Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

O CASO DO OLAVO DE CARVALHO SEM MÁSCARA, QUE PENSAR?

Olavo de Carvalho com sinais ecumenistas

Arai Daniele

Quem tem lido este blog sabe que não tivemos jamais nenhuma dúvida em testemunhar que neste mundo, desde a Encarnação do Verbo de Deus para remir os homens,  só há una guerra real: a dos poderes terrenos e seu «príncipe» contra o Cristianismo. Qualquer outra leitura, reverte a esta.

Mesmo nestes dias revi o livro do Rv. Padre Fahey (1935), que descreve detalhadamente essa luta contra o «Corpo Místico» come se vê hoje, e nisto é mais atualizado que muitos.

Ora, nossos leitores também sabem que de há algum tempo noto e já escrevi criticando, que um famoso estudioso dessas questões, Olavo de Carvalho, que se diz católico, demonstra pouco apreço por essa realidade e, portanto, por uma decidida defesa do Cristianismo. Mas noto também que ele sendo inteligente, já se converteu de muitas suas elucubrações eruditas precedentes, como foi a gnose e vizinhanças. Já vi foto onde Olavo aparece usando um anel de marca maçônica.

Os homens podem, porém, se converter ao que acabam por reconhecer ser o Bem, pelo qual vale a pena escrever, ensinar e até morrer. Pode levar tempo, mas se são personagens importantes para o debate de idéias, convêm observá-los neste sentido com respeito principalmente no seu ponto de vista católico, como o nosso se proclama (admirado pelo PP Ricardo). Senão, neste estado do campeonato de anticristos, ele pode acabar por ser visto como um campeão da defesa de uma direita ambígua, de «valores cristãos», mas só para o seu uso e consumo, o que é mau, porque na verdade deveria ser fiel a este, considerado pelo que é, para defesa dos incautos.

Por isto é que devemos falar de Olavo sem máscara, na proporção direta da influência que exerce.

Digo isto porque tem sido publicada informação que o nosso é (ou foi) mação. E como não sou especialista no conhecimento desse autor, aqui vou reproduzir tal escrito, esperando que alguém, mais chegado ao dito cujo, o que eu certamente não sou, o interpele a propósito dessa identificação, que deveria ser reconhecida ou contestada na sua posição atual para o bem do esclarecimento geral e do sossego de seus discípulos.

  • A salvação do Brasil pela reforma da maçonaria?
  • Mais uma vez o sr. Olavo se notabiliza na defesa do legado do grande oriente. Isso não é novidade: anos atrás Olavo respondeu a indagação da sra. Mirian Macedo sobre o tema, no “true outspeake” de 12/02/2007  (a resposta está no link, a partir de 13 min20seg até 20min36seg.  

http://www.olavodecarvalho.org/midia/070212true.html), nestes termos:

Mírian Macedo: “Citando René Guénon, o senhor defendeu a união da maçonaria com o cristianismo. E pode?!”

Olavo de Carvalho: “Parece que houve aí uma divisão de trabalho: a maçonaria ficou com os Pequenos Mistérios e a Igreja com os Grandes Mistérios. Não é preciso dizer que este simples fato é causa de inumeráveis desequilíbrios. Enquanto estas duas ordens de conhecimento não forem de novo articuladas, a unidade espiritual do Ocidente não será reconquistada.”

Ou seja: enquanto Igreja Católica e maçonaria não se reconciliarem nada de restauração cultural e moral do Ocidente. É essa a doutrina que o sr. Olavo fornece a seus alunos do COF e seus ouvintes do T.O. Apesar disso ainda tem quem veja total compatibilidade entre submeter-se as orientações “filosóficas” de Olavo enquanto é católico. 

– A doutrina do sagrado magistério romano é outra: 

