sido consagrada, de que fala Nossa Senhora de Fátima; estes vão além do comunismo soviético, do ateísmo, das tramas políticas, porque é tudo isto e muito mais para mandar à morte a Cristandade. E do lado desta o que falta não é a descrição dos ataques inimigos, sempre presentes, mas o recurso ao que a defende, mas foi obliterado.

Ora, pode a imoralidade que viceja nesse «mundo livre» ocidental não entrar em cheio nesse rol de misérias destrutivas? E hoje, pode alguém dizer que o tal ocidente abortista e eutanasiano não seja vetor ativo, tendo em testa ONU, UNESCO e outros aparatos que são ou foram aliciadas por inversões legais americanas e da nova desvairada Europa?

Não se forma hoje uma resistência a estas idéias depravadas justamente do lado da Rússia de Putin e da sua semi-aliada Hungria semi-católica?

Qual a origem religiosa desses males? Por isto devo voltar a questão que submeto à meditação de nossos leitores, a partir de uma visão mais geral do comportamento humano e, portanto, da política neste mundo.

Se o bem para a ordem social foi o Cristianismo, que até há não muito estava constituído como guardião universal para uma mínima ordem na vida social, como criada por Deus e resgatada pelo Sacrifício de Nosso Senhor, como pode ficar fora de tal raciocínio, pelo qual a defesa do aprisco da civilização ficaria comica, se não fosse tragicamente confiada às raposas e lobos dos EUA e de Israel? Ou será que estes são alheios à destruição do Irak como agora da Síria no Médio Oriente «bíblico»?

Não é justamente seguindo essa linha que a defesa dos cristãos é abandonada pelo mundo afora? E o problema está sendo agravado pela confusão do aparato eclesial dirigido por Bergoglio com a Igreja Católica que resistia ao mundialismo ecumenista.

Fala-se disso como se o problema fosse de hoje. Por esta razão vou terminar fazendo um resumo das falhas dos Papas católicos diante dos «erros espalhados pela Rússia», que pautam em duas etapas a história das guerras e revoluções destruidoras dos últimos cem anos.

O mal era de tal ordem que só uma ajuda divina podia sustar esse curso. Esta foi oferecida com a Profecia de Fátima, mas desatendida desde o início. Note-se, Nosso Senhor não enviava um profeta qualquer, mas a Rainha dos Profetas que respondia ao apelo do Papa bento XV, que justamente falava na Sua Mediação universal! Todavia morreu sem mencionar essa ajuda e relacioná-la com o mal do comunismo.

Seguiu o Papa Pio XI, mencionado na Profecia, que não atendeu ao pedido direto dessa hora para sustar com a consagração da Rússia o mal «intrinsecamente perverso»!

Seguiu então Pio XII, o «Papa de Fátima», que ainda não compreendia a importância de ouvir integralmente o divino Pedido, e seu tempo de difícil solução tornou-se impossível, pois estes três Papas, de política prevalentemente diplomática, mereceram o resultado de serem sucedidos pelos profetizados «anticristos em Roma», que eles mesmos haviam tolerado e promovido!

E assim entramos na segunda etapa do «interregno do Terceiro Segredo», que até ali era condicional no aguardo da atenção ao Pedido divino pelos Papas católicos, que falharam.

O resultado foi a espúria eleição do modernista filo-maçom Roncalli que, certamente instruído pelas lojas, que o apoiaram, convocou a revolução conciliar do Vaticano 2. Para isto censurou Fátima e abriu aos acordos com as cúpulas comunistas e outras.

Quando morreu, já tinha aquecido o lugar para o amigo e correligionário Montini, que levou a cabo a revolução conciliar, alterando a identidade do culto na Fé da Igreja. Com suas encíclicas abriu ainda mais para as revoltas clericais comunistas e não só na América Latina.

Depois, passamos a quem quis ter o nome de João e de Paulo e que, por misericórdia, era favorável à pílula anticonceptional, mas durou só 33 dias. Passamos diretamente para o 2º João Paulo que além de ampliar a brecha doutrinal da redenção universal dos crentes e incrédulos, até de comunistas, quando o regime destes ruiu, ao invés de condená-lo para sempre ao esgoto da História, elogiou a perestróika do leninista Gorbachev como cristã e apoiou esse líder na sua política internacional de recuperação comunista, que passou a ter partidos, até apoiados por «cristãos», pelo mundo afora. Seu prefeito para a Doutrina da fé conciliar foi Joseph Ratzinger, que o sucedeu, mas cuja compulsão ecumenista ia a ponto de pregar o iluminismo conciliar até para os muçulmanos! Se hoje alguém quiser comparar a doutrina deste com a do «sucessor» Bergoglio, não terá dificuldades, senão no aspecto letrado em que o fazia contra o iletrado e grosseiro deste último. De modo que, querer separar os «papas conciliares» pelas suas doutrinas é deveras bisonho. São todos produtos acabados do abominável modernismo ecumenista conciliar que destruiu as defesas da Igreja e da Cristandade, e portando da remanescente ordem no mundo.

