Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

A REVOLUÇÃO FINAL CONTRA DEUS NO «CULTO DO HOMEM»! Quem era realmente João 23?

templo

Arai Daniele

Para o fim dos tempos, o Apóstolo prevê na segunda Epístola aos Tessalonicenses (II Ts 2, 4) a repetição da operação de engano, para os que não tendo amado a verdade caiam na apostasia e acreditem na mentira do progresso segundo o culto do homem.

Assim, este «anti-culto» humano causa a elevação do homem do pecado ao trono do poder espiritual, que abre a Igreja a fim de que o espírito anticrístico governe o mundo na degradação na sacralidade do Culto divino, resultando no culto de tudo o que é meramente humano e fugaz. E isto leva a mais ampla abertura para toda desordem!

É a ilusão cultora de falsos cristos e falsos profetas, que no seu relativismo naturalista revela-se preparatória para o culto do Anticristo na suprema Sé! Foi Jesus mesmo a advertir: «Cuidai que ninguém vos engane, porque virão falsos Cristos e falsos profetas…”, o falso culto censura os avisos salvadores para tempos extremos em que um homem ímpio é guindado à posição suprema, à Cátedra apostólica, apesar de suas palavras refletirem sinais objetivos de uma clara ruptura doutrinal.

Eis a realidade histórica hodierna, que já começava a ser clara a todos em 1960 com a elevação de deístas à Cátedra da Verdade. Porque deístas? Porque na aparência não negam Deus, nem a natureza divina da Sua Igreja, nem que fora desta não há salvação. Mas tudo isto no modo «aggiornato» que condiz plenamente com a ideologia da Maçonaria deísta, panteísta e relativista de um «deus» que está em tudo e todos.

E o culto geral à autoridade desviada pelo deísmo maçônico já se manifesta como apostasia geral, que abre o caminho a todo falso culto ecumenista para a desordem civil dos falsos Cristos e falsos profetas, correspondente à Revolução culminante na sua suprema reivindicação: do culto do homem no lugar de Deus. Não a acaso a nova igreja ecumenista, usurpando o nome de católica e apostólica, está canonizando estes seus «papas» para que sirvam de exemplo num mundo que voa atrás de modas e idéias visando adaptar tudo passivamente aos novos poderes que o governa, sem que os povos nem percebam aonde vão parar, porque atraídos por outros anseios.

Aqui brevemente quero voltar a tratar desse perigo deísta sob a forma de relativismo naturalista que entorpece e degrada as mentes para que aceitem tudo e o contrário de tudo até no âmbito da Religião, sob a dúvida implícita, mas calada: o que é a verdade? Assim no mundo mental prevalece o método cartesiano da dúvida metódica sobre tudo.

Esta representa nada menos que submissão das noções de «absoluto» e «transcendente» ao juízo crítico da razão humana, que as reduzem ao nominalismo dos termos comuns. Porque haveria uma unidade no Bem, no Belo e na Verdade fora da crítica racional? Este Uno é relegado então à «ingenuidade» de uma «Fé irracional», mas «irreprimível» porque ainda restam as questões essenciais nunca respondidas por nenhuma ciência humana sobre de onde somos e portanto, qual o nosso estado neste mundo e qual o nosso fim último. E na impossibilidade de responder a isto germinou a mentalidade agnóstica e maçônica, hoje incrivelmente dominante.

Podem essas questões não serem de máxima importância para a vida pessoal e dos povos, como foi até nossa era moderna? O serão sempre, mas hoje parecem canceladas pela simples razão que com elas o deísmo consegue também o pensamento religioso. E assim a vida no mundo decorre sem uma finalidade que vá além dos impulsos do corpo e portanto do prazer físico, do possuir e do dominar, para a crescente desgraça geral.

Em breve: os homens são hoje governados em vista de necessidades materiais, que deixam de lado a vida espiritual e portanto um sadio crescimento, também mental na atração pelo Bem, pelo Belo e pela Verdade, tornados relativos e naturalizados. E visto que a finalidade da sociedade não pode ser diversa da do homem, a maioria das sociedades do mundo passou a viver sem que seus governos tivessem em vista uma finalidade mais alta que as imediatas da corrente vida econômica.

Como é que os Papas católicos focalizaram esse agudo problema moderno? Acusando a separação do Estado da Igreja, que nas palavras de São Pio X representam a “monstruosa separação do corpo da sua alma”! E assim o mundo passou a viver até a vinda dos falsos cristos que no seu deísmo aprovam essa separação fatal.