Se todos os homens julgassem a árvore pelo seu fruto, e reconhecessem a semente e origem dos males que nos pressionam, e dos perigos que estão nos ameaçando! Nós temos que lidar com um inimigo enganoso e habilidoso, que, gratificando os ouvidos do povo e dos príncipes, os tem enleado por falas macias e por adulação. Entrando nas boas graças dos governantes sob a alegação de amizade, os Maçons tem se esforçado para fazê-los seus aliados e poderosos auxiliadores para a destruição do nome Cristão; e para que eles possam mais fortemente pressioná-los, eles têm, com determinada calúnia, acusado a Igreja de maliciosamente contender com os governantes em assuntos que afetam a sua autoridade e soberano poder. Tendo, por estes artifícios, assegurado a sua própria segurança e audácia, eles começaram a exercer grande peso no governo dos Estados: mas entretanto estão preparados para sacudir as fundações de impérios, para perturbar os governantes do Estado, para acusá-los, e para expulsá-los, tão freqüentemente quanto eles aparentam governar de modo diferente do que eles próprios poderiam ter desejado. De modo semelhante, eles têm por falsos elogios iludido o povo. Proclamando com uma alta voz a liberdade e prosperidade pública, e dizendo que era por causa da Igreja e dos soberanos que a multidão não era retirada de sua injusta servidão e pobreza, eles se impuseram sobre o povo, e, excitando-os por uma sede por novidades, eles os pressionaram a assaltar tanto a Igreja quanto o poder civil[…]”os homens pensam, ou gostariam de acreditar, que o ensinamento Cristão não é adequado para o bem do Estado; pois eles desejam que o Estado seja fundado não em sólida virtude, mas na impunidade do vício.”[14] Sabendo destas coisas, os príncipes e o povo agiriam com sabedoria política[15], e de acordo com as necessidades da segurança geral, se, ao invés de juntar-se aos Maçons para destruir a Igreja, eles se juntassem à Igreja para repelir os seus ataques[…]O que quer que o futuro possa ser, neste grave e difundido mal é Nosso dever, veneráveis irmãos, esforçar-nos por encontrar um remédio. E porque Nós sabemos que a Nossa melhor e mais firme esperança de um remédio está no poder daquela divina religião que os Maçons odeiam em proporção ao seu medo dela, Nós pensamos ser de capital importância chamar esse grande poder salvífico em Nosso auxílio contra o inimigo comum. Portanto, tudo que os Pontífices Romanos Nossos predecessores decretaram com o propósito de opor-se aos projetos e esforços da seita maçônica, e tudo que eles tenham legislado quanto à entrada ou saída de homens de sociedades deste tipo, Nós ratificamos e confirmamos completamente pela nossa autoridade apostólica: e confiando grandemente na boa intenção dos Cristãos, Nós rogamos e imploramos a cada um, pela sua salvação eterna, para ser o mais conscienciosamente cuidadoso para não divergir o mínimo que seja daquilo que a sé apostólica tem ordenado neste assunto. In: CARTA ENCÍCLICA HUMANUM GENUS DO SUMO PONTÍFICE PAPA LEÃO XIII. 



Carlos Velasco12 de abril de 2015 às 21:57

Rafael,

Queria fazer mais algumas observações. Em primeiro lugar, soubemos que o Olavo foi iniciado na maçonaria enquanto esteve na Romênia, e sabemos que tem o grau de Grão Mestre. O bruxo e astrólogo foi procurar o que procurava no lugar certo, digamos assim, pois aprendeu bastante com o Juan Cesar Muller, com o Idries Shah, com o Schuon e com o Lings, o tal da carta onde ficamos a saber a respeito do ritual de iniciação pelo qual o Olavo passou e que adopta no seu círculo mais restrito.
Em segundo lugar, sabemos que é judeu, o que também foi exposto aqui no texto “Quem é Olavo Schneider de Carvalho?”. Em terceiro lugar, sabemos que o pai do Olavo também era maçom.

+   +   +

Aqui não interessa sua origem, mas a posição que reveste e que atualmente não parece clara, mas influencia o que diz e ensina; é melhor que seja esclarecido ainda nesta vida.

  • Ensinou Nosso Senhor: “NÃO HÁ SEGREDO QUE NÃO SEJA DESCOBERTO… (Mt. 10,26)

16 Respostas para “O CASO DO OLAVO DE CARVALHO SEM MÁSCARA, QUE PENSAR?

  1. João Lopes abril 16, 2015 às 9:32 am

    A sério? Vão alimentar esse discurso difamatório construído sobre suposições maliciosas perpetradas por pessoas que não tiveram sequer a hombridade de questionar directamente o próprio acusado. Espalhando as mais pueris conclusões e teorias a partir da descontextualização das suas ações?
    Eu ainda pensei que isto fosse um blog católico.
    “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20,16)

    • Jacob abril 16, 2015 às 8:22 pm

      João Lopes,

      Eu costumava ouvir o True Outspeak, e não foram poucas as vezes em que o Olavo de Carvalho incitou os ouvintes, e muito bem, a denunciar padres comunistas – porque estes excomungados. Você deve saber que, perante a Igreja, maçons estão na mesma condição de comunistas.