Para terminar, quando Olavo fala da eleição desonesta do Obama, deixa escapar: como eles queriam! Todo o drama está neste «eles», que o Dugin no meio de suas confusões ideológicas, pelo menos identifica num poder anticristo contra o qual há que reagir e que por falta de outro nome ele identifica com o ocidente apoiado pela América, que elegeu este personagem e vai eleger outros/as mais para a total destruição do que resta da antiga Cristandade. Esta é sempre a grande esquecida nos discursos americanistas e filo judeus do Olavo de Carvalho e outros, que não tem a desculpa de não saber bem mais que um mínimo «para não ser idiota»! De fato, Este professor ainda pode ensinar algumas coisas importantes, como seja a vontade de lutar sempre. Sim, mas esta luta é muito difícil seguir e aplicar na falta de uma verdadeira e vital motivação religiosa, que só pode vir de uma fé firme – que «move montanhas» – e pela qual se está disposto até a morrer.

Não é certamente o arranjo democrático anti-comunista presente, que se demonstra sem nenhuma cabeça e menos ainda alma.

Esta é a lição a que falta chegar o nosso filósofo. Mas quem ousa dizer isto a um «mestre» cercado por uma legião de puxa-sacos de várias nacionalidades e crenças?

Eis aqui reafirmado que toda questão política acaba por ser religiosa; da política verdadeira em relação à Religião verdadeira. E se não é a verdadeira e divina a prevalecer, serão outras para a morte cruel de toda civilização. Que Deus não queira!

2 Respostas para “O NÓ QUE O OLAVO DE CARVALHO CONTINUA ABROCHANDO

  1. Jacob abril 1, 2015 às 11:25 am

    Não me manifestarei sobre a questão da Rússia, sobre o papel dela na atual conjuntura política e no cumprimento das profecias de Fátima.

    Só quero ressaltar que esta é uma observação sábia: “ou se vive como se pensa ou se pensa como se vive”.

    O clero centrado em Roma, quando ainda era fiel à Igreja, jamais deixou de ensinar que se deve viver como se pensa, isto é, viver de acordo com a Palavra imutável de Deus. A vida está subordinada à Palavra. Se a vida diverge da palavra, pior para a vida, que deve ser corrigida!

    Mas a inversão das coisas é algo típico do demônio, e sinal dele.

    Os modernistas do CV2 passaram a ensinar que, ao contrário, devemos pensar como vivemos, isto é, que a Palavra de Deus deve ser “interpretada” de acordo com o modo como vivemos. A Palavra está subordinada à vida. Se a vida diverge da palavra, não se corrige a vida: corrige-se a interpretação que se dá à Palavra!

    A maldita doutrina do CV2 é o oposto daquilo que a Igreja sempre ensinou. Um servo não pode ter dois senhores: ou segue a Igreja de sempre, ou segue a seita modernista e anticristã do CV2.

  2. Pro Roma Mariana abril 1, 2015 às 10:19 pm

    De fato vivemos isto: “Os modernistas do CV2 passaram a ensinar que devemos pensar como vivemos, e a Palavra de Deus deve ser “interpretada” como o mundo vive”. Mas note que esse pensamento modernista impregna mesmo o de muita direita que se diz cristã. Estes dizem, não é realista pensar que o Cristianismo possa voltar a ser influente na sociedade moderna. Dele devemos apenas conservar a moral e os valores, porque assim vai e vive o mundo atual. Ora, isto é pensar modernista, porque se sabe desse estado de um mundo decadente, onde nem se vêem mais verdadeiros cristãos. Mas o cristão só pode almejar o retorno de uma influência universal do Cristianismo, contra toda esperança visível; isto faz parte de sua fé e de sua militância na caridade, que quer o domínio do bem nesse mundo. Ele vive como pensa e pensa como crê. Se assim não fora, os primeiros cristão no mundo romano deveriam dizer que era impossível mudá-lo e jamais sendo pasto de feras no Coliseu. Mas bem outra era a Fé que venceu. Isto de querer a moral e os valores cristãos sem o Cristianismo, como parece ser a idéia da dupla Olavo/Paulo Ricardo, é querer um Cristianismo sem Jesus Cristo, uma moral sem a Fé que a rege; é subordinar a Palavra à vida, como bem foi escrito. E um Cristianismo sem a Palavra de Cristo, sem o amor do mesmo Jesus crucificado e espezinhado pelo mundo é morto! O sabiam os missionários como os mais ignorante dos mártires. Hoje não querem sabê-lo nem os que pensam bem instruir meio mundo! Eis o que é o larvado modernismo conciliar que os embota, sem que percebam.

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