Qual a barreira posta por Deus no mundo contra esses delírios?

É claro que esse mal ligado à decadência do ser humano decaído pelo pecado original precisava ser enfrentado numa ação interna à mesma natureza do homem, como seja pela inteligência e pela vontade a esta ordenada. E isto seria natural pois a mente humana é positivamente atraída pelo conhecimento do bem, da verdade e do belo, que em termos absolutos são os predicados divinos e levam ao Seu culto.

Contra os termos opostos, da mente humana ser negativamente atraída pelo mal, nos foram revelados os mandamentos com que afastar-se da atração do fruto da árvore para o conhecimento autônomo do bem e do mal, fora da realidade do Ser. Ora, na sociedade moderna e na nova igreja modernista, com o direito à liberdade até religiosa, continua a atração pelo culto do conhecimento científico e tecnológico, no qual muito se avançou mas nem sempre para o bem pois sua finalidade passou a ser a do orgulho humano que pretende dispensar o que transcende o material.

Então qual a barreira posta por Deus no mundo para conter esses desvios fatais? É claro que estes primeiramente só poderiam ser na ordem espiritual da Graça com a Redenção. Mas cumprida esta no Sacrifício do Filho de Deus encarnado, e a Civilização Cristã, o que ficou presente depois de um enorme acúmulo de erros, que vão do materialismo dialético ao hedonismo desenfreado? Que barreira foi posta para todos os tempos e em especial este presente de desvios fatais para a alma espiritual humana?

Eis que vamos falar da Igreja e do Papa, como viva voz do conselho divino no mundo, a um tempo visível e audível como qualquer governo, mas guia para todos eles com os Princípio revelados. Uma voz única, indivisível e insubstituível, embora de face humana. Nas Sagradas Escrituras essa perene intervenção divina é figurada duplamente: no termo neutro de uma sociedade divina e humana, e no outro termo de uma pessoa, que é o Papa. O nome grego deles é «katéchon»; aquilo e aquele que são de obstáculo para o reinado do mal; do Anticristo e todos os seus erros e enganos.

Iniciamos aqui falando das idéias e ideologias que derivam dos enganos inseridos na mentalidade desviada, como seja o pensamento do relativismo naturalista do deísmo maçônico, a ampliar com os erros e enganos de seu associado modernismo ecumenista. Estes são aqueles que, uma vez aliando o mundo civil com o religioso, minam o reto pensar para o reto agir do comportamento pessoal e social, não só cristão.

Como se situa tudo isto no nosso tempo ao ponto de provocar resultados desastrosos dos quais não se consegue passar ao reconhecimento geral de sua intrínseca origem? Nas linhas acima já está esboçada a resposta, pois descreveram-se os termos desse mal e do que deveria ser-lhe de obstáculo porque posto como «divino poder» justamente para conte-lo. Trata-se da Igreja e do Papado católico.

Qual então o modo de ver o deletério fracasso desse poder, que existe precipuamente para essa insubstituível função de defesa da Verdade? A resposta só pode estar na presença do Papa católico, que hoje falta. Mas é só isso? Não, essa falta é um mal duplamente agravado, seja pelas idéias alteradas de quem ocupa essa posição, como pelo fato deste ser mundialmente reconhecido como continuador – até mesmo melhor – de todos os 260 Papas que se sucedem desde há dois mil anos sem interrupção como representantes da Fé de Jesus Cristo.

Vejamos então como se pode acusar as idéias de quem inaugurou essa «inversão papal» ou seja Roncalli, que assumiu o nome do anti papa João XXIII. Depois de tudo o que se escreveu a respeito do ponto de vista doutrinal, vou me limitar aqui à descrição de um seu erudito amigo embaixador, que o reqüentava quando Roncalli era núncio em Paris.

Trata-se de Carl Jacob Burckhardt, diplomata e histórico suíço (Basiléia 1891 – 1974), foi (1937-39) alto comissário da Sociedade das Nações em Danzig (Meine Danziger Mission, 1937-1939, 1960); presidente (1944-48) do Comitê internacional da Cruz Vermelha e ministro da Suíça em Paris. Professor de história moderna, publicou uma biografia de Richelieu (4 vol.). Havia estudado Teologia quando jovem e conhecia bem a Itália. Quando Roncalli foi eleito em 1958 Burckhardt escreveu ao amigo Max Richer uma carta descrevendo a vida de Roncalli em Paris: “Circulava como um jovem funcionário de embaixada, encontrei-o em diversos lugares … [na sala de madame Abrami ouvi-o longamente]: é um deísta e racionalista… segue os filósofos franceses e chega à mesma posição dos reformistas…è fechado ao sobrenatural… Mudará muitas coisas; depois dele a Igreja não será mais a mesma”.

Ora, este testemunho é reforçado pelas relações tecidas por Roncalli com conhecidos maçons, havendo um testemunho de um oficial da segurança, encarregado da proteção dos embaixadores em Paris, pela qual ele freqüentava todas as quintas-feiras uma loja maçônica. Quando repeti isto ao cardeal Oddi, que fora seu secretário em Paris, num almoço em casa, ele não contestou, mas assentia calado com um movimento da testa.

É claro che Roncalli nem mesmo escondia seus sentimentos mações, ao ponto que depois se soube ter sido preparado então em Paris um acordo Igreja-Maçonaria a ser enviado a Roma. De fato, depois de eleito, diversos Grão-Mestres maçons franceses e italianos confirmaram publicamente as aberturas do futuro João XXIII. Em 1989, a revista da franco-maçonaria “humanismo”, número 186, disse que no encontro do Núncio Roncalli com Alexandre Chevalier, foram avançadas propostas com relação ao direito canônico e muito mais. Havia acordo secreto entre o futuro João XXIII e quem mais tarde se tornou o Grão-Mestre, em 1965, e foi convidado para a coroação de João XXIII, em Roma, razão porque ecoa a hipótese de que a loja “L’Etoile Polaire” (l’Atelier), “esteve na origem do Vaticano II” (Jacques Ploncard d’Assac, «Présent», Parigi, 20 luglio 1989).

Com isto se pode ver o que aconteceu de fato porque um modernista e maçom semi-oculto como Roncalli, com todas as idéias deístas do «anti-culto do homem» foi eleito papa e passou a ocupar na Igreja o lugar de «katéchon», função que existe para opor-se às tramas anti-crísticas. Ali chegou aquele que ao invés de se opor promoveu o erro com um conciliábulo que, tudo indica também pelos resultados, foi encomendado pelos que pretendiam transformar a Igreja no sentido aspirado pelas lojas e sinagogas do mundo.

Para concluir devemos, porém, dizer o que nos parece fundamental: isto só foi possível porque os filhos da Igreja desertaram de sua defesa porque passaram a respeitar mais um homem em vestes papais que a doutrina que nos foi legada pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus. Eis que hoje a continuação da Igreja vegeta com bispos consagrados para manter o ‘statu quo’ da presença de «anticristos no Vaticano», sem nem mesmo acusá-los, como se pudessem resolver alguma questão sem a presença de um Papa católico.

Ora, os bispos recebem o poder de jurisdição imediatamente do Romano Pontífice e não imediatamente de Nosso Senhor, como recebe o Papa. É lição da Mystici Corporis de Pio XII, recordou o Cardeal Ottaviani. Somente na continuidade dessa função para a continuidade do próprio Evangelho é reconhecível um verdadeiro papa.
Pelo contrário: “Mesmo que nós mesmos ou um anjo do céu viesse anunciar um evangelho diverso do que foi por nós anunciado, seja anátema! … Agora, talvez tento eu conciliar-me com os homens ou com Deus? Porque se quisesse agradar a homens, não seria servo de Cristo” (Gl 1: 8 … 10).

O problema mais grave desta geração é de não ter amado nem amar o suficiente a função sagrada, única e indispensável do Papa, ao ponto de aceitar qualquer falso Cristo em seu lugar; e surgiu assim o «papa bom», clérigo possesso pelo mais hipócrita e peçonhento deísmo modernista, intrinsecamente perverso e demolidor da Cristandade. Foi recebido e até hoje honrado como «bom e santo», como se fosse o “Doce Jesus na terra”!

No entanto, tratava-se do primeiro de uma série daqueles “outros” que faziam realizar-se por completo o previsto pelo Senhor: “Eu vim em nome de meu Pai, e vós não Me acolhestes. Se outro viesse em seu próprio nome, o acolhereis. Como vós podeis crer, glorificando uns aos outros e sem procurar a glória que vem só de Deus”? (Jo 5: 43-44)

Só no retorno de um verdadeiro Papa, enviado por Nosso Senhor para o único Culto da Santíssima Trindade, veremos a salvação, também na ordem terrena.

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