Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

AOS CEM ANOS DE OLVIDO DO ANJO PRECURSOR DE FÁTIMA

z-Bergoglio-Scaldari

 ‘Todos nos encontraremos no Paraíso’ é o título do que seria a lição para agnósticos (veja Scalfari), ateus e ecumenistas, de Francisco/ Bergoglio, no «Avvenire», jornal da CEI (Conf. dos Bispos italianos) neste 1º de maio 2015: “La meta a cui tende la Chiesa, la nuova Gerusalemme… il paradiso, più che di luogo si tratta di uno stato dell’anima in cui le nostre attese più profonde saranno compiute” (26.11.2014)… “il nostro essere figli di Dio giungerà alla piena maturazione, saremo vestiti della gioia e dell’amore di Dio, senza limite, saremo faccia a faccia con lui… è bello pensarci così, lassù, nel cielo, tutti noi faccia a faccia con Dio, è bello e dà forza all’anima”.

Arai Daniele

Ora, a regra para entender Fátima só pode ser a mesma dada por Jesus para entender a Palavra de Deus sobre o Seu Reino. (Mt 18, 1-6; 10, 14; Mc 10, 14-15; Lc 18, 16-17)

FÁTIMA É PARA QUEM “RECEBE A VERDADE COMO CRIANÇA”

Isto certamente não exclui a instrução recebida através da Igreja, nem a especulação racional. Fomos criados à imagem e semelhança de Deus com a inteligência e a vontade livres. Por meio delas o Pai quer nos salvar no Filho e no Santo Espírito, com todo nosso livre entendimento e vontade de salvação:

«Deus que te criou sem ti, não te salvará sem ti».

Voltemos então à questão e às críticas feitas ao Evento de Fátima com estes olhos, lembrando que Nossa Senhora queria a instrução de Lúcia.

De fato, quem se ocupa desta Aparição profética e de sua Mensagem, sempre teve que enfrentar objeções de gente inteligente e arguta. Mas estas objeções eram dignas de atenção na medida mesma que estas pessoas, mesmo instruídos teólogos como o Cônego Formigão, formado na Gregoriana e outros, seguiam a regra de Nosso Senhor: do stupore diante da maravilha de Fátima. (o «estupor» em português adquiriu um sentido negativo, que não traduz o sentido da palavra original em Latim, de imensa surpresa.) 

Quem não o fez, descambou para o pensamento negativo, que é contra a mesma Fé. Temos o exemplo do conhecido jesuíta Edouard Dhanis, eminente conhecedor da matéria e autor da ‘análise teológica’ que, negando o que chamou de ‘Fátima 2’, negou a autenticidade do Segredo. Justamente o que o eminente prefeito da fé, Ratzinger, pretendeu interpretar! Mais uma ridícula tentativa para arquivar a Profecia, se não no seu texto, no seu alto sentido?

O fato é que tal publicação evidenciou que o Vaticano atual não consegue explicar o sentido da mensagem profética, da razão do seu longo sigilo e suas contradições não podem deixar de provocar perplexidade. Todavia a voz ouvida hoje no Vaticano contradiz em pleno o que Maria SS quis lembrar para a salvação das almas ; o horror que devem ter do pecado, do ateísmo e dos erros modernos induzidos pelo comunismo, que levam ao Inferno. E este horror deve seguir nossa compreensão inteligente e vontade fiel.

Vamos tratar de objeções razoáveis, que podem e devem ser respondidas. Na oração da Mensagem de Fátima, repetida no mundo inteiro por uma infinidade de pessoas que rezam o Rosário, há uma palavra do texto original em Português que sempre despertou dúvidas de teólogos e perplexidade de muitos fiéis.

Trata-se da palavra LEVAI. “Ó meu Jesus, perdoai-nos, livrai-nos do fogo do inferno; levai as alminhas todas para o Céu, principalmente aquelas que mais precisarem”.

Muito se discutiu se a frase era referida às “alminhas do purgatório” ou também às almas dos vivos. Nesse sentido, anos atrás pedi a Da. Maria Rosa, sobrinha da Irmã Lúcia residente em Aljustrel, que esclarecesse isto com sua tia. A resposta foi que se referia às almas dos mortos, mas também havia que aplicá-la às almas dos vivos.

De qualquer modo todos, vivos e mortos que não estão no Céu, dependem do recurso à Misericórdia divina para serem para lá elevados. Visto, porém que Deus respeita a liberdade humana, por Ele mesmo criada, não se trata simplesmente para as almas de serem “levadas” para Deus, mas de responder à Sua atração à Verdade e ao Bem obtida através das orações da comunhão dos santos e de boas obras pessoais que elevam as almas das criaturas no retorno ao Criador.

Pena que este detalhe importante não tenha sido também esclarecido pela Irmã Lúcia. Isto é saber se a palavra que ouviu quando menina, não seria mais precisamente ELEVAI, no lugar de LEVAI, palavra que facilmente pode ser confundida pelas crianças que dispõem de um vocabulário limitado. Bastaria o “e” inicial da palavra “elevai” para dar um sentido mais coerente do ponto de vista teológico à frase.

Há mesmo diversos padres que traduziram para as suas línguas LEVAR no equivalente português de ATRAIR, que usam em suas orações, por falta de outro esclarecimento.

Penso que este serve à maior clareza da Mensagem de Fátima, num momento histórico em que se põe em dúvida, na instrução infantil e juvenil, até a existência da alma espiritual humana; criação direta de Deus, inconfundível com a de toda outra vida vegetal e animal.

Nesta breve oração do Anjo está resumida toda a grande Teologia; da Culpa e portanto da necessidade de perdão e responsabilidade de conversão; da Justiça divina e do pedido da graça para elevar as almas, própria e dos outros, à Caridade de Deus.

É a oração já bastante difundida, mas não igualmente entendida, que foi alvo de graves suspeitas. Há portanto que responder em termos de razão, porque a liberdade tem por fim o bem conforme à razão; a liberdade de enganar-se e enganar não é a verdadeira liberdade, que torna o ser humano livre (Jo. 8, 31).

As Parábolas de Jesus indicam muitas vezes aquele sentido simbólico para que os homens evitem erros. Não poderiam ser diversas as visões mostradas por Sua Mãe aos pastorinhos, para que não precipitemos na espantosa realidade dos erros em que vivemos.

Centenário das aparições do Anjo de Portugal, precursor de Fátima.

Hoje muito se fala e se fazem preparativos para comemorar justamente o Centenário das Aparições de Fátima de 1917, que marcam profundamente nosso período histórico. Menos, ou quase nada sobre comemorar o centenário das aparições do Anjo de Portugal, que preparou o extraordinário Evento.

Já tive ocasião de lembrar este fato no local e portanto de chamar a atenção de diversas pessoas, sobre o que devia merecer, pelo menos agora, este povoado de Aljustrel, escolhido por Nossa Senhora.

Parece-me que não se faz atenção sobre isso, pois estamos em 2015, há cem anos das primeiras manifestações nesse lugar, sem que haja praticamente menção desses fatos precursores. Ora, a visão da terceira parte da inestimável Profecia de Fátima, o assim chamado «Terceiro Segredo», inicia justamente com uma manifestação do Anjo, que só pode ser o mesmo que veio preparar o Evento no ânimo dos três pastorinhos.

Quem se ocupa dos Eventos de Fátima, sabe que estes começaram aqui em 1915 com estranhas aparições à Lúcia e a outras crianças. «Afirmam que lhes aparecia um vulto todo embrulhado num pano branco sem se lhe verem o rosto na Cova da Iria e noutros sítios, atrás do moinho do Cabeço. Umas poucas vezes. Os outros é que disseram. A Lúcia só depois é que disse.» (Documentação Crítica de Fátima. I – Interrogatório aos Videntes – 1917, Santuário de Fátima, 1992, p. 83).

Pode não haver um significativo simbolismo nestas aparições? Porque tratava-se de um vulto indefinido. No ano seguinte, porém, esta aparição ficou bem clara na imagem de um Anjo, que se apresentou como Anjo da Paz e de Portugal.

Quer dizer que Portugal tem um seu anjo especial e quem estudou a questão do ponto de vista histórico diz que sem dúvida se trata nada menos que de São Miguel Arcanjo.

Ora, sobre a importância dos santuários dedicados a São Miguel em todo o mundo para comemorara as suas manifestações para o bem dos homens e a defesa da Igreja, haveria muito que dizer e seguir com a maior atenção.

Aqui pode-se repetir o que foi testemunhado pelos três Pastorinhos de Aljustrel sobre essa figura angélica que apresentou-se como um jovem, sem asas, nem couraça; sem espada nem ameaças. Ao contrário, veio pedir fé, adoração, esperança e amor. E na terceira aparição no Cabeço, trouxe a verdadeira arma divina para salvar: a Eucaristia.

Note-se, porém, que na hierarquia sagrada, um arcanjo tão potente tem menos poder que um sacerdote, o qual tem o poder para consagrar o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Jesus Cristo. Portanto o que foi trazido pelo Anjo fora consagrado por um Padre em algum altar desconhecido!

Dai o estudo de Carlos Evaristo, sobre o desaparecimento de um cálice consagrado na Capela dedicada a São Miguel no Juncal nessa mesma ocasião.

E aqui seria o caso de falar do poder de quem tem em suas mãos o Cálice contendo o Sangue de Jesus Cristo. Basta pensar que até no mundo profano se teceram sempre lendas incríveis sobre o poder do santo Graal, o vaso que recolheu sob a Cruz o Sangue do Salvador. Consta que até Hitler e os seus correligionários, que no fundo eram todos imersos na mais estranha e esotérica gnose da «Thule» oriental, o foram procurar em custosas excursões dos lados do Himalaia.

Come se vê, há muito para contar dessa tríplice aparição angélica no Cabeço e no Poço do Arneiro, nos fundos da Casa de Lúcia. Até, na minha opinião, merecia a inauguração pelo Santuário de um caminho unindo os dois locais, o percurso do Anjo, para ser percorrido pelos peregrinos. Pode-se imaginar o interesse que isto despertaria nos devotos de Fátima no mundo; ainda outro assunto merecedor de atenção.

Aqui, lembra-se o Arcanjo São Miguel como braço armado de Nossa Senhora para enfrentar o Maligno e suas hordas nas batalhas finais contra a Igreja. Esta se desenvolve no engano, e como se vê parece perdida em Roma, porque o pensamento maçônico infestou o Vaticano do modo devantante, que se pode entender pelas «lições» desviantes de Bergoglio.

Parece pois realizado o desafio, antes violento, agora surdo da Maçonaria, que já atingira poder em Roma comemorando os 200 anos de sua fundação e no aniversário de Giordano Bruno, quanso desafiou a Igreja e o Papa na própria Praça de São Pedro, desfilando com cartazes sacrílegos em que São Miguel Arcanjo era pisado por Lúcifer, que devia reinar em Roma e ter o papa por escravo.

Quem quiser entender como Satã engana o seu poderoso inimigo celeste nessa luta sem quartel, lembre esse tenebroso espectáculo testemunhado pelo Padre Maximiliano Kolbe em Outubro de 1917 em Roma. Razão porque fundou a Milícia da Imaculada para converter pobres mações em mãos satânicas.

No entanto estes chegaram ao cimo da Igreja e ocuparam a Sé Santa com a eleição em 1958 do modernista e mação João 23; por isto o «Terceiro Segredo», que ele mesmo censurou, seria mais claro em 1960. Lúcifer havia posto o anticristo onde quis, e este convocou o Vaticano 2 e subverteu com o engano um mundo de filhos da Igreja.

Formou-se assim a mentalidade conciliada com o mundo, que só podia cancelar o exorcismo do Papa Leão XIII:

https://promariana.wordpress.com/2014/04/13/exorcismo-contra-satanas-e-os-anjos-rebeldes/

AMDG VM

2 Respostas para “AOS CEM ANOS DE OLVIDO DO ANJO PRECURSOR DE FÁTIMA

  1. Jacob maio 2, 2015 às 2:18 pm

    Caro Arai, o sr. sabe onde se pode encontrar a Documentação Crítica de Fátima?

    Quanto à oração… uma parte que não me é clara ainda hoje é a última parte: “especialmente as que mais precisarem”. Mas não precisam todas as almas igualmente de ir ao Céu? Não obstante, rezo-a assim, como li no livro de William Thomas Walsh.

    Por aqui ouço muita gente rezar da seguinte forma: “e socorrei principalmente as que mais precisarem da vossa misericórdia” (às vezes sem a menção à misericórdia). De início eu também rezava assim. Agora não mais.

    E gostaria de saber mais sobre caso do cálice desaparecido! Isso é realmente extraordinário.

    • Pro Roma Mariana maio 2, 2015 às 6:12 pm

      A Documentação Crítica de Fátima, que está sendo publicada pelo Santuário, com evidentes deficiências, eu a tenho comprado aqui na Livraria do mesmo Santuário ou na de «Verdade e Vida» (tenho já 12 tomos).
      Quanto à oração… na sua última parte: “especialmente as que mais precisarem”; justamente por isto publiquei minha interpretação sobre o ELEVAI, pois há almas que precisam mais de outras de serem atraídas pelo pensamento do Céu.

      Sobre o caso do cálice desaparecido, que é realmente extraordinário, creio que há um opúsculo do Carlos Evaristo vendido nas Paulinas. Senão, é saber desse autor mesmo, que dia 12 de maio inaugura uma exposição de relíquias sagradas na Casa da Fundaçãp Kronzer em Aljustrel.

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