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Fátima e a Paixão da Igreja

IGREJA ACÉFALA OU PARALÍTICA: IDÉIA TEOLOGASTRA no ideário dos Dominicanos de Avrillé e de Dom Williamson

zzz macabra 

Arai Daniele

São já décadas, desde que a Igreja Católica foi ocupada pelos «anticristos conciliares», que muitos católicos não sabem mais como podem vê-la na Sua autenticidade de Igreja de Jesus Cristo. Como poderia sê-lo esta nova igreja conciliar que foi «aggiornata» pelas idéias conciliares, em contradição disfarçada na forma, mas flagrante no conteúdo com a Igreja de 260 Papas e 20 Concílios Ecumênicos, até Pio XII?

O resultado catastrófico para as almas dessa ocupação está na apresentação de «outra» igreja, como se fosse o redil de salvação, quando é ardil de perdição por muitas razões já amplamente descritas por católicos eruditos, mas que vamos repetir aqui em breve.

Para fazê-lo não usamos certamente opiniões, mas as alterações doutrinais que foram promovidas, promulgadas e implementadas pelos «papas conciliares». São as do Vaticano 2 e de seus documentos, que deram origem a outros e às ações seguintes, que definem uma outra igreja, estranha à Católica Apostólica e Romana. Vejamos como esta outra ficou definida na sua intenção de abertura aos Protestantes, aos Judeus, ao mundo.

O documento «Dei Verbum» foi redigido com a intenção de elevar a Tradição escrita ao nível da Tradição oral, apostólica, que a deve interpretar e confirmar. A primeira é a única para a idéia protestante, aberta à leitura humana de pastores. A oral é a própria à continuidade da Igreja Apostólica e que interpreta a letra à luz do ensinamento direto de Jesus Cristo, confiado aos Seus Apóstolos. Poderiam apóstolos legítimos subestimá-la sem alterar a validade de sua própria autoridade na Igreja verdadeira?

O documento «Unitatis redintegratio», como já o nome indica, destina-se a reintegrar a «unidade» de uma igreja, que certamente não é a Católica, porque esta, estabelecida por Nosso Senhor, é Una, Santa, Católica e Apostólica e nesta sua unidade fundamental na Fé, não precisa ser reintegrada por nenhuma ação humana. Portanto esta idéia de voltar à uma unidade perdida é herética e própria aos que dela saíram. Mas a «nova hierarquia conciliar» mira a uma unidade ecumenista com todos, mesmo sem alusão a ser cristão.

A «Lumen gentium», que até pretende ser «Constituição dogmática» da Igreja, define a nova igreja como «povo em caminho», que deve buscar ainda santificação na missão de colegialidade episcopal e sacerdócio popular, sem discriminação de crenças, mas na fé monoteísta, pela qual «subsiste» como igreja de Cristo. Neste sentido opera para uma unidade religiosa, reduzindo o que a separa de outras, «humanizando» quanto possível o culto da Missa e os dogmas marianos, recusados por outras crenças e pelo mundo.

A declaração «sobre a Igreja no mundo contemporâneo» «Gaudium et spes» tem por fundamento a necessidade de conciliação da Igreja com a modernidade, cujos valores iluministas devem ser incorporados ao patrimônio católico, onde faltavam! Por isto, precisa alargar o conceito de «redenção» a todos, presumindo a boa vontade geral de, mesmo sem querer ser «cristãos anônimos». Mas como pode tal princípio de ordem humana e natural fundar uma autoridade numa Igreja constituída sobre a fé sobrenatural?

A declaração «Nostra aetate (Nae)» aparece redigida em moldes antroposóficos, isto é de total abertura a toda religiosidade. Seu fim declarado é promover a a caridade para a unidade entre os homens, cujo fim comum deve levar a uma religião para a humanidade. Dai a nova consciência da igreja conciliar para uma nova evangelização, com atenção especial para o Judaísmo (orientações de Nae 4); intenções que demonstram ser a Nae aliena à Fé trinitária. Com podem seus promotores ter algum poder contrário a essa Fé?

Na declaração «Dignitatis hamanae», para garantir o «direito humano» à liberdade de religião em vista da dignidade humana, temos então o paradoxo de «autoridades» que em nome da Religião Católica, que vincula os homens à Fé e à Lei de Deus Uno e Trino, ai declaram o direito contrário, de libertarem-se dela na adesão a toda outra ou mesmo a nenhuma crença. Da tolerância ao mal, passam a declarar o «direito» a este. Mas com esta abismal incongruência, em verdade só declaram a própria renúncia à Fé e à Igreja.

Aqui bastam estas declarações de autênticas apostasias, implícitas nos documentos do Vaticano 2, para que se saiba com certeza, que os «consagrados» dessa nova entidade, que se auto denominou «conciliar», não só nada tem em comum com a essência da Fé Católica, como são contrários à esta Fé da Igreja. Assim sendo não podem ter nenhuma autoridade de origem sobrenatural e divina para guiar e representar a Religião de Jesus Cristo. Se dispuseram de cargos em Sua Igreja, foi apenas por falha humana dos fiéis na identificação certa de onde está a Sede de Quem é a Verdade e Cabeça da Igreja.

O dilema crucial sobre a visibilidade da Igreja

Este grave problema coloca-se de há tempo para essa geração que foi aos poucos aceitando a nova ordem conciliar como sendo a católica de sempre. Ora, não é o que se quer crer, como se vem demonstrando à luz da Doutrina, mas também pelo resultado de espantosa iniquidade moral e religiosa que segue o curso de mutação conciliar, com a degradação do clero e de toda ordem familiar e civil na Cristandade em vias mortíferas.

A realidade descrita é a um tempo trágica e invisível para as enormes maiorias, que no espaço de duas gerações desde a mutação conciliar da Igreja Católica, nem mesmo tem interesse em aprofundar o grave dilema constante nas Escrituras; dos falsos Cristos e falsos profetas que induzem o falso culto e a geral apostasia.

É claro que as almas imersas na apostasia imanente, nem mesmo percebem seu estado e portanto não demonstram nenhuma reação no sentido de recusar tal engano terminal. A este ponto se deve saber o que pensam e como reagem os que percebem e querem reagir a tal engano, manifestado em modo escandaloso no novo culto ecumenista e não só. Pois bem, aqui parece claro que, vista a mínima visibilidade dessa reação católica, que é onde se pode vislumbrar a Igreja militante visível do resto que entende ser fiel, contra toda circunstância, mesmo extraordinariamente enganosa e negativa, o que se deve reconhecer como certo para constituir uma verdadeira reação católica?

Estas certezas devem ser reconhecidas na mesma confissão de fé na Igreja de Jesus Cristo e explicitadas na sua Lei e Magistério. Aqui queremos concentrar-nos nos termos essenciais desse reconhecimento, isto é como Nosso Senhor instituiu a Sua Igreja para sempre, sendo a Cabeça deste Corpo Místico.

Assim o primeiro termo é este: Jesus Cristo, Cabeça invisível da Igreja, representada em modo visível por Seu Vigário, que recebe todo o poder para confirmar na Sua Fé. A esta os «papas conciliares» renunciaram de modo flagrante e sistemático, como se viu e se vê na aplicação dessa mutação alheia ao Catolicismo, urdida pelo Vaticano 2.

Logo, nunca foram verdadeiramente papas para a representação da Igreja de Cristo. Todavia esta ausência não pode alterar a essência da Igreja como Corpo com Cabeça; uma necessidade de primeira e vital importância. Podem seus filhos fiéis desconhecê-lo?

De modo algum. Por isto passa a ser uma certeza que quem se conforma à existência de uma igreja com uma cabeça estranha à natureza do Evangelho e do Culto confirmado pelos Papas e Concílios reconhecidos na continuidade da Fé apostólica, vê outra igreja.

Do mesmo modo é termo certo de reconhecimento da Igreja de Cristo sua unidade na santidade, o que significa a sua perfeição na integridade independente de falha humana. Por isto passa a ser outra certeza que quem se conforma à existência de uma igreja onde, embora reconhecendo a necessidade de ter uma cabeça com autoridade nunca estranha à natureza do Evangelho e do Culto confirmado, reconhece, em vista das graves dificuldades atuais, outro poder, por assim dizer só «materialiter» num papa – vê outra igreja.

Esta outra igreja que se vê, deste modo forçado pela dificuldade das circunstâncias, não é a Católica, também devido à imperfeição de sua capacidade de subsistir com sua lei. Seria uma igreja «paralítica», cujas leis nada tem de eficaz para circunstâncias de perigo, ao ponto de necessitar recursos humanos através de «teses» clericais que a sustente!

Ora, são justamente essas falhas em recorrer aos recursos das leis de que a Igreja dispõe que fazem prevalecer a confusão no apelo a qualquer tipo de resistência comum aos enganos vindos da falsa autoridade. Basta ler o que publicaram, sobre a deposição de um papa herético, os Dominicanos Tradicionais de Avrillé, na França para saber o que é uma «igreja paralítica». E isto foi subscrito e até exaltado como grande favor feito na base de clássicas considerações de João de São Tomás (cfr. CE 405), por valentes teólogos, as melhores mentes da Igreja, pelo bispo Williamson no seu comentário 407 Eleison.

Ali praticamente se repete que “um papa herético não pode ser membro da Igreja e menos ainda sua cabeça”… mas … seria simples demais! porque “no papa há muito mais do que no simples católico que perdendo a Fé perde com ela a pertença à Igreja, apenas caia em heresia. Para a Igreja, o Papa è muito mais que um simples católico.”

E segue para explicar que esse herege continua ali no poder e os fiéis devem aturá-lo a perder as almas e a desonrar a Esposa de Cristo com as suas perversidades. Tudo porque essa igreja descrita è paralítica para recorrer à Lei de Sua essência mesma, isto é, que o cargo papal é vigário só para representar a Fé que o supera, porque de Jesus Cristo.

Na igreja paralítica, apenas descrita, o homem que ocupa esse cargo, e nem disso se pode ter certeza vista a parte humana vulnerável de qualquer conclave, tem a posse do poder; sim porque o detêm embora contrariando a mesma razão de ser do cargo! Detem o poder para difundir as suas heresias; e querem que os católicos acreditem nisto!

A real paralisia deriva de pensamentos desse quilate, tão estranho à Fé. Para segui-los, os fiéis deveriam aceitar homens acima da Doutrina divina e aturar falsos cristos até que decaiam por si após todos os desastres que fazem na pior usurpação do cargo de poder divino para desgraça das almas. Eis os novos «mestres» que em veste de teólogos não temem pontificar a favor de uma asfixia de tradicionalistas empalhados que ocasionam uma empulhada resistência aos erros e heresias, que de católico tem só a aparência!

Para restar católicos leais à confissão da verdade que a Igreja vive, devemos reforçar as nossas orações, seja nas Santas Missas ainda fiéis, seja na constância dos Rosários, segundo as intenções da Santa Madre Igreja, para a sua liberdade e exaltação e para que ela não seja confundida com o infecto regime conciliar-ecumenista dos anticristos que foram além de Lutero com o sinistro Luterano 2:

«Supplici, Domine, humilitate deposcimus: ut sacrosanctae Romanae Ecclesiae concedat Pontificem illum tua immensa pietas; qui et pio in nos studio semper tibi placitus, et tuo populo pro salubri regimine sit assidue ad gloriam tui nominis reverendus ». Tudo pelos Sagrados Corações de Jesus e de Maria, amém.

Uma resposta para “IGREJA ACÉFALA OU PARALÍTICA: IDÉIA TEOLOGASTRA no ideário dos Dominicanos de Avrillé e de Dom Williamson

  1. Zoltan Batiz maio 9, 2015 às 3:34 pm

    Incrível.
    Eu sempre disse que os antisedevacantistats são desonestos, mas isso já chegou alem de desonestidade: é heresia. Ignorar os nossos argumentos lógicos o que eles não podem refutar, é desonestidade. Agora, ignorar o facto que São Roberto Belarmino já refutou a posição o que eles agora querem propor, já é heresia. E o Msgr. apresentou a tese deles numa carta uma semana depois que o sito novusordowatch.ord apresentou a refutação da tese das “clássicas considerações de João de São Tomás” por São Roberto Belarmino.
    E tudo isto é por causa que eles querem missas “una cum” a todo custo, essa é a raiz do problema, embora que a crise chegou a ser mais profunda que essa, mas essa é a sua causa radical. Pater Reverendissime, heresia tua incredibilis es valde. Convertere ad Dominum Deum tuum si salvus vis fieri.

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