      Logo, se há suspeitas fundamentadas de que alguém pertença a essa sociedade anticristã, ainda mais se tratando de alguém que se diz católico, por que não apresentá-las ao público e pedir explicações?

      Talvez você pense que os fatos apresentados não sejam o bastante para fundamentar uma suspeita. Mas nada disso é contestado na sua postagem. E por isso mesmo a sua postagem lembra as reações afetadas e histéricas dos detratores comunistas do Olavo de Carvalho, os quais ele muito bem e com frequência denunciava, reações aquelas que pretendiam induzir o público a rejeitá-lo não com base em conclusões racionalmente obtidas, mas apenas com base num medo pueril de parecer burro perante um consenso; com base na pressuposição tosca de que se uma pessoa, ou uma coletividade, reage com desprezo tão visceral ante uma denúncia qualquer (como você reagiu aqui), é porque tal denúncia é tão absurda que nem merece ser debatida, mas varrida para debaixo do tapete, deixando no ar a sensação de que se trata de um assunto proibido e de que todo aquele que o trouxer a público deve ser escorraçado. Pretende-se, assim, impor-se pelo medo.

      Como isso lembra as reações daqueles revolucionários que o Olavo de Carvalho sempre, e muito bem, denunciava! Raramente o enfrentavam num debate; tentavam, em vez disso, impor-se induzindo o público a sentir um medo, uma sensação difusa e desconfortável, de estar do outro lado.

      Mas aqui não se pensa assim. O Olavo de Carvalho tem muitos seguidores, muitos dos quais procuram o caminho de Deus. E estes têm o direito de saber se aquele que seguem está ou não a serviço de uma organização anticristã. Se há suspeita fundamentada disso, ela deve vir a público, para o bem dos fiéis. Se tal suspeita não corresponder à verdade, apresenta-se novos fatos que a eliminem.

  2. Pro Roma Mariana abril 16, 2015 às 11:52 am

    A sério vc. pensa saber o que é alimentar discurso difamatório e suposições
    maliciosas ao ponto de acusar falso testemunho contra o próximo? Aqui estão reproduzidas frases publicadas, que devem ser questionadas por todo católico que não põe nenhum homem acima da verdade. Quando há Maçonaria no circuito é bom saber até que ponto quem fala adere a ela, conforme os Papas católicos ensinam. Ou isto do Magistério entra nessa espécie de acusação que oscila entre sentimentos e confusões, ambos de baixo nível. Que se forneça algum argumento antes de falar; um mínimo que precisa mostrar de saber para não entrar no clube dos uteis…

  3. João Lopes abril 18, 2015 às 9:30 am

    Eu disse isto porque o Olavo de Carvalho já explicou estas coisas mais de mil vezes e o pessoal continua a espalhar como se nada fosse. Principalmente esses irmãos Velasco que não têm outro objectivo na vida que não eliminar o Olavo de Carvalho e para isso usam tudo até mentir e fazer suposições maliciosas.
    A explicação da tariqa muçulmana e das mentiras espalhadas por esse pessoal ele explicou aqui (a partir dos 7:05):

  4. Pro Roma Mariana abril 18, 2015 às 10:36 am

    Repito, quem lê este blog sabe que testemunhamos que só há una guerra real no mundo: a dos poderes terrenos ao Cristianismo. Esta á cada vez mais ampla, cruel e disfarçada porque já ocupou Roma. Neste sentido é indispensável conhecer os verdadeiros aliados nesta luta da hora presente, mesmo que tenham tido uma vida intelectual complicada por mil especulações, chegando, porém ao essencial; que o bem para este mundo reside no Cristianismo vivido e aplicado. Ora, de há algum tempo noto que nosso Olavo, que se diz católico, tem demonstrado pouco apreço por essa realidade e, portanto, por uma decidida defesa do Cristianismo. Sendo inteligente, já se converteu de muitas suas elucubrações e pode voltar a fazê-lo. Mas a sua vida e personalidade são marginais ao essencial da luta atual e só podem interessar pelos frutos que dão no sentido esperado. O resto é culto de personalidade e esta não pode valer-se do título de defensor de «valores cristãos», mas só para o uso e consumo de uma direita ambigua que tem por bastião final a América e Israel. E isto está em escritos recentes ou não?

    • Jacob abril 18, 2015 às 12:29 pm

      Realmente, fatos sobre a vida de Olavo de Carvalho, tornados públicos por ele próprio ou por outros, são nada mais que pormenores diante do ar ecumenista que permeia todas as suas análises.

      Olavo de Carvalho teve papel importante em minha decisão de retornar à Igreja. Foi ao ouvi-lo falar de Fátima que decidi pesquisar mais sobre aqueles eventos, o que eventualmente culminou em minha resolução de passar o resto de minha vida buscando amproximar-me de Deus.

      Mas eu ficava com uma “pulga atrás da orelha” quando o ouvia falar de outras “tradições religiosas”. Cristo não ensinou ser o único caminho para o Pai? A Igreja, fundada por Ele, não ensina que fora dela não há salvação? Que importam, pois, as outras “tradições”, senão como exemplos das diversas formas que o erro pode assumir?

      Pela graça de Deus, deixei de reprimir essas questões em meu pensamento, abandonando o temor pueril de parecer burro perante uma multidão.

      Pouco me importa a vida pessoal do prof. Olavo, ou mesmo para que organizações já pertenceu. Como se a mim coubesse apontar os pecados dos outros. Quero o seu bem, mas também quero que ele seja mais claro a respeito dessas coisas. Afinal, Cristo é ou não é o ÚNICO caminho para o Pai? A Doutrina por ele ensinada é ou não é guardada e disseminada APENAS E TÃO-SOMENTE pela Igreja de Pedro? Há ou não há salvação fora desta Igreja? “Sim”, “sim” e “não”, respectivamente, são as respostas que se espera de um católico a essas perguntas.

      • João Lopes abril 19, 2015 às 8:03 am

        Eu já era católico porque me foi passada por tradição familiar. Mas à medida que fui crescendo, muito influenciado pela escola e pelas ideias ciêntificas propagadas por todo o lado fui ficando confuso e já misturava o cristianismo com tudo. Quando falava com as pessoas ocultava a minha fé, quase que com vergonha embora tentasse sempre nunca deixar de defender os valores cristãos. Mas com tudo isto a chama da minha fé ia ficando cada vez mais pequena. Quando já estava na pior fase, em que até já defendia o liberalismo (no fundo já pertencia à mentalidade revolucionária). Descubro o Olavo de Carvalho e o seu programa True Outspeak. Para mim aquilo abanou-me tanto que nem consigo descrever. Converti-me profundamente ao catolicismo. O que mais me marcou nessa altura foi a biografia do Padre Pio; um livro que ele recomendava sempre que alguém duvidava da existência do Inferno (“Inferno” do monsenhor de Ségur); Fátima e a crise na Igreja.
        Eu digo que a minha conversão se deve a duas pessoas, na infância à minha avó que me ensinou a rezar e também ensinou-me algumas coisas essenciais da doutrina, e sei hoje que nunca deixou de rezar todos os dias pela conversão dos seus filhos e netos, e já em adulto foi o Olavo de Carvalho. Se eu alcançar a salvação eterna devo isso principalmente a estas duas pessoas.

        Para finalizar algumas frases recentes do Olavo no facebook:
        “A única coisa em que CREIO é o Credo católico. Todas as minhas idéias filosóficas — para não falar das politicas — são adaptações provisórias, destinadas a ser sempre superadas por formulações melhores e mais diferenciadas, seja por mim mesmo, seja por outros autores. Como disse o Petre Tutsea, “Só o cristianismo é absoluto. Tudo o mais é relativo.”
        21-01-2015″

        “Nenhum fiel católico precisa conhecer muita teologia. O que é preciso é que o pouquinho que ele conhece seja EXATO — coincida em gênero, número e grau com os dogmas da Igreja, porque senão ele vai orar para outro deus pensando que é o Deus da Igreja.”
        2-2-2015

        “Cada vez que Deus abre a minha cabeça dura e me faz VER E PERCEBER algo que eu julgava já ter entendido “com os meus próprios miolos”, sinto que os miolos existem apenas para amortecer e desacelerar a Verdade, reduzindo-a à escala da nossa insensibilidade e burrice.”
        6-4-2015

  5. Pro Roma Mariana abril 19, 2015 às 10:55 am

    Caro João Lopes, muito agradeço esse seu comentário, que afinal responde ao meu pedido: “como não sou especialista no conhecimento desse autor, aqui vou reproduzir tal escrito, esperando que alguém, mais chegado ao dito cujo, o que eu certamente não sou, o interpele a propósito dessa identificação… e a sua posição atual para o bem do esclarecimento geral e do sossego de seus discípulos.”
    É certo, porém, que embora ele seja merecedor de algumas conversões, e só aqui nestes breves comentários há duas de pessoas sérias, a confiança não deve ir ao homem, mas ao que ele mesmo recebeu de Jesus Cristo. Esta deve ser a nossa real fidelidade, pois miramos ao mais alto sempre.
    Como se sabe também critiquei e critico o P. Paulo Ricardo, apoiado no Magistério contrário à «nova teologia», mas isto não exclui que ele seja capaz de aulas 95% admiráveis, como a do «falar analógico» que gostaria de publicar aqui porque deveras beira o mais alto da cultura filosófica católica.
    Sejamos pois gratos a estas mentes esclarecidas, mas sem cultos de pessoas que como todos, erram e podem levar tempo para uma justa auto-crítica, em vista da Verdade. Sim, porque “Só o Cristianismo é [BEM] absoluto. Tudo o mais é relativo… [para o bem da sociedade humana no mundo]”. Isto devia e deve ser testemunhado e vivido sempre em todo nível cultural que presta.

  6. Jacob abril 19, 2015 às 12:58 pm

    Sim, João Lopes, nos textos e gravações do prof. Olavo não faltam afirmações da Fé, como essas que você citou. O problema é que tampouco faltam afirmações contrárias à Doutrina da Igreja – obviamente, refiro-me à Igreja anterior a 1958, se é que a atual organização sediada no Vaticano merece o nome.

    Eu tinha o mesmo pensamento que você, a princípio. Tinha no prof. Olavo um modelo de defensor da Fé. Hoje, contudo, vejo que só o tinha por tal modelo porque a mim – até então um dependente quase exclusivo da mídia “mainstream” brasielira – não me haviam sido apresentados outros. Quero dizer: quando crescemos em meio a padres “carismáticos” metidos a artistas, missas que mais parecem festas, fiéis cada vez menos penitentes e mais abobados, religiões “nova era” e protestantismo neopentecostal grassando como fogo em palha, etc; quando, como eu ia dizendo, tudo o que conhecemos sobre “Fé”, “Religião” e “Deus” vem dessas fontes imundas, não é de surpreender que fiquemos admirados ao conhecer um homem como o prof. Olavo, que afirmava com convicção sua fé e seu “conservadorismo”, e isso naquela mesma mídia repleta de ateus e revolucionários. Enfrentava-os todos sozinho, com uma inteligência e destemor que não tinham paralelo.

    Para quem está carente da verdadeira Fé, do verdadeiro Deus e da verdadeira Igreja, isso parece admirável. Heroico, até. É fácil cair, daí, no CULTO DA PESSOA.

    Pela graça do Senhor, contudo, eu não parei por aí.

    Espero o mesmo de você. Nesse caso, siga a aquilo que o próprio Olavo frequentemente ensina: a sermos sinceros, honestos e corajosos. A não tomarmos parte nos “coletivos de imbecis”. A não termos medo de parecer burros perante um consenso. Se você tem uma dúvida, não se precipite, mas tampouco a reprima.

    Aqui vai um texto fácil esclarecedor sobre algumas desarmonias dos escritos do prof. Olavo com a Doutrina da Igreja (sendo você um seguidor do prof. Olavo, peço que não se deixe levar pelo tom “denuncista” e até debochado do autor; tente abstraí-lo e focar-se no conteúdo, propriamente):

    http://www.montfort.org.br/o-modernismo-de-olavo-de-carvalho/

    Digo “fácil” porque, na mesma Associação Montfort, o falecido prof. Orlando Fedeli (seu fundador) também escreveu sobre o prof. Olavo, mas são textos bem mais longos. Veja, por exemplo:

    http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=cadernos&subsecao=religiao&artigo=guenon&lang=bra

    Não só ali, mas em muitos outros sites se encontra esclarecimento.

    • Pro Roma Mariana abril 19, 2015 às 2:56 pm

      O que me parece é não ser o Olavo a procurar um culto pessoal, se assim não fosse, não seria por vezes tão desbocado descambando em indecências. Mantendo as devidas distâncias, isto me faz lembrar a atitude de São Felipe Neri quando devia receber pessoas que sabia virem admirar o Santo, que então bancava o lunático para não parecer o que era realmente.
      Mas a nós interessa o conteúdo da luta tão difícil pelo respeito da Verdade e não as caretas. Nesta luta o Olavo tem parte saliente, que pode tornar-se ainda mais relevante se aplicar melhor o que o romeno Petre Tutsea citou.

  7. Silvana aparecida babosa outubro 26, 2015 às 1:46 am

    Olá, gostaria de dizer algumas palavras sobre Olavo de Carvalho e suas “carvalhada”, fui apresentada à este pelo padre Paulo Ricardo, os que o conhecem sabem como ele sabe cativar as pessoas, é muito culto e muito inteligente, pois bem, em Cristo aprendi a amá-lo e dar um peso bem grande às suas opiniões…resolvi aprender o que pudesse então com o indicado dele, o filósofo, aliàs um grande filósofo, consideração está do p.P.Ricardo, no começo, como estava propensa a ver as qualidades do sr. Olavo até me entusismei, mas aquele jeito de falar, com tantas baixarias inúteis me incomodava, pensava numa explicação que o próprio padre Paulo tinha dado sobre filósofos, que um filósofo precisa ser virtuoso…com o tempo a máscara dele caiu, sua falsa humildade cheira muito mal, sua arrogância ídem, sabe fazer-se de filósofo mas jamais vai ser um de verdade, mistura a Verdade com a mentira, para confundir as pessoas e manipulá-las, que ele trabalha para a maçonaria Deus me mostrou, o que descobri aqui é que ele usava o anel e agora o tirou para fazer seu espetáculo novo, sim, ele é falso e conta com muitos colaboradores falsos como ele, fui seguindo uma trilha onde descobri tantas artimanhas nojentas que comecei a questionar: Como o padre Paulo Ricardo, tão isto, tão aquilo não descobriu a “peça” e cheguei a uma resposta, e com o seguir a trilha, porque a mentira é suja e sempre deixa suas marcas, eu tive a confirmação. Um pastor não deixa suas ovelhas para um lobo tomar conta. Realmente nunca devemos nos apegar às criaturas, sou católica e sei que só há uma Igreja que é a que Jesus Cristo fundou, por ela eu luto…e não estou só, estou com Deus e com todos os santos e anjos Dele, desejo à todos que estejam sempre em busca da Verdade, doa o que doer, não se deixem intimidar pelos poderes dos filhos das trevas porquê Quem é como Deus???? Paz e bem.

  8. Ricardo Kaliputra março 8, 2016 às 3:08 am

    Estudo religIões comparadas e sou budista. Dizer que o Olavo foi para a Romênia receber a iniciação tem qualquer cosia de má-fé, até porque ele: 1) começou com o Esoterismo, mas se afastou do esoterismo moderno (ocultismo/espiritualismo), permanecendo na ala tradicionalista de Guénon, junto ao prof. Michel Veber; 2) se juntou a um grupo do Idries Shah, mas percebeu tratar-se de uma seita pseudo-sufista e rompeu com a mesma; 3) teve iniciações do núcleo de Fritjof Schuon (perenialismo). Tudo isto não são assuntos ocultos ou secretos, mas constantes de seus primeiros livros e já discutidos em seus vídeos. Um vídeo interessante do Olavo de Carvalho está em https://www.youtube.com/watch?v=uDgxkbAf6MM – nunca vi nenhuma instituição católica esclarecer a natureza real do Protestantismo como o OC fez ali (alguns católicos tradicionalistas acham que é apenas chamar os protestantes de “hereges”, como uma palavra mágica que o anula sem esclarecer para as pessoas a sua verdadeira natureza)… A meu ver o Catolicismo foi prejudicado pelas medidas de aggiornamento do Concílio Vaticano II e o processo de alteração e dissolução do Catolicismo tradicional se tornou quase irreversível (exceto por umas poucas missas tridentinas que resistem gloriosamente e precisariam ser mais difundidas e fomentadas na Igreja).

  9. Lucas agosto 21, 2016 às 1:33 am

    Olavo de Carvalho: “Parece que houve aí uma divisão de trabalho: a maçonaria ficou com os Pequenos Mistérios e a Igreja com os Grandes Mistérios. Não é preciso dizer que este simples fato é causa de inumeráveis desequilíbrios. Enquanto estas duas ordens de conhecimento não forem de novo articuladas, a unidade espiritual do Ocidente não será reconquistada.”

    Por ordens de conhecimento ele não quis dizer a união dos Pequenos Mistérios e Grandes Mistérios?

    • Pro Roma Mariana agosto 21, 2016 às 11:27 am

      Talvez resida nesta frase lembrada pelo Lucas todo o problema dessa cultura eclética que se refestela em múltiplos filões interessantes de múltiplas leituras desordenadas.
      Que haja questões misteriosas e cativantes esparsas nessa miríada infinita de livros, publicações várias, filmes, etc., não há dúvida. A questão é ordená-las à Verdade que é o grande objetivo do conhecimento; em uma palavra reconduzi-las ao Cristianismo, quando é possível e não antinômico. No caso da frase esta é presente; os mistérios e segretismo da Maçonaria opõe-se e quer superar o Cristianismo para absorve-lo.

      • Lucas agosto 21, 2016 às 11:53 am

        Obrigado pelo seu retorno. Bem, como o próprio Olavo afirmou, ele não é um evangelizador e sim um filosofo praticante do catolicismo que transita entre as várias religiões e vertentes filosóficas tentando expor o que há de verdade em cada uma e suas relações com as demais. Me aproximei do catolicismo e sai da mentalidade esquerdista graças a palestras dele e também do Padre Paulo Ricardo. São dois homens que admiro e tenho muita consideração.

        O próprio Olavo já disse que a “mistica” cristã, católica e majoritariamente protestante, falhou nos últimos séculos em apreender, engolir e absorver as filosofias da modernidade. Quem fez isso com extrema habilidade foi a maçonaria e a mistica islâmica dentro das tariqas. Não é à toa que o Islã ainda consegue converter muita gente na Europa, especialmente nos países nórdicos, mesmo com os claros sinais de como ela é uma religião de conquista a todo custo e vingança. E no Brasil cresce o ocultismo ou o ateísmo desenfreado entre jovens, que veem a Igreja como um lugar chato, antiquado, que não responde nada e por isso adoram entrar no site do Marcelo Del Debbio e ler sobre hermetismo, satanismo “light” e descobrirem que Jesus é só o “rabi da galileia”, casou-se com Maria Madalena e viveu muitos anos. Era um homem rico, pois São José não era carpinteiro no sentido estrito, mas sim carpinteiro como um alto cargo na maçonaria da época e Nossa Mãe Maria era chamada de virgem pois foi iniciada e preparada em templos especiais dentro das piramides do Egito. Ensinam também como fazer invocações demoníacas e dão o simpático nome de “viagens astrais” ou “abrir os chakras”. Fora os vários católicos que frequentam e leem muitos livros espiritas e acham que aquilo condiz 100% com o que Cristo nos ensinou.

        Concordo com sua frase final. Infelizmente o gnosticismo tem conseguindo, aos olhos do grande público, engolir e deturpar todo o cristianismo.

  10. Pro Roma Mariana agosto 21, 2016 às 10:02 pm

    Pois é caro Lucas, onde há vazio tudo vem ocupar o lugar. O católico, porém sabe que não se trata de vazio em algumas questões, como alguns clérigos que chegaram a dizer que faltava na Doutrina da Igreja a nocão de direitos humanos ou que tais! É o vazio de uma plenitude, da qual as outras religiões só podem ter partes, visto não haver pensamento que possa subsistir sem a verdade, mas ao mesmo tempo depender da fonte de toda Verdade.
    Esta define a Religião verdadeira, que é Uma, porque procede de Quem È a Verdade. Por isto a questão é ordenar todos estes meios conhecimentos e experiências religiosas à sua plenitude, ao Cristianismo que é «ligação»; re-ligação a Deus. Uma ligação única que vem de Deus ao homem. Porque o contrário é o falso misticismo das ligações humanas a algum «mistério» imaginado. Eis o gnosticismo maçônico que engoliu a Igreja conciliar e outros e outras, e vai solto por ai como um polvo para enredar as almas e devastar os povos. A ideia de aliar esses contrários é tresloucada; seria querer unir Belial a Cristo.

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