Pro Roma Mariana

Fátima e a Paixão da Igreja

NÃO HÁ VERDADEIRO AMOR AO PRÓXIMO QUE NÃO SEJA SOBRENATURAL

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Alberto Carlos Rosa Ferreira das Neves Cabral

Escutemos o Papa São Pio X, em excertos da Carta Apostólica “Notre Charge Apostolique”, promulgada em 25 de Agosto de 1910:

«Ora a Doutrina Católica nos ensina que o primeiro dever de Caridade não está na tolerância das convicções erróneas, por sinceras que sejam, nem na indiferença teórica e prática pelo erro e pelo vício, em que vemos mergulhados nossos irmãos, MAS NO ZELO PELA SUA RESTAURAÇÃO INTELECTUAL E MORAL, não menos que pelo seu bem estar material. Esta mesma Doutrina Católica nos ensina também que a FONTE DO AMOR AO PRÓXIMO SE ACHA NO AMOR A DEUS, PAI COMUM E FIM COMUM, DE TODA A FAMÍLIA HUMANA, NO AMOR DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO, DO QUAL SOMOS MEMBROS, E A TAL PONTO, QUE CONSOLAR UM INFELIZ É FAZER BEM AO PRÓPRIO JESUS CRISTO. Qualquer outro amor é ilusão e sentimento estéril e passageiro. Certamente a experiência humana aí está, nas sociedades pagãs, ou leigas, de todos os tempos, para provar que em certos momentos, a consideração dos interesses comuns, ou da semelhança da natureza, pesa muito pouco perante as paixões e concupiscências do coração. Não, Veneráveis irmãos, NÃO EXISTE VERDADEIRA FRATERNIDADE FORA DA CARIDADE CRISTÃ, QUE POR AMOR DE DEUS E DE SEU FILHO JESUS CRISTO, NOSSO SALVADOR, ABRANGE TODOS OS HOMENS, PARA OS CONSOLAR A TODOS, E PARA OS CONDUZIR A TODOS, À MESMA FÉ, E À MESMA FELICIDADE ETERNA DO CÉU.
Separando a fraternidade da Caridade Cristã, assim entendida, a democracia, longe de ser um progresso, CONSTITUIRIA UM DESASTROSO RECUO PARA A CIVILIZAÇÃO. Porque se se chegar, e Nós o desejamos de toda a nossa alma, à maior soma possível de bem estar, para a sociedade e para cada um dos seus membros, pela fraternidade, ou como se diz ainda, pela solidariedade universal, É NECESSÁRIA A UNIÃO DOS ESPÍRITOS NA VERDADE, A UNIÃO DAS VONTADES NA MORAL, E A UNIÃO DOS CORAÇÕES, NO AMOR DE DEUS E DO SEU FILHO JESUS CRISTO. Ora esta união sòmente poderá ser realizada pela CARIDADE CATÓLICA, que é a única, por consequência, que pode conduzir os povos no caminho do progresso, num ideal de civilização.»

Toda a cultura moderna, com particular destaque para a seita anti-Cristo sediada no Vaticano, considera indicador de civilização, apenas tudo aquilo que de alguma forma afasta os indivíduos e as sociedades da Verdade Católica; para esta gente, pràticamente, a totalidade pensante dos nossos contemporâneos, e até dos últimos três séculos, a luta pelo progresso é  absolutamente indissociável do combate contra a Santa Madre Igreja.
Porquê tal aberração?
Nosso Senhor Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, nunca ocultou aos Seus discípulos o quanto a Sua Divina Doutrina se opunha, diametralmente, às máximas do mundo, às religiões e filosofias do mundo, às seduções do mundo. Mas é evidente, que uma Doutrina Revelada Sobrenaturalmente, elevando o homem, acidentalmente, à participação na Natureza de Deus, no Pensamento de Deus, na Caridade de Deus, teria necessàriamente de se opor frontalmente aos caprichos e futilidades humanas.
Neste quadro conceptual, não nos deve surpreender, que as actuais fontes públicas de cultura e opinião, com raríssimas excepções, não assumam desassombradamente as misérias da seita conciliar, NEM AFIRMEM QUE O REI VAI NU, reconhecendo abertamente o grande vazio moral, social e cultural provocado pelo total desaparecimento exterior da Santa Madre Igreja. Assim procedendo, essas fontes obedecem às instruções da maçonaria internacional, que inspirada pelo diabo, sabe que a mutação conciliar, para ser històricamente eficaz, deve ser tanto quanto possível SUBLIMINAL, e tendencialmente silenciosa.
Os horrores do nazismo-estalinismo bem demonstraram o que vale o referido “progresso” da Humanidade concebido como uma FRATERNIDADE SEM PAI E SEM MÃE, ISTO É: SEM DEUS NOSSO SENHOR E SEM SANTA MADRE IGREJA.
São muito, muito poucos, os homens, que prescindindo da Ordem Sobrenatural, conseguem sustentar um padrão ético com um mínimo de dignidade.
A unidade racional do Género Humano, pouco ou nada vale, uma vez dissociada da Razão Divina.
Sabe-se que os enciclopedistas do século XVIII, nos seus conciliábulos iluministas, evitavam tanto quanto possível que as suas blasfémias fossem escutadas pelos criados, pois que fundamentadamente temiam que estes, uma vez perdida a Fé, os matassem, apoderando-se dos seus bens – o que na realidade veio a suceder na revolução de 1789.
Eça de Queiroz, no seu conto “O Mandarim” especula sobre o valor real da “moral” das pessoas comuns, QUANDO A POLÍCIA NÃO ESTÁ A VER. Efectivamente, se fosse proposto a um cidadão vulgar o tornar-se riquíssimo com o assassinato anónimo e totalmente oculto e impune de determinada personagem – quem recusaria tal proposta? Não olvidando que a própria polícia e os tribunais são constituídos, em boa parte, por cidadãos também corruptos.
SÓ A LEI DIVINA DISSUADE CONSTITUTIVA E ESSENCIALMENTE. Pois o Criador, possuindo em Si Mesmo a razão do Seu Ser, possui também a medida moral absoluta de qualquer ente racional, criado ou possível.
Monsenhor Lefebvre – experimentado missionário, daqueles para quem missionar era essencialmente: SALVAR ALMAS – conta nas suas memórias quais os efeitos, extrínsecos, de ordem natural, da presença da Graça Sobrenatural naqueles bons nativos; toda a aldeia rejuvenescia e progredia no rendimento dos seus trabalhos, das suas fainas. Um tal desenvolvimento de ordem material nascido extrìnsecamente da Luz Divina presente nas almas, do Santo Sacrifício da Missa, dos Sacramentos, refutava estrondosamente certas teorias malsãs, senão formalmente heréticas, já muito em voga, dentro da Igreja, bastante antes do concílio, as quais ensinavam, de que primeiro que tudo era necessário criar e desenvolver condições materiais de vida às populações autóctenes, para então, ulteriormente, lhes anunciar o Evangelho.
OS BENS SOBRENATURAIS FACULTAM, EXTRÌNSECAMENTE, BENS NATURAIS; MAS NÃO O INVERSO!
Sòmente uma plena sobrenaturalização da nossa vida, nos pode conferir caracterizada estabilidade e fundamentação, em todas as nossas actividades, mormente nas relações, familiares e funcionais, com o nosso próximo. Os vínculos naturais, feridos como estão pelo pecado original, só excepcionalmente possuirão certa elevação, e mesmo assim só com o auxílio da Graça Medicinal Preternatural, a qual, por si mesma, sem a Graça elevante actual e habitual, não serve para a Salvação Eterna.
Sobrenaturalizamos a nossa existência, quando colocamos o nosso organismo Sobrenatural como custódio orientador e regenerador de toda a nossa vida – pensamentos, palavras e obras. Precisamente porque pela Graça Santificante, a nossa alma torna-se Templo do Espírito Santo, nela estando presente Deus Uno E Trino, segundo um título Sobrenatural, especialíssimo, e sòmente inferior à Presença Divina no Santíssimo Sacramento do Altar. Efectivamente, afirmou Nosso Senhor: “A Minha Carne é uma verdadeira comida, e o Meu Sangue uma verdadeira bebida; quem come a Minha Carne e bebe o Meu Sangue fica em Mim e Eu nele; assim como o Meu Pai que vive Me enviou, e Eu vivo pelo Pai, assim o que Me come viverá por Mim, porque o Pão que Eu hei-de dar é a Minha Carne pela vida do Mundo”(Jo 6,56,59). Nosso Senhor Jesus Cristo sacramentado deverá pois constituir o Pão comum, Sobrenatural, da santa unidade do Corpo Místico na Verdade e na Caridade.
Esta mesma Graça Santificante, e mais ainda, o Santíssimo Sacramento do Altar, O Qual contém o Autor principal e instrumental primário da mesma Graça, constituem A ÚNICA GARANTIA DA VERDADEIRA CARIDADE ENTRE OS HOMENS, DA SANTIDADE NO SEIO DA FAMÍLIA, BEM COMO DA PAZ AUTÊNTICA ENTRE AS NAÇÕES.
Porque sòmente os Bens Sobrenaturais e Eternos possuem a Luz suficiente e necessária para congraçar os homens com vínculos que não pertencem a este pobre mundo, que não perecem, nem mudam, como as coisas do mundo, que não saturam como as realidades deste pobre mundo, porque só encontram explicação n’Aquele que É por Si Mesmo, n’Aquele que detém em Si a razão do Seu Ser.
O homem, individual e colectivamente considerado, desprovido da Graça Santificante, não passa, quase sempre, de um escravo dos instintos, joguete dos impulsos sociais que mimèticamente o governam, sem saber o que é, e para onde vai; neste enquadramento, o próximo será para ele sempre um meio e não um fim. Ora a Fé Católica proíbe em absoluto que consideremos os outros como um meio; é certo que só Deus Nosso Senhor tem que constituir o nosso único Fim absoluto e primário; mas existem sempre FINS SECUNDÁRIOS, NECESSÀRIAMENTE SUBORDINADOS AO FIM PRIMÁRIO, E ESSES CONSTITUIRÃO O NOSSO SEMELHANTE; e não apenas o semelhante iluminado pela Graça, mas todo aquele que pela proximidade espiritual e racional, se encontra, enquanto homem mortal, em potência obedencial para a recepção dos Dons Sobrenaturais. Foi este o ensinamento de Jesus.
BERGOGLIO, PELO CONTRÁRIO, NÃO RECONHECE NOS HOMENS, NEM A FILIAÇÃO DIVINA SOBRENATURAL, NEM A CRIATURALIDADE DE ORDEM NATURAL, MAS APENAS UMA COMUNHÃO DE ANTI- NATUREZA BRUTA, EM RUÍNA IMANENTE, PORQUE PRIVADA DE FUNDAMENTO METAFÍSICO, BEM COMO DE QUALQUER FIM TRANSCENDENTE; CONSEQUENTEMENTE, VOTADA À RÁPIDA EXTINÇÃO, TALVEZ PELO ABORTO, PELA SODOMIA, PELA DROGA, PELA EUTANÁSIA, E PELA GUERRA BACTERIOLÓGICA.
Sempre se soube que o anti-Cristo reduziria o Género Humano a uma base anti-natural extremamente degradada, mas a realidade é pior do que tudo aquilo que os teólogos do passado imaginaram.
DESTRUÍDO O SOBRENATURAL, NÃO FICA O NATURAL, MAS SIM O ANTI-NATURAL.
Que a Graça de Deus constitua o nosso único arrimo; quando tudo estiver irremediàvelmente perdido, e já está – AÍ DEUS INTERVIRÁ; MAS PROCEDERÁ COM O CONCURSO INSTRUMENTAL DOS HOMENS, A CRIAÇÃO CONSTITUI UMA HIERARQUIA, E PELO PRINCÍPIO DA SUBSIDIARIEDADE, CADA PESSOA, CADA FAMÍLIA, CADA INSTITUIÇÃO, SERÁ CHAMADA A REALIZAR O QUE ELA PODE FAZER, OCULTA EM JESUS SACRAMENTADO. À GRANDE MAIORIA COMPETE PRECISAMENTE O SANTIFICAR-SE CADA VEZ MAIS, AMANDO A DEUS, SOBRENATURALMENTE, SOBRE TODAS AS COISAS, E AO PRÓXIMO POR AMOR DE DEUS. À GRANDE MAIORIA DOS SANTOS DO PASSADO, NADA MAIS FOI, POR DEUS, SOLICITADO.

LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO

Lisboa, 10 de Maio de 2015

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Uma resposta para “NÃO HÁ VERDADEIRO AMOR AO PRÓXIMO QUE NÃO SEJA SOBRENATURAL

  1. Jacob maio 15, 2015 às 10:27 am

    Só há sentido em amar ao próximo se for por amor de Deus, acima de tudo.

    O amor romântico, o amor humano dos iluministas, esse é um amor falso, fingido. O ateu que diz amar o próximo na verdade não ama o próximo, mas lisonjeia-o, o adula-o, com o propósito de inflar seu o próprio ego. Ama a si mesmo acima de tudo.